Notícias de mercado
2010 - Dezembro
AmBev aposta no consumo do norte e nordeste
Além da Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), também a gigante AmBev vê no nordeste brasileiro uma boa oportunidade para expandir sua atuação no País, já que no primeiro semestre deste ano o consumo naquela região cresceu 25,2%, enquanto no sudeste o aumento foi 23%, comparado a igual período do ano passado, segundo dados da consultoria Nielsen. A AmBev está investindo mais de R$ 260 milhões na construção de sua fábrica em Pernambuco, a maior do Nordeste e a terceira maior do País, com capacidade para produzir 10 milhões de hectolitros de cerveja.
O início da operação da nova planta está previsto para agosto de 2011 e deverá receber mais R$ 100 milhões em uma segunda fase de ampliação até 2015. Cerca de 60% da produção da nova fábrica deverá ser comercializada em Pernambuco. A companhia dará aportes totais de R$ 670 milhões este ano para as Regiões Norte e Nordeste, na ampliação e construção de fábricas e centros de distribuição. Estas regiões juntas contribuíram para o maior crescimento nas vendas da companhia cervejeira no primeiro trimestre deste ano, com expansão de 15% no segmento de cervejas.
Fonte: DCI - 01/12/2010
Indústria faz corrida por cerveja "premium"
Impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo do brasileiro, o mercado cervejeiro se anima para investir na produção de cervejas premium. Grandes empresas como Grupo Schincariol, AmBev e Heineken -, além de uma nova fabricante, a Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), têm planos específicos para o segmento.
O Grupo Schincariol, que está entre as 15 maiores cervejarias do mundo e é a segunda do Brasil, afirma que o segmento mais que triplicou este ano, ante o mesmo período de 2009. Segundo o diretor de Cervejas da Schincariol, Guilherme Moraes, a empresa já ampliou a distribuição das cervejas premium para atender a demanda, que cresce acima do mercado da cerveja tradicional. "Enquanto o mercado de cervejas premium cresceu 12,2%, para a Schincariol este percentual foi de 41%", afirma ele.
A Schincariol entrou no segmento em 2006, com a aquisição da Baden Baden e da carioca Devassa. Segundo Moraes, foram dois os fatores responsáveis pelo crescimento da categoria premium no Brasil: o aumento da renda do brasileiro e a mudança de comportamento no consumo.
No próximo ano, a empresa afirma que estão previstos mais lançamentos do setor. Atualmente a empresa possui três marcas de cerveja premium. Moraes ainda arrisca dizer que parte do desenvolvimento do segmento deste tipo de cerveja no Brasil está relacionada com a contribuição da companhia. "Nossas aquisições em 2006 deram uma impulso ao mercado", diz Moraes.
Líder
A gigante AmBev, que tem como um dos seus fundadores Jorge Paulo Lemann, trabalha com a cerveja Bohemia e importa 11 outras cervejas de origem belga, uruguaia, argentina e alemã para o mercado brasileiro de cervejas premium. Mas, segundo o diretor das marcas premium da AmBev, Pedro Earp, a companhia é a precursora do setor, por meio de Bohemia, primeira cerveja do Brasil e líder do segmento. Sobre o potencial do mercado, o diretor crê que há espaço para crescer ainda mais. "Em mercados desenvolvidos, o segmento representa de 15% a 20% do mercado total de cervejas. O aumento de renda da população é um dos fatores que podem impulsionar este tipo de cerveja no País, pois o público passa a ter interesse em experimentar produtos sofisticados, buscar bebidas para diferentes ocasiões de consumo", explica o diretor.
Capacidade
Este cenário também atrai investimento de multinacionais, como a holandesa Heineken, que possui capacidade de produção de 19 milhões de hectolitros em suas oito fábricas espalhadas pelo Brasil.
"Nossa produção e importação de cervejas premium vêm aumentando significativamente à medida que este mercado se mostra cada vez mais promissor", afirma o gerente sênior de marcas premium da Heineken Brasil, Herbert Gris. De acordo com ele, o Brasil está em terceiro lugar no ranking de produção de cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. Por isso, a companhia investe em trazer novos produtos para o País. A Heineken Brasil aposta no crescimento constante do segmento. Em fevereiro deste ano, a empresa lançou no mercado nacional cinco novas cervejas voltadas à categoria premium - um mercado que movimenta cerca de R$ 300 milhões ao ano. "As cervejas importadas também ajudam a rentabilizar a categoria porque elevam o tíquete e a margem média de toda a cadeia", explica Herbert Gris.
Segundo o executivo, a empresa vem fazendo investimentos significativos em seu portfólio premium. No início do ano, a Heineken Brasil lançou cinco marcas de cerveja premium: Amstel Pulse, da Holanda; Birra Moretti, da Itália; Edelweiss, da Áustria; Murphy's Irish Stout e Murphy's Irish Red, ambas da Irlanda. A Heineken Brasil teve crescimento de 14,2% no primeiro semestre do ano no País, em comparação ao ano anterior. O Brasil está posicionado em sexto lugar no volume de produção nos negócios da Heineken no mundo.
Construção
Associado a um grupo de investidores, o empresário João Noronha resolveu investir no segmento de cervejas premium.
Assim, ele criou a Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP). O primeiro passo da nova empresa foi a construção de uma fábrica em Pindoterama (CE) com aportes totais aproximadamente R$ 60 milhões, que, tem previsão de inauguração em fevereiro do ano que vem.
Otimista, o empresário já projeta a construção de uma outra planta fabril no final de 2011, com investimento idêntico ao da primeira unidade. Juntas as plantas terão capacidade de produção de 300 milhões de litros de cerveja até 2014. "Já conseguimos incentivos fiscais na região para a segunda construção", conta Noronha.
De acordo com Noronha, a nova companhia vai concentrar sua atuação no eixo São Luís (MA) e Recife (PE). "Optamos por este segmento e nessa região, pois o mercado de cervejas convencionais é muito disputado com grandes empresas se digladiando. Pensamos em trazer produtos de qualidade para ganhar espaço na concorrência", afirma o empresário. Segundo ele, o nome da nova companhia já deixa explícito o interesse pela aquisição de empresas que atendam ao padrão de qualidade do grupo. Antes mesmo de começar a produção, o empresário afirma que já está em fase final de negociação para aquisição de uma microcervejaria.
A CBBP também negocia acordos para a importação de grandes marcas de cervejas. Com a forte concorrência, o presidente da CBBP projeta atingir uma fatia de 5% do mercado do segmento premium até 2012. A previsão é alcançar uma receita de R$ 120 milhões no primeiro ano de funcionamento da companhia.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a participação das cervejas premium no Brasil ainda representa apenas 5% do mercado geral de cervejas, porém, o segmento mais que dobrou sua participação nos últimos dez anos, quando tinha somente 2%.
Entre 2007 e 2009, enquanto o mercado geral cresceu 11% em volume, o segmento premium cresceu 40% no Brasil. Ainda de acordo com a entidade, a margem de lucro das cervejas premium chega a ser seis vezes maior que a das cervejas convencionais.
Fonte: DCI - 01/12/2010
Femsa vai produzir geladeira no Brasil
A fabricante de refrigerantes mexicana Femsa é uma empresa diferente da maioria. A companhia, cuja principal atividade é o engarrafamento e distribuição de refrigerantes Coca-Cola, faz desde a extração e o beneficiamento de areia para fabricação de garrafas de vidro até os refrigeradores que gelam as bebidas nos pontos de venda. Dando seqüência a essa estratégia de verticalização, a Femsa inaugurou ontem em Itu, no interior de São Paulo, sua primeira fábrica de geladeiras no Brasil, a Imbera.
A nova unidade, com capacidade de produção inicial de 80 mil refrigeradores ao ano, é o primeiro empreendimento da companhia no país que não se dedica a engarrafar bebidas. No país, a Femsa é dona de quatro unidades produtoras de bebidas, em Jundiaí e Mogi das Cruzes, no Estado de São Paulo, em Belo Horizonte (MG) e em Campo Grande (MS).
"Nosso objetivo é atender nossos clientes e desenvolver novas categorias de produtos", disse ontem, durante a cerimônia de inauguração da unidade, Sergio Saenz Garza, diretor geral da Femsa Insumos Estratégicos - divisão que controla, além da Imbera, a Plásticos Técnicos Mexicanos (de artigos plásticos como mesas e cadeiras para bares e engradados), a Grafo Regia, (de etiquetas e embalagens plásticas Pet) e a Quimiproductos (produtos químicos e matérias primas para indústria de bebidas). Além da fábrica em Itu, a Imbera tem outras duas, no México e na Colômbia.
A Femsa, segundo analistas de mercado, sabe como poucas empresas lidar bem com a verticalização. De acordo com esses analistas, a companhia sabe usar toda essa estrutura para conseguir melhor rentabilidade ao seu principal negócio - a fabricação e distribuição de bebidas - ao mesmo tempo em que consegue ter empresas que dão lucro vendendo para outros clientes, não ligados à Coca-Cola.
No Brasil, a idéia inicial é atender à demanda da Coca-Cola Brasil. "Mas poderemos e vamos vender para outras companhias de alimentos e bebidas", diz Mariano Monteiro, diretor geral da Imbera. A Coca-Cola, segundo ele, tem atualmente 400 mil geladeiras em bares, restaurante e lanchonetes em todo Brasil. "Desse total, 40 mil são da Imbera", diz Mariano Montero, diretor geral da Imbera. "Como a Coca-Cola planeja chegar a 1 milhão de geladeiras em dez anos, temos um grande mercado pela frente", acrescenta.
Está nos planos da Imbera exportar a produção de Itu para países do Mercosul. Para tanto, em 2012, segundo Fabio Chasco, gerente geral da Imbera para o Mercosul, a fábrica que custou US$ 13 milhões, receberá um investimento adicional de US$ 1 milhão e terá sua produção dobrada, chegando a 160 mil refrigeradores por ano.
Os refrigeradores da Imbera, segundo Monteiro, consomem 80% menos energia que as geladeiras comerciais fabricadas há dez anos - que são a maioria presente nos pontos de venda brasileiros. Essa tecnologia, segundo ele, foi desenvolvida pela Imbera. "Usamos um material nos ventiladores do motor e do interior da geladeira, por exemplo, que não acumula pó. Sem pó, o motor funciona gastando menos", diz Chasco.
Ele explica que as geladeiras Imbera têm sensores para produzir mais frio somente quando a temperatura interna sobe. O refrigerador também é programado para funcionar em um modo mais suave durante à noite.
Ontem em Itu, também estavam presentes à cerimônia Miguel Peirano, presidente da Femsa Mercosul, e Alfonso Garza Garza, presidente da Femsa Insumos Estratégicos.
Fonte: Valor, por Lilian Cunha – 03/12/2010
Consumo em alta deve aumentar em 20% preço da cerveja
A estimativa é de Antônio Cesar Longo, presidente da Agas (Associação Gaúcha de Supermercados). Ele se baseia em dados do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), que prevê um crescimento de 12% nas vendas da bebida neste ano em relação a 2009. "Só no período de Festas de fim de ano, a expectativa é de crescer 15%", afirma Gilmar Viana, presidente da entidade.
Com o aumento na procura, o varejo decidiu antecipar as compras de cervejas para a data. Segundo Antonio Ortiz, diretor da rede Asun, do Rio Grande do Sul, há duas semanas, as lojas estão estocando a bebida para evitar ruptura durante as Festas. A prática está dificultando o abastecimento por parte das indústrias.
A Ambev, por exemplo, divulgou que não conseguirá honrar os pedidos de forma pontual, mas garantiu que está preparada para atender à demanda em relação a volume, logística e disponibilidade de marca. Nos três primeiros trimestres deste ano, as vendas da companhia superaram em 12,5% o resultado do mesmo período de 2009.
Fonte: Supermercado Moderno - 08/12/2010
Cerveja e legislação impulsionam o segmento do vidro
Entre outras razões, pelo aumento do consumo de cerveja no país e também pela aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Vice-campeã no segmento, perdendo apenas para a Owens Illinois Incorporation (O-I), a Verallia, dona de três fábricas instaladas no Brasil, fará aportes financeiros no mercado brasileiro da ordem de R$ 120 milhões no quinquênio 2011-2015. "O investimento será absorvido, basicamente, na modernização do parque e reforma de dois fornos", diz Paulo Dias, diretor comercial da empresa. Nos últimos três anos, a Verallia já havia injetado R$ 70 milhões nessas empresas. "O faturamento deste ano deverá fechar em alta ao redor de 9% sobre o do ano anterior, e esse índice deverá se repetir em 2011", prevê o diretor.
O expressivo resultado da receita, segundo ele, será puxado pelo incremento do setor cervejeiro - que responde por 32% do total de embalagens produzidas. Logo em seguida está a indústria de bebidas destiladas que absorve outros 30%, seguida de vinhos com 10%, sendo que os outros 17% estão divididos entre indústria farmacêutica, perfumaria e refrigerantes. A temperatura favorável e o aumento de renda das classes C, D e E deverão contribuir para elevar o consumo de cerveja no Brasil este ano entre 10% e 12%, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
Em 2009, o consumo nacional de cerveja cresceu 10,9%, contra 10,4% no ano anterior. Apesar desse incremento, o consumo brasileiro de cerveja está muito abaixo do de países com grandes vendas per capita da bebida, como é o caso da Alemanha. "Essa é a enorme oportunidade que a indústria de embalagem de vidro enxerga diante de seus concorrentes. O consumo de cerveja está aumentando, principalmente, na região Nordeste", emenda Lucien Belmonte, superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro). "Acredito que o Brasil terá um ciclo de crescimento de muitos anos e a nossa capacidade para atender essa demanda estará em linha com as aquisições que estamos fazendo", garante Ricardo Leonel Vieira, diretor de vendas e marketing da Owens Illinois, referindo-se à última compra da empresa, em setembro. O grupo pernambucano Cornélio Brennand (GCB) vendeu suas operações na área de embalagens de vidro para bebidas, alimentos e fármacos, por US$ 603 milhões, para a O-I.
Diante disso, a Companhia Industrial de Vidros (CIV) concentrará seu negócio no segmento de planos, utilizados na construção civil e indústria automobilística, com uma fábrica de R$ 330 milhões que começou a ser construída também no mês de setembro. Para a indústria americana, a compra, que envolve duas fábricas em Pernambuco e uma no Ceará, vai ampliar em 50% sua capacidade no país. "Neste ano as vendas crescem 21% sobre o ano anterior e a projeção para 2011 é de um incremento superior a 25%", diz Vieira. Segundo ele, os investimentos no país, em 2010, somam R$ 68 milhões. A receita, que no ano passado atingiu R$ 899 milhões, deverá ter um salto de aproximadamente 15% neste ano.
De acordo com o comunicado da O-I feito no exterior, o valor do negócio inclui benefícios fiscais estimados em US$ 140 milhões. "A CIV nos dá um grande fôlego para a capilaridade que precisamos em todos os pontos do Brasil", conclui Vieira. Pelos seus cálculos, neste ano a produção da companhia no Brasil fecha com incremento de 19% frente ao ano anterior. Líder em utilidades domésticas, a Nadir Figueiredo, uma das companhias tradicionais do mercado brasileiro e fabricante do velho e conhecido copo americano, prevê investimentos de R$ 79,6 milhões na fábrica de Suzano (SP), para a construção de dois armazéns e um novo forno, o sexto em operação na empresa. "Por enquanto, estamos concentrados nos armazéns, que ficarão prontos entre março e abril.
No segundo semestre, estaremos acelerando a expansão da fábrica", conta Mauro Frederico Marquezano, vice-presidente de vendas e marketing da companhia. "Do volume total produzido pela companhia brasileira, entre 35% a 40% correspondem a embalagens", diz Marquezano. "E nossa embalagem tem uma característica diferente. Assim que o produto é consumido, transforma-se em um utensílio doméstico", lembra, referindo aos copos de requeijão. Além desse copo, a companhia também fabrica potes para conservas, pimentas, água mineral, entre outros. A Nadir produz 162 mil toneladas anuais de vidro nas duas fábricas do grupo, sendo que nos quatro fornos em operação na unidade da Vila Maria, zona norte de São Paulo, a capacidade de produção é de cerca de 400 toneladas de vidro ao dia.
No único forno de Suzano, são 200 toneladas. Além do aquecimento da economia, Dias, da Verallia, destaca um outro fator para o bom desempenho do setor: "Foi fundamental a aprovação da PNRS, que favorece o setor por se tratar de uma cadeia produtiva sustentável em todas as suas etapas." O texto da lei, aprovado em agosto, estabelece entre outros pontos o conceito de ciclo de vida dos produtos, considerando desde o desenho até a produção, armazenamento, reciclagem e disposição final. Ainda de acordo com a PNRS, as embalagens devem facilitar a reutilização e a reciclagem, restringindo o volume e o peso. A responsabilidade compartilhada pós-consumo será dividida entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. As empresas terão obrigação de estabelecer sistemas de retorno.
Fonte: Abras online news – 10/12/2010
AB Inbev lança R$ 2 bilhões em debêntures para baratear dívida
A AB InBev está lançando R$ 2 bilhões em debêntures por meio de sua subsidiária brasileira InBev Participações Societárias, uma companhia não-operacional. A emissão faz parte dos planos da maior cervejaria do mundo de reduzir o gigantesco endividamento criado em 2008 a partir da aquisição da Anheuser-Busch.
O objetivo da emissão, coordenada pelo Banco do Brasil, é quitar antecipadamente outros R$ 2 bilhões que a InBev deve a investidores que compraram suas debêntures no ano passado, em uma operação comandada pelo Bradesco, com vencimento em 2012. Segundo o Valor apurou, as novas debêntures devem ser compradas pelo próprio Banco do Brasil, funcionando com uma espécie de operação de crédito bancário.
Apesar de a nova emissão também vencer daqui a dois anos, a principal vantagem encontrada pela companhia nessa troca está no custo da dívida. As debêntures lançadas no ano passado custavam para a InBev 114% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) ao ano e agora a cervejaria passará a pagar 109% do CDI.
Além disso, os novos papéis permitem que a InBev os recompre antecipadamente a partir do 11º mês. Ou seja, se as condições de mercado estiverem mais favoráveis nos próximos meses, a empresa poderá recomprá-los e captar recursos pagando menos.
Desde a aquisição da Anheuser-Busch, em 2008, a AB InBev vem num esforço para reduzir a enorme dívida contraída para viabilizar a compra da tradicional cervejaria americana. A companhia resultante dessa união já nasceu com uma dívida de US$ 65 bilhões. A InBev pagou à família Busch US$ 54,8 bilhões pela aquisição da fabricante da Budweiser, valor que se somou às dívidas que ambas as companhias já tinham em balanço. Hoje, o endividamento líquido da InBev está em US$ 42 bilhões.
Para poder pagar a dívida, a AB InBev vendeu vários ativos que eram da AB e também da própria Inbev. A companhia se desfez em janeiro do ano passado de 20% dos 27% que tinha na chinesa Tsingtao para a japonesa Asahi por US$ 667 milhões; e vendeu em julho do ano passado os três parques SeaWorlds e os dois Busch Gardens, que pertenciam à AB nos EUA para a gestora de private equity BlackstoneGroup por US$ 2,3 bilhões.
No total, incluindo fábricas na Escócia e na Irlanda e fábricas de latas e embalagens nos EUA, a companhia arrecadou cerca de US$ 7 bilhões se desfazendo de ativos "não essenciais para a empresa", como já disse Carlos Brito, presidente da AB Inbev, em outras entrevistas. Procurada ontem pela reportagem, a InBev não retornou até o fechamento desta edição.
Com esse dinheiro, a AB Inbev pagou com meses de antecedência o empréstimo ponte de US$ 9,8 bilhões que vencia em maio de 2009. Também antecipou várias parcelas do financiamento de US$ 54 bilhões contraído para pagar a aquisição da Anheuser Busch.
A companhia tem sido bem avaliada pelo mercado, apesar do alto grau de alavancagem, uma vez que fez todos esses pagamentos antes do vencimento e durante o período de crise financeira mundial.
Muito pouco desse endividamento da AB InBev está atrelado à moeda brasileira. Além das debêntures, a cervejaria também fez em novembro uma emissão de R$ 750 milhões, que paga uma taxa de juros de 9,75% ao ano, com vencimento em 2015.
Fonte: Valor Online, por Carolina Mandl e Lílian Cunha – 15/12/2010
Stella Artois - Edição especial para o fim de ano
A Stella Artois traz ao Brasil uma novidade: uma garrafa para celebrar as festas de fim de ano. O produto, importado da Bélgica, será comercializado em edição especial em pontos selecionados de São Paulo.
Em formato similar ao de uma garrafa de champagne, rotulada com sleeve e fechada com rolha, gabieta e capuz, a o produto pode ser encontrada em embalagens individuais de 750 ml e em caixa com seis garrafas. A edição comemorativa celebra a história da marca, criada em 1366, em Leuven (Bélgica).
Fonte: Giro News - 15/12/2010
Deputado quer aumentar tributação sobre cerveja
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investigou a violência urbana aprovou hoje (15) o relatório final apresentado pelo relator, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). No texto, o relator propôs a apresentação de um projeto de lei para aumentar a tributação da cerveja e da sua publicidade, visando a reduzir o consumo da bebida e aumentar os recursos para reajustar os salários dos policiais.
O relatório de Paulo Pimenta também propõe a continuação da construção de prisões e de centros de internação de adolescentes nas cidades pólos regionais e prevê o apoio ao projeto de inteligência e integração de forças de segurança na fronteira para combater a entrada ilícita de drogas e armas no Brasil.
Fonte: Agência Brasil – 15/12/2010
Produção de cerveja na China deve crescer em torno de 8% em 2010
Estima-se que a produção de cerveja na China cresça em torno de 8% em 2010 comparado com o ano anterior, atingindo 450 milhões de hectolitros, de acordo com um relatório emitido pelo China National Commercial Information Center and Society Insights and Decision. Em 2009 a produção de cerveja na China excedeu os 420 milhões de hectolitros, mantendo-se como o maior produtor mundial de cerveja pelo oitavo ano consecutivo. Durante os três primeiros trimestres deste ano, a produção de cerveja cresceu 7,2% sobre o mesmo período do ano passado.
De acordo com o relatório do jornal financeiro chinês, as cervejarias China Resources Snow Breweries, Anheuser-Busch InBev, Tsingtao Brewery e Beijing Yanjing Brewery somaram 72,5% do faturamento da indústria cervejeira chinesa. Cervejarias de pequeno e médio porte com uma produção anual menor que 5 milhões de hectolitros possuem um market share de 19% no país, segundo o relatório.
Li Baojun, presidente da Society Insights and Decision, declarou que mais de 80 aquisições e fusões foram realizadas na indústria cervejeira desde 2001.
Desde 2002, a produção de cerveja na China superou a dos Estados Unidos, tornando-se a número um no mundo. A indústria cervejeira chinesa é a que mais rápido cresce, o maior produtor e consumidor e a indústria mais competitiva nos mercados cervejeiros mundiais. O equipamento chinês para a produção de cerveja, a tecnologia e a capacidade de cerveja e bebidas também melhoraram ao mesmo tempo.
Fonte: Globalmalt - 16/12/2010
Traduzido e Adaptado por Matthias Rembert Reinold
Consumo de cerveja deve crescer 35% nos próximos três meses
O encontro das Festas de final de ano com as temperaturas altas deve render crescimento de 35% nas vendas de cerveja no varejo, segundo estimativa do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja) para o período entre dezembro e fevereiro, responsável por quase um terço da comercialização anual. As vendas totais da indústria cervejeira – para todos os canais – terminarão o ano com 14% de crescimento em volume, o que representa um consumo de 12,3 bilhões de litros.
Fonte: Supermercado Moderno - 17/12/2010
Mercado de cevada na União Européia
A União Européia registrou quebras de safra em grandes áreas. No papel, o déficit chega a meio milhão de toneladas. A produção de cevada alemã foi muito abaixo das expectativas, uma das menores dos últimos anos. A safra de cevada de 2009, que chegou a um milhão de toneladas, será inteiramente utilizada e chegará a quase zero até ao verão de 2011 por lá.
Grandes quantidades de cevada dinamarquesa, alemã, do Reino Unido e francesa, foram exportadas como cevada forrageira, devido à má qualidade das plantas. O prêmio pago a cevada cervejeira para o mercado de bebidas, tem sido muito baixo fazendo com que os agricultores e cooperativas prefiram comercializar o grão no setor alimentício, onde os preços são satisfatórios e onde não há riscos de quebra por qualidade. É bastante provável que exista falta de cevada de qualidade na UE e por conseqüência um risco de desabastecimento até a primavera de 2011.
Fonte: Agromalte – 18/12/2010
Percalços do mercado refletem no preço do malte 2011
Grande balizadora de preços de cevada e por conseqüência, de malte, a União Européia está passando por um período turbulento com relação à cevada cervejeira.
Está ocorrendo uma congruência de fatores desfavoráveis a esse mercado: pouco incentivo governamental para o plantio de cevada cervejeira aos agricultores, diminuição da área plantada, muita chuva no período de colheita – ocasionando o chamado grão pré-germinado, maior destinação da cevada colhida às indústrias alimentícias e de combustíveis além da falta de garantias financeiras aos agricultores.
Na Austrália, grande produtor de cevada e trigo, primeiramente a seca e depois o excesso de chuvas fez com que boa parte da safra comprometida. Na Rússia, também exportador de cevada, a informação é a de que a oferta suprirá apenas a demanda interna do país. A conseqüência de todos esses fatores será a de preços um pouco acima dos praticados neste ano de 2010 no mercado com um todo. De acordo com informações na Europa, pode ocorrer ainda uma projeção de crescimento no preço de mercado para a safra 2011/2012.
Fonte: Agromalte – 18/12/2010
Ambev aprova desdobramento de ações na razão de uma para cinco
A AmBev (AMBV3, AMBV4), dona das marcas Brahma, Antarctica e Skol, aprovou o desdobramento de suas ações ordinárias e preferenciais na proporção de uma para cinco, informa comunicado ao mercado desta segunda-feira (20).
Aprovada em assembléia de acionistas na sexta-feira (17), a medida é válida a partir de 23 de dezembro e garante aos investidores os mesmos direitos que possuíam com a participação antiga. A AmBev manteve a proporção dos ADRs (American Depositary Receipts) em uma para cada ação da companhia.
Na prática, o desdobramento significa que cada investidor receberá quatro papéis novos equivalentes ao que já possui, sem custo. Por conseqüência, haverá cinco vezes mais ações da companhia no mercado, negociadas pelo mesmo preço, permitindo a compra em lotes de ações com menos recursos.
Na nova configuração, o capital da companhia será dividido em 3.104.361.040 ações, 1.743.888.690 ordinárias e 1.360.472.350 preferenciais.
Fonte: Exame.com, por Mirela Portugal – 20/12/2010
Cervejaria CCU aposta na cidra
A cervejaria chilena CCU pagou US$ 13,2 milhões pelo controle de duas empresas líderes do mercado da cidra na Argentina. A operação supôs a compra de participações diretas e indiretas nas empresas argentinas Sáenz Briones, dona da marca Sidra Real, e Sidra La Victoria. CCU é o segundo fabricante de cervejas na Argentina, atrás do grupo AmBev, com capital brasileiro.
Fonte: Panorama Brasil – 29/12/2010
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