Notícias de mercado
2011 - Janeiro - Parte I
Carlsberg se desfaz de cervejaria na Alemanha
A cervejaria dinamarquesa Carlsberg anunciou ontem a venda de sua cervejaria Feldschlösschen de Dresden, na Alemanha, para a Frankfurter Brauhaus.
O movimento faz parte da estratégia adotada pela fabricante de enxugar sua linha no norte do país.
Fonte: Valor Econômico – 04/01/2011
Ambev pode ter nova fábrica no PR
O município de Ponta Grossa (PR), distante 115 quilômetros de Curitiba, vive dias de expectativa desde a posse do governador Beto Richa (PSDB), de olho nas medidas que serão adotadas por ele para atrair investimentos para o Paraná. Elas poderão ajudar na decisão da fabricante de bebidas Ambevde instalar uma fábrica na cidade, que no ano passado foi visitada por representantes da empresa, interessados em achar um terreno adequado para a construção de uma nova unidade.
Fonte: Valor online – 06/01/2011
Devassa, da Schincariol, será vendida fora de RJ e SP
A cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol, restrita aos Estados do Rio e de São Paulo, deve começar a circular em outras praças este ano. O produto será levado a novos mercados em esquema de "ensaio", disse nesta quinta-feira, 6, o diretor de marketing da empresa, Luiz Claudio Taya, durante o lançamento do Bailes Devassa, evento que será realizado no carnaval carioca deste ano com o patrocínio da marca. "Há planos de expansão, mas sempre com muita cautela.
Vamos fazer alguns ensaios já no primeiro semestre deste ano, mas queremos ter isso guardado a sete chaves", declarou o executivo, que não quis dar detalhes sobre o plano. Ele acrescentou, porém, que o foco do produto continua sendo o Sudeste. "Queremos consolidar o lançamento tanto no Rio quanto em São Paulo, ganhar mais corpo, mais distribuição, tornar a marca mais presente na mente do consumidor", disse. Fora dos dois Estados, hoje a cerveja só está presente em alguns bares selecionados. Adquirida em 2007, a Devassa, antes artesanal, foi popularizada pela Schincariol e lançada no carnaval carioca do ano passado como Devassa Bem Loura. As aquisições da companhia nos últimos anos incluem ainda a cervejaria catarinense Eisenbahn e a marca Cintra, antes pertencente à AmBev. Novas compras podem acontecer este ano, revelou Taya, sem especificar quais empresas ou marcas teriam potencial para ser adquiridas. "Há essa possibilidade. Temos que estar sempre abertos.
O mundo é globalizado e as empresas menores acabam se associando às grandes", disse. "Podemos ter associações que sejam estratégicas para nós, porque não produzimos só cerveja, mas também água, refrigerante e sucos", completou. O executivo afirmou ainda que em 2011 a empresa aumentará sua capacidade produtiva, especialmente de unidades no Norte e no Nordeste, para atender à crescente demanda por bebidas. "Temos de estar preparados para o consumo que o País terá. Vai ser um grande oxigênio", disse, atribuindo a expansão da demanda à melhoria da renda da população.
Fonte: O Estado de S. Paulo – 06/01/2011
Budweiser desembarca no Brasil com produção local
A chegada da cerveja mais conhecida do mundo ao País deve acontecer no segundo semestre, provavelmente em outubro.
Em um primeiro momento, a distribuição, que será feita pela Ambev, deve acontecer apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro. No mercado nacional, a cerveja deve se posicionar na categoria chamada de "core plus". Isso significa que a Budweiser ficaria entre as cervejas de maior consumo em volume (como Brahma e Antarctica) e as premium (Stella Artois e Bohemia). É um posicionamento que a Anheuser-Busch InBev planeja ocupar já há algum tempo, de maneira que a entrada da marca não canibalize outros produtos da cervejaria. Essa questão foi analisada no processo de construção do plano de negócios da Budweiser no Brasil.
Possivelmente, a cerveja será produzida localmente, na fábrica de Jacareí, cerca de 100 km da capital paulista. Analistas do setor acreditam que a entrada da marca no País se dará pela venda em garrafa long neck e lata. Não haverá mudanças na identidade visual da marca, que se destaca pelo branco, azul e vermelho, cores da bandeira dos Estados Unidos.
A campanha publicitária no Brasil poderá explorar a mensagem de que a produção da Budweiser é "diferenciada". Essa questão, inclusive, é algo que o presidente mundial da AB InBev, Carlos Brito, comentou recentemente. "Temos de melhorar a maneira como reforçamos os fundamentos da marca [Budweiser]. Não temos enfatizado às pessoas que há um processo de fermentação diferente das outras cervejas que existem por aí", disse ele em junho ao The Wall Street Journal.
Trazer a Budweiser para o Brasil faz parte da estratégia da AB InBev de levantar as vendas da marca, que têm regredido nos EUA, onde o consumo de cerveja – ao contrário do Brasil – está em declínio.
Fonte: Portal Alimentação Fora do Lar – 07/01/2011
AmBev quer redução de ICMS para instalação de fábrica
As negociações entre a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) e o governo estadual podem ter uma definição na próxima semana. O secretário de Estado da Fazenda e Receita Estadual, Luiz Carlos Hauly, e o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Gilmar Viana, vão se reunir segunda-feira (dia 10) para tratar da redução da alíquota de 29,5% sobre bebidas.
Desde o ano passado, esse tem sido o único entrave na decisão da AmBev para decidir ou não pelo Paraná para a construção da sua nova unidade que deve consumir investimentos da ordem de R$ 300 milhões.
Os números não são confirmados pela AmBev, que apenas diz estar avaliando expandir a capacidade de produção no Paraná e que isso está sendo tratado junto ao governo.
Sabe-se que há meses a companhia procura por uma área de 1,5 milhão de metros quadrados na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, para dar vazão ao projeto.
“Há quatro áreas em análise. Além de ajudarmos nessa procura, oferecemos uma ampla infraestrutura em abastecimento de energia elétrica, água, gás natural, entroncamento ferroviário e um sistema de ensino eficiente para a capacitação de mão de obra. Ainda contamos com uma empresa de embalagens de alumínio, ou seja, tudo está a favor, só dependemos do governo para a fábrica se instalar aqui”, analisa o secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, João Luiz Kovaleski.
Segundo ele, o projeto da AmBev terá a finalidade inicial de fortalecer o abastecimento de cervejas e refrigerantes no Sul do País e, na fase seguinte, erguer outra estrutura para atender aos países do Mercosul, a uma parte do estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
“Eles trarão o que há de mais moderno em máquinas e precisam dessa decisão do governo até o final deste mês, uma vez que a meta da AmBev é estar produzindo bebidas ainda neste ano, até porque os acionistas já autorizaram o início das obras”, destaca Kovaleski. “Isso significa que se a fábrica não ficar aqui, esse montante irá para São Paulo ou Santa Catarina, que oferecem alíquotas de ICMS menores do que o Paraná, de 18% e 25%, respectivamente”, destacou.
Segundo o Sindicerv, o Paraná produz apenas 40% do que consome. De acordo com Gilmar Viana, se o governo baixar a alíquota, não só a AmBev fará esse investimento, mas também a Heineken, já instalada em Ponta Grossa, vai transferir toda a linha para a fábrica do Paraná, o que demandará R$ 60 milhões em investimentos.
O secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, afirma que o novo governo está trabalhando para atrair novos investimentos produtivos dentro do chamado Programa Paraná Competitivo.
“O capital produtivo será amigo do Estado, porém, estamos avaliando como atrelar um tratamento tributário diferenciado sem desequilibrar a concorrência no Paraná”, ponderou.
Fonte: Paraná online, por Magaléa Mazziotti – 08/01/2011
Nova Schin apresenta novo comercial na TV
A cerveja Nova Schin retorna à mídia com o comercial "Invenção" - que dá prosseguimento ao uso do humor e do conceito "um cervejão". Desta vez, o filme tem participação da atriz Fernanda Paes Leme. Num quiosque à beira de uma piscina, um grupo de amigos se diverte e um comenta "Calorzão, cervejão, invenção". Outro, então, coloca um biquíni sobre a mesa dizendo que a peça dissolvia na água e que ele tinha presenteado Fernanda com um.
Fonte: Portal Giro News – 10/01/2011
Skol promove votação para eleger local de evento
A Skol promove durante o mês de janeiro um concurso para eleger o local que sediará o Praia Skol Music. O evento contará com shows de Ben Harper, Donavan Frankenreiter e Tom Curren. As concorrentes são as praias de Geribá, em Búzios (RJ) a de Maresias (SP), e a praia de Campeche (SC). A votação será feita por meio do site oficial da cervejaria, no Facebook e no Twitter, até o dia 30. Enquanto o local do evento, que será no dia 5 de fevereiro, não é definido, as praias recebem outras atividades.
Fonte: Portal Giro News – 10/01/2011
Ambev promove mudanças internamente
A empresa confirmou algumas das mais de 50 mudanças de cargos que prepara para este início de ano. O argentino Jorge Mastroizi assumiu a vice-presidência de marketing, em substituição a Carlos Lisboa, que passa a comandar a Ambev em cinco países latinos, a partir da Argentina. Além de Mastroizi, outro latino-americano ocupará posição de destaque na operação brasileira. O guatemalteco Harry Lewis será gerente da plataforma jovem de Skol, um dos pilares da companhia no País.
Fonte: Portal Giro News – 11/01/2011
Cerveja ainda depende de lata importada
Terminou em 31 de dezembro o prazo para importar latas para embalar bebidas, pagando-se alíquota de 2%. Desde então, o imposto de importação voltou a 16%, patamar cobrado até maio de 2010, quando a Câmara de Comércio Exterior (Camex) determinou a redução. Mas a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) vai pedir hoje à Camex, em uma reunião em Brasília, que estenda o benefício por mais três meses.
Fonte: Valor online – 12/01/2011
Cervejaria Abadessa lança selo de responsabilidade social
A cervejaria gaúcha Abadessa está lançando em janeiro deste ano seu selo de responsabilidade social “Beba menos, beba melhor”. A iniciativa, inspirada na campanha da Associação Alemã de Cervejeiros (Die Deutschen Brauer) que tem como slogan “Deguste Cerveja Consciente” (Bier Bewusst Geniessen), pretende introduzir e consolidar no mercado uma imagem diferente para a bebida. Herbert Schumacher, sócio da cervejaria gaúcha, afirma que “o objetivo é diminuir o consumo excessivo de álcool em troca de um maior prazer e qualidade do beber”.
O selo foi desenvolvido pala agência Sudhouse, de Porto Alegre, e será utilizado em todas as embalagens e rótulos das Cervejas Abadessa de forma definitiva.
Fonte: Revista Sabores do Sul, por Martha Postiglione – 12/01/2011
Cerveja norte-americana Miller volta ao Brasil após quatro anos
Quatro anos após o fim de sua produção no Brasil, a cerveja Miller está de volta ao país. A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo e fabricante da bebida, fechou acordo com a importadora gaúcha ImportBeer para distribuição nacional. Desde o início de janeiro, a cerveja norte-americana está sendo comercializada na rede de supermercados Zaffari em Porto Alegre (RS).
Os planos são de expandir as vendas no Estado neste ano, para as principais redes de supermercado, e, a partir de 2012, distribuir em todo o país. De acordo com Christian Bonotto, diretor da importadora, a empresa já negocia com redes como Wal-Mart e Carrefour para ampliar as vendas. "A SABMiller vai fazer um aporte de US$ 15 milhões neste primeiro ano de parceria, para investirmos em distribuição, marketing", afirma Bonotto. De acordo com ele, o volume a ser investido nos anos seguintes ainda está em negociação. A previsão da ImportBeer é que a Miller esteja em todos os Estados até 2013.
O Grupo gaúcho importa ainda cervejas da República Tcheca, Argentina e Jamaica, além de cuidar da área comercial da DaDo Bier no país. A previsão da ImportBeer é que a operação com a Miller, que será importada dos Estados Unidos, gere cerca de 50 empregos diretos e indiretos. JOINT VENTURE Entre 1996 e 2007, a Miller foi produzida no país por uma joint venture entre a Brahma, marca da maior cervejaria do mundo, a AmBev, e a SABMiller. De acordo com a fabricante, a SABMiller optou por retirar a cerveja de circulação no país por discordar dos preços praticados pela AmBev.
A cervejaria brasileira, porém, afirma que o contrato, que venceu em 2007, não foi renovado por não haver interesse de nenhuma das partes.
Fonte: Folha de S. Paulo - 14/01/2011
Heineken quer recriar cerveja mais antiga
A holandesa Heineken anunciou ontem que negocia um contrato de licença para recriar a fórmula daquela que pode ser a cerveja mais antiga do mundo. Em julho do ano passado foram encontradas garrafas em meio a destroços de um navio no Mar Åland, da Finlândia. A origem da cerveja é indeterminada, mas estima-se que a data de sua fabricação remonta aos anos 1820 a 1830. De acordo com o site Just Drinks, cientistas estão examinando o fermento de quatro garrafas de cerveja recolhidas.
"Neste momento acreditamos que elas são as mais antigas cervejas engarrafadas do mundo que podem ser consumidas", disse Rainer Juslin, integrante do governo autônomo das ilhas Åland. Se o fermento na cerveja permanece vivo ou inativo, o governo pretende vender os direitos para recriar a cerveja. À frente da disputa está a única cervejaria de Åland, a Stallhagen. No entanto, o presidente de Stallhagen, Jan Wennström, afirmou: "Se a demanda for além de nossa capacidade de 400.000 litros, poderemos também negociar com a Heineken".
Procurada, a Heineken não comenta o assunto, enquanto aguarda a decisão do governo da ilha finlandesa.
Fonte: Abras - 14/01/2011
Chuva paralisa fábrica da Cervejaria Petrópolis
As chuvas torrenciais que atingem Teresópolis, no Rio de Janeiro, paralisaram a produção da unidade da Cervejaria Petrópolis desde terça-feira, dia 11. Funcionários que trabalhavam no turno noturno desde esse dia não conseguem sair da fábrica, ao mesmo tempo em que outros colaboradores não conseguem entrar. As informações são de fontes ligadas à empresa.
O traslado dos funcionários está sendo iniciado, neste momento pela empresa. Em nota, a Petrópolis afirma também que suas áreas de produção não foram atingidas, embora haja dificuldades de transporte de carga "que serão sanadas sem prejuízo para os canais de comercialização".
Os funcionários presos na unidade por causa da chuva mantêm comunicação com pessoas de fora apenas por VoIP, já que as linhas de telefone foram cortadas, mas a energia está ligada. As demais fábricas da companhia funcionam normalmente.
Grupo Petrópolis é um dos maiores do País e possui cerca de 9,6% do mercado brasileiro de cervejas. A companhia tem em seu portfólio as marcas Itaipava, Petra, Crystal, Loka, TNT e Weltenburger, Black Princess. Só a fábrica de Teresópolis possui 20 mil metros quadrados de área e produzir 40 mil garrafas de 600 ml e 20 mil latas de 350 ml por hora.
Fonte: Panorama Brasil – 14/01/2011
Cervejarias investem em marcas globais
Chegada da Budweiser ao Brasil serve como termômetro da visão mundial das empresas do setor
O mercado de cervejas se globaliza. A futura chegada ao Brasil da Budweiser, marca mundial da ImBev e líder no mercado norte-americano, é a prova de que as grandes cervejarias do planeta estão apostando em marcas com potencial global. Faltava para a Bud, marca mais vendida no mundo, entrar com força no gigantesco mercado brasileiro e não há mais como protelar isso. Para a Ambev, é um grande desafio introduzir a nova marca, para que não canibalize com suas muitas marcas de sucesso no mercado local.
Muito se tem especulado a respeito de para onde caminha o mercado de cervejas brasileiro e que espaço ocupará a gigante Bud por aqui, como será posicionada, como rivalizará com Heineken –que amplia seus investimentos no Brasil –, e como o crescimento do consumo dividirá as marcas e os segmentos. Devido ao posicionamento similar de Bud nos Estados Unidos ao de Skol no Brasil, como marca líder do chamado segmento mainstream, o mercado especula que Bud seria uma solução para a Ambev diante da impossibilidade de globalizar Skol, que, mesmo sendo regional, é hoje a terceira marca mais vendida no mundo e líder no Brasil há dez anos.
Alexandre Loures, diretor de comunicação da Ambev, nega que a empresa pague royalties para manter a marca no País e se irrita com as especulações de que a empresa teria planos de reduzir investimentos em Skol e, principalmente, de que Bud ocupará espaço semelhante ao da marca. “Budweiser terá no Brasil outro posicionamento, diferente de Skol. Será posicionada entre os segmentos mainstream e premium, chamado core plus. Não é verdade que pagamos royalties por Skol, temos a marca no Brasil e não há qualquer possibilidade de deixarmos de investir nela. O mercado de cervejas é regional. Há tendência de investir em marcas globais, sim, mas continuar trabalhando as marcas regionais paralelamente”, disse Loures.
Fronteiras
A marca Skol pertence à dinamarquesa Carlsberg. Nos anos 70, a Brahma comprou a operação Skol/Caracu e tem o direito de uso da marca em toda a América Latina. No portfolio da Ambev, a marca brasileira que ultrapassou fronteiras é Brahma. Localmente, Antarctica vem aumentando gradualmente seu share no mercado nacional e é líder no Rio de Janeiro, que apresenta o maior consumo per capita de cerveja do País. Enquanto isso, o mercado de cervejas está em lua de mel. O Brasil é hoje o terceiro maior mercado de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, embora o consumo per capita ainda esteja entre 63 e 64 litros, enquanto em alguns países chega a 160 (caso da República Tcheca).
O aumento do poder aquisitivo do consumidor contribui fortemente para o cenário positivo. Embora os números ainda não estejam fechados, o consumo anual em 2010 com certeza ultrapassou os 12 bilhões de litros, segundo estimativa de Gilmar Viana, presidente do Sindicerv, o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja. “Ultrapassamos a Rússia e a Alemanha”, afirmou Viana, para quem grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas contribuirão significativamente para o fortalecimento do consumo.
Premium
O crescimento do mercado também abriu espaço para novos produtos, novas embalagens e o crescimento da categoria de cervejas premium, que hoje representa 5% do mercado total, mais que o dobro de dez anos atrás, quando a participação era de 2%. Ainda longe da média de participação europeia, que é de 12%, o segmento superpremium cresceu 40% em volume no Brasil entre 2007 e 2009, muito mais do que o crescimento do mercado geral no mesmo período, que foi de 11%. Mundialmente, o segmento representa 13%. “O Brasil permanece como um grande mercado potencial, digno de investimentos porque mantém os seus fundamentos econômicos muito sólidos”, disse a gerente de comunicação da Heineken Brasil, Renata Zveibel.
Todas as cervejarias aumentam seus portfolios e investem em novidades. As marcas premium - bem como as chamadas superpremium nacionais e importadas e as inúmeras marcas artesanais de pequenas cervejarias que se espalham por algumas regiões do País - representam um nicho que agrada o consumidor que sofistica seu paladar cervejeiro, assim como acontece com o vinho. O segmento premium movimenta hoje cerca de R$ 300 milhões por ano. O segmento “core plus” - onde entrará Bud - é considerado uma oportunidade interessante entre o mainstream e o premium, uma espécie de evolução da marca mainstream entre consumidores que estão sofisticando o seu paladar.
Em fevereiro do ano passado, a Heineken Brasil lançou no mercado interno nacional cinco cervejas voltadas ao segmento premium. Com a marca Heineken vai patrocinar o Rock in Rio 2011, com Bavária investe em rodeios e com a Kaiser em futebol. “As cervejas importadas ajudam ainda a rentabilizar a categoria porque elevam o ticket e a margem média da cadeia: indústria, distribuidor e consumidor final”, disse Renata.
No caso da Ambev, são diversas as apostas. No segmento premium nacional está a família Bohemia e entre as internacionais estão as belgas Stella Artois, Hoegaarden e Leffe, a uruguaia Norteña, a alemã Franziskaner e a argentina Quilmes. Segundo o gerente de comunicação de Bohemia, André Limaverde, há espaço para crescer. A Ambev foi a precursora do setor, por meio de Bohemia, hoje líder do segmento premium.
Especiais
O Grupo Schin investiu forte na marca Devassa e no segmento premium tem ainda a Eisenbahn, aposta que inclui a criação de bares especiais da cervejaria. Também tem no portfólio de cervejas especiais a Baden Baden. Devassa tem recebido grandes investimentos e tornou-se grande vitrine para o Grupo Schin, com resultados de vendas pouco significativos.
“A mais larga distribuição de cervejas especiais por parte das grandes cervejarias só ajuda a formar e abrir o mercado”, analisou Rodolfo Alves, sócio da Mr. Beer, rede de lojas especializadas na venda de cervejas especiais.
Reinado
Quem entende de mercado de cervejas sabe, no entanto, que escala é a palavra-chave neste negócio. Quem faz a roda girar é mesmo o segmento Pilsen, com a combinação de qualidade, leveza e preço acessível que caiu no gosto popular do brasileiro. Isso explica o grande investimento no segmento, a força de suas marcas nacionalmente e, principalmente, o conservadorismo da sua comunicação, popular e repetitiva.
Segundo dados do Sindicerv, o consumo se diversifica e se sofistica apenas em nichos. As grandes marcas mainstream como Skol e Antarctica se beneficiam com a entrada de novos consumidores no mercado, especialmente os que abandonam a cachaça e se tornam bebedores de cerveja para quem as marcas mainstream são aspiracionais. Isso aconteceu fortemente no Nordeste, por exemplo, que apresentou o maior crescimento proporcional a outros estados do País.
Para Viana, do Sindicerv, o Brasil é grande o suficiente para comportar uma infinidade de marcas e nichos. São hoje 80 cervejarias no País. “Nunca seremos bebedores de cerveja como os tchecos, mas o fenômeno que ocorrerá cada vez mais por aqui é um espraiamento do consumo, se espalhando pelos estados, com o ingresso de novos bebedores de cerveja”, diz Viana.
Fonte: Exame.com – 17/01/2011
Cerveja-limonada para animar as vendas
A MillerCoors LLC planeja lançar uma versão com sabor limonada para sua cerveja MGD 64, na mais recente tentativa de uma grande cervejaria americana para revitalizar as vendas em declínio.
A MillerCoors, a segunda maior cervejaria dos Estados Unidos em faturamento, vai lançar em maio a MGD 64 Lemonade com uma produção limitada, só para o verão.
A empresa espera que a cerveja atraia novos clientes para a categoria de cervejas e aproveite o "interesse crescente dos consumidores por cervejas aromatizadas", afirmou sexta-feira num memorando a empregados Andy England, diretor de marketing da MillerCoors, que tem sede em Chicago.
A Miller Genuine Draft 64, cujo nome reflete o número de calorias contidas, teve um início promissor quando foi lançada nos EUA, em 2008. Mas as vendas esfriaram recentemente. As vendas da marca para varejistas caíram a um ritmo de dois dígitos no terceiro trimestre, afirmou a empresa em novembro, enquanto as vendas gerais da MillerCoors para varejistas caíram 4%.
A MGD 64 Lemonade será vendida de maio a setembro, o que inclui o verão nos EUA.
A MillerCoors é uma joint-venture da gigante britânica das cervejas SABMiller PLC e da cervejaria canadense Molson Coors Brewing Co.
O lançamento da MGD 64 Lemonade ocorre num momento de queda no volume de vendas de cervejas de massa nos EUA. A indústria cervejeira tem sido prejudicada pela alta do desemprego e pela concorrência do vinho, dos destilados e das microcervejarias.
As remessas de cerveja da MillerCoors para distribuidores, um meio de medir as vendas, caíram 3,5% ano passado, segundo estimativas da publicação setorial "Beer Marketer's Insights". As da Anheuser-Busch, a divisão americana da belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev BV, caíram 3,1%.
Fonte: Abras – 17/01/2011
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