Notícias de mercado
2011 - Janeiro - Parte II
Com venda de cerveja em alta, produção de vidraria cresce 30%
O Brasil está entre os quatro maiores fabricantes de cerveja do mundo, com um volume anual de cerca de 10,34 bilhões de litros (dados do Sindicerv – Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja em pesquisa de 2007), e as vendas no verão apresentam expressivo crescimento em comparação a outras épocas do ano. Essa sazonalidade do mercado de cervejas impacta também no setor de embalagens. Entre os meses de novembro e março, a produção da Owens-Illinois do Brasil (O-I Brasil), maior fabricante de embalagens de vidro do Brasil, aumenta em até 30%. Atualmente, o setor cervejeiro possui nove tamanhos de garrafas de vidro, com volumes variando entre 250 ml e 1 litro, e a O-I Brasil cobre todo esse range. “É uma tendência do mercado brasileiro segmentar o público consumidor de cervejas por meio de suas embalagens”, afirma João Eder, gerente de negócios da O-I Brasil, ressaltando que atualmente 70% das embalagens para cerveja são de vidro.
Fonte: Datamark - 17/01/2011
Líder de cervejas no Japão, Asahi supera vendas da Kirin
A Asahi Breweries retomou da Kirin a liderança nas vendas de cerveja no Japão, após a demanda no país ter recuado em 2010 pelo sexto ano consecutivo. A Asahi conquistou participação de 37,5% nas vendas no Japão, em volume na venda de cerveja comum, com baixo teor de malte e sem malte no ano passado. Ficou à frente dos 36,7% da Kirin, segundo informaram ontem as cervejarias em comunicados.
Fonte: Valor online – 18/01/2011
Itaipava é proibida de vender lata de cerveja por suposto plágio
O Grupo Petrópolis foi proibido de comercializar a cerveja Itaipava em sua lata vermelha, feita em edição comemorativa para a Stock Car, que chegou ao mercado em agosto de 2010. A Terceira Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou a embalagem concorrência desleal por supostamente ter se aproveitado dos investimentos da Ambev feitos na ocasião do lançamento da lata vermelha da cerveja Brahma. A cervejaria fluminense pode recorrer.
A empresa tem 30 dias, contados a partir do dia 12 deste mês - data da decisão judicial -, para retirar as latas do mercado. A multa diária prevista para o descumprimento da decisão é de R$ 50 mil por qualquer tipo de propaganda do produto ou venda do item.
Por meio de nota, o Grupo Petrópolis informa que "não vai se pronunciar sobre o assunto enquanto não tiver acesso à integra do processo e considerar que nesse momento todos os seus esforços estão voltados para os acontecimentos nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, onde busca apoiar as comunidades locais".
Fonte: Terra notícias – 18/01/2011
Mr. Beer cresce com aposta no mercado de cervejas especiais
A história da Mr. Beer começa em 2009: dois amigos apreciadores de cervejas artesanais e importadas sentiam falta de um lugar onde pudessem comprar esse tipo de bebida para degustar em casa. Rede com 12 lojas e que prevê fechar o ano com quase o dobro de unidades franqueadas, a empresa trabalha com um modelo de negócio que deve disparar no Brasil, já que esse tipo de cerveja só era encontrado apenas em bares especializados e supermercados, mas com oferta limitada de rótulos. Para Rodolfo Alves, sócio da franquia Mr. Beer, o diferencial do negócio vem de um nicho que não era explorado. "Foi baseada no público que deseja adquirir essas cervejas para apreciá-las no conforto de seu lar, em casa, que a empresa foi criada, aliando o consumo doméstico à conveniência do shopping", diz.
O negócio começou com um pequeno quiosque no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Hoje a franquia conta com outras 12 unidades em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. "Quando abrimos o primeiro quiosque ficamos surpresos com a quantidade de pessoas próximas que se interessou em abrir uma loja igual", diz. A empresa comercializa mais de 100 rótulos diferentes de cervejas nacionais e importadas, cujos preços variam de R$ 9 a R$ 240. "No ano passado inauguramos uma unidade por mês. Nossa meta para 2011 é manter esse crescimento e fechar o ano com 25 unidades", diz o executivo.
Para Alves, o sucesso da franquia se dá por duas razões. A primeira é a estratégia de vendas, que ele, de forma bem-humorada, classifica de "chama-marido": os quiosques, localizados nos corredores de shopping centers, funcionam como atrativo para homens que acompanham a esposa nas compras. "Nossos vendedores são treinados para explicar ao consumidor sobre as cervejas e fazer uma degustação para quem deseja conhecer os produtos antes de levá-los pra casa", diz Alves. Ele afirma que desde que a empresa começou a se expandir houve uma preocupação com os franqueados para manter o padrão de atendimento. Periodicamente, funcionários da Mr. Beer visitam as unidades da marca para fazer a reciclagem dos vendedores.
A outra razão para o sucesso do empreendimento é o fato de o mercado das cervejas especiais estar em ascensão no País. "Aos poucos, o brasileiro está percebendo que o mundo das cervejas gourmet é tão rico quanto o dos vinhos: cada uma possui um copo adequado e pode ser harmonizada com diferentes tipos de comida", explica.
Como exemplo, Alves cita as famosas cervejas trapistas, de origem belga, cujas garrafas podem variar de R$ 200 a R$ 400. "São cervejas produzidas de forma artesanal pelos monges trapistas, da Bélgica. Há poucos produtores no mundo. A denominação de origem é controlada, como acontece com os produtores de champagne, o que faz dela uma bebida tão sofisticada quanto."
Alves diz que este mercado tem ganhado fôlego no País nos últimos três anos, passando de 2% do total de cervejas vendidas em 2006 para 5% em 2010. A expectativa é de que em 2011 este número chegue a 8%. "Contudo, ainda é um resultado pouco expressivo comparado ao de Estados Unidos, Europa e países da América Latina, como a Argentina, onde este mercado pode chegar a 20%", afirma.
Ele explica que a diferença entre as cervejas especiais ou gourmet é que são produzidas de forma artesanal, com cereais maltados e sem conservantes. Nas cervejas tipo pilsen - as mais comumente consumidas no País - costumam receber milho e arroz em sua composição, ingredientes mais baratos e que ajudam a ganhar escala, mas que podem afetar a qualidade da bebida.
"Embora a maior cervejaria do mundo seja nacional, o brasileiro ainda vê a cerveja como um produto associado à praia e às propagandas machistas, o que dificulta a expansão deste mercado. Porém, aos poucos essa percepção está mudando", diz.
O público da franquia é formado por pessoas entre 25 e 45 anos, em geral de poder aquisitivo mais elevado, com interesse em gastronomia e que faz viagens internacionais. Porém, uma tendência que vem ganhando força é o consumo-presente, com vendas acima das expectativas em datas como Natal e Dia dos Pais. "Ao invés de dar uma gravata, alguns clientes preferem presentear com um kit de cerveja importada e copos, que pode ser tão sofisticado quanto garrafas de vinho ou champanhe. Um presente que não tem como não usar".
Mercado
Segundo dados da Associação Brasileira de Franchisig, os resultados positivos das franquias no último ano se deram graças ao crescimento do consumo das classes emergentes e às parcerias com o governo federal. A expectativa de crescimento para o setor em 2011 é de 15% a mais no faturamento, de 8% em novas redes e de 12% em número de unidades (totalizando quase 100 mil).
Fonte: Abras – 18/01/2011
Cervejaria da Ambev passa por desconforto na relação com Evo
A maior fabricante de cervejas da Bolívia está passando por um período de sobressaltos em sua relação com o governo Evo Morales. A empresa, controlada pela Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), foi multada há dois meses sob acusação de práticas monopolistas e de abuso de mercado. A indisposição chegou ao ponto de setores do governo terem começado a cogitar a possibilidade de a empresa ser estatizada, segundo fontes ouvidas pelo Valor.
Oficialmente o governo Morales - que desde seu primeiro mandato, em 2006, já nacionalizou setores de gás, eletricidade e telecomunicações - nega que a companhia esteja em seus planos.
A Cerveceria Boliviana Nacional (CBN) domina o mercado. A Autoridade de Fiscalização e Controle Social de Empresas diz que a empresa tem 99% das cervejas no país. A Paceña é o carro chefe.
"Há uns seis meses, deputados amigos ligaram para a empresa para dizer que havia um movimento no governo para nacionalizar a cervejaria", contou à reportagem uma fonte que conhece o setor cervejeiro boliviano e que falou sob a condição de não ter seu nome publicado. "Disseram que havia correntes no governo que queriam a nacionalização."
O assunto chegou a autoridades do governo brasileiro. Uma delas, que também pediu confidencialidade à reportagem, disse que a ideia que estaria sendo gestada por setores do governo Morales era de uma "transferência forçada de parte ou mesmo de todas as ações da cervejaria para as mãos do Estado".
A Ambev não quis se pronunciar sobre a multa afirmando que o processo ainda está em andamento. Não quis tampouco comentar as afirmações a respeito das cogitações de nacionalização. A CBN, em La Paz, também não quis fazer comentários.
A reportagem apurou, no entanto, que a Ambev consultou o governo brasileiro recentemente para avaliar qual seria a melhor forma de proceder para tentar reverter esse suposto movimento de integrantes do governo socialista de Morales. Uma das hipóteses discutidas, disse a mesma autoridade, foi um reforço dos gastos da Ambev em projetos sociais na Bolívia.
De acordo com a fonte do setor na Bolívia, a CBN conta com um deputado do próprio partido do presidente, o MAS (Movimiento al Socialismo), que estaria atuando em favor da empresa e tentando abafar as pretensões de setores mais à esquerda que defendem a ideia da estatização.
A CBN tem fábricas em La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Oruro e Tarija e cerca 800 funcionários. Com mais de um século de existência, a empresa passou para o controle da Ambev em 18 de janeiro de 2008. Recentemente, foi alvo de uma queixa da pequena Compañia Cervecera Boliviana, de La Paz, dona da marca Auténtica.
Na queixa feita à Autoridade de Fiscalização e Controle Social de Empresas - órgão do governo boliviano encarregado de supervisionar o respeito às regras da atividade empresarial -, a pequena cervejaria formada por ex-funcionários da CBN acusava a gigante de forçar revendedores a fechar contratos de exclusividade, impedindo, na prática, a concorrência da Auténtica e de outras.
"Encontramos que havia mesmo contratos de exclusividade, o que não é permitido pela Constituição", disse à reportagem Óscar Cámara, diretor executivo da autoridade de fiscalização. A empresa foi sancionada por prática monopolista e por abuso de mercado. A primeira multa foi de 150 mil bolivianos. A CBN recorreu e em novembro o Ministério de Produção e Economia Plural entendeu que a sanção deveria ser maior e a subiu para 1.482.145 bolivianos (cerca de US$ 200 mil). A empresa foi proibida de manter sua política de contratos de exclusividade. A CBN pagou a multa e tem seis meses para recorrer à Corte Suprema. "Foi a primeira empresa no país a ser sancionada por prática monopolista na história da Bolívia", diz Cámara. Perguntado pelo Valor, o ministro da Economia e Finanças, Luis Arce, disse que o governo não quer estatizar a empresa.
A CBN teve além da multa outro revés no fim do ano. Em novembro, funcionários da empresa fizeram greve contra, segundo eles, o não pagamento de horas extras e de bônus salariais e pela demissão considerada pela entidade como injustificada de quatro funcionários. "Foi a primeira greve em 15 anos. O que existe é uma certa animosidade contra o capital privado na Bolívia e contra a cervejaria que, afinal, já não é mais boliviana", disse a fonte do setor cervejeiro.
Fonte: Abras – 18/01/2011
Venda da SABMiller cai 1% na América Latina
A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo em vendas em volume, divulgou desempenho acima das expectativas em seu terceiro trimestre fiscal, após a empresa ter deixado de recuar na Europa e continuado a crescer na Ásia e África. Na América Latina, o volume caiu 1%.
Fonte: Valor online – 19/01/2011
Um sonho de verão para as cervejarias
Com a terça-feira de carnaval marcada para o dia 8 de março, os varejistas consideram que o verão deste ano terá mais de cem dias. Para as cervejarias, isso é sinal de ótimo resultado de vendas, com números bem acima dos comparados aos atingidos no começo de 2010, quando a prosperidade prós-crise derrubou estatísticas e jogou pra cima índices de consumo. "Esperamos que o mercado possa manter o crescimento de quase 12% alcançado na estação do ano passado", comenta Renata Zveibel, gerente de comunicação externa da Heineken Brasil. Dados da Nielsen apontam que bebidas alcóolicas e não-alcóolicas foram os produtos que mais cresceram em 2010. "O consumo continua bastante aquecido. Esperamos alcançar um crescimento ainda maior do que o verificado em 2010", reforça Douglas Costa, gerente de marketing e relações com o mercado do Grupo Petrópolis. "Temos um cenário promissor e sem grandes rupturas. Devemos destinar maior parte dos nossos investimentos nesse verão alongado", afirma Luiz Cláudio Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol. A preocupação, com isso, deixou de ser a exposição em mídia e passou para a produção. "Geralmente temos 90 dias de verão. Esse ano, esse número cresceu 20%.
A temporada terá mais de cem dias. A preocupação das empresas, agora, é que não falte produto", comenta Adalberto Viviani, diretor-presidente da Concept e especialista no mercado de bebidas. Segundo Viviani, o ponto de venda será fundamental na briga entre as marcas. "A grande estratégia, agora, é consolidar a expansão, colocar produtos em condições de consumo, aumentar a visitação e ter cuidado extra no PDV", explica. A executiva da Heineken reforça essa preocupação. "Nosso foco não é necessariamente investir mais por conta do verão. Teremos uma forte ativação no ponto de venda. E estamos focados em atender a demanda do mercado", ressalta Renata. O Grupo Petrópolis, que produz a cerveja Itaipava, sofreu bastante com as chuvas que assolaram a região serrana do Rio de Janeiro na semana retrasada. A tragédia paralisou suas linhas e funcionários ficaram presos na fábrica de Teresópolis por 30 horas. Mesmo assim, Costa acredita que não terá problemas de abastecimento, uma vez que suas outras três fábricas (uma delas em Petrópolis) estão preparadas para absorver o que não será produzido na matriz. Ele ainda conta que as apostas do Grupo estão no grande portfólio de produtos. "Nossos lançamentos recentes incluíram formatos diferenciados na linha pilsen, como a garrafa de 250 ml e a lata de 310 ml, mais fina". Homenagem ao Brasil A Multisolution prepara o lançamento da nova campanha da Itaipava para o dia 25 de janeiro. Além de nove diferentes versões para mídia impressa, dois filmes integram o extenso plano de mídia. "A comunicação que propomos é agradável, sem usarmos celebridades e causarmos polêmica. A nossa estrela é o produto e a estratégia vem dando mais do que certo", explica Pedro Queirolo, CEO da agência. "Deixamos de lado o tripé bar, churrasco e futebol para olharmos as situações de consumo", reforça o Leonardo Corvo, diretor de criação.
Com produção da Raio X Filmes e direção de cena de Maurício Eça, o primeiro comercial faz uma exaltação ao Brasil, com uma homenagem aos estados onde a marca está presente, no sudeste e centro-oeste do País. Com edição semelhante a um videoclipe, a produção reforça com cores as diferenças da cultura nacional e segue com a assinatura "Cerveja sem comparação". O segundo, que reforça a palavra "amigo", foca o consumo responsável, que deverá nortear as ações da marca durante o ano. A Heineken aposta no lançamento da Kaiser Shot, a nova embalagem de 250 ml de Kaiser, para o verão. A campanha criada pela Fischer+Fala, com Mano Menezes, já está no ar. "A nova embalagem é bem propícia à temporada", explica Renata. Para Heineken, a ambição é ampliar a visibilidade em bares e por meio de blitze nas principais praias do Rio de Janeiro. A Nova Schin, por sua vez, terá novamente a cantora Ivete Sangalo como estrela, desta vez acompanhada por Deborah Secco e Cleo Pires, gravado na semana passada, no litoral baiano. Com o verão esticado, a Skol conseguiu dividir suas ações em dois momentos bem distintos: praia e carnaval. O primeiro é dividido em três grandes iniciativas: a Casa de Praia, a Garagem e o Sunset.
O final do projeto acontece com o "Praia Skol Music", que contará com shows de Ben Harper, Donavan Frankenreiter e Tom Curren. O evento acontece no dia 5 de fevereiro, em local a ser escolhido por uma promoção realizada no site da marca – Búzios, Florianópolis e Maresias disputam o festival. "Não focamos numa grande iniciativa e, com isso, pretendemos atingir o maior número de pessoas", explica Clarissa Pantoja, gerente de eventos de Skol. As ações são assinadas pelo Banco de Eventos e as campanhas, pela F/Nazca. A partir da segunda semana de fevereiro, a marca "vira a chave" e se vira para o carnaval – a marca pretende lançar um novo formato para a festa deste ano.
Fonte: Datamark - 19/01/2011
Multifoods traz duas novas cervejas ao mercado
Até 1840 a maioria das cervejas fabricadas na Boêmia, região da atual República Tcheca, eram Ales (alta fermentação) de cor escura e turvas.
O padrão destas cervejas variava muito em sabor e qualidade, o que causava insatisfação nos seus consumidores. Em 1839 os cidadãos da cidade de Pilsen fundaram a Bürger Brauerei (cervejaria dos cidadãos) com o objetivo de fabricar cerveja segundo o estilo da Baviera, região da atual Alemanha. Os cervejeiros da Baviera já possuíam experiência na fabricação de cervejas utilizando a estocagem em baixas temperaturas dentro de caves utilizando fermento Lager (baixa fermentação), resultando em cervejas mais claras e transparentes. A Bürger Brauerei contratou o cervejeiro da Baviera Josef Groll que no dia 5 de outubro de 1842 produziu a primeira leva de uma cerveja que daria início a um novo estilo. Esta cerveja foi a Pilsner Urquell, uma cerveja de cor dourada, límpida e brilhante com um ótimo perfil de lúpulo. Esta foi a primeira Pilsen da história. Vários fatores ajudaram no surgimento deste novo tipo de cerveja.
O controle sobre o processo de malteação permitiu que maltes mais claros pudessem ser obtidos, resultando em uma cerveja de cor mais clara, dourada, diferente das cervejas escuras mais comuns na época. A presença de ingredientes de boa qualidade como a água com baixo conteúdo de minerais de Pilsen, conhecida como água mole, ideal para a fabricação deste tipo de cerveja, os maltes da Boêmia e da Morávia e o lúpulo da variedade Saaz da região de Zatec. Na época, a popularização de copos de cristal permitiu que as pessoas pudessem ver e apreciar a cor do que estavam bebendo. A cor dourada daquela nova cerveja contribuiu muito para que ela se tornasse um sucesso. A clássica cerveja da Jamaica é a Red Stripe, produzida por Desnoes & Geddes. A parceria entre Thomas Hargreaves e Eugenes Desnoes resultou na abertura da fábrica Surrey Brewing em 1927.
O nascimento da cervejaria foi, mais tarde, considerado um marco na história da Jamaica. Quando a Jamaica ganhou sua independência da Inglaterra em 1962, um colunista do The Daily Gleaner disse que a data real de independência deveria ter sido em 1928, quando foi feita a primeira produção cervejeira, muito além da capacidade da pequena colônia. A primeira Red Stripe foi produzida em 1928 e a busca por qualidade foi uma medida adotada desde o início. Com a pretensão de produzir cerveja de qualidade, o primeiro mestre cervejeiro da Jamaica, Paul Geddes viajou o mundo com o colega Bill Martindale para que juntos pudessem desenvolver a fórmula de Red Stripe.
Hoje a Red Stripe é produzida na Jamaica usando rigorosos processos de qualidade e já ganhou vários prêmios internacionais em decorrência disso. Sua marca registrada está em garrafas de 330ml e 700ml e com pescoço mais curto que o tradicional. Já a Dragon Stout, cerveja também produzida pela Desnoes e Geddes, é conhecida por seu alto teor alcoólico – 7,5% em uma embalagem de 300ml. A cervejaria Desnoes & Geddes teve 51% de suas ações compradas, em 1993, pela Guinness Brewing Worldwide, hoje Diageo.
Depois dessa aquisição, a Diageo conseguiu expandir internacionalmente o comércio tanto da Red Stripe quanto da Dragon Stout, além de importar para a Jamaica sua marca global, a Guinness. A Diageo e a Heineken mantêm relações comerciais de distribuição e comercialização do mercado no Caribe, o que justifica a presença também da marca Heineken no país.
Fonte: Alimentação fora do lar – 20/01/2011
Schincariol deve ter fábrica em Guarapuava (PR)
A cidade de Ponta Grossa estaria no foco da Ambev, que avalia ampliar suas operações no Estado do Paraná. Agora é a vez da Schincariol que tem planos de se instalar em Guarapuava, no centro-sul paranaense, segundo o secretário estadual da indústria, comércio e assuntos do Mercosul, Ricardo Barros. O investimento, dizem fontes do mercado, ficaria entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões. O Grupo Petrópolis também estuda a instalação de uma unidade no Paraná, informou o secretário.
Fonte: Portal Giro News – 28/01/2011
Heineken prevê expansão no Brasil, México e nos EUA
O executivo-chefe da Heineken, Jean-François Van Boxmeer, vê espaço para o crescimento de sua marca de cerveja nos Estados Unidos, o maior mercado mundial da bebida, e também no Brasil e no México. "O potencial para a marca Heineken é imenso no México e no Brasil, onde ainda é demasiadamente uma marca de nicho", afirmou ele na sexta-feira, no Fórum Econômico Mundial, em Davos.
A cervejaria, terceira maior do mundo em volume, é uma das empresas que voltam as atenções aos países emergentes para impulsionar o desempenho, pois a baixa confiança dos consumidores e o nível já elevado de consumo nos EUA e Europa restringem suas vendas em volume. A fabricante, também dona das marcas Amstel e Newcastle Brown Ale, comprou a unidade de cerveja da mexicana Femsa há um ano, expandindo sua presença na América Latina.
Nos EUA, Van Boxmeer ainda vê "oportunidades de crescimento" onde o consumo de cerveja foi "gravemente prejudicado" pela crise de confiança dos consumidores. "A Heineken é um item de luxo para a classe média, que vive em um mundo incerto hoje", disse o executivo-chefe. "Não se trata de que a marca careça de afeição, é que simplesmente as pessoas consomem um pouco menos porque estão muito mais cuidadosas. Estou bastante otimista sobre o médio e longo prazo."
A posição competitiva da Heineken nos EUA está se enfraquecendo, segundo analistas como Simon Hales, da Evolution Securities, em Londres. A companhia também é "a única cervejaria exposta a todos os países da Europa Ocidental que estão passando por maior austeridade", disse Hales.
O desempenho da Brandhouse, empreendimento conjunto da Heineken na África do Sul, maior mercado de cerveja do continente, e o aumento do consumo na Índia ajudarão a impulsionar as vendas da cerveja no médio prazo, segundo Van Boxmeer.
A escassez mundial de insumos significa que as despesas continuarão em alta, de acordo com o executivo-chefe. O aumento no preço de commodities como trigo e cevada atingiu as cervejarias. A Carlsberg, por exemplo, elevou os preços no quarto trimestre e o voltará a fazê-lo em 2011 para compensar o aumento nos custos com matéria-prima. O impacto dessa alta de preços "é muito pequeno" para as cervejarias, disse Van Boxmeer, mas ainda assim é suficiente para provocar aumentos generalizados na cerveja. "Há impacto, mas não como o pão ou o trigo no Egito. Existe grande diferença entre cerveja e tortilha no México - uma grande diferença."
Fonte: Valor Econômico – 30/01/2011
Padilha pede à indústria apoio a hábito saudável
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse na sexta-feira que, em vez de restringir a publicidade de cerveja, prefere uma aproximação com a indústria do setor para promover o consumo responsável. Da mesma maneira, afirmou querer a parceria da indústria alimentícia para reduzir sódio, gordura e açúcar nos alimentos e assim promover hábitos saudáveis.
A intenção de criar regras mais duras para combater o consumo de álcool era uma das propostas do início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão do então ministro Humberto Costa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a propor restrição no horário das propagandas de cerveja na TV, mas a proposta foi barrada pela Advocacia-Geral da União (AGU).
A política fundamental é você ter parcerias para promover o hábito saudável. Esse é o mais efetivo resultado que pode existir. Não sou nem contra nem a favor da restrição da publicidade da cerveja. Sou contra a gente ficar anos e anos fazendo esse debate e, por conta disso, bloquear a promoção de hábitos saudáveis” afirmou o ministro, na sexta-feira, durante visita a São Paulo.
Padilha diz que sua intenção é chamar os fabricantes para um diálogo e estabelecer metas e campanhas educativas e de consumo responsável. “A minha principal iniciativa é ganhar a indústria. Não quero ficar contra nem a favor de ninguém.”
Fonte: Diário do Grande ABC – 31/01/2011
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