Notícias de mercado
2011 - Fevereiro - Parte II
Skol, uma vitrine da inovação
Poucos mercados no Brasil vivem em permanente estado de tensão como o de cervejas. Na disputa por um setor que movimenta anualmente 56 bilhões de reais, as cervejarias instaladas no país investem quase 1 bilhão de reais em propaganda — muitas delas apoiadas na manjada e considerada infalível estratégia de comerciais em que não faltam mulheres seminuas, sol e samba.
As provocações mútuas parecem fazer parte da cultura das marcas. O setor é o campeão de ações no Conar, o órgão de autorregulamentação da publicidade no Brasil (em 2009, último ranking disponível, o segmento de bebidas alcoólicas, composto majoritariamente de cervejas, respondeu por 22% do total, ou 77 reclamações). A fidelidade dos pontos de venda chega a ser defendida no tapa. As disputas vão de preço a quem contrata e lança a musa do Carnaval.
Essa disputa, porém, cada vez mais começa a ser travada antes de chegar aos olhos dos consumidores — em laboratórios e centros de pesquisa. Nos últimos cinco anos, as maiores marcas do mercado lançaram, juntas, pelo menos 40 novos produtos. Nenhuma delas adotou uma estratégia tão focada em inovação quanto a Skol, produzida pela Ambev e hoje líder de mercado, com 32% de participação. Nos últimos três anos, de 12 lançamentos inovadores realizados pela cervejaria no Brasil, metade chegou ao mercado com o rótulo da marca.
“A Skol é atualmente a vitrine de inovações da Ambev”, diz Paulo Sérgio Quartiermeister, diretor do centro de inovação da ESPM. Nessa busca por inovação, vale não apenas desenvolver novas bebidas como também criar embalagens diferentes e táticas alternativas para se aproximar do consumidor. A Skol foi a primeira a lançar latinhas de 269 ml em dezembro de 2008 — até então, a bebida só era vendida nas latas de 350 ml e 500 ml. Foi ela também a pioneira no lançamento da chamada garrafa big neck, com gargalo mais largo e tampinha de rosca. Em outubro de 2010, veio a tacada mais ousada, se é que isso é possível quando se fala de cerveja: o lançamento em São Paulo da Skol 360, que, segundo a Ambev, não “estufa” no estômago — principal queixa dos avessos à bebida, segundo pesquisas realizadas pela empresa. Até o final deste semestre, a cerveja deverá chegar a todo o país.
Segundo pessoas próximas à companhia, se der certo, a nova fórmula será estendida a outras marcas do grupo AB InBev, inclusive nos Estados Unidos (oficialmente, a Ambev nega que levará a fórmula a outras marcas). O novo produto consumiu três anos de pesquisa no laboratório de inovação da empresa, localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ao todo, 30 fórmulas diferentes foram testadas por 4 000 consumidores nas cidades de Brasília e Goiânia até que se chegasse ao resultado final. “A Skol 360 é o maior investimento da Ambev em um novo produto nos últimos anos”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, gerente de produto da marca Skol, sem revelar o valor investido no projeto.
O embrião desse crescimento baseado em inovação surgiu há 15 anos, quando a Skol foi escolhida pela antiga cervejaria Brahma (que daria origem à Ambev ao comprar a Antarctica, em 1999) para atingir o que se considerava um distante mercado potencial: jovens de 18 a 25 anos de idade que se consideravam “descolados” demais para consumir o mesmo produto que os pais. Então quarta colocada no mercado nacional, a Skol passou a investir em eventos como shows de rock e música eletrônica e adotou uma linguagem irreverente para lidar com esse público — a campanha “desce redondo” ajudou a marca a alcançar a liderança de mercado em 1998, de onde nunca mais saiu.
Algumas dessas iniciativas foram replicadas no exterior. O Skol Beats, por exemplo, evento de música eletrônica realizado no Brasil entre 2000 e 2008, foi levado para a Argentina e o Paraguai (com o nome Brahma Beats). “Temos de estar onde esses jovens estão”, diz Pedro Earp, diretor de marketing da Skol. “E eles são ávidos por novidades.” É isso que explica a Skol ter sido pioneira entre as marcas de cerveja no Brasil no Twitter, em setembro de 2009, e no Facebook, três meses depois. Em vez de simplesmente difundir campanhas da marca, esses canais oferecem dicas de assuntos para a happy hour e vídeos bizarros que são “viralizados” na internet. O resultado é um volume de acessos muito maior que outras marcas dentro ou fora da Ambev. A Brahma, segunda marca mais popular nas redes sociais, conta com a metade dos 23 000 seguidores da Skol no Twitter e com 20 vezes menos que os 55 000 fãs da marca no Facebook. Essa popularidade nas redes sociais pôde ser testada em duas iniciativas inéditas na web — pelo menos no que diz respeito a marcas de cerveja.
Em novembro, a Skol patrocinou a primeira transmissão ao vivo de um show pelo YouTube na América Latina. O evento, que reuniu artistas sertanejos, foi visto online por 6 milhões de pessoas. No dia da transmissão, o show foi o tópico mais comentado do Twitter no mundo durante 14 horas. “Poucas marcas no Brasil entenderam tão bem o poder da internet quanto a Skol”, afirma Alessandro Lima, diretor da consultoria em mídias sociais E.life. Em janeiro, os internautas escolheram numa votação no site da cerveja a praia que receberia um show com artistas internacionais, previsto para 5 de fevereiro. Em 20 dias, 400 000 pessoas participaram da escolha. A campeã foi a praia do Campeche, em Florianópolis. Graças à campanha, a marca ficou em evidência muito antes da realização do evento. Para a Ambev, manter uma de suas marcas em constante processo de inovação tem se provado uma questão de sobrevivência.
O surgimento de novos rótulos de cerveja e o consequente acirramento da concorrência fizeram com que a Skol perdesse participação de mercado. De 2006 para cá, sua fatia caiu de 32,9% para 31,6% — e quedas sempre preocupam no mercado de cervejas. No mesmo período, Brahma e Antarctica permaneceram praticamente estáveis. “Como líder de mercado, é natural que a Skol tenha se tornado o principal alvo dos ataques da concorrência”, diz Adalberto Viviani, diretor da consultoria Concept, especializada em bebidas. “Manter uma aura de inovação é fundamental para evitar uma possível migração de consumidores para outras marcas.” É preciso dizer que nessa busca nem tudo deu certo. Variações como a Skol Ice, lançada no final dos anos 90, e a Skol Lemon, em 2006, não ficaram mais do que dois anos no mercado. Nesses casos, o consumidor parece ter sinalizado com o óbvio: nenhuma ideia supostamente brilhante substituiu uma boa cerveja.
Fonte: Datamark - 11/02/2011
AmBev e Heineken reduzem uso de água na produção de cerveja
A cervejaria holandesa Heineken e o grupo InBev, fusão da empresa belga Interbrew e da brasileira AmBev, investem na redução do uso de água no processo de fabricação de cervejas. Essas companhias cervejeiras, que gastam em média 6 litros de água para a produção de 1 litro de cerveja têm sólidas estratégias para diminuir o consumo de água durante o processo de fabricação da cerveja.
A gigante AmBev, líder no mercado nacional de cerveja, estipulou metas para suas fábricas no Brasil e exterior, com o objetivo de reduzir o consumo de água em 11% até o próximo ano. As iniciativas foram padronizadas pelo Sistema de Gestão Ambiental (SGA), existente há 18 anos na empresa.
Para cumprimento da meta estipulada para acontecer em 2012, a companhia investiu R$ 5,8 milhões em 2010, com programas de reaproveitamento de água e redução de consumo. Isso para alcançar o consumo de 3,5 litros de água para cada litro de cerveja produzido. Segundo a empresa, em 2004, a média era de 4,37 litros de água para um litro de cerveja. Já em 2009, a companhia afirma ter reduzido este número para 3,9 litros, gerando economia de 2,4 bilhões de litros de água.
A AmBev, empresa de capital aberto, possui operações em 14 países da América Latina e no Canadá, e conta com 40,6 mil funcionários. Em 2009, a companhia atingiu receita líquida de R$ 23,1 bilhões.
Heineken
A maior fábrica da alemã Heineken no País, localizada em Jacareí (SP), gasta em média 4,5 litros de água para a produção de um litro de cerveja. De acordo com o gerente da unidade paulista, Isidro Neto, há cinco anos, o consumo era de 6 litros. "Com novas tecnologias, temos metas de redução ainda maiores" diz ele.
Desde 1996, a empresa é membro do comitê de bacia hidrográfica focada na escassez de água. O modelo adotado no Brasil se baseou na Alemanha, onde 100% das bacias hidrográficas estão organizadas em comitê e cuja legislação foi base para a Política Nacional de Recursos Hídricos. Segundo a Heineken, comparando-se com a referência internacional na utilização da água durante o processo de fabricação, o consumo médio da empresa em 2009, teve economia de mais de 112 milhões de litros de água.
A Heineken Brasil possui oito fábricas com produção de 19 milhões de hectolitros de cerveja ao ano.
Considerado como um dos principais mercados de cerveja do mundo, o Brasil tem recebido atenção especial na área de redução de consumo de água.
Fonte: DCI – 11/02/2011
Produção da Heineken bate no teto e novas fábricas são avaliadas
Na holandesa Heineken, a palavra fábrica é proibida. "Se eu chegar em uma reunião e me referir a uma de nossas cervejarias como fábrica, minha carreira é aniquilada na hora", diz Nuno Teles, que veio da Heineken de Portugal no ano passado para assumir a diretoria de marketing da nova empresa no Brasil.
Usando a palavra cervejaria, Teles disse que as oito da companhia do Brasil já não são mais suficientes. "A capacidade de produção é um problema que temos".
Fonte: Valor online, por Lilian Cunha – 18/02/2011
Ambev quer Budweiser na briga com cervejas Premium
A famosa marca norte-americana estará nas gôndolas brasileiras a partir do segundo semestre deste ano.
A Ambev deve posicioná-la no segmento das cervejas premium, cuja representatividade atual no País fica em torno de 5% do consumo. "É uma inovação que teremos este ano e que chega para brigar por essa fatia de mercado, que em outros países representa mais de 10% de todo o consumo de cervejas", afirma Nelson Jamel, vice-presidente de relações com investidores da gigante do mercado de bebidas.
Considerada a marca de cerveja mais vendida no mundo, Budweiser é fabricada desde 1876 pela empresa Anheuser-Busch. A Bud, como é chamada pelos consumidores, também é famosa por campanhas publicitárias criativas que se tornaram ícones da cultura pop dos Estados unidos.
Fonte: Alimentação fora do lar – 18/02/2011
NewStyle e Skol 360° promovem ‘churrascabilidade’ no PDV
Agência cria ações em pontos de venda de São Paulo, Brasília e Goiânia para reforçar o lançamento de Skol 360°.
Nada melhor do que um bom papo com os amigos acompanhado de cerveja gelada e churrasco. Melhor ainda se for por mais tempo e sem a sensação de estufamento. Este é o tema da nova campanha promocional de Skol 360°, cerveja que não estufa e não empapuça, lançada pela AmBev em abril do ano passado.
A partir do conceito “churrascabilidade”, a NewStyle desenvolveu uma estratégia promocional para reforçar o lançamento da marca, gerar experimentação e incrementar as vendas de Skol 360° em pontos de venda e bares de São Paulo, Brasília e Goiânia.
Já que Skol 360° é a cerveja ideal para beber enquanto come (afinal não estufa!), a agência criou uma ação especial de degustação em 450 PDVs, com uma estrutura que remete ao clima de churrasco. Em parceria com a Sadia, os consumidores poderão experimentar a “cerveja com churrascabilidade”, degustando a Linguiça Toscana da marca com Skol 360°. A ativação acontece até 6 de março.
Nas lojas da rede Carrefour, além da ação de degustação, acontece também a promoção “Skol 360° no Ponto”. O consumidor compra 3 packs do produto e leva um saco de carvão por apenas R$ 0,01. Materiais de merchandising reforçam a divulgação da nova campanha.
Para chamar a atenção dos jovens e universitários, a promoção “Clube Bebalidade” vai agitar cerca de 4.000 bares. Para participar da promoção, que é atrelada à compra do produto, o consumidor pode escolher entre cartões de compras de 5 ou dez garrafas de Skol 360° e ganhar descontos de 10% ou 20% respectivamente.
A cada garrafa pedida, o garçom marca uma unidade, diminuindo no saldo do cartão, que poderá ser utilizado em outra ocasião, porém, no mesmo estabelecimento. Além de aumentar o giro de Skol 360°, o objetivo é a fidelização dos consumidores aos bares participantes da promoção. A NewStyle assina mecânica e materiais de comunicação da ação.
Cliente: AmBev | Marcas: Skol 360º | Agência: NewStyle | Criação: Claudio Xavier, Daniel Okoda, Juliana Lammel, Nathalie Cartolano, João Garcia | Planejamento: Juliana Veríssimo | Atendimento: Alice Coutinho, Carolina Vanuci | Produção/Operação: Christiano Ramos, Rosana Pastene, Rodrigo Macedo, Thiago Gallucci, Renata Freitas | Aprovação: Maria Fernanda Albuquerque.
Inovações Skol - A Skol é responsável pelos principais lançamentos do setor, tendo a inovação como um dos seus pilares de atuação. Hoje, a marca é referência quando o assunto é pioneirismo. A Skol foi a primeira a lançar a cerveja em lata do País, em 1971 e introduziu no mercado o conceito long neck, além de outras inovações ao público brasileiro, como a cerveja Skol Beats (2002), pack 18 e 24, Skol Redondinha (269 ml), garrafa de 1 litro e barril de 5 litros.
Perfil-A NewStyle é uma agência de marketing promocional, que faz parte do grupo ABC, maior holding Nacional de Agências de Comunicação. O diferencial da agência é a reinvenção constante das estratégias direcionadas para o ponto de venda, levadas ao conhecimento do consumidor. Possui uma estrutura que garante um trabalho de 360º, isto é, tudo o que acontece entre consumidor e marca nos pontos de venda e nos principais pontos de contato: ações, promoções, materiais de ponto de venda, designs de PDV, ações de visibilidade, ativações de marca, samplings, campanhas de incentivo, endomarketing, ações de relacionamento, eventos, digital e PR.
Recentemente, conquistou o Prêmio Revelação – Agência do Ano no Festival Iberoamericano de Promociones & Eventos (FIP) e os Grandes Prêmios de Agência de Marketing Promocional e Agência de Design do Ano no Colunistas São Paulo 2010 (promovido pela Abracomp). Entre os principais clientes, estão as empresas dos maiores segmentos do mercado como: AmBev, Camil, Docol, Itaú, Kraft Foods, Lipton, Multiplus, P&G, Redecard, Sadia, Sara Lee, Telhanorte e Tetra Pak.
Fonte: Revista Fator Brasil – 19/02/2011
Carlsberg lucrou mais 48,5% no ano passado
A Carlsberg obteve 5.351 milhões de coroas (718 milhões de euros) de lucro no ano passado, uma subida de 48,5% face a 2009, anunciou esta segunda-feira a cervejaria dinamarquesa.
O faturamento cresceu para 60.054 milhões de coroas (8.055 milhões de euros), o que representa uma melhoria de 1,1%, apesar da quebra de 0,4% no volume de cerveja vendida, para 136,5 milhões de hectolitros.
Fonte: Dinheiro Digital – 21/02/2011
Grupo Petrópolis investe R$ 20 milhões em automobilismo
Cervejaria faz naming right à Fórmula Indy em São Paulo e lança lata comemorativa de Itaipava.
O Grupo Petrópolis anuncia na manhã desta terça-feira (22), em São Paulo, sua estratégia de comunicação voltada ao automobilismo. De acordo com Douglas Costa, diretor de marketing do grupo, serão investidos R$ 112 milhões em marketing, sendo R$20 milhões destinados apenas ao esporte a motor.
Para a corrida da Fórmula Indy de São Paulo, o grupo faz naming right do evento, que passa a se chamar Itaipava São Paulo Indy 3000. Na próxima semana, as latas da Itaipava serão comercializadas com a logomarca do evento.
O grupo também fechou patrocínio nas transmissões do campeonato com a TV Bandeirantes, além de renovar o patrocínio com os pilotos Tony Kanaan e Hélio Castro Neves. "Nos Estados Unidos a Indy é forte e, aqui no Brasil, também vai se fortalecer, porque é uma competição que chama atenção", falou Costa.
Para a abertura do Itaipava São Paulo Indy 3000 será feita, no dia 1 de maio, a corrida Itaipava GT Brasil, no próprio circuito do Anhembi.
Fonte: Exame. com – 22/02/2011
Bavaria Clássica lança Caravana Bavaria
Ação inédita passará por importantes cidades do interior
A partir do dia 24 de fevereiro, a Bavaria Clássica, cerveja que faz parte do portfófio da Heineken Brasil, promove ação inédita por algumas regiões do país, a Caravana Bavaria. O principal atrativo da atividade é um caminhão totalmente envelopado e tematizado com o slogan da marca – “Bavaria, Sabor de Sexta-Feira” - que viajará com a equipe de promoção levando brindes, materiais promocionais, touro mecânico, videokê, tiro ao alvo, entre outros itens para entretenimento. Além disso, haverá ação de degustação de Bavaria e shows ao vivo com duplas sertanejas.
As pessoas que comprarem o produto serão convidadas a desafiar o touro mecânico, cantar no videokê, participar do tiro ao alvo ou pedir uma música para a dupla nos dias em que houver apresentações. Aqueles que comprarem uma dúzia de cerveja Bavaria nos supermercados participantes ou que conseguirem bom desempenho nas atividades durante a blitz ganham o exclusivo CD “Villa Sertaneja Bavaria”.
A Caravana Bavaria acontecerá de quinta a domingo em praças, bares e regiões próximas às universidades em importantes cidades do interior.
A Bavaria tem grande identificação com o público sertanejo, principalmente no interior dos estados brasileiros. A marca promove nestas regiões o Circuito Bavaria Clássica de Rodeio, reunindo uma série de eventos que colocam os apreciadores do espírito sertanejo lado a lado com um dos maiores clássicos de nosso país: as festas de rodeio e peão de boiadeiro.
As etapas do circuito contam ainda com uma completa infra-estrutura que inclui, além de todas as tradicionais provas de rodeio, mais de trinta shows com os maiores artistas do gênero e até mesmo a presença marcante de um grande balão.
Fonte: Guia GPHR – 23/02/2011
Rússia reconhece cerveja como álcool pela primeira vez
Parlamento dá aprovação inicial a projeto de lei que define cerveja como bebida alcoólica e restringe sua venda.
O Parlamento russo aprovou em primeira instância um projeto de lei que reconhece, pela primeira vez no país, a cerveja como bebida alcoólica.
Até então considerada item alimentício na Rússia, a cerveja passará a ter sua produção controlada e seu consumo restrito da mesma forma que bebidas destiladas.
O projeto, que foi apresentado pela primeira vez no Parlamento na última terça-feira, ainda terá que passar por pelo menos mais duas audiências parlamentares e ser aprovado pelo presidente Dimitri Medvedev antes de se tornar lei.
A iniciativa pretende limitar a venda de cervejas com teor alcoólico superior a 5% e aumentar os impostos sobre a produção da bebida, para reduzir o consumo de álcool no país, cujos níveis de alcoolismo alarmam as autoridades.
Restrição
Se entrar em vigor, a nova lei proibirá a venda da bebida em estabelecimentos comerciais entre as 11 horas da noite e as 8 horas da manhã.
Também será proibido vender cerveja em aeroportos, estações de trem e de metrô, quiosques em locais abertos e em arredores de lugares públicos, onde haja aglomeração de pessoas. O conteúdo de latas e garrafas será restrito a 330 mililitros.
Segundo o jornal russo "Pravda", por causa da baixa qualidade do álcool que circula no país, a lei também deve dificultar a aquisição de selos especiais para bebidas alcoólicas por parte das empresas e concentrar a fiscalização da qualidade da produção em órgãos federais.
Segundo pesquisadores, o consumo de cerveja na Rússia triplicou nos últimos 15 anos por causa dos baixos preços e da disponibilidade da bebida.
No entanto, ante a predileção nacional por bebidas destiladas mais fortes, como a vodka, a cerveja é considerada pela população russa como uma espécie de refrigerante.
Em 2009, Medvedev declarou que o alcoolismo é um 'desastre nacional', após a divulgação de dados da ONU que apontavam que os russos bebem, em média, 18 litros de álcool puro por ano.
O número é mais que o dobro do considerado prejudicial pela Organização Mundial da Saúde.
Fonte: Globo.com – 23/02/2011
Homenagem ao Mestre
Faleceu neste domingo (27/02/11) em Canoinhas, aos 93 anos o cervejeiro Rupprecht Loefler, mais conhecido como "Seu" Lefra, proprietário da Cervejaria Canoinhense, a mais antiga cervejaria artesanal do Brasil.
O corpo do cervejeiro está sendo velado na Câmara de Vereadores de Canoinhas e seu enterro acontece nesta segunda-feira (28) às 15h00 no Cemitério Municipal de Canoinhas.
A cervejaria do Seu Lefra foi fundada em 1908 pelo seu pai e pouca coisa mudou desde então. Apesar de seus 93 anos, era o próprio Loeffler que ficava em uma mesinha, ao lado da entrada, fazendo às vezes do caixa. A cervejaria é um ponto turístico da cidade e mantém o mesmo maquinário há décadas, sendo que a água usada na fabricação dos 5 tipos de cerveja é retirada de um poço no mesmo local.
Realmente foi uma perda muito grande para Canoinhas e para Santa Catarina a morte do cervejeiro Rupprechet Loeffler, o Seu Lefra. É bem verdade que ele aos 93 anos já sofria muito com o peso da idade, e como se costuma dizer, "descansou". Porém com certeza todos nós estamos muitos tristes em saber que não mais teremos a sua presença entre nós. A Cervejaria Canoinhense não será mais a mesma sem a presença do bom velhinho que recebia a todos com muita simpatia, sempre sentado em sua mesa ao lado da porta. Seu Leffra foi um ícone que nunca deverá ser esquecido, cumpriu plenamente sua missão aqui e hoje com certeza já está alegrando os anjos no céu com suas histórias e, quem sabe ensinando a receita de sua cervejinha. Descanse em paz Seu Lefra, sentiremos muito sua falta!!
Entrevista com Rupprecht Loefler: http://www.youtube.com/watch?v=_5n3gzTIuEc&feature=player_embedded#at=70
Fonte: Portal de Canoinhas – 27/02/2011
Foto: Portal Cerveja Mecenas
Cervejas: a guerra continua...
Grupo Petrópolis questiona selo de proteção da Budweiser
O Grupo Petrópolis, que produz as marcas Itaipava, Crystal, Petra, Lokal, Black Princess e Weltenburguer, entrou na última semana com uma petição na 34ª Vara Cível do fórum João Mendes, em São Paulo, denunciando o uso do selo de proteção na cerveja Budweiser. O material vem sendo usado na China desde o segundo semestre de 2010.
No Brasil, o uso do selo pela Petrópolis foi duramente atacado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv) e por ações da própria Ambev.
- Agora, nossa intenção é pedir que a concorrência se abstenha de realizar qualquer campanha contra o selo, admitindo sua utilidade - disse Giovani Melo, advogado do Grupo Petrópolis - "ou será que, na visão deles, o que é bom para os chineses não é bom para o Brasil?"
De acordo com Melo, o Grupo venceu liminarmente em todas as instâncias a disputa jurídica que envolve o selo. A discussão começou em 2007 e se arrasta até hoje.
- Na época, o concorrente dizia, através do Sindicerv, que estava defendendo interesses do consumidor. Mas, na verdade, o que estava em jogo era a disputa de mercado. Ainda não houve julgamento do mérito.
Segundo o advogado, a Ambev, que no último mês acusou o Grupo Petrópolis de plágio pelo uso do vermelho como cor de uma de suas latas, está novamente usando a justiça para resolver questões de mercado. De acordo com dados que constam na petição impetrada, em mercados como o do Rio de Janeiro, a Itaipava detém 29,2% em venda de latas (contra 12% da Brahma).
Em uma nova medição estes números passaram para 31,01% das latas de Itaipava contra 9,8% da Brahma na mesma praça. Já na Grande São Paulo, a Itaipava é líder no mercado de latas, com 28,92% de share (contra 20,54 da Brahma).
- A divulgação desses números vem reforçar que tudo sempre foi questão concorrencial, nunca houve intenção de plágio - diz Douglas Costa, gerente de Marketing e Relações com o Mercado da Petrópolis, acrescentando que, "quem está na frente não copia quem está atrás. Não há sentido estratégico nisso".
Em janeiro, a Petrópolis atingiu 10,5% do mercado nacional. Em 2010 foram produzidos cerca de 14,7 milhões de hectolitros, registrando um crescimento de 10,60% ante os 13,3 milhões de hectolitros produzidos em 2009. O faturamento em bebidas do grupo, incluindo cervejas e o energético TNT, foi de R$ 2,638 bilhões.
A contestação da denúncia de plágio prova por meio de fotos que o vermelho em questão é também usado, segundo ele, por outras cervejas como Colônia, Dado Bier, Cerpa.
- A cor era usada antes da Ambev mudar suas latas. Se havia intenção de plágio da Petrópolis, então, em tese, essas marcas teriam o direito de se sentir atingidas pela própria Brahma e, quem sabe, pedir a retirada de mercado da Brahma - explica Melo.
O Grupo Petrópolis havia parado de produzir suas latas vermelhas um mês antes da Ambev entrar com a ação. Era uma edição limitada lançada em setembro, criada em comemoração ao campeonato de stock car 2010. Tão logo foi citada, a empresa, então, entrou com um embargo de declaração solicitando prazo de 60 dias para que o mercado possa esgotar seu estoque.
Fundado em 1994, o Grupo Petrópolis produz as marcas Itaipava, Crystal, Petra, Lokal, Black Princess e Weltenburger e é o terceiro maior do setor no Brasil. A empresa tem ampliado constantemente a sua participação no mercado brasileiro de bebidas com investimentos na qualidade de seus produtos e em equipamentos com tecnologia de ponta, mão de obra especializada, além da implementação de uma eficiente rede de distribuição.
Fonte: Monitor Mercantil – 28/02/2011
ABInBev deseja tomar parte ativamente na consolidação dentro do mercado
A AB InBev, a maior cervejaria do mundo, planeja usar o dinheiro gerado através de vendas e redução dos custos para aquisições e crescimento orgânico, foi citado como tendo dito o CEO do Grupo, Carlos Brito.
“Graças a cortes de custos através de sinergias que visam economizar US$ 2,25 bilhões, significativamente superior aos US $ 1,5 bilhão que tínhamos inicialmente esperado para salvar", afirmou Brito.
"Nós agora queremos crescer e participar ativamente no processo de consolidação no mercado", acrescentou.
Fonte: GlobalMalt – 28/02/2011
Traduzido e adaptado por Matthias Rembert Reinold – Mestre Cervejeiro Diplomado
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