Notícias de mercado
2011 - Março - Parte II
O crescimento do mercado mundial de cerveja em 2010 é estimado em 1,4%
De acordo com as estimativas preliminares, o crescimento do mercado de cerveja foi retomado em 2010, embora a um modesto 1,4%, atingindo cerca de 1,85 bihões de hectolitros, disse a Plato Logic em nota.
Para o ano inteiro, é esperado que a Europa relate um declínio de 2%, com a região das Américas de até +1%. O crescimento na Ásia / Pacífico deverá atingir cerca de 4%, com a África / Oriente Médio sendo o 'astro', com crescimento de quase 6%.
É provável que o Leste Europeu e a China detenham a chave para a taxa de crescimento que será alcançado em 2011, acreditam os analistas. O Leste Europeu continua a ser um pouco imprevisível, devido à severidade da desaceleração observada em 2009 e a recuperação irregular em 2010.
Para a China, os observadores da indústria supõe que o crescimento em 2011 será de dígito único e deve, pelo menos, ser igual ao de 2010. Para o atual ano, os peritos prevêem um crescimento do mercado mundial de cerveja entre 2 e 2,5%. No entanto, pode ser que não vejamos uma recuperação mais clara até 2012.
Fonte: BelgianShop 1444 – 13/03/2011
Traduzido e adaptado por Matthias Rembert Reinold – Mestre Cervejeiro Diplomado
ABInBev a caminho de atingir a sua meta global de 3,5 hectolitros de água por hectolitro de produção em 2012
A Anheuser-Busch InBev informou nesta segunda-feira o seu progresso rumo à consecução de um conjunto de medidas agressivas de três anos de metas ambientais globais como parte de seu "Compromisso Mundo Melhor".
Parte central entre estes objetivos, que a empresa revelou em março passado, é um objetivo-alvo de uso de água para as fábricas da AB InBev de 3,5 hectolitros de água para cada hectolitro de produção até o final de 2012.
Em 2010, o uso médio de água da empresa foi de 4,04 hectolitros por hectolitro de produção, o que representa uma redução de 6% ano-a-ano e um equivalente de economia de mais de 16.000 piscinas olímpicas quando comparado à relação(*) de utilização de água em 2007. Isso coloca a empresa no caminho para atingir as economias que comprometeram a atingir até o final de 2012.
"Anunciar os nossos objetivos globais no ano passado foi um marco importante para a Anheuser-Busch InBev. A definição destas agressivas metas mensuráveis trouxe para a vida a nossa melhor estratégia mundial e uniu os nossos colegas de todo o mundo em busca de um objetivo comum ", disse Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch InBev.
"O esforço coletivo de nossos 114 mil colaboradores no ano passado provocou a inovação e criou o foco necessário para alcançar os nossos ambiciosos objetivos ambientais globais até 2012. Este trabalho prosseguirá até 2011, enquanto continuamos a promover a sustentabilidade a cada dia em prol do nosso sonho de ser a melhor empresa de cerveja em um mundo melhor ".
A Anheuser-Busch InBev constantemente reduziu a sua taxa de uso global de água ao longo do ano passado, empregando uma combinação de melhorias de engenharia, inovações operacionais e de forte consciência e ações de comportamentos orientados para otimizar a eficiência em todas as fábricas, disse a cervejaria em um comunicado.
O processo exclusivo da companhia em todo o sistema – o Voyager Plant Optimization (VPO) – conduz a eficiência nas fábricas através de processos uniformes e padrões mensuráveis para as operações, qualidade, segurança e meio ambiente, disse a ABInBev.
A companhia disse que "também aproveitando a engenhosidade de nossa talentosa força de trabalho, celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP), através de nossas operações em 04 de junho de 2010.
Como parte do WED, os funcionários da AB InBev desenvolveram e executaram 567 projetos ambientais e de voluntariado em 21 países, implementando as melhores práticas em diversas de nossas operações globais para ajudar a conservar os recursos naturais.
Várias fábricas em geografias chave da empresa estão dirigindo o progresso de toda a empresa:
"• Em 2010, nos Estados Unidos, a unidade de Cartersville, Geórgia, atingiu um consumo anual de 3,04 hectolitros de água por hectolitro de produção em comparação com uma média global da empresa de 4,04 hectolitros em 2010, tornando-os a cervejaria mais eficaz em termos de água em nossa empresa.
• Na China, a fábrica de cerveja Ningbo tomou emprestadas muitas das lições aprendidas na conferência mundial anual de energia e água da AB InBev a partir de fábricas de alto desempenho como Cartersville, Geórgia, e está a caminho de alcançar as metas de uso de água para 2012, um ano antes do previsto, pela implementação de inovações básicas, como por exemplo, reduzindo o diâmetro dos bicos de lavagem de garrafas e a reutilização de água recuperada para limpeza geral, e através de uma forte integração do planejamento das utilidades no processo de agendamento da produção.
• Nossas cervejarias na Bélgica reduziram em 2010 o uso da água em 12% em relação a 2009, principalmente por meio da otimização dos processo de produção, packaging e processos das utilidades.
• A cervejaria Wernigerode, na Alemanha, que foi projetada para ser extremamente eficiente em termos de recursos, já alcançou a meta 2012 do uso da água, tendo atingido um consumo anual de 3,2 hectolitros de água por hectolitro de produção em 2010, através de um foco gerencial forte em conservação, que persegue o uso mais econômico dos recursos e procedimentos de sintonia fina.
• Na Rússia e Ucrânia, as cervejarias reduziram coletivamente o uso de água em 8% em 2010 e em mais de 12% desde janeiro de 2009. O processo foi acelerado através do trabalho dos "xerifes da água" em todas as fábricas, que estão encarregados de localizar e corrigir vazamentos de água, implantando as boas práticas aprendidas com outras instalações e ajudando os funcionários a trabalhar em conjunto para atingir os seus objetivos agressivos de poupança de água.
• Na área da América do Sul da empresa, diversas fábricas atingiram reduções de dois dígitos no consumo de água em 2010. Na Argentina, a nossa cervejaria Corrientes realizou uma cuidadosa análise e reformulação do processo padrão para desligar e reiniciar o equipamento.
Estes processos contribuíram para uma taxa de uso da água na cervejaria Corrientes de 3,4 hectolitros de água por hectolitro de produção em 2010, uma redução de mais de 14% a partir de 2009.
Na Bolívia, as nossas fábricas concentraram os seus esforços em melhorar o controle do processo de produção para reduzir as perdas e ineficiências. Isso levou a uma redução média do uso da água de 15% cento em relação a 2009.
• No Brasil, em 2010, as fábricas de Jacareí e Cuiabá atingiram o melhor desempenho anual de todos os tempos e se juntaram ao grupo de cervejarias que já estão perto ou abaixo da meta global de 2012 de 3,5 hectolitros de uso da água por hectolitro de produção.
O compromisso da gerência para minimizar as perdas, combinado com investimentos específicos na modernização dos equipamentos de packaging e automação levou a melhorias. "
Além de fazer progressos para alcançar sua meta rigorosa da água, a empresa atingiu um decréscimo de 3,7% no uso de energia em relação a 2009 em uma base por hectolitro (megajoules por hectolitro), mostrando tendência constante em direção à sua meta de reduzir o consumo de energia em 10% em comparação aos níveis de 2009 até o final de 2012.
A Anheuser-Busch InBev também está bem a caminho para alcançar os ambiciosos objetivos ambientais globais de redução das emissões de carbono por hectolitro de produção em 10% até o final de 2012 e de alcançar uma taxa de reciclagem de 99% pela eliminação de perdas de material, melhorando a eficiência de packaging e determinando usos de alternativas de baixo custo para matérias-primas e produtos, disse a empresa.
O trabalho da Anheuser-Busch InBev para aliviar seu impacto sobre o meio ambiente é um dos três pilares básicos do plano “Mundo Melhor” da empresa. As metas globais da empresa também incluem compromissos para a promoção de um consumo responsável e dar retorno às comunidades em que a empresa opera.
Para promover o consumo responsável de bebida em uma escala global, a Anheuser-Busch InBev implementou programas denominados motorista/retorno seguro para casa e campanhas de conscientização em todos os seus principais mercados.
Dentre os esforços líderes da cervejaria nesta área foi o lançamento na China da primeira campanha nacional de motorista, em fevereiro de 2010.
A AB InBev irá também continuar a cooperar com as comunidades locais em cada um dos seus mercados. Em 2010, os mercados ao redor do mundo participaram na sensibilização da comunidade que promove a visão Mundo Melhor, incluindo atividades de limpeza, tais como projetos de limpeza do leito de rios e de ruas; parcerias com organizações que ajudam a construir casas para os necessitados, doações de água envasada e de angariação de fundos para as vítimas de desastres naturais, disse a empresa.
Fonte: Globalmalt – 14/03/2011
Traduzido e adaptado por Matthias Rembert Reinold – Mestre Cervejeiro Diplomado
Cerveja premium é apresentada a convidados no Recife
O nome é guardado a sete chaves. "Na hora certa vamos divulgar. Hoje, o momento é para a gente conhecer o líquido, antes da marca", revelou João Noronha, presidente da Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), empresa que vai fabricar e distribuir no Nordeste uma cerveja Pilsen de qualidade artesanal, porém em escala industrial, ainda neste primeiro semestre de 2011.
E a noite da última segunda-feira (14) foi de apresentação especial da bebida apenas para convidados no Recife, que contaram com a participação - e o mais importante, o aval - da mestre cervejeira e sommelier Cilene Saorin.
"Temos à nossa frente uma cerveja honesta, refrescante, que mostra leveza e sensibilidade", seduziu, antes de iniciar o procedimento de degustação, com tanta métrica quanto a de um bom vinho.
"A taça específica deve estar reta e o líquido deve ser servido de uma altura aproximada de três dedos da borda. É importante também não enchê-la totalmente e nem deixar que ela seja servida 'estupidamente gelada'", arrematou. "4º a 7º é a temperatura ideal, mesmo para um calor como o do Nordeste".
O fim do mistério sobre a marca ainda não tem data precisa, mas Lucas Afonso, diretor de marketing da CBBP revela planos ousados. "Vamos lançar a marca ainda neste primeiro semestre. Antes, o líquido será apreciado em outros eventos seletos no Nordeste e no restante do País". Para este primeiro lote, foram produzidas 20 mil garrafas.
O investimento inicial na fábrica, que fica no Ceará, foi de R$ 60 milhões. Uma nova unidade deve estar pronta para operar, desta vez em Pernambuco, em 2012, com investimentos na mesma ordem. "Nossa meta é ocupar o segundo lugar no mercado. Aliás, não queremos ser os maiores. Queremos ser os melhores", promete Afonso.
Fonte: JC.Uol – 15/03/2011
Cervejarias contabilizam o custo do terremoto
As cervejarias japonesas sofreram danos significativos, como resultado do terremoto que atingiu o país na semana passada, no que diz respeito ao aumento das conseqüências econômicas da catástrofe.
A Kirin Holdings, Asahi Breweries e Sapporo Breweries relataram danos extensos às suas instalações após o terremoto da semana passada e subseqüente tsunami, que deixou milhares de mortos e muitos desabrigados no nordeste do país.
O tsunami causou destruição na cervejaria Kirin em Sendai, danificando tanques de cerveja e forçando a empresa a encerrar as operações, disse ela esta semana. O grupo acrescentou que não tem sido capaz de confirmar a segurança de todos os seus empregados na área.
A sua rival Sapporo cessou as operações em suas cervejarias em Sendai e Chiba, enquanto que a Asahi foi forçada a fechar suas instalações de Fukushima e Ibaraki. A Suntory não emitiu uma informação sobre as suas próprias instalações.
Algumas cervejarias pequenas na zona do desastre também enfrentam problemas. A Cervejaria Kiuchi em Ibaraki "necessita um pouco de reconstrução", segundo o importador, o grupo nos EUA, B United International.
Enquanto o Japão digere a extensão total dos prejuízos causados pelo terremoto, e as autoridades japonesas lutam para conter os danos às usinas de energia nuclear, cresceram as preocupações sobre os efeitos do desastre na economia do país. A Kirin, Asahi e Sapporo disseram que é muito cedo para quantificar os danos causados às suas operações.
Mas, com os suprimentos destruídos, cervejarias fora de ação e uma falta de energia elétrica dificultando as operações em instalações restantes, parece provável que o desastre terá um efeito nos resultados da indústria da cerveja.
O preço das ações da Kirin perdeu um quinto de seu valor na semana passada, mas o grupo recuperou algum terreno hoje, subindo quase 12%. Cerca de US$ 1 trilhão foi apagado do valor das bolsas de valores em todo o mundo após o terremoto japonês, com a Bolsa de Tóquio sofrendo sua pior queda desde 1987.
Fonte: Just Drinks – 16/03/2011
Traduzido e adaptado por Matthias Rembert Reinold – Mestre Cervejeiro Diplomado
Cerveja, refrigerante e água devem subir mais de 10% em até 60 dias
Informação é do vice-presidente do Sindicerv e da Ambev, Milton Seligman. Segundo ele, governo vai reajustar tabela sobre a qual incidem os tributos.
Dentro de até 60 dias, os preços das cervejas, dos refrigerantes e da água devem subir mais de 10%, informou nesta quinta-feira (17) o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), e também da Ambev, Milton Seligman, após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo ele, o Ministério da Fazenda informou que a tabela de preços sobre os quais incidem os tributos, que não era reajustada desde janeiro de 2009, sofrerá aumento nos próximos dois meses e englobará a inflação acumulada desde o último ajuste. Ele não soube dizer qual o percentual exato de elevação que terá a tabela, que também engloba as embalagens, mas confirmou que será superior a 10%.
"Fizemos uma proposta de investir R$ 7,7 bilhões neste ano, gerando 60 mil novos empregos, para que a tabela não fosse reajustada, mas o governo decidiu fazer o ajuste. O ministro Mantega afirmou que a crise financeira acabou e que agora a vida volta ao normal", disse Seligman.
O executivo afirmou que o setor de cerveja do Brasil é um dos que mais pagam tributos em todo mundo. Segundo ele, o repasse dos reajustes da tabela, para os preços, é "natural". "O ministro convidou o setor após um ano de estudos. No ano passado, o setor realizou o maior investimento da história, o que gerou um grande crescimento do emprego", declarou Seligman.
Fonte: Globo.com, por Alexandre Martello – 17/03/2011
Fabricantes de bebidas se mobilizam contra reajuste na carga tributária
Os empresários se reúnem nesta quinta-feira (17) com Guido Mantega, ministro da Fazenda, para tentar negociar um menor reajuste sobre a carga tributária do setor. Até o momento, as alterações previstas pela Fazenda, que combinam o reajuste da tabela de preços e a elevação de impostos (PIS/COFINS e IPI), ampliariam em 8% a carga do setor.
Segundo os fabricantes, o ajuste no nível da carga tributária irá dificultar a atividade das pequenas e médias indústrias, que não têm escala de produção, capacidade de distribuição e poder de marketing das grandes indústrias. Segundo cálculos dos empresários, o total da carga tributária sobre bebidas é de 45%. Deste percentual, os pequenos e médios fabricantes alegam recolher carga efetiva de 36%, enquanto os grandes produtores pagam 15%.
Uma das alterações previstas pelo governo é o reajuste da tabela de preços de bebidas alcoólicas, refrigerantes e águas sobre as quais incidem os tributos. A tabela não é reajustada desde 2008, devido ao impacto no País e sobre o setor da crise financeira mundial.
Fonte: Portal Alimentação Fora do Lar – 17/03/2011
A Associação dos Cervejeiros (Brewers Association) dos Estados Unidos relata um crescimento de 11% no volume de cerveja artesanal em 2010
A Associação dos Cervejeiros, a associação comercial que representa a maioria das empresas de cerveja dos EUA, comunicou na segunda-feira os dados de 2010 sobre a indústria da cerveja artesanal dos EUA.
Cervejarias pequenas e independentes viram aumentar o volume em 11%, e as vendas no varejo em dólares aumentarem em 12% sobre 2009, representando um crescimento de mais de 1 milhão de barris (31 galões por barril americano), o equivalente a mais de 14 milhões de novas caixas de cerveja artesanal.
"Os amantes da cerveja aumentaram o seu apreço pelos cervejeiros artesanais americanos e suas cervejas em 2010", disse Paul Gatza, diretor da Brewers Association(BA). As histórias de cerveja artesanal ressoam com os americanos que estão escolhendo pequenas empresas independentes que produzem cervejas deliciosas em mais de 100 estilos diferentes. "
A Associação também informou um crescimento no número de cervejarias dos EUA, com 8% mais cervejarias que no ano anterior. Em 2010, havia 1.759 cervejarias em operação. A contagem total de cervejarias nos EUA subiu para seu nível mais alto desde 1900, disse a BA. Cervejarias artesanais produziram 9.951.956 de barris, contra 8.934.446 de barris em 2009.
"A proibição causou um declínio dramático no número de cervejarias nos Estados Unidos, mas o número de fábricas de cerveja está agora em um ponto mais alto", acrescentou Gatza. "Com mais de 100 novas fábricas abertas em 2010, além de 618 cervejarias em fase de planejamento, todos os sinais apontam para o crescimento contínuo para a indústria."
Em 2010, os cervejeiros artesanais representaram 4,9% do volume e 7,6% da venda no varejo em dólares do total da categoria de cerveja nos EUA. A Associação de Cervejeiros estima que o valor atual de vendas em dólares de cerveja artesanal em 2010 foi de US$ 7,6 bilhões, acima dos US$ 7 bilhões em 2009.
No total, a indústria de cerveja nos EUA representou um valor estimado de venda de cerveja no varejo em dólares de US$ 101 bilhões. As vendas de cerveja nos EUA caíram cerca de um por cento, ou dois milhões de barris, em 2010, em comparação à queda de 2,2% em 2009.
O total de barris da indústria de cerveja caiu para 203,6 milhões, abaixo dos 205,7 milhões de barris em 2009. As importações cresceram 5% em 2010, comparado com a queda de 9,8% em 2009.
(Nota: a Associação dos Cervejeiros não conta bebidas à base de malte como cerveja).
Gatza acrescentou: "Nós também descobrimos que três por cento do volume de cerveja artesanal são distribuídos em latas, confirmando uma tendência crescente."
Fonte: Globalmalt – 21/03/2011
Traduzido e adaptado por Matthias Rembert Reinold – Mestre Cervejeiro Diplomado
Ambev: conversa sobre tributação de bebidas continua
Segundo executivos, o governo sinaliza a intenção de frear o consumo de bebidas e arrecadar mais
O vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Milton Seligman, afirmou hoje que as conversas com o governo sobre a questão de aumentos de tributação (PIS, COFINS e IPI) sobre bebidas frias (refrigerantes, cervejas, água mineral e chás) ainda não acabaram. "Estamos somente no campo das propostas. Como o assunto vira decreto também tem que ter o aval da presidência e vamos ver o que acontece até lá", disse o executivo. "Acredito que é possível encontrar uma alternativa melhor do que nos foi proposto", completou.
Seligman, que também é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria do Refrigerante (Abir) e do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), participou do encontro na última quinta-feira de representantes de empresas e associações do setor com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "O governo não quis aceitar nossa sugestão de não mexer na tabela de incidência dos impostos por mais um ano (a última revisão foi em janeiro de 2009)", disse.
Segundo o executivo, o governo alegou que é a hora de frear um pouco o consumo e que tem necessidade de arrecadar mais. A proposta do governo foi para um porcentual de aumento na tabela de 17%. "Esse porcentual é extremamente ruim para a economia, para o consumidor e para o setor. Acho que podemos chegar em um porcentual no qual o governo consiga arrecadar mais e nós consigamos manter os aportes, que seria por volta de 6%, 7%", declarou o vice-presidente.
O setor propôs a manutenção da tabela de incidência de impostos em troca de investimentos de R$ 7,7 bilhões neste ano, com a criação de 60 mil empregos, o que resultaria em mais de R$ 1 bilhão de arrecadação por ano aos cofres públicos. "Já estamos cientes de que alguma alteração haverá. Sabemos que teremos que reajustar preços ao consumidor. Mas, se de repente for aprovado um aumento na base cálculo dos tributos entre 6% e 7%, não vejo grande necessidade de mudar os planos de investimentos apresentados pelo setor neste ano", afirmou Seligman. Somente a Ambev prevê investimentos de até R$ 2,5 bilhões no País em 2011.
Fonte: Exame – 22/03/2011
Chopp Imperial de volta ao mercado
Esforço conjunto de proprietários e funcionários faz indústria cervejeira retomar rota de crescimento.
Criada há 12 anos às margens da BR-495 (Rodovia Philúvio Cerqueira Rodrigues), estrada que liga Petrópolis a Teresópolis, por Itaipava, a Cervejaria Cidade Imperial acaba de dar, se não o maior, o mais importante passo da história da indústria: depois de 42 dias com os equipamentos parados por causa do temporal do mês de janeiro, ela acaba de levar o Chopp Cidade Imperial de volta ao mercado. E os proprietários garantem que os avanços não param por aí: na próxima semana, num esforço de toda a equipe, a cerveja em garrafa também começa a chegar aos clientes.
Segundo a sócia-gerente da cervejaria, Rita de Cássia Pires, a produção da indústria já voltou ao normal. A expectativa é de fechar o mês com volume de produção igual ao do período anterior ao temporal, de 60 mil a 80 mil litros por mês. “Vimos nosso trabalho totalmente destruído da noite para o dia, mas de nada adiantava ficarmos lamentando. Fizemos daquela noite um momento de aprendizado e trabalhamos duro nos últimos dois meses para fazer exatamente o que estamos fazendo agora. Voltamos ao mercado mais fortes, com uma preocupação ainda maior com a qualidade do nosso produto”, ressalta.
O temporal que caiu no dia 12 de janeiro no Vale do Cuiabá provocou, só na indústria, um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão. Naquele dia, a água chegou a 2 metros de altura na fábrica, virando tanques de fermentação e destruindo todo o estoque de matéria prima e de produto acabado. “Estávamos com toda a matéria prima comprada para atender a demanda que comumente é maior durante o verão. Perdemos tudo”, lembra Rita, que, para retomar a produção, buscou financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Programa Emergencial de Reconstrução (PER). “Sem isso não teríamos conseguido. Além do prejuízo com a estrutura física da indústria e com nosso material, ainda ficamos dois meses sem faturar nada”, justifica.
Ao mesmo tempo em que trabalha para atender – e ampliar – a cartela de clientes, a equipe da Cervejaria Cidade Imperial busca um novo endereço para o empreendimento. Apesar das propostas de outros municípios, a direção mantém a idéia de permanecer na cidade. “Nossa equipe está aqui. Nossos funcionários estão aqui. Em Petrópolis, temos água de qualidade e a infra-estrutura de que precisamos”, finaliza Rita.
Fonte: Tribuna de Petrópolis, por Andréia Kreischer – 23/03/2011
Revendas de cerveja vão investir
O ritmo de crescimento das vendas de cervejas e refrigerantes desacelerou, mas os distribuidores terceirizados da Ambev, a maior fabricante do mercado nacional, mantêm os planos de investir neste ano. Segundo Hamilton Picolotti, presidente da Confenar, que reúne 150 revendedores no país, serão aplicados R$ 100 milhões na renovação e ampliação de frota de veículos, expansão de armazéns e tecnologia. O valor representa um aumento de mais de 60% sobre o montante investido pelas empresas em 2010.
"Os investimentos são para nos adequarmos aos novos patamares de volume que já existem", diz Picolotti. A capacidade dos armazéns dos associados da Confenar deve subir cerca de 20% neste ano. Segundo ele, a crise financeira mundial no fim de 2008 fez com que os empresários segurassem os planos de expansão em 2009. A recuperação econômica no Brasil, no entanto, aconteceu mais rápido do que o esperado. Em 2010 - um ano com Copa do Mundo, altas temperaturas e aumento do PIB de 7,5% - as vendas de bebidas bateram recordes, mas a estrutura logística não se expandiu na mesma velocidade. "Em 2009 e 2010 não tivemos o investimento ideal".
As associadas da Confenar atendem cerca de 1 milhão de pontos de venda e fecharam 2010 com faturamento aproximado de R$ 12,2 bilhões. Nem a associação nem a Ambev revelam a participação dos terceirizados nas vendas totais da companhia. Parte da distribuição é feita diretamente pela cervejaria. Segundo o Valor apurou, cerca de 50% do volume é entregue diretamente pela Ambev, mas essa fatia pode ser maior conforme a região.
A Ambev vem aumentando a distribuição direta, conforme indicou no balanço divulgado este mês, sem citar números. Mas com o crescimento geral das vendas, os volumes entregues pelos terceirizados também crescem. No ano passado, segundo a Confenar, a alta foi de 11%.
O mesmo ritmo de expansão não deve se repetir este ano. A desaceleração já começou no quarto trimestre de 2010, segundo informações do balanço da Ambev. A cervejaria informou que "o forte crescimento da indústria observado nos trimestres anteriores desacelerou principalmente devido a uma base de comparação desafiadora contra o ano anterior e a aumento de preços".
Agora, outros fatores concorrem para a velocidade menor no crescimento. "Há as medidas econômicas do governo [de contenção do consumo] e as chuvas que impactam na temperatura média do ano, que deve ficar mais baixa”, diz Picolotti, lembrando que o Carnaval, período em que as vendas de cerveja são tradicionalmente fortes, também foi chuvoso. "Esperamos para este ano um crescimento mais modesto, em linha com o PIB ou até abaixo", diz. A presidente Dilma Roussef disse ao Valor, recentemente, que espera um aumento do PIB entre 4,5% e 5% neste ano.
As fabricantes de bebidas frias - cerveja, refrigerantes e águas - trabalham ainda com um terceiro fator que pode impactar as vendas neste ano: o reajuste da tabela de preços de referência sobre o qual incidem tributos federais (IPI, PIS e COFINS). A Ambev calcula que, se a proposta do governo for sacramentada como está, a nova tabela, que não era reajustada há dois anos, sairá com um aumento médio de 17%, diz o vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Milton Seligman.
Esse percentual de 17% está bem além do esperado pela indústria, que passou a considerar um aumento de, no máximo, 8%, quando ficou patente que o governo não aceitaria repetir a fórmula negociada em 2010: os fabricantes aumentam os investimentos em troca de carga tributária congelada. "Nós imaginávamos um teto de 8%, quase impactando os investimentos previstos para este ano", diz Seligman, referindo-se aos R$ 7,7 bilhões previstos pela indústria. Seligman tem a expectativa de que possa ser realizada ainda mais uma reunião com os técnicos da Receita Federal e que o aumento médio de 17% na tabela possa ser reduzido.
O setor de distribuição também se ressente da falta de mão de obra que atinge os mais variados setores da economia brasileira. Apesar disso, a Confenar prevê aumento de 7% a 8% no número de profissionais contratados pelas revendedoras, a reboque dos investimentos em ampliação previstos. Hoje, as distribuidoras terceirizadas da Ambev empregam 23 mil pessoas e têm uma frota de 16 mil veículos.
Fonte: Clipping, por Luciana Marinelli e Chyntia Malta – 24/03/2011
Pão de Açúcar e Paulistânia lançam cerveja com rótulo especial
O Pão de Açúcar fechou parceria com a Bier & Wein Importadora (Emcomex Ltda.) para a produção de uma edição especial da cerveja Paulistânia que traz no rótulo imagens da história da rede em São Paulo. Em uma delas, fotografada em 1948, é possível ver o primeiro carro de entrega, revelando o foco em serviços e atendimento ao consumidor. O segundo rótulo mostra a fachada da primeira loja Pão de Açúcar, localizada na Av. Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo (SP), no ano de 1952, onde até hoje a empresa mantém uma unidade da rede, a loja 01.
Os clientes poderão adquirir essa edição especial no final de março nas lojas Pão de Açúcar do Estado de São Paulo. "A história da companhia teve início na capital paulista e, poder traduzir isso, é motivo de muita alegria", comemora Fábio Rodrigues, Gerente Comercial de Cervejas do Pão de Açúcar.
A Paulistânia é uma linha de cervejas premium puro malte, que transformou seus rótulos em um meio inédito de disseminação cultural ao ilustrá-los com fotos. A primeira edição da Paulistânia clara apresentou 12 imagens antigas de São Paulo e que nos fazem relembrar, reviver e repensar a vida na cidade. Uma forma de celebrar as tradições e a diversidade comum a todas as metrópoles, do Brasil e do mundo. Para a próxima edição, uma nova seleção de 12 fotos, desta vez de estados brasileiros, fará uma homenagem às cidades e povos que fazem de São Paulo a cidade de todos.
A Paulistânia é um produto que cativa o paladar e o coração. Uma marca que interage e está próxima ao consumidor, prezando sempre por qualidade, cultura e informação. E essa estratégia tem grande sinergia com a filosofia do Pão de Açúcar.
Essa é a primeira vez que a rede faz uma ação com uma cervejaria no lançamento de rótulos temáticos. A expectativa é um aumento de vendas dessa cerveja em 40%. Fábio Rodrigues espera que o produto chame a atenção dos colecionadores e apreciadores das cervejas especiais, segmento que cresceu 120% em vendas entre 2009 e 2010 no Pão de Açúcar. Hoje, a rede disponibiliza 90 rótulos de cervejas dessa categoria.
O Pão de Açúcar realiza diversas ações culturais na cidade, como a tradicional Maratona Pão de Açúcar (que está em sua 18ª edição) e a Corrida Pão de Açúcar Kids. Além disso, presenteou São Paulo com a Fonte Multimídia do Parque do Ibirapuera, onde realiza há seis anos consecutivos o patrocínio da Festa de Natal. Atualmente, a rede possui 99 lojas no Estado de São Paulo.
A cerveja Paulistânia com os rótulos de fotos antigas do Pão de Açúcar serão comercializadas a R$ 5,89 (preço sugerido) - garrafa de 600 ml.
Sobre o Pão de Açúcar
Supermercado de vizinhança, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços. Com 149 lojas distribuídas em nove estados brasileiros, o Pão de Açúcar caracteriza-se pela ampla oferta de soluções e pioneirismos lançados ao longo da história do varejo brasileiro.
Fonte: Bier & Wein – 29/03/2011
Conselho analisa recurso da Ambev
Começou com um voto favorável à distribuidora de bebidas Eagle, subsidiária brasileira da Ambev, o julgamento da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - instância máxima do órgão que julga recursos dos contribuintes contra autuações da Receita Federal - que vai definir a carga fiscal de operações de planejamento tributário realizadas por meio de subsidiárias localizadas em países com os quais o Brasil tem tratado contra a bitributação. O relator Valmir Sandri proferiu voto favorável à empresa. Em seguida, o conselheiro Francisco de Salles pediu vista do processo. O caso deve voltar à pauta em maio.
O conselho está analisando um recurso da Fazenda Nacional contra decisão da 1ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes favorável ao grupo Ambev. O caso é considerado o leading case envolvendo planejamento tributário com subsidiárias no exterior. O Fisco autuou a empresa em mais de R$ 500 milhões, acusando-a de não pagar, em 2001, Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre lucros da subsidiária Jalua, instalada na Espanha. O Brasil tem tratado para evitar a bitributação com a Espanha desde 1974.
Em 2006, a empresa recorreu e o conselho julgou o processo à favor da Eagle. Reconheceu a aplicação do tratado Brasil-Espanha. Procurada pelo Valor, a Ambev afirmou que não se pronuncia sobre casos que ainda estão em tramitação.
Aguardado por todas as empresas que operam com subsidiárias no exterior, o recente julgamento frustrou os espectadores por se limitar a uma questão processual. O relator declarou que o recurso da Fazenda não deve ser admitido por não haver comprovação de divergência entre a decisão recorrida e outra sobre o mesmo tema. A câmara só analisa recursos contra decisões do próprio conselho, se eles são baseados na divergência entre decisões do órgão sobre o mesmo tema. Para o advogado Flávio Eduardo Carvalho, do escritório Souza, Schneider, Pugliese e Sztokfisz Advogados, as situações relatadas pelo Fisco são diferentes. "Um dos acórdãos ainda é passível de modificação", diz.
Mesmo que o conselho não entre no mérito da questão, na prática, o julgamento pode definir a situação da Eagle. "Se os demais conselheiros também decidirem que não há divergência, fica mantida a vitória da subsidiária da Ambev", afirma o advogado Rodrigo Leporace Farret, do escritório Bichara, Barata, Costa & Rocha Advogados. Para o procurador-chefe da Fazenda Nacional no conselho, Paulo Riscado, é clara a divergência sobre a interpretação do tratado Brasil-Espanha.
Fonte: Abrasnet – 30/03/2011
Grupo Petrópolis entra no segmento de destilados
Com investimentos de R$ 112 milhões em publicidade, o Grupo Petrópolis lança a vodca premium Blue Spirit, voltada para as classes AB+. A empresa decidiu entrar no segmento de destilados premium após dois anos de pesquisa de mercado.
Desde 2007, o grupo vem investindo no mercado de cervejas super premium com marcas como a Black Princess e Welternburguer que, de acordo a empresa, apresenta crescimento e alta rentabilidade. "Aproveitaremos os canais de distribuição de cervejas para distribuir a vodca que vai formar um mix com nossos produtos diferenciados", afirma Douglas Costa, gerente de marketing e relações com o mercado do grupo.
A produção inicial está prevista em 15 mil litros, inicialmente destinados apenas aos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo. O preço estimado para a garrafa de 1 litro fica entre R$ 55 e R$ 75. A Petrópolis lançará também a versão ice da Blue Spirit, a ser vendida em latas de 269 ml, pelo preço sugerido de R$ 3,00.
Fonte: Portal Alimentação Fora do Lar – 31/03/2011
Cervejaria não pode induzir consumidor a erro
A inscrição "sem álcool" não pode constar no rótulo de cerveja que tem a substância, ainda que o teor seja baixo. Esse foi entendimento da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou recurso movido pela Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), fabricante da Kronenbier. O Tribunal de Justiça do Rio Grande Sul já tinha decidido a favor da Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor (Saudecom), autora da ação contra a empresa.
Em seu voto, o relator do recurso, o desembargador convocado Vasco Della Giustina, apontou que deixar de informar a presença de álcool na composição da bebida desrespeita o direito do consumidor à informação clara e adequada, assegurado pelo CDC. "Não se afigura plausível a pretensão da fornecedora de levar ao mercado cerveja rotulada com a expressão 'sem álcool', quando esta substância se encontra presente no referido produto", destacou.
"Ao assim proceder, estaria a fornecedora do produto induzindo o consumidor a erro e, eventualmente, levando-o ao uso de substância que acreditava inexistente na composição daquele e que pode se revelar potencialmente lesiva à saúde", afirmou o desembargador.
De acordo com os autos, em 2001, a entidade ingressou com Ação Civil Pública contra a Companhia Antártica Paulista, posteriormente comprada pela Ambev. A associação pedia a proibição da venda da cerveja Kronenbier com a expressão "sem álcool" no rótulo. A bebida tem na sua composição um índice entre 0,30 a 0,37g/100g da substância. Em primeira instância, o pedido foi considerado procedente.
A empresa recorreu ao TJ-RS. Alegou que a sentença era nula, pois o Decreto 2.314/1997 justifica a classificação da cerveja como "sem álcool" e se aplicaria ao caso. Essa legislação determina que, para ser considerada alcoólica, a bebida deve ter ao menos 0,5% de álcool na composição. Também apontou que a Saudecom não teria legitimidade para propor a ação, já que não haveria autorização de seus associados para tanto. Por fim, destacou que não houve tratamento isonômico para a Ambev, já que outros fornecedores não foram obrigados às mesmas providências.
O Tribunal gaúcho considerou que, mesmo com teor reduzido de álcool, o consumo da cerveja poderia ser danoso para pessoas proibidas de ingerir a substância, o que caracterizaria ofensa aos artigo 6º e 9º do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Decidiu, ainda, que a associação teria legitimidade para propor a ação.
No recurso ao STJ, a empresa voltou a afirmar que a entidade não teria legitimidade para iniciar a ação. Também alegou que a legislação vigente (artigos 1º e 2º da Lei 8.918/1994 e o Decreto 2.314/97) não impediria que o rótulo contivesse a expressão "sem álcool". Apontou, ainda, que os artigos 6º e 9º do CDC foram interpretados inadequadamente, pois há legislação específica sobre o tema.
O desembargador apontou que a legislação vigente não autorizaria a omissão da presença de álcool na composição da cerveja. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Fonte: Conjur – 31/03/2011
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