Notícias de mercado
2011 - Abril
Bohemia Pilsen apresenta nova embalagem
A Bohemia, primeira cerveja do Brasil, amplia seu portfólio de embalagens na versão pilsen e passa oferecer uma novidade aos consumidores: a Gran Bohemia, embalagem de 990 ml. O novo produto chega ao mercado para oferecer mais uma opção aos apreciadores da cerveja premium, que valorizam o ritual de apreciação da bebida.
O lançamento, fruto de quase um ano de pesquisas, chega ao mercado a partir desta semana e será comercializado em pontos-de-venda selecionados de São Paulo. A embalagem de Gran Bohemia reforça os atributos de tradição, nobreza e qualidade superior característicos da marca premium. O preço sugerido de comercialização da Gran Bohemia é R$ 12,50.
O lançamento da Gran Bohemia vem para expandir um mercado, que já tem no portfólio Ambev, as uruguaias Patrícia e Norteña, a argentina Quilmes e a belga Stella Artois com embalagens para consumo em grupo que atendem a diferentes ocasiões de consumo.
Perfil
A Bohemia é a primeira cerveja do Brasil e líder de mercado do segmento premium. Uma cerveja do tipo pilsen que foi produzida pela primeira vez em 1853, em Petrópolis, RJ, por um colono alemão chamado Henrique Kremer. Elaborada por meio de um processo diferenciado, é composta por insumos importados, especialmente selecionados pelo mestre-cervejeiro.
Devido a sua variedade de tipos - Pilsen, Escura, Weiss e Confraria -, desenvolveu o conceito de harmonização gastronômica da cerveja, difundindo-a em eventos gastronômicos e workshops. [ www.bohemia.com.br | www.ambev.com.br].
Fonte: Abrasnet – 01/04/2011
Skol lidera lembrança e preferência de marca na TV
A Skol é líder em recall e preferência no mês de fevereiro entre os paulistanos, segundo a pesquisa Lembrança de Marcas em Propaganda, realizada pelo Datafolha e publicada pelo jornal Meio & Mensagem. A marca assume, pelo segundo mês consecutivo, os primeiros lugares dos rankings de Lembrança de Marcas em Propaganda na TV, com 13,6% das menções, e Preferência de Marca na TV, com 6,7%.
Os números mostram um crescimento desde o lançamento da nova assinatura criada pela F/Nazca – “Um por todos, todos por uma” – que permeia a comunicação institucional da Skol desde setembro de 2010.
Na rodada relativa a janeiro, a Skol estava com 12,9% das menções em Lembrança de Marca. Em comparação ao mês de dezembro, cresceu 6,1 pontos percentuais em Lembrança. Nesse período, a Skol estava em 3º lugar, com 6,8%. Na preferência de dezembro, a Skol dividiu com outras marcas o 1º lugar do ranking com 3,1%, assumindo a liderança isolada em janeiro, com 5,9% das respostas.
Até o momento foram ao ar cinco filmes – Navio, Cabo de guerra, Monstro do pântano, Carnaval Adocica e Queda livre – que juntos representam o posicionamento que a F/Nazca, responsável pela comunicação desde 1996, estabeleceu para Skol.
"O sucesso da comunicação de uma marca deve-se ao impacto e à relevância de cada filme apresentado ao longo da campanha. No entanto, os bons resultados também são fruto de uma comunicação consistente e coerente que permite estabelecer a mensagem principal da marca na mente dos consumidores", ressalta Fernand Alphen, diretor nacional de planejamento da F/Nazca.
A campanha “Um por todos, todos por uma” reforça com bom humor o posicionamento de sociabilidade e curtição com os amigos, principais características da marca.
A Skol figura entre os primeiros lugares do ranking ao longo dos meses da pesquisa. Durante 2010 a marca teve grande participação em recall e preferência. Em maio do ano passado, por exemplo, as menções de lembrança chegaram a 15,6%, mantendo a marca em destaque entre as outras do segmento de cerveja.
O universo da pesquisa é a população geral residente em São Paulo. A coleta foi realizada entre os dias 1° e 2 de março.
Fonte: Ad News – 01/04/2011
Cerveja com teor alcoólico reduzido não pode ter inscrição "sem álcool" no rótulo
A cerveja Kronenbier não pode ser comercializada com a inscrição “sem álcool” no rótulo, mesmo que a bebida tenha teor de álcool abaixo do necessário para ser classificada alcoólica. Esse foi entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou recurso movido pela Companhia de Bebidas das Américas (Ambev). O Tribunal de Justiça do Rio Grande Sul (TJRS) havia decido a favor da Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor (Saudecom), que ajuizou ação contra a empresa.
Em 2001, a entidade ingressou com ação civil pública contra a Companhia Antarctica Paulista, posteriormente adquirida pela AmBev. A associação pedia a proibição da venda da cerveja Kronenbier com a expressão “sem álcool” no rótulo. Na verdade, a bebida tem na sua composição um índice entre 0,30 a 0,37g/100g da substância. Em primeira instância, o pedido foi considerado procedente.
A empresa recorreu ao TJRS. Alegou que a sentença era nula, pois o Decreto n. 2.314/1997 justifica a classificação da cerveja como “sem álcool” e se aplicaria ao caso. Essa legislação determina que, para ser considerada alcoólica, a bebida deve ter ao menos 0,5% de álcool na composição. Também apontou que a Saudecom não teria legitimidade para propor a ação, já que não haveria autorização de seus associados para tanto. Por fim, destacou que não houve tratamento isonômico para a AmBev, já que outros fornecedores não foram obrigados às mesmas providências.
CDC
O Tribunal gaúcho considerou que, mesmo com teor reduzido de álcool, o consumo da cerveja poderia ser danoso para pessoas proibidas de ingerir a substância, o que caracterizaria ofensa aos artigos 6º e 9º do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Decidiu, ainda, que a associação teria legitimidade para propor a ação.
No recurso ao STJ, a empresa voltou a afirmar que a entidade não teria legitimidade para iniciar a ação. Também alegou que a legislação vigente (artigos 1º e 2º da Lei n. 8.918/1994 e o Decreto n. 2.314/97) não impediria que o rótulo contivesse a expressão “sem álcool”. Apontou, ainda, que os artigos 6º e 9º do CDC foram interpretados inadequadamente, pois há legislação específica sobre o tema.
Em seu voto, o relator do recurso, o desembargador convocado Vasco Della Giustina, reconheceu que a associação tem legitimidade para ação já que, segundo a Lei n. 7.347/1985, não seria necessário pedir autorização expressa dos seus associados.
O desembargador Della Giustina apontou que não informar a presença de álcool na composição da bebida desrespeita o direito do consumidor à informação clara e adequada, assegurado pelo CDC. “Não se afigura plausível a pretensão da fornecedora de levar ao mercado cerveja rotulada com a expressão ‘sem álcool’, quando esta substância se encontra presente no referido produto”, destacou. Por fim, apontou que a legislação vigente não autorizaria a omissão da presença de álcool na composição da cerveja. “Ao assim proceder, estaria a fornecedora do produto induzindo o consumidor a erro e, eventualmente, levando-o ao uso de substância que acreditava inexistente na composição daquele e que pode se revelar potencialmente lesiva à saúde”, concluiu.
Fonte: Rondônia Jurídico – 03/04/2011
Cervejarias reforçam regionalização
Vender cerveja está cada vez mais "científico". A ciência cervejeira leva em consideração o poder aquisitivo e as variações de temperatura. Mas também, cada vez mais, as grandes fábricas traçam planos estratégicos para não desperdiçar nenhum centavo em vendas e distribuição mal dirigida. Com isso, o processo de comercialização regional por marcas ganha força. Os fabricantes se apóiam no "espírito de torcida" que o consumo da bebida desenvolveu nos últimos anos. Algo cultivado pelas mensagens publicitárias, que construíram um fervor na linha do devotado ao time de futebol. Diante disso, em vez de gastar rios de dinheiro em propaganda para tentar promover adesão às suas marcas, as empresas estão reforçando as preferências regionais. No Sul do País, por exemplo, a marca do coração é a Polar, do portfólio da AmBev, a cervejaria líder no Brasil com 68% de participação de mercado.
Aproveitando que a Polar é a queridinha dos gaúchos, a empresa puxa o preço em comparação às outras marcas. Com isso, garante boa rentabilidade e mantém o clima de exclusividade em torno no rótulo. "Se a Polar sair do Rio Grande do Sul, vamos matar a marca", avalia Thiago Zanettini, gerente de Polar e Antarctica da Ambev. "O gaúcho tem características muito peculiares de consumo e valoriza o produto local. Vendemos a Polar em redutos mais badalados e, por isso, o preço fica acima da média do mercado". A tática de garantir rentabilidade apostando na preferência do consumidor por região de consumo, faz com que as cervejarias mapeiem a distribuição. As marcas menos cotadas só desembarcam em determinadas regiões para a desova de estoques e, quase sempre, são comercializadas a preços de liquidação. A fonte estratégica de informações para a ação de vendas são os dados de pesquisa. A se considerar os três maiores mercados no Brasil por valor - Grande São Paulo, interior do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro - as preferências são distintas. Na embalagem clássica, que é a garrafa de 600 ml, pelos dados Nielsen referentes a janeiro deste ano, os paulistanos dão liderança à Skol, uma marca que já foi a preferida dos cariocas. Já a turma do interior do Estado escolhe a Brahma. No Rio, a líder com mais de 10 pontos porcentuais à frente da segunda colocada é a Antarctica. As três marcas são do portfólio da Ambev.
O que surpreende é o avanço contínuo da Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava. No interior de São Paulo, a empresa aparece em terceiro lugar com a popular marca Crystal, que detém quase 15% das vendas totais. No Rio, aparece também em terceiro, mas com mais de 18% de participação, encostando na Skol, que hoje detém 20% das vendas nessa região. "A disputa nas vendas de cerveja é mais por microrregião", garante Douglas Costa, diretor de marketing da Petrópolis. "Nós não estamos no Nordeste. Então, conosco, a briga se dá por mercado no Sudeste e Centro-oeste, onde estão nossas maiores fábricas. Cada concorrente tem comunicação específica para atrair a torcida no seu mercado preferencial. Esse cuidado interfere na lucratividade do negócio. Entre São Paulo e Rio, por exemplo, a diferença de preço pode chegar a 20%." Até mesmo os holandeses da megacervejaria Heineken, que acabaram de chegar ao mercado com a compra da Cervejaria Kaiser há um ano, a tática de atuação, ainda não divulgada, deve ser regionalizada. A marca Bavaria vem tendo distribuição concentrada no interior de São Paulo. "As vendas são cada vez mais feitas por perfil de consumidor, e a Bavaria atende ao universo sertanejo. Toda a sua comunicação vai nessa direção", explica Paulo Macedo, diretor de relações corporativas da Heineken. A marca que dá nome ao megagrupo global deve seguir voltada ao segmento premium, ou seja, o das cervejas mais caras graças ao grande valor agregado da marca Heineken.
Aliás, no Brasil, assim como a empresa fez em outros países onde adquiriu operações, a companhia trouxe um especialista para ajustar o portfólio de marcas e definir como trabalhá-lo. "Vender marcas desejadas é levado a sério na empresa", diz Macedo.
Fonte: O Estado de S. Paulo – 04/04/2011
Por que Heineken, SAB Miller e Carlsberg tem interesse na Schincariol
Especulações no mercado indicam que empresa será vendida
A família controladora da Schincariol discute uma mudança na estrutura da sociedade, conforme antecipou Exame, em março. Uma das possibilidades geradas por essa discussão é a venda da empresa. Apesar de a Schincariol não comentar o assunto, o mercado especula que há interessados em comprar a cervejaria.
A Schincariol é a segunda colocada no mercado brasileiro, com uma participação de 10,97%. A terceira colocada, a Petrópolis, possui 10,8%, e a AmBev lidera folgadamente com 68,23% do mercado, segundo dados da Nielsen. A participação das cervejas da Schin sobe para 15,1% nos dados do Sicobe, da Secretaria da Receita Federal.
Quem comprar a Schincariol leva, no mínimo, essa participação de 10,97%. No mínimo. Ampliar a participação no mercado brasileiro seria bom para qualquer uma das três empresas. Mas, além disso, o que está em jogo são 13 unidades produtivas em 11 estados, com capacidade total de produção de 5 bilhões de litros e, principalmente, uma rede de distribuição composta por 10 centros próprios de distribuição e 194 revendas, além de escritórios de vendas nos principais centros comerciais.
A rede de distribuição é o ponto principal, segundo o consultor Adalberto Viviani, diretor da Concept, consultoria de bebidas e alimentação. Para a SAB Miller (que possui no seu portfólio as marcas Miller e Castle, entre outras), o que pesa é a necessidade de entrar no Brasil. “Ela não está presente no Brasil; está na América do Sul, mas em lugares como o Peru. O mercado brasileiro cresce um Peru por ano”, diz Adalberto Viviani. E para entrar no Brasil, ela precisa de distribuição. “Entrar e montar cadeia é oneroso, difícil e demora para ter os canais”, afirma.
Para a Heineken, a atração também está na distribuição. Hoje os produtos da marca são distribuídos no Brasil através da Coca-Cola. Além disso, ela construiria aqui um portfólio com marcas fortes, associando as suas às marcas da Schincariol. “A Heineken conhece melhor o mercado brasileiro”, diz. Adalberto Viviani acredita que a aquisição pela Carlsberg faria menos sentido que as outras. “Se houvesse alguma coisa, seria por causa da distribuição”, diz.
AmBev
Uma aquisição pela Heineken incomodaria mais a AmBev, segundo o consultor, porque a marca poderia fazer frente à Budweiser como um nome mundialmente conhecido. “Não há uma marca de cerveja líder em qualquer país. A Budweiser quer ser essa marca e a Heineken tem uma missão de tentar dificultar isso”, diz. Em disputa, não estão somente as geladeiras de bares e supermercados, mas também a valorização de ações das companhias, segundo Adalberto Viviani. E essa disputa passa pelo Brasil. “Aqui é o campo de batalha”, afirma.
A SAB Miller, por sua vez, ainda teria que construir sua marca no país, segundo o consultor. A empresa almeja participar do mercado brasileiro há algum tempo - entre 1996 e 2007, a marca Miller foi produzida no país através de uma joint venture entre a Brahma, que pertence a AmBev, e a SAB Miller. A Budweiser deve chegar ao Brasil ainda em 2011 – sob o guarda chuva da AmBev. O país é hoje o terceiro maior mercado de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos.
Fonte: Exame – 04/04/2011
AmBev recua com especulações sobre aumento da concorrência
A Cia. de Bebidas das Américas, maior cervejaria da América Latina, tem a maior queda em mais de uma semana com a especulação de que as concorrentes estrangeiras SABMiller Plc e Heineken NV podem fazer oferta por uma empresa do setor no Brasil. Às 16:19, as ações da AmBev caíam 1,24 por cento, para R$ 46,21, enquanto o Ibovespa subia 0,5 por cento.
A SABMiller e a Heineken estão interessadas na Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes, segunda maior cervejaria do Brasil, disse o Sunday Times de Londres, sem informar onde obteve a informação. O jornal disse que a Schincariol pode ser vendida por até US$ 2 bilhões.
“Isso poderia aumentar a competição no mercado brasileiro”, disse Cauê Pinheiro, analista da SLW Corretora em São Paulo, em entrevista por telefone. “É difícil para uma empresa brasileira conseguir crescer muito num mercado que é dominado pela AmBev. Uma empresa estrangeira de maior porte certamente teria mais capacidade de enfrentar a AmBev.”
A AmBev responde por cerca de 70 por cento das vendas de cerveja no Brasil, de acordo com o website da companhia.
Um assessor da empresa que representa a Schincariol, que pediu para não ser identificado por causa das regras da empresa, negou-se a comentar.
Fonte: Exame – 04/04/2011
Loira cobiçada
Com rede própria de distribuição e um portfólio bem sortido de marcas premium, a cervejaria Schincariol é a cereja do bolo para as multinacionais que querem enfrentar a Ambev no Brasil
A cerveja pode não ser a mais saborosa do mercado – e talvez não seja mesmo – e a marca, embora tenha boa participação, também não está entre as mais valorizadas. Então, por que há tanta gente interessada em comprar a Schincariol? Mais do que um faturamento de R$ 5,7 bilhões ou um parque de 13 fábricas, o que interessa aos candidatos a assumir o controle da empresa de Itu, no interior de São Paulo, é a logística que levou a Schincariol a conquistar 12% do concorrido mercado de cervejas.
No capítulo distribuição, a empresa familiar, de capital 100% nacional, é a única em solo brasileiro a fazer frente à gigante do setor, a Ambev.
Com uma rede de 190 revendedores, dez centros próprios de distribuição e 13 fábricas espalhadas por 11 Estados, a Schincariol chega a aproximadamente 600 mil pontos de venda – e esse é o seu grande ativo, cobiçado por grandes marcas mundiais, especialmente pela Heineken, que resolveu apostar firme no mercado brasileiro.
No ano passado, a cervejaria holandesa comprou a operação da mexicana Femsa no País – dona da Kaiser, Xingu, Bavária e Sol. Apesar do portfólio de marcas, a Femsa nunca teve distribuição própria e a Heineken continua dependendo de um acordo com a Coca-Cola para entregar suas cervejas. Além da Heineken, a dinamarquesa Carlsberg e a americana SABMiller também teriam feito propostas de compra à família Schincariol.
O valor oferecido estaria entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões e, por incrível que pareça, sai mais em conta do que montar uma rede de distribuição por todo o País. “São mais de 1,5 milhão de pontos de venda no Brasil, o que torna a distribuição uma logística bastante complexa”, afirma César Ortiz, diretor de inteligência da agência de publicidade Young & Rubican.
“E, em alguns casos, há ainda as embalagens retornáveis, o que dificulta ainda mais a operação.” O que hoje é apontado como o grande ativo da cervejaria de Itu foi construído a partir da fusão entre Brahma e Antarctica, no final da década de 1990. “Naquela ocasião, a Ambev incentivava distribuidores mais competitivos e pressionava os menos eficientes a sair”, lembra o professor Timothy Altafter, do Insper. “A Schincariol nasceu como alternativa para esse pessoal, que se sentia rejeitado pela AmBev.”
Além da rede de distribuição azeitada, a aquisição da empresa favorece a estratégia de médio e longo prazos das três fabricantes estrangeiras: crescer no segmento de cervejas premium. No ano passado, o mercado brasileiro de cerveja movimentou R$ 35 bilhões. As chamadas cervejas premium respondem por apenas 5% desse total. “O Brasil é um dos maiores mercados do mundo em volume e ainda muito primário em termos de variedades”, diz Altafter.
Todas as candidatas à compra da Schincariol trabalham com marcas premium e precisam começar a apostar desde já no crescimento desse mercado para não ficar muito atrás da líder – o grupo que controla a Ambev tem entre outras a Stela Artois. E esse é outro atrativo da Schincariol.
Nos últimos anos, a companhia baseada em Itu, no interior de São Paulo, fez importantes aquisições de marcas consideradas tops de mercado, como Baden, Baden e Eisenbahn. A última tentativa nessa seara foi o lançamento da marca Devassa, em 2010. O mercado estima que a Schincariol tenha investido R$ 10 milhões só na publicidade de lançamento da cerveja.
A estratégia de fazer da provocante socialite americana Paris Hilton a garota-propaganda da Devassa, em 2010, e de contratar a recatada cantora Sandy, como sua embaixadora no carnaval deste ano, mediante um cachê estimado em US$ 1 milhão – garantiu uma invejável exposição na mídia, mas não na geladeira do consumidor. Hoje a Devassa não tem mais do que 1% do segmento premium.
Ao contrário da irmã mais nova, a marca Schincariol mostra poder de fogo e resiste não só à concorrência feroz da AmBev, como aos problemas em seu comando. Quem administra a empresa é Adriano Schincariol, filho do fundador, Nelson Schincariol. Nelson foi assassinado em frente à casa em que morava em Itu, em 2003.
Dois anos depois, Adriano foi preso, junto com outros diretores da empresa, sob acusação de sonegação fiscal – um espectro que paira sobre a Schincariol desde tempos remotos. A empresa e a marca sobreviveram aos abalos e conseguiram manter a liderança no mercado do Nordeste por um bom tempo, mas, recentemente, foram superados pela AmBev.
A família não se manifesta sobre as negociações da venda, mas pessoas próximas a Adriano dizem que ele está propenso a aceitar a melhor oferta. Primeiro, porque está ficando cada vez mais difícil para uma empresa nacional concorrer com o poder de fogo multinacional da AmBev. Segundo a fonte, Adriano pode abrir mão da Schincariol, mas não do mercado de cerveja. “Ele vai pegar o dinheiro e investir em um novo negócio. Talvez no segmento premium”, comenta o amigo.
Fonte: Isto é dinheiro, por Eliane Sobral – 08/04/2011
Cai liminar que proibia Itaipava em latas vermelhas
Processo havia sido aberto em janeiro deste ano pela concorrente AmBev
A Justiça cassou a liminar que impedia o Grupo Petrópolis de vender sua cerveja Itaipava em latas vermelhas. A edição limitada das embalagens havia sido lançada em setembro de 2010 como uma versão comemorativa ao campeonato de Stock Car.
A marca estava proibida de comercializar as latas desde janeiro deste ano, quando a rival AmBev, detentora da Brahma, entrou com uma ação na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, alegando que a alteração da embalagem de Itaipava configuraria imitação e concorrência desleal por confundir o consumidor em relação à lata vermelha da Brahma, lançada pela cervejaria em julho do ano passado.
De acordo com a decisão da Juíza Natasha Maculan Adum Dazzi, “não houve concorrência desleal”, uma vez que “inúmeras outras cervejas produzidas pelos mais diversos fabricantes há muito se utilizam da cor vermelha em suas embalagens”.
Ainda de acordo com a sentença, o que motivou a cassação da liminar foi que em todo o material de divulgação da ré - Grupo Petrópolis - para sua cerveja, inclusive freezers, cadeiras e mesas, a cor preponderante sempre foi o vermelho.
Esta é a terceira batalha judicial entre AmBev e Grupo Petrópolis nos últimos três anos. As marcas já haviam se confrontado judicialmente duas vezes. Na primeira, a Itaipava precisou retirar do mercado a Itaipava Fest, devido à semelhança com a embalagem da cerveja Skol Beats. Na segunda, teve de alterar as logomarcas de suas versões Itaipava Black e Crystal Black.
Fonte: Exame, por Cris Simom – 11/04/2011
Rexam deve construir nova fábrica de latas de bebidas no norte do Brasil
A Rexam PLC, empresa global de embalagens para o consumidor, anunciou na segunda-feira que irá aumentar a sua capacidade de fabricar latas para bebidas para atender o contínuo crescimento do mercado brasileiro.
A nova fábrica, que ficará localizada próximo à cidade de Belém, no norte do país, terá uma capacidade de 1,2 bilhão de latas e deverá estar operacional em meados de 2012. A capacidade total de latas da Rexam no Brasil aumentará de aprox. 11 bilhões no início de 2011 a aprox. 14 bilhões até o final de 2012.
No início de 2011, a gigante de embalagens anunciou que tinha assinado um contrato de longo prazo com seu maior cliente no Brasil que sustenta retornos sobre os planos de investimento atuais e futuros de capital. A nova fábrica está incluída nestes planos.
A construção da nova fábrica permitirá que a Rexam atenda à demanda crescente nos próximos anos e para otimizar a logística. O norte e nordeste do Brasil têm cerca de um terço da população do país e são as regiões que mais crescem no país. Cerca de um terço dos novos investimentos por parte dos clientes brasileiros da Rexam está concentrada nestas regiões
Fonte: GlobalMalt – 11/04/2011
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Mr. Beer: rótulos especiais para os apreciadores de cerveja
Espaço possui diversas opções de presentes que agradam a todos os estilos e gostos
Ter exclusividade em uma cidade como São Paulo é um dos maiores desafios. Isso porque ela nos coloca à frente um leque imensurável de opções. E ser privativo pode, e deve, portanto, depender de detalhes. Assim, o Mr. Beer lida com a projeção e disseminação de marcas, como uma revendedora de grande variedade de rótulos de cervejas artesanais e importadas em lugares de alta conveniência e conforto. A empresa, que conta com 16 lojas franqueadas, tornou-se desejo de seus idealizadores em 2004 e virou realidade em julho de 2009.
Foi então que “viver de cerveja” virou coisa séria e ganhou um formato pioneiro na revenda de rótulos especiais, o quiosque. O modelo alia criatividade, conveniência, disseminação do conceito e acessibilidade. Procurado por apreciadores da bebida, o Mr. Beer revende mais de 100 marcas de todos os países, em shoppings centers e aeroportos. Soma, além do formato, mais uma novidade neste cenário: os quiosques oferecem suporte para degustação no local.
Souvenirs personalizados ligados ao mundo cervejeiro, como baldes, aventais, abridores de garrafas personalizados, entre outros, podem ser encontrados nos quiosques. É possível também montar um kit personalizado para presentear em qualquer ocasião.
Sobre o cenário de cervejas artesanais
A mudança de hábito de consumo gerada pelo aumento do poder aquisitivo do brasileiro aqueceu este mercado e evidenciou produtos mais sofisticados. Esse cenário pode ser comparado ao de vinhos. Hoje, o consumidor investe mais na degustação de bebidas de qualidade, pois entende melhor que o processo de fabricação artesanal e suas peculiaridades interferem diretamente no custo final. A comparação com produtos industriais mais populares torna-se, então, inevitável.
Alguns dos rótulos apresentam custos que se assemelham ao de um Champagne, o que mostra que a cerveja também ganhou requinte e sofisticação. A Cerveja Deus, por exemplo, tem valor semelhante ao Viúve Clicquot. Conseqüência de vários fatores, que vão além da qualidade da bebida e de sua apresentação.
Fonte: Maxpress – 11/04/2011
Petrópolis prevê aumento de 13% em vendas de cerveja este ano
Cervejaria projeta um crescimento maior do que a média do setor e espera alcançar uma receita bruta de R$ 3 bilhões com a venda de bebidas
O Grupo Petrópolis, terceira maior cervejaria do País, projeta um crescimento de 13 por cento no volume de vendas este ano, um desempenho superior ao restante da indústria, segundo um executivo da empresa.
A Petrópolis, com sede na cidade do mesmo nome, no Rio de Janeiro, estima que o volume de vendas de cerveja de todo mercado brasileiro cresça até 11 por cento em 2011, disse Douglas Costa, diretor de Marketing e de Relações com o Mercado da cervejaria. A receita bruta da divisão de bebidas vai aumentar de R$ 2,63 bilhões no ano passado para R$ 3 bilhões em 2011, Costa disse.
“Nosso crescimento vai ser puxado principalmente pelas cervejas mainstream Itaipava e Crystal, que essa é realmente a grande fatia que movimenta o mercado”, disse Costa em entrevista no escritório da Bloomberg em São Paulo ontem.
Cervejarias internacionais, incluindo a SABMiller Plc e a Heineken NV, querem se expandir no Brasil, China e em países da África, porque a demanda nesses mercados cresce mais rapidamente do que na Europa e nos Estados Unidos, disse Costa. O consumo potencial de cerveja no Brasil, onde a Anheuser-Busch InBev NV tem mais de dois terços do mercado, pode crescer dos atuais 63 litros por habitante por ano para 86 litros nos próximos dez anos, segundo Costa, que citou dados da Plato Logic Ltd.
‘Movimento interessante’
“É um movimento interessante com grandes marcas olhando para o Brasil e China,” Costa disse.
O Sunday Times publicou uma reportagem no dia 3 de Abril dizendo que a SABMiller poderia fazer uma oferta pela Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes SA. A reportagem não disse onde obteve a informação. As duas companhias não quiseram comentar a notícia quando contatadas pela Bloomberg News.
A Petrópolis, que foi procurada por bancos de investimento, “não tem nenhum interesse” em uma fusão ou venda, segundo Costa.
“É possível continuar crescendo. A gente tem um porte para crescer de igual para igual”, disse o executivo.
A AB InBev tem planos de lançar a Budweiser no Brasil no segundo semestre deste ano, disse Felipe Dutra, diretor financeiro da empresa, no dia 3 de março.
A economia brasileira cresceu 7,5 por cento no ano passado, o ritmo mais acelerado em mais de duas décadas. A expansão deve se desacelerar em 2011 para 4 por cento, segundo os economistas sondados pela pesquisa semanal Focus, publicada pelo Banco Central no dia 11 de abril.
Participação de mercado
A Petrópolis terminou o mês de fevereiro com uma fatia de 10,8 por cento no mercado brasileiro de cervejas, enquanto a Schincariol ficou com uma fatia de 10,97 por cento, disse Costa, citando dados da Nielsen. A Cia. de Bebidas das Américas, a unidade brasileira da AB InBev, é a maior do país e teve uma participação média de 70,1 por cento do mercado brasileiro no quarto trimestre de 2010, a InBev disse em 3 de março.
Além da Itaipava e da Crystal, a Petrópolis também fabrica as cervejas premium Black Princess e Petra, o energético TNT e a vodka Blue Spirit.
A Itaipava bateu a Skol, da AmBev, como cerveja em lata mais vendida na Grande São Paulo a partir do ano passado, disse Costa. Em fevereiro, a pilsen da Petrópolis alcançou 29,2 por cento da região mais rica do País, disse ele, citando os dados da Nielsen. A Skol ficou em segundo com 23,3 por cento. A Skol lidera o mercado nacional no segmento de garrafas de 600 mililitros, o mais rentável do Brasil, com 30 por cento, segundo o executivo.
A Petrópolis, que vende seus produtos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, quer atingir todo o mercado brasileiro entre sete e dez anos, de acordo com Costa. A companhia tem quatro fábricas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
Segundo Costa, antes da expansão geográfica, a empresa precisa consolidar sua atuação no Sudeste e Centro-oeste. A empresa pretende definir nos próximos três anos as regiões para começar o processo de expansão.
Fonte: Exame, por Francisco Marcelino, da Bloomberg – 13/04/2011
Ambev vai ampliar portfólio sem álcool
A AmBev, a maior fabricante de cervejas do país, prepara-se para crescer no segmento de bebidas não-alcoólicas: refrigerantes, energéticos, isotônicos e chás.
João Castro Neves, que comanda a companhia desde janeiro de 2009, diz que vai aplicar nesses produtos a mesma estratégia implementada para a cerveja: aumentar o número de versões da bebida e de embalagens.
Fonte: Valor online, por Cynthia Malta – 14/04/2011
Holandesa Heineken tem lucro 30,4% menor no trimestre
A holandesa Heineken, a terceira maior fabricante de cervejas do mundo em volume, informou que voltou a registrar crescimento no volume de vendas no primeiro trimestre, ajudada pela forte performance em mercados emergentes da África e da Ásia, enquanto o volume das vendas na Europa também cresceu. No entanto, o lucro líquido da companhia recuou 30,4% no primeiro trimestre, para 151 milhões de euros (US$ 217 milhões), ante os 218 milhões de euros do mesmo período do ano passado.
A Heineken afirmou que as vendas orgânicas - ou crescimento ajustado ao câmbio, aquisições e desinvestimentos - subiram 5,5% nos primeiros três meses deste ano, em comparação com a queda de 1,7% observada no intervalo anterior e o recuo de 5,3% do primeiro trimestre de 2010. As vendas orgânicas excluíram a aquisição da mexicana Femsa Cerveza no ano passado. O volume de vendas aumentou 24% no primeiro trimestre, para 3,6 bilhões de euros, ante 2,9 bilhões de euros no mesmo período de 2010, superando as previsões dos analistas, de vendas de 3,53 bilhões de euros.
O lucro antes de juros e impostos da Heineken subiu 20% no primeiro trimestre, em bases orgânicas, impulsionado pelos volumes maiores, bem como pela economia de custos. A fabricante de cervejas reiterou que está no caminho de economizar 150 milhões de euros até o fim de 2013. As informações são da Dow Jones.
Fonte: IG Economia - 20/04/2011
Cerveja para William contém extrato herbáceo e não 'Viagra', diz empresa
Cervejaria havia anunciado que composição de cerveja continha 'Viagra'. Agora, ingrediente afrodisíaco é anunciado como 'viagra de ervas'.
A cervejaria escocesa Brewdog voltou atrás no anúncio de que uma edição especial de cerveja para comemorar o casamento do príncipe William com Kate Middleton conteria Viagra. Na mensagem que pode ser lida no site da empresa, o nome de marca "Viagra", presente no anúncio original, foi trocado pela expressão mais "genérica" em inglês "herbal viagra" ("viagra herbáceo").
Na terça-feira (19), o G1 havia noticiado, com base no comunicado distribuído à imprensa, que "além de Viagra, a bebida do tipo India Pale Ale leva chocolate, outros ingredientes afrodisíacos e 'uma dose saudável de sarcasmo'". Nesta quinta-feira (21), o G1 entrou em contato com a empresa escocesa para saber qual é a composição do agora propalado "viagra de ervas", mas até agora não obteve resposta.
A "Royal Virility Performance" (algo como "Performance da Virilidade Real"), da Brew Dog, é vendida pela internet por 10 libras a garrafa – estão disponíveis apenas 1.000 unidades. Segundo a empresa, 20% das vendas serão revertidas a uma instituição de caridade apoiada pelo príncipe. A cervejaria diz que também enviou ao próprio William algumas garrafas da bebida.
Fonte: Portal G1 – 21/04/2011
Ambev faz lançamento nacional de Skol 360
A partir de maio, a AmBev faz o lançamento nacional de Skol 360, principal aposta e investimento da companhia nos últimos anos. A novidade foi desenvolvida após três anos de pesquisas e traz para o consumidor um novo produto que atende a um apelo antigo de parcela do público cervejeiro: um líquido que não estufa.
Para ser produzida, a Skol 360 passa por um processo de produção inovador, realizado com ciclo rápido de baixa fermentação, o que serviu de inspiração para o nome do novo líquido. A fermentação é determinante na definição das características e sabor das cervejas e o processo diferenciado de Skol 360 resulta no líquido que não gera a sensação de inchaço, em especial quando associado à ingestão de comida.
Para o desenvolvimento da Skol 360, a equipe de mestres-cervejeiros da AmBev, liderada por Luciano Horn, trabalhou em conjunto com equipes da AB-Inbev instaladas em diferentes partes do mundo. Depois de mais de 30 protótipos desenvolvidos, testes laboratoriais e estudos quantitativos e qualitativos com consumidores, foi possível chegar ao produto final.
Ao todo, mais de quatro mil consumidores foram ouvidos em pesquisas, que apontaram que uma parcela do público solicitava um líquido capaz de reduzir a sensação de estufamento, revelada principalmente quando o consumo de cerveja acompanha comida. “A comprovação desta necessidade, aliada ao fato de que Pilsen é o tipo de cerveja mais consumida no Brasil e no mundo, resultou no lançamento da Skol 360, maior investimento da companhia nos últimos anos”, completa Pedro de Sá Earp, diretor de marketing de Skol. O Brasil está entre os países que mais consomem a bebida, atrás apenas da China e Estados Unidos.
Fonte: Jornal da Mídia – 27/04/2011
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