Notícias de mercado
2011 - Maio - Parte I
O aumento do preço da cevada provoca o encarecimento da cerveja no mundo
O valor do produto com o qual se elabora a popular bebida alcoólica, aumentou em cerca de 50% nos mercados e empresas como a Heineken, já começaram a repassá-lo aos consumidores.
O aumento do valor da cevada já está tendo efeitos sobre o custo da cerveja no mundo, porque marcas conhecidas, como a Heineken, já estão repassando esses custos maiores, se bem que levemente, a seus consumidores.
Heineken, o terceiro maior produtor mundial de cerveja, se referiu ao tema ao demonstrar os seus resultados, que superaram os prognósticos do mercado, graças às reduções de custos na Europa e economias por uma grande aquisição no México que compensaram suas vendas menores.
O grupo, cujas marcas principais são Heineken e Amstel, respectivamente a primeira e terceira na Europa, disse que espera que os consumidores na América Latina, Ásia e África comprem mais de suas cervejas claras e outras bebidas, este ano.
A empresa disse que compensaria "quase completamente" o esperado incremento de um dígito porcentual de seus custos com um aumento dos preços. Os investidores queriam conhecer a visão da cervejaria holandesa sobre os preções das matérias-primas, que provavelmente seja um tema recorrente em 2011.
Isso porque os preços futuros da cevada malteada subiram cerca de 50% desde o lançamento do contrato em maio do ano passado.
"As colheitas influem muito no preço", disse o presidente executivo Jean-Francois van Boxmeer durante uma conferência, agregando que a maior parte das compras de 2011 havia sido coberta. "Nos sentimos felizes por isso e é claro que estamos agora a preparar o próximo ano (2012) e ainda há muita incerteza ", disse ele.
O grupo declarou que esperava que os consumidores europeus e norte-americanos sejam moderados em seu consumo este ano por causa do desemprego e as medidas de austeridade, mas que o setor de cervejas premium, incluindo sua marca Heineken em muitos mercados, teria um desempenho melhor que o do mercado em geral.
A sua rival SABMiller, com uma forte presença em mercados de crescimento acelerado da África e América Latina, declarou no mês passado que seus volumes de cerveja clara subiram cerca de 3% nos últimos três meses de 2010.
Espera-se que a compra, por parte da Heineken, da cervejaria mexicana FEMSA aumente a participação nos mercados emergentes do lucro operacional de 32% para 40%, e também permitirá distribuir as marcas Dos Equis, Tecate e Sol
Fonte: Reuters – EMOL – 01/05/2011
A Câmara analisa o Projeto de Lei
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7918/10, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), que proíbe a comercialização de bebidas envasadas em latas de aço em todo o País. O objetivo é estimular o uso exclusivo de latas de alumínio para facilitar a reciclagem. A indústria de bebidas utiliza atualmente os dois materiais, apesar de o alumínio ser o mais comum.
O autor da proposta lembra que as embalagens de alumínio são 100% recicláveis em número ilimitado de vezes. Cada reciclagem, segundo ele, representa uma economia de 95% de energia, se comparada ao processo de produção da embalagem pela primeira vez.
"As latas de alumínio não enferrujam e proporcionam maior proteção ao meio ambiente. Por serem inquebráveis são seguras para o consumidor, além de gerarem economia de eletricidade por gelarem muito mais rápido", disse o parlamentar.
A fiscalização da medida, de acordo com o projeto, será feita pela Vigilância Sanitária. Os estabelecimentos reincidentes no descumprimento da proibição poderão ser interditados por 90 dias.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Riolatas – 01/05/2011
Americanos escolhem marcas de cerveja nacional em detrimento das importadas
Um novo relatório da Rasmussen, de uma pesquisa nacional por telefone, constatou que 69% dos bebedores de cerveja americanos escolhem cervejas nacionais em detrimento das importadas. Vinte e dois porcento (22%) gostam mais das cervejas importadas.
No entanto, eles estão muito divididos, quando se trata de escolher que tipo de cerveja para beber: 49% preferem uma cerveja leve, enquanto 46% preferem uma normal.
Quando é dada uma opção, um em cada quatro (25%) dizem que são mais propensos a beber Budweiser. A segunda opção é a Miller, a preferida de 19%, seguida pela Sam Adams, um distante terceiro lugar, sete por cento (7%). Coors, Heineken, Corona, Pabst e Guinness estão próximas, em ordem decrescente, com cada uma favorita de entre três (3%) e seis por cento (6%) dos bebedores de cerveja. Outros 25% escolhem outra marca.
A maioria dos bebedores de cerveja (51%) preferem beber em casa, enquanto que 38% são mais propensos a pedir uma cerveja em um bar ou restaurante. Os homens preferem as cervejas nacionais mais do que as mulheres e também são muito mais propensos a tomar uma cerveja em casa do que em um restaurante.
Adultos entre 18 e 29 anos são a única faixa etária em que a maioria está mais propensa a beber uma cerveja em um bar ou restaurante do que em casa. Os bebedores de cerveja com menos de 40 anos são mais propensos a beber uma cerveja normal, enquanto aqueles com mais de 40 anos são mais propensos a escolher uma cerveja light.
A Miller é a primeira escolha de 26% dos bebedores de cerveja do sexo masculino, enquanto que uma em três mulheres (34%) prefere uma Bud. Uma pesquisa em novembro revelou que 36% dos adultos dizem que bebem álcool ao menos uma vez por semana, com 7% que bebem todos os dias ou quase todos os dias. Apenas 29% dizem que nunca bebem álcool. Cerca de 6% pensam que o álcool deve ser completamente banido.
(A pesquisa com 345 bebedores de cerveja a nível nacional foi realizada em 28 e 29 de abril de 2011 por Rasmussen Reports. A margem de erro é de ± 5 pontos percentuais com um nível de confiança de 95%. Os trabalhos de campo para todos as pesquisas da Rasmussen Reports foram realizados pela Pulse Opinion Research, LLC.)
Fonte: GlobalMalt – 03/05/2011
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Conar vai investigar possíveis "transgressões éticas" em campanhas das cervejas Kaiser, Itaipava e Devassa
O órgão foi motivado por uma denúncia do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)
O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) investigará peças publicitárias de três marcas de cerveja: Kaiser, Itaipava e Devassa. O órgão foi motivado por uma denúncia do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), de acordo com sua assessoria.
O Processo Investigatório nº 072/11 carrega representações éticas contra as empresas e o vice-presidente da entidade, Edney Narchi, considera que os apontamentos de Pimenta quanto aos anúncios serviram para classificar os anúncios como "eventuais transgressores" das normas éticas do Conar.
O problema exposto pelo deputado é a associação do produto a mulheres e ambientes sociais, como praias e rodas de churrasco, além da relação direta com o futebol. O parlamentar já havia requerido a sustação de propagandas que ferem as regras do próprio Conar.
Para Pimenta, a exploração de símbolos nacionais – caso do futebol – deveria ser vista como um problema. Além disso, as propagandas estariam fazendo apelos à sensualidade e à idéia de que o consumo de cerveja é sinal de maturidade.
O deputado, que é autor de um Projeto de Lei que estabelece restrições à publicidade de bebidas, lembra que esse setor sofre diversas restrições em outros países. "Na França, ela é proibida na TV, e as mensagens publicitárias permitidas referem-se à qualidade do produto, com ênfase em sua origem e composição", comenta.
Fonte: Administradores – 03/05/2011
Brooklyn Pilsner chega ao Brasil
A norte-americana Brooklyn Pilsner desembarcou em terras tupiniquins no final do mês passado. Trazida pela BrazilWays, vem completar o portifólio da cervejaria da Nova York já disponível no país: Lager, Brown Ale, East India Pale Ale, Local 1 e as sazonais Black Chocolate Stout e Monster Ale.
Tive o prazer de degustar a novidade e fiquei bem feliz. A cerveja segue a linha alemã do estilo, onde as características de aroma e gosto do lúpulo são mais evidentes, no entanto não perde o equilíbrio com o malte. Traduzindo em miúdos, a cerveja tem aroma herbal e floral, com notas de malte ao fundo. O gosto tem um agradável e acentuado amargor, bastante persistente na boca e balanceado pelo dulçor do malte. O corpo é leve – um pouco mais alto do que as pilseners normais, eu acho – e a quantidade de gás carbônico, média. A aparência é bela, com coloração dourada e boa formação e persistência de espuma, do jeito que o alemão gosta.
Segundo a cervejaria, a idéia da cervejaria foi reproduzir as características da Pilsner que havia nos Estados Unidos antes da Lei Seca - que proibiu a fabricação e venda de bebidas alcoólicas no país a partir de 1920. Era uma cerveja justamente mais ligada a essas características mais fortes. Treze anos depois, com o fim da lei, a cerveja foi ficando mais leve de corpo e menos amarga, e deu origem ao que se chama de American Lager, ou Pilsener comercial.
O estilo Pilsener
Muita gente já sabe dessa historinha, mas conto mesmo assim. O estilo Pilsener nasceu pelas mãos do mestre cervejeiro alemão Josef Groll no ano de 1842 na cidade de Pilsen, na República Checa. Rapidamente se espalhou pela Europa e pelo mundo, sendo hoje considerado o mais consumido ao redor do globo. Um dos motivos do sucesso foi sua aparência límpida e translúcida, com cor que varia do dourado ao amarelo palha. Até então, as cervejas eram opacas e de coloração pouco atraente aos olhos.
Na medida em que foi se espalhando, as características do estilo foram se adaptando às condições de fabricação e ao paladar da população local, dando origem a derivações. Na República Checa o estilo foi batizado de Bohemian Pilsener, e tem sabor baseado nas características relacionadas ao malte, como sabor de panificação e biscoito. Já na Alemanha, nas German Pilsners ou apenas Pils, o que predomina são características relacionadas ao lúpulo, como o amargor mais pronunciado, aromas frescos, herbais e florais.
Fonte: Gazeta do Povo – Blog Bar do Celso, por Luís Cels Jr – 03.05.2011
Lucro da Ambev cresce 26% no 1º trimestre
A fabricante de bebidas Ambev registrou lucro de R$ 2,088 bilhões no primeiro trimestre de 2011, o que representa um crescimento de 26,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Normalizado, ou antes de itens extraordinários, o lucro subiu 21,7%, para R$ 2,089 bilhões.
A receita líquida da companhia avançou 10,5%, para R$ 6,562 bilhões, principalmente por conta dos ajustes de preços nas operações da empresa. No entanto, o volume vendido no período, de 40,8 milhões de hectolitros, foi 0,3% menor pressionado por uma queda de 6,5% nas operações canadenses e de 1,1% no Brasil.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Ambev alcançou R$ 3,098 bilhões, resultado 11,7% superior ao apurado no primeiro trimestre de 2010. A margem Ebitda evoluiu de 45,3% para 47,2%. Normalizado, o Ebitda marcou R$ 3,098 bilhões, elevação de 10,4%.
A AmBev nota que, apesar do crescimento fraco dos volumes no curto prazo e da expectativa de aumento dos impostos federais para a indústria, mantém seu plano de investimentos para 2011 no Brasil, que deve somar R$ 2,5 bilhões. A empresa afirma ver oportunidades relevantes de crescimento na indústria de cerveja no médio e longo prazo.
Entre janeiro e março, o custo de produto vendido por hectolitro cresceu 8,8% com os maiores custos de matérias primas e de embalagens.
O resultado financeiro líquido da empresa, que encerrou março negativo em R$ 45,5 milhões, apresentou melhora de R$ 141,1 milhões em relação a março de 2010, fruto de menores despesas líquidas com juros e de ganhos com instrumentos derivativos no mercado futuro.
Fonte: Valor online, por Ana Luísa Westphalen – 04/05/2011
Aumento de impostos ameaça plano de investimentos da AmBev
Setor foi impactado por aumento médio de 15% nos impostos. Para compensar, a AmBev elevou o preço dos produtos e agora observa a reação dos consumidores
O plano de investimentos da AmBev para o Brasil em 2011 – que prevê o montante de 2,5 bilhões de reais - está mantido “por ora”, segundo Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da AmBev. A execução vai depender do desempenho da indústria nos próximos meses, após o aumento de preços em decorrência do aumento de impostos federais.
O aumento do PIS/Cofins e do IPI resultou em uma elevação média de 15% para o setor de bebidas. No caso da AmBev, o aumento, aproximado, foi de 11% em cerveja e 17% em refrigerantes e não-alcoólicos e não-carbonatados. Por isso, a AmBev reajustou o preço de suas bebidas entre 1,5% e 2,5%, em abril.
“Em seqüência ao aumento de impostos no Brasil, a empresa aumentou os preços em abril, o que pode pressionar o volume”, afirma um relatório do Itaú BBA. A empresa também acredita que esse repasse pode diminuir os volumes de venda e, conseqüentemente, comprometer o plano de investimentos de 2,5 bilhões de reais em 2011, afirmou Jamel em teleconferência com jornalistas. “O capex pode ser revisto caso o volume não seja suficiente por conta da mudança na carga tributária”, afirmou o executivo.
Por outro lado, a empresa acredita que o investimento de 2,5 bilhões de reais é necessário, tendo em vista as perspectivas para o mercado brasileiro em 2011. “Esse ano o salário mínimo não ajudou como no passado”, afirmou Jamel. Mas a AmBev acredita que, no próximo ano, o reajuste do salário mínimo deve ficar entre 13% e 14% e, conseqüentemente, haverá uma retomada no consumo. O investimento seria focado em construção de novas fábricas e centros de distribuição, ampliação de unidades já existentes e melhorias operacionais.
No primeiro trimestre desse ano a empresa investiu 573 milhões de reais – a maior parte disso no Brasil. “Nossa dúvida é começar coisas novas hoje para estarem prontas para o começo do ano que vem”, disse Jamel. Uma das possibilidades avaliadas é postergar o que seria feito para o próximo verão (2011/2012) para a temporada seguinte (2012/2013). “Esse monitoramento da indústria nos próximos dois meses será muito importante para nós”, disse o executivo.
Em 2009, o setor também foi impactado por um aumento de 15%, mas não repassou para os preços. Em 2010, após um acordo com o governo, não houve elevação desses impostos.
Reajuste de fim de ano
No final de 2010 a AmBev fez seu reajuste de preços anual, que ficou entre 7% e 8%. O preço foi ajustado para compensar parcialmente o repasse do aumento das commodities, segundo Jamel. Esse reajuste foi um dos fatores que elevou a receita líquida do primeiro trimestre - e que derrubou em um ponto percentual a participação de mercado da companhia no período.
No período, a Ambev perdeu um ponto percentual em sua participação de mercado, que fechou o trimestre em 68,3%. Pelas contas da empresa, a Schincariol também perdeu participação (cerca de 1,6 pontos percentuais), enquanto Petrópolis e Femsa/Heineken ganharam.
A receita líquida de cerveja por hectolitro no Brasil no trimestre aumentou 11,7%, em decorrência do aumento de preços e da distribuição direta. A receita aumentou, mas o custo aumentou mais, segundo Jamel, especialmente por conta do aumento das commodities (como açúcar, cevada e alumínio). O crescimento do custo por hectolitro de cerveja ficou em 12,4%.
O preço das commodities continua subindo. “Daqui a seis ou oito meses vamos reavaliar. Se as tendências de hoje se confirmarem, para recompor as margens, teremos que rever os preços”, disse Jamel.
O reajuste de preços também impactou o volume de bebidas vendido no primeiro trimestre de 2011. O volume de cerveja cresceu 0,2% no Brasil no primeiro trimestre devido à desaceleração no crescimento da indústria, às chuvas em janeiro e ao aumento de preços. A operação de refrigenanc (refrigerantes e bebidas não-alcoólicas e não-carbonatadas) registrou uma queda no volume de 5,0% no trimestre como resultado da contração da indústria e da participação de mercado estável.
“Desde os últimos meses do ano passado, registrávamos desaceleração nesse volume de vendas, já esperávamos para esse trimestre um ritmo de crescimento menor, que se confirmou, por causa do clima e da desaceleração da econômica como um todo”, disse Jamel.
O resultado da AmBev no trimestre veio em linha com o que era esperado pelos analistas do Itaú BBA e da Fator Corretora. “O resultado está em linha com as expectativas quanto a crescimento de receitas e com o ganho em margens”, afirmaram Renato Prado e Ronaldo Kasinsky, da Fator Corretora, em relatório.
No lado positivo, preços, hedges favoráveis, custos mais baixos das commodities, menos latas importadas e redução de custos extras de logística podem permitir significativas economias e expansão da margem no próximo trimestre, segundo relatoria do Itaú BBA assinado pelos analistas Juliana Rozenbaum, Francine Martins e Enrico Grimaldi.
Fonte: Exame, por Beatriz Olivon – 04/05/2011
Busch InBev tem 1ª queda nas vendas em mais de um ano
Aumento de preços, chuvas no Brasil e desemprego americano desanimaram consumidores da cervejaria
A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo e controladora da brasileira AmBev, sofreu a primeira queda nas vendas em um ano e meio por conta de aumento de preços, chuvas no Brasil e o alta do desemprego dos Estados Unidos que desanimou consumidores de bebidas.
Entretanto, a companhia afirmou que espera volumes melhores no segundo trimestre e prevê a continuidade de ganhos com o aumento de preços nos Estados Unidos e principais mercados brasileiros no final do ano passado.
No primeiro trimestre, os embarques da companhia caíram 0,4 por cento, a primeira queda desde o terceiro trimestre do ano passado, e contra as expectativas do mercado de ligeiro aumento.
As receitas do grupo cresceram 5,6 por cento, para 9 bilhões de dólares, e o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 6,5 por cento, para 3,41 bilhões de dólares. Os dois indicadores ficaram em linha com as previsões, de acordo com pesquisa da Reuters.
No Brasil, a AmBev apresentou lucro líquido de 2,089 bilhões de reais para o primeiro trimestre do ano, um crescimento de 26,6 por cento sobre o obtido um ano antes, apesar de uma queda de vendas no Brasil e Canadá.
Fonte: Exame – 04/0/2011
AmBev perde participação de mercado após elevar preços
Cervejaria, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, perdeu mercado para a Itaipava e Heineken
A AmBev, dona das três marcas de cerveja mais vendidas do País, Skol, Brahma e Antarctica, perdeu participação de mercado, enquanto a Petrópolis, dona da marca Itaipava, e a Heineken/FEMSA, dona das marcas Heineken, Kaiser e Sol, ganharam consumidores.
Em conferência com jornalistas realizada há pouco, o diretor financeiro da AmBev, Nelson Jamel, afirmou que a participação de mercado da companhia caiu de 69,3% no primeiro trimestre de 2010 para 68,3% nos três primeiros meses deste ano.
“A Schincariol também perdeu participação, com uma queda de 0,6 ponto percentual no primeiro trimestre. A participação da Petrópolis cresceu 1,1 ponto percentual e a da FEMSA (Heineken) subiu 0,4 ponto percentual”, disse o executivo, que não revelou a participações absolutas de cada um de seus concorrentes em sua pesquisa.
A queda na participação de mercado da AmBev reflete o aumento de preços promovido pela cervejaria. Os consumidores estão pagando cerca de 8% mais caro pela cerveja nos pontos de vendas este ano.
Os assalariados, em compensação, já não têm tanto dinheiro sobrando no bolso, já que o reajuste do salário mínimo, de 6%, não trouxe aumento do poder de compra. E renda, diz Jamel, é a variável mais importante para o consumo de cerveja.
Para 2012, ao contrário, espera-se uma explosão no consumo, já que a nova fórmula de cálculo do salário mínimo deve elevar os rendimentos em 13% ou 14%, afirmou o diretor da AmBev;
Em volume, as vendas de cerveja da AmBev ficaram praticamente estáveis, com um aumento de apenas 0,2% em relação ao primeiro trimestre de 2010. A receita obtida por hectolitro vendido cresceu 11,7% em decorrência dos reajustes. Esse reajuste, porém, não foi suficiente ainda para repor todos os custos, que aumentaram 12,4%, disse Jamel.
No fim do ano passado, a AmBev reajustou os preços para compensar o forte aumento das matérias-primas, como alumínio, açúcar, e embalagem PET. A inflação nos custos das matérias-primas já acumula uma alta de 50% nos últimos dozes meses, afirmou Jamel.
Em maio, a empresa promoveu um novo aumento nos preços, entre 1,5% e 2,5%, mas, desta vez, para compensar a elevação dos impostos pelo governo. A carga tributária (PIS e Cofins) aumentou em 11% cervejas e entre 17% e 19% para os refrigerantes.
Novos reajustes
Os reajustes feitos neste mês, disse Jamel, cobrem o aumento dos impostos, mas a empresa não descarta realizar novos aumentos. “Isso vai depender do comportamento dos preços das matérias-primas”, afirmou o executivo.
O movimento de alta nos preços das matérias-primas não dá sinais de arrefecimento no mercado internacional, impulsionado, em parte, pela política dos países desenvolvidos, que estão gerando um excesso de liquidez para reativar a economia.
Investimento
A AmBev prevê investir R$ 2,5 bilhões em 2011. Jamel afirmou, contudo, que a empresa está "monitorando" o mercado e pode adiar os desembolsos caso a demanda não apresente sinais de reação.
A empresa espera, no entanto, que haja uma forte reação do consumo 2012 com novo reajuste do salário mínimo. E, para atender essa demanda, a AmBev precisará ampliar sua capacidade de produção.
Fonte: Ig, por Claudia Faccchini – 04/05/2011
Ambev eleva em até 2,5% preço de bebidas
Após seu volume de vendas e seu "market share" terem caído no primeiro trimestre em decorrência do aumento do preço de suas bebidas, a Ambev fez, em abril, um novo reajuste, de 1,5% a 2,5%. "Nossa expectativa é que em maio já esteja impactando o consumidor", afirmou Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da empresa, que tem marcas como Brahma e Antarctica, em teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre. O reajuste, afirma, é repasse de um aumento médio de 15% dos tributos federais (PIS/Cofins e IPI). Embora o volume vendido no primeiro trimestre tenha sido 0,3% menor --com queda de 1,1% no Brasil--, a receita líquida subiu 7,2% (para R$ 6,6 bilhões), e o lucro, 26,6% (para R$ 2,9 bilhões). O volume caiu, principalmente, devido à alta de preços entre 7,5% e 8,5% no fim de 2010 e a questões climáticas (chuvas no Sudeste).
"Ganhos de eficiência não foram suficientes para reduzir os custos do aumento do preço das commodities." O executivo acrescenta que o reajuste do salário mínimo neste ano (só pela inflação) não deu impulso suficiente à renda do trabalhador como havia ocorrido no ano passado --e como deve ocorrer no ano que vem. Além da inflação, a regra do reajuste do salário mínimo considera o crescimento econômico (PIB) de dois anos antes, e em 2010 foi de 7,5%. Por isso, a Ambev disse manter a estimativa de investir até R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2011, montante que será destinado à construção de novas fábricas e centros de distribuição e à ampliação de unidades já existentes.
O ritmo dos investimentos, contudo, será cauteloso. A companhia vai observar como o mercado irá absorver os novos preços. A Ambev não prevê mais reajustes agora, mas irá avaliar possíveis aumentos ao fim do ano.
Controladora
Lá fora, a Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo e controladora da brasileira Ambev, sofreu a primeira queda nas vendas (0,4%) desde 2009. As justificativas foram as mesmas da brasileira --aumento de preços e chuvas no Brasil--, acrescida pela alta do desemprego dos EUA.
Fonte: Folha de S. Paulo - 05/05/2011
AmBev pode ganhar mais com cerveja no Brasil, aponta HSBC
Volume de vendas afetado por aumento de preços deve retomar crescimento com os concorrentes acompanhando os reajustes
O volume de vendas de cerveja no Brasil – responsável por 60% do faturamento da AmBev (AMBV4) – deve voltar a crescer com a redução da diferença entre os preços cobrados pela empresa e as concorrentes, explica a equipe de análise do banco HSBC em relatório.
“Para o restante de 2011, esperamos melhor crescimento do volume no Brasil, à medida que a diferença de preços diminua, e que as margens continuem a expandir, uma vez que a inflação de custos de commodities parece administrável”, explicam Lauren Torres e James Watson.
A participação de mercado da AmBev caiu 100 pontos-base no primeiro trimestre. Segundo a AmBev, isso é resultado da “conseqüência do aumento da diferença de preços em relação aos nossos competidores, particularmente para as embalagens descartáveis, onde aumentamos o preço acima da nossa média histórica”, segundo o comunicado de resultados.
Os analistas do HSBC acreditam que as ações continuam atrativas e elevaram o preço-alvo para os papéis de 54 reais para 58 reais. A recomendação foi mantida em alocação acima da média do mercado (overweight).
Fonte: Exame, por Gustavo Kahil – 06/05/2011
Heineken fecha empréstimo de R$ 4,7 bi para financiar aquisições
Captação de crédito aumenta rumores de que a empresa está prestes a comprar a Schincariol
A contratação de uma linha de crédito de US$ 2,9 bilhões pela Heineken, valor equivalente a R$ 4,7 bilhões, aumentou os rumores de que a companhia está prestes a fechar a aquisição da cervejaria brasileira Schincariol. A Heineken e a Schin não confirmam a negociação.
Em comunicado feito aos investidores, a companhia informou que os recursos “poderão ser usados para propósitos corporativos gerais, incluindo aquisições”.
De acordo com as informações do site “Relatório Reservado”, a Heineken teria oferecido US$ 2,2 bilhões (R$ 3,57 bilhões) pela aquisição da Schincariol. A proposta superou a oferta da SABMiller, que teria sido de US$ 1,8 bilhão, segundo o portal.
Esses valores devem contemplar a compra de metade das ações da cervejaria, avaliou o Barclays. Hoje, o grupo dos irmãos Adriano e Alexandre Schincariol detém 51% das ações da empresa e o de seus primos, Gilberto Schincariol Junior e José Augusto Schincariol, 49%.
“Se os valores apontados pelo ‘Relatório Reservado’ estiverem corretos, esse preço deve ser para a compra de um desses dois blocos”, diz o Barclays.
A Heineken é a que mais tem a perder com a venda da Schin a uma concorrente, segundo o Barclays. A empresa já investiu no mercado brasileiro, mas ainda precisa ampliar sua capacidade de distribuição e produção de cerveja no país.
Hoje, á a quarta fabricante, com menos de 10% de participação de mercado, atrás da AmBev, Schincariol e Petrópolis. Se comprar a Schin, pula para o segundo lugar.
Para SABMiller, a compra da Schin é uma porta de entrada para o mercado brasileiro de cerveja, um dos que mais crescem no mundo. O Brasil produziu 12,6 bilhões de litros em 2010, um aumento de 18%, segundo dados do Sindicato Nacional de Cerveja (Sindicerv).
Fonte: Ig, por Marina Gazzoni – 06/05/2011
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