Notícias de mercado
2011 - Junho - Parte I
Quatro grupos na disputa pela Schincariol
Equacionados os números - faltavam detalhes sobre o montante das dívidas, que não aparecia especificado no último balanço da empresa divulgado em abril -, quatro grandes grupos de bebidas globais devem fazer propostas para a compra da brasileira Cervejaria Schincariol: o holandês Heineken, o sul-africano SAB Miller, o inglês Diageo e o japonês Kirin. Profissionais próximos à operação estimam que o negócio seja fechado com um valor total entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões, incluindo dívidas. Quando a especulação sobre a venda da Schincariol começou, motivada por divergências na família proprietária, um jornal americano chegou a divulgar que a Heineken teria oferecido pouco mais de R$ 2 bilhões pela companhia. Analistas que acompanham o segmento cervejeiro no País, entretanto, projetam que o preço mínimo para a venda da Schincariol seria algo em torno de dez vezes o seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que foi de R$ 434 milhões em 2010.
Eles partem do princípio que o último grande negócio do segmento no Brasil, a venda da Cervejaria Kaiser (Grupo Femsa) para a Heineken há um ano, foi concluído por um múltiplo de oito do Ebtida. Com 13 fábricas e líder de participação em vendas no Nordeste, uma das regiões que mais cresce no Brasil, a Schincariol faturou R$ 5,7 bilhões em 2010, um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior. É hoje uma empresa bem mais atraente do que era a Kaiser no momento da venda.
Consolidação. Mas o que efetivamente está em jogo no momento não é só a venda da Schincariol, mas a consolidação do mercado cervejeiro global. Os últimos estudos do setor, realizados por bancos de investimentos, apostam em nova etapa de fusões e aquisições, após a onda das grandes negociações ocorridas em 2007, com a compra da gigante americana Anheuser-Busch pela belgo-brasileira InBev, que resultou na líder mundial AB InBev. Pelos atuais cálculos, 60% da capacidade global da indústria cervejeira está sob o controle de quatro megacompanhias: AB InBev, Heineken, SAB Miller e a dinamarquesa Carlsberg. Em termos de receita, o setor como um todo movimentou algo em torno de US$ 500 bilhões em vendas por ano nos últimos três anos.
Das quatro dominantes no xadrez cervejeiro, duas ainda não entraram no Brasil, que é, depois da China, um dos mercados mais promissores. Nos EUA, Europa e Japão, o consumo cai. Os países emergentes são a bola da vez para a expansão do setor. O Brasil fabricou mais de 12 bilhões de litros no ano passado, um volume recorde. Apesar disso, o consumo per capita é de 48 litros. Os alemães, por exemplo, bebem 110 litros per capita por ano.
Próximo passo. As apostas sobre quem ficará com a Schincariol estão voltadas para a Heineken. A razão está no fato de que esse seria um segundo passo "natural" para os holandeses se estabelecerem no País. Na prática, eles estariam comprando participação de mercado. Somariam, aos 8% que detêm com as marcas Kaiser, Sol, Bavaria e Heineken, os quase 12% da Nova Schin, Devassa, Baden-Baden e Eisenbahn entre outras, da Schincariol. Com 20%, a Heineken ganharia mais escala para disputar com a Ambev, subsidiária da AB InBev e dona de 68% de participação de mercado. A presença da SAB Miller no rol das empresas na disputa também se justifica.
Afinal, no passado ela já tentou comprar a empresa. Há seis anos, a companhia sul-africana olhou os números da brasileira, mas desistiu porque a Schincariol tinha uma contabilidade desorganizada. Já a empresa de bebidas Diageo, que tem presença no setor restrita à marca Guinness, não parece ter entrado na disputa para valer, na avaliação de executivos do setor. Além disso, a companhia inglesa mantém uma parceira com a Heineken no mercado sul-africano. Já a japonesa Kirin, embora tenha também mostrado interesse pela compra da Cervejaria Kaiser há um ano, não é vista como compradora pelas gigantes, mas sim como candidata a ser comprada. Ela é a sexta no ranking cervejeiro global.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 01/06/2011
Foto: Portal Giro News
399 cervejas foram premiadas no concurso Monde Selection 2011
A cerimônia de premiação da Monde Selection teve lugar na na semana passada, no Museu Autoworld em Bruxelas. A cada ano, mais e mais produtos participam desta competição com a esperança de ganhar o reconhecimento do júri.
Este ano, 2.450 produtos de mais de 80 países participaram do concurso. A cerveja é uma das categorias mais populares. A cada ano mais de 200 marcas competem pela medalha de ouro. Cervejeiros, chefs ganhadores da estrela Michelin, sommeliers, nutricionistas e mais importantes organizações da indústria de cerveja participaram do julgamento das cervejas. Um total de 399 cervejas foram premiadas este ano.
Parte da Monde Selection é o "International High Quality Trophy ", que é concedido depois de três medalhas de ouro consecutivas. Aqui estão algumas das cervejarias que receberam o " International High Quality Trophy " na seleção de cervejas e refrigerantes em 2010:
Abro Bryggeri (Suécia)
Boston Beer Company (EUA)
Cerveceria Hondurena S.A. (Honduras)
Cervecerias Baru-Panama S.A. (Panamá)
Compañía Cervecera de Canarias (Ilhas Canárias)
Dreher Breweries Ltd. (Hungria)
Heineken Hungaria Sörgyarak Zrt (Hungria)
Heineken Romania S.A. (Romenia)
International Beverages Holdings Ltd. – Chang beer (Reino Unido)
Nile Breweries (Uganda)
SanktGallen Co., Ltd (Japão)
Taiwan Tobacco & Liquor Corporation (Taiwan, China)
UBSN Ltd. – Kingfisher (Reino Unido)
Ursus Breweries (Romenia)
Wells & Young’s Brewing Company (Reino Unido)
Westerwald Brauerei H. Schneider GmbH & Co. KG (Alemanha)
Yamaguchi Beer Inc. (Japão)
Lorant Sándor Kovács, diretor de desenvolvimento de negócios da Dreher Breweries Ltd., comentou:
"Estamos orgulhosos da nossa medalha de ouro do Monde Selection e dos primeiros premios ganhos por nossos produtos desde 1980, que consideramos um reconhecimento da nossa dedicação à qualidade." (Dreher tem participado da competição desde 1980 e tem sido agraciada com 66 medalhas nos últimos 31 anos, das quais 49 são de ouro, 13 de prata e quatro de bronze. No ano passado, o produto Dreher Classic ganhou o International High Quality Trophy, que é concedido após três medalhas de ouro consecutivas).
Sobre o Monde Selection
A Monde Selection foi fundada em 1961 e visa encontrar os melhores produtos do mundo, que são premiados com duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze em oito categorias em geral.
Os produtos são julgados de acordo com 20 parâmetros diferentes, utilizando diferentes métodos de avaliação, de análise laboratorial rigorosa até teste através dos cinco sentidos. Isto significa que a degustação e a análise são igualmente importantes.
Fonte: GlobalMalt – 01/06/2011
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Cervejaria Schincariol a venda, é avaliada em até R$ 8 bilhões
Heineken, SAB Miller, Diageo e Kirin devem apresentar ofertas pela cervejaria, em transação antecipada por EXAME
A venda da cervejaria brasileira Schincariol pode ser fechada por até 8 bilhões de reais, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo. A venda da empresa foi antecipada por EXAME no início de março. Quatro grupos multinacionais estão interessados no controle da Schincariol e preparam ofertas: o holandês Heineken, o sul-africano SAB Miller, o inglês Diageo e o japonês Kirin. Segundo o jornal, o valor da cervejaria baseia-se em estimativas de analistas de mercado, que esperam que o negócio seja fechado por cerca de dez vezes o valor de seu ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação).
A cervejaria brasileira possui 13 fábricas e faturou 5,7 bilhões de reais no ano passado. A cifra é 11,8% maior que a do ano anterior.
A cervejaria Schincariol foi posta à venda pela família que a controla. Entre as interessadas, estariam a britânica SAB Miller, a dinamarquesa Carlsberg e a holandesa Heineken. A venda do controle da Schincariol seria a conseqüência de uma série de problemas que a cervejaria enfrentou nos últimos anos.
O primeiro é a perda de participação de mercado. Em 2008, por exemplo, a Schincariol possuía cerca de 13%. Desde então, a empresa encolheu, enquanto a Petrópolis se aproximou perigosamente, a ponto de ameaçar a sua vice-liderança. Na última pesquisa da Nielsen, a Schincariol possuía 10,97%, ante 10,8% da rival, segundo Lauro Jardim, colunista da Veja.
O recuo de sua fatia de mercado reflete, ainda, o fracasso de sua maior aposta – a cerveja Devassa Bem Loura, lançada com estardalhaço no Carnaval de 2010. Tendo como primeira garota-propagada a socialite Paris Hilton, o produto não teve o desempenho esperado. Segundo reportagem de EXAME, a meta era fechar 2010 com 1,5% de mercado, mas o resultado teria sido de 0,2%.
Derrapadas
O número aquém do esperado é atribuído a decisões equivocadas, como a desmobilização antecipada da equipe de 150 vendedores, montada especialmente para vender a Devassa Bem Loura. Entusiasmada pela boa recepção inicial, a Schincariol teria incorporado a marca ao portfólio de todos os vendedores – o que a diluiu em meio à oferta de outros produtos.
Em paralelo, para cortar custos, o presidente da companhia, Adriano Schincariol, iniciou uma forte reestruturação que envolveu a demissão de diretores e gerentes. Na prática, isso significou a reversão do processo de profissionalização da empresa, iniciado em 2007, logo após a morte de seu pai e fundador da cervejaria, José Nelson Schincariol.
O argumento de Adriano para as demissões é que a companhia não estava cumprindo seu objetivo básico – vender cervejas. Mas o fracasso das recentes iniciativas mostra que o problema pode ser bem maior.
Fonte: Portal Exame – 04/06/2011
Ambev anuncia status das metas ambientais globais traçadas para 2012
Peça publicitária será veiculada no Dia do Meio Ambiente.
A Ambev lança, no próximo dia 5, anúncio publicitário em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A peça mostrará as conquistas obtidas e iniciativas realizadas pela companhia para atingir as metas ambientais globais traçadas para 2012.
O anúncio será veiculado nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, nas revistas semanais IstoÉ e Época, além de uma página na edição de 22/6 da revista Exame. As metas da Ambev para redução do impacto no meio ambiente são: diminuir o consumo de água em 11%, a emissão de CO2 em 10% e também reaproveitar quase a totalidade (99%) dos resíduos da produção. Esses são objetivos globais, traçados pela Anheuser-Busch InBev e que deverão ser alcançados até 2012.
Algumas fábricas no Brasil já alcançaram ou até ultrapassaram esses índices. Em 2010, por exemplo, 14 cervejarias já atingiram a meta de reaproveitamento de subprodutos e a receita gerada aumentou 40% nos últimos cinco anos, somando R$ 80,8 milhões no ano passado. Nos últimos cinco anos, a companhia reduziu em 70% a quantidade de resíduos sólidos descartados e, nos últimos três anos, a geração de resíduos diminuiu em 25%.
Também em 2010, a Ambev ampliou fábricas e todas já incorporaram as boas práticas de consumo de água do programa de gestão ambiental da companhia. Para isso, foram investidos R$ 5,6 milhões para garantir que a água seja utilizada de forma consciente. Já para as ampliações fabris previstas em 2011, esse investimento será de R$ 6 milhões. A Ambev, que já possui um dos menores índices mundiais de utilização de água no processo produtivo de cerveja, trabalha para diminuir ainda mais essa taxa. Atualmente, são utilizados, em média, 3,9 litros de água na produção de 1 litro da bebida. A meta para 2012 é baixar esse valor para 3,5 litros em todas as unidades fabris.
Dentre as 10 cervejarias do grupo Anheuser-Busch Inbev no mundo com os melhores indicadores de consumo de água por litro de cerveja, cinco são da Ambev. As unidades de Curitiba (PR), de Goiânia (GO), de Minas Gerais e de Camaçari (BA), por exemplo, consomem 3,3 litros. Já a de Brasília, 3,2 litros. As fábricas que produzem exclusivamente refrigerantes têm índices expressivamente baixos. A filial de Sapucaia, no Rio de Janeiro, e a de Jundiaí, em São Paulo, por exemplo, consomem apenas 1,56 litro para cada litro de refrigerante produzido.
Os índices referentes à CO2 também são animadores. Em 2010, a redução foi de 6,4% em relação a 2009, o que significa que, já no primeiro ano, 64% do desafio estabelecido para 2012 foi alcançado. A companhia também adotou o projeto Frota Compartilhada (caminhões fazem ida e volta com produtos, mesmo que de outras empresas) e obteve economia de 1.430.000 litros de combustível e a emissão de 3.922 tons de CO2 a menos. A Ambev também está investindo para diversificar sua matriz energética, instalando novas caldeiras de biomassa, que já representam 25% da energia utilizada nas fábricas do país. Além disso, a empresa foi a primeira indústria de bebidas certificada para negociar crédito de carbono (Protocolo de Kyoto).
O monitoramento e a atualização das metas de ecoeficiência da empresa são processos realizados pelo Sistema de Gestão Ambiental, existente há 19 na companhia. Todas as unidades possuem um gerente de meio ambiente responsável pelas metas para reduzir a captação e a quantidade de água usada para produzir suas bebidas, diminuir o consumo de energia, a emissão de poluentes e aumentar o índice de reciclagem dos resíduos.
Ambev - Ser a "Melhor Empresa de Bebidas do Mundo em um Mundo Melhor". Esta é a missão da Ambev, empresa de capital aberto, sediada em São Paulo, no Brasil, com operações em 14 países das Américas (Argentina, Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, El Salvador, Equador, Guatemala, Nicarágua, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela).
Dona de um portfólio de "estrelas" como Antarctica, Brahma, Bohemia, Skol, Original, Stella Artois; os refrigerantes Guaraná Antarctica, Soda, Pepsi e Sukita, além das inovações H2OH!, Fusion e Antarctica Citrus, a Ambev é líder no ranking das cervejarias na América Latina.
Reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar, a Ambev tem em seus funcionários - 29 mil só no Brasil - sua maior fortaleza. Por isso, investe continuamente no desenvolvimento e sucesso de sua Gente, que é incentivada a se sentir dona da companhia e pensar grande.
Pioneira, a companhia desenvolve o Programa Ambev de Consumo Responsável há sete anos, fazendo campanhas de conscientização sobre o uso indevido do álcool, norteadas pelas premissas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Sua reconhecida excelência em gestão gera retorno aos seus acionistas e garante atuação sustentável. No ano 2010, atingiu volume de vendas de 165,14 milhões de hectolitros de bebidas e receita líquida de R$ 25 bilhões, um crescimento de 13,2% em relação ao ano de 2009.
Referência em práticas ambientais, a Ambev lançou em 2010 o Movimento CYAN - Quem vê água enxerga seu valor, uma ampla iniciativa de mobilização e conscientização da sociedade para o uso racional desse recurso natural. Já em 2011, o Movimento lançou uma ação que interfere diretamente na redução do consumo de água nas residências, é o Banco CYAN, um sistema de descontos em compras online para quem economizar água.
Fonte: Portal Fator Brasil – 04/06/2011
Lucro da Ambev no 1º tri é superior ao da Pepsico pela 2ª vez, diz estudo
A brasileira AmBev fechou o primeiro trimestre com lucro de US$ 1,282 bilhão contra US$ 1,143 bilhão da PepsiCo. A soma foi superada pelo segundo trimestre consecutivo, segundo levantamento da consultoria Economatica, divulgado nesta segunda-feira (6). No quarto trimestre de 2010, a Ambev também obteve melhor resultado que o da empresa norte- americana, com US$ 1,552 bilhão contra US$ 1,365 bilhões da PepsiCo, conforme nota da consultoria.
"A análise se inicia no primeiro trimestre de 1995 e desde essa época a AmBev somente tinha conseguido ultrapassar a PepsiCo uma única vez no quarto trimestre de 1996 quando a brasileira atingiu US$ 142 milhões contra US$ 28 milhões da PepsiCo", diz a nota. No período, o maior lucro do setor foi registrado pela Coca Cola, com US$ 1,90 bilhão, seguida pela AmBev, PepsiCo e pelas mexicanas Coca Cola Femsa e Fomento Econômico Mexicano (FEMSA).
Para a pesquisa, a Economatica disse ter utilizado os valores publicados pelas empresas latinas nos respectivos órgãos de fiscalização locais e converteu os números pelo dólar do dia 31 de março deste ano.
Fonte: G1 - 06/06/2011
Heineken deve levar
A compra da cervejaria Schincariol pela holandesa Heineken deve ser fechada esta semana. A empresa nega. A venda deve passar os R$ 3 bilhões, incluindo a megadívida fiscal da empresa. A Heineken, dona da Kaiser e da Bavaria, elevará o seu prestígio com a Nova Schin, Devassa e Baden Baden.
O grupo terá 20% aproximadamente do mercado cervejeiro no Brasil. E a Ambev terá, pela primeira vez, um concorrente para pegar no seu calcanhar.
Fonte: Abras - 08/06/2011
Ambev cria franquia de bar para classe C
Rede Nosso Bar deve contar com cerca de 200 unidades abertas até o final do ano
De olho na expansão da classe C, a Ambev inaugura um novo modelo de franquia de bar, com investimento a partir de R$ 28 mil.
Batizada de Nosso Bar, a rede deve contar com cerca de 200 unidades abertas até o final do ano. A marca já possui 20 unidades funcionando sob a nova bandeira no estado de São Paulo.
“O consumidor da classe C está mais exigente. Queremos ajudar a profissionalizar os bares de bairro que atendem este público”, explica João Paulo Badaró, diretor de Novos Negócios da Ambev.
As franquias da nova rede devem se concentrar principalmente em bairros periféricos de grandes cidades. “A maior concentração deve ser em São Paulo, mas temos estrutura para atender todo o país”, diz o executivo.
Além da taxa de franquia, que varia entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, o franqueado deve fazer um investimento de cerca de R$ 15 mil a R$ 20 mil na reforma e adaptação do ponto comercial.
O faturamento previsto para uma unidade Nosso Bar é de 25 a 40 mil por mês, com margem de lucro média de 15%. A previsão de retorno é de 12 a 20 meses.
Segundo Badaró, para se candidatar a franqueado da marca, o empreendedor deve ter disposição para se envolver no dia a dia da operação e levar a profissionalização do negócio a sério.
Para formatar o novo modelo de franquia a rede se apoiou nos resultados obtidos com a franquia Chopp Brahma, que tem mais de 900 unidades em operação no país. Criada em 2004, a bandeira é voltada ao público classe AB e fatura cerca de R$ 300 milhões ao ano.
Fonte: Exame – 08/06/2011
Heineken e Carlsberg - risco de falta de cevada
A preocupação é crescente de que as cervejarias com elevada exposição na Europa Ocidental irão enfrentar uma pressão de custos pior do que o esperado, devido à escassez de cevada cervejeira.
O Norte da Europa está sofrendo com o que se pensa ser a pior seca em 100 anos. Na França, o maior produtor de grãos da União Européia, o governo se comprometeu a criar um fundo de 1 bilhão de Euros (US$ 1,44 bilhões) de auxílio de emergência para ajudar os agricultores
Para os fabricantes de cerveja, particularmente para aqueles como Heineken e Carlsberg que possuem grande exposição para a Europa Ocidental, as pressões de custos serão intensificadas significativamente ao longo dos próximos meses. A situação é mais grave quando se considera que o mercado mundial de grãos está apenas se recuperando da decisão da Rússia no último verão de proibir todas as exportações de trigo.
"Nos últimos dois meses, vimos um forte aumento no preço a prazo para a cevada cervejeira, da colheita de 2011 na Europa Ocidental", disseram analistas da Sanford Bernstein esta semana. "Se esses preços persistirem, é provável que haja um aumento muito mais forte nos custos dos insumos em 2012 do que esperamos em 2011”.
“Agora é quase certo que as cervejarias terão que ser muito mais agressivas nos preços em 2012 do que em 2011, a fim de evitar uma compressão das margens", disse Bernstein, estimando que as cervejarias podem precisar aumentar os preços de venda entre 4% e 5 % na Europa Ocidental, apenas para compensar os custos mais elevados da cevada.
As cervejarias poderiam achar isto extremamente difícil em uma região onde o consumo de cerveja tem caído constantemente por vários anos e onde a confiança do consumidor permanece limitada pelas medidas de austeridade do governo.
Em maio deste ano, os preços cevada cervejeira subiram acima de EUR 300 (US$ 430) por tonelada métrica, pela primeira vez na Bolsa de Paris, segundo a Bloomberg.
Bernstein disse que acredita que a Heineken será mais exposta à subida dos preços da cevada, devido à sua forte posição na Europa. A Carlsberg vai acompanhar logo atrás, disse o analista, mas observou que SABMiller e Anheuser-Busch InBev deve ser menos afetadas, devido ao seu alcance global e maior poder de fixação de preços.
Enquanto isso, contra o pano de fundo das condições meteorológicas incomuns na Europa, as Nações Unidas (ONU) advertiram esta semana que os preços elevados das commodities de alimentos não mostram nenhum sinal de enfraquecimento globalmente.
"A situação geral das culturas agrícolas e produtos alimentares é apertada, com os preços mundiais em níveis persistentemente elevados", disse David Hallam, diretor da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, Departamento de Mercados e Comércio.
A FAO disse que os preços das commodities de alimentos subiram a níveis não vistos desde 2007 e 2008, quando a escassez generalizada de grãos também colocou as cervejarias multinacionais sob pressão significativa.
Bernstein respondeu que "até agora, a escala do potencial vento contrário não é tão grande quanto foi em 2007/08, e é possível que a chuva em junho possa aliviar a pressão".
Ainda assim, se as previsões estiverem corretas, isso poderia ser um passeio pedregoso para as cervejarias na Europa Ocidental durante os próximos 12 meses.
A longo prazo, as preocupações recentes somente somam à evidência de que a volatilidade nos preços das commodities está aqui para ficar, como cresce a demanda por recursos.
Fonte: Just Drinks, por Chris Mercer – 10/06/2011
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Skol é a cerveja mais valiosa do Brasil
Liderança absoluta nos últimos 11 anos reflete desempenho do ranking e marca é avaliada em R$ 7,277 bilhões pela consultoria global Interbrand. O valor da cerveja da Ambev cresceu 10% em relação a 2010.
A Skol, cerveja líder no mercado nacional, é a marca mais valiosa do segmento e a quinta no ranking geral, segundo dados da consultoria Interbrand. A cerveja da Ambev atingiu R$ 7,277 bilhões. O valor é 10 % superior ao apresentado em 2010. Dentre as cinco primeiras colocadas, a Skol foi a segunda que mais se valorizou no último ano.
A Interbrand acompanha os movimentos que influenciam a valorização e a concepção das marcas no mercado, mapeando os fatores que contribuem para sua força e evolução. Para classificar a Skol como a marca de cerveja mais valiosa do país, a Interbrand realizou um estudo para explorar pilares importantes para a construção de uma marca como solidez financeira, impacto da marca junto ao consumidor e potencial para geração de lucro. O ranking da Interbrand traz as 25 marcas mais valiosas do País com base em informações públicas de cerca de 100 empresas brasileiras de capital aberto que atendem aos critérios do estudo.
E não é só no Brasil que a marca se destaca. Recentemente o instituto americano de pesquisa de mercado Millward Brown divulgou o seu ranking BrandZ das marcas mais valiosa do mundo. O valor da marca Skol está entre os que mais cresceram ao longo de 2010 entre todas as marcas de todas as categorias, o produto ocupa a sexta colocação no ranking ao lado de marcas globais. A Skol registrou um aumento de 68% e agora está avaliada em US$ 4.579 bilhões de dólares acordo com a Millward Brown, contra US$ 2.722 do ano anterior. Na categoria de cervejas não é diferente, além de ser a representante brasileira mais bem colocada no ranking, a Skol ocupa a quinta colocação na categoria.
Fonte: Portal Fator Brasil – 11/06/2011
Vereadores aprovam projeto que proíbe garrafas de vidro em bares e boates de BH
Uma proposta aprovada na Câmara Municipal de Belo Horizonte pode dar o que falar entre donos de bares e boates. Os vereadores de BH votaram, em segundo turno, o Projeto de Lei 839/09 que proíbe a venda de bebidas em garrafas nas casas noturnas da capital. O PL agora aguarda avaliação do prefeito Marcio Lacerda (PSB) para veto ou sanção.
O texto do projeto define que deverá seguir a lei “todo estabelecimento comercial, de lazer que comercializa bebidas em geral em garrafas de vidro”. O PL prevê multa para empresas que não cumprirem a determinação. As casas noturnas que forem notificadas mais de três vezes podem ser fechados. Caso seja sancionado o projeto, as boates e bares terão 120 para se adaptar à lei.
O autor do projeto, Paulinho Motorista (PSL), propõe a substituição de recipientes de vidro por copos de plástico ou descartáveis. A justificativa do vereador é o combate à violência na “capital dos bares”. Ele afirma que, muitas vezes, a garrafa de vidro é usada como arma em brigas. Segundo o vereador, a medida não acarretará custos excessivos aos proprietários dos estabelecimentos. “O ganho material poderá ser sentido na diminuição das lesões que, por ventura, podem ser provocadas pelas garrafas de vidro”, argumenta o vereador.
Fonte: Acerva Mineira, 12/06/2011
Ambev retoma produção da Bohemia em Petrópolis
Será reativada nas próximas semanas em Petrópolis (RJ) a produção de fábrica da Bohemia, primeira cervejaria do Brasil. Fundada nos anos 1850 e fechada desde 1998, a Cervejaria Bohemia teve sua fachada restaurada, em um projeto da Ambev em parceria com o governo do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Petrópolis.
A fachada é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Além de receber retoque estético, a planta industrial recuperou sua vocação e reativará suas linhas de produção, que serão dedicadas a fabricar as variantes da Família Bohemia e edições especiais da marca. A retomada será um dos pontos altos da 22ª Bauernfest - Festa do Colono Alemão, que começa na cidade no dia 22 e vai até 3 de julho. A partir do segundo semestre, o prédio abrigará também um Centro de Experiência Cervejeiro único no Brasil.
Fonte: Brasil Econômico - 14/06/2011
Cervejas premium são a bola da vez
Segmento deve representar 10% do consumo total da bebida em 2013
Com expansão em ritmo acelerado nos últimos anos, o segmento premium elevou a participação no consumo total de cervejas de 2% para 5% nos últimos 10 anos, de acordo com dados do setor, e se tornou a menina dos olhos das cervejarias. O espaço para crescimento ainda é alto, na comparação com mercados desenvolvidos, onde o consumo atinge de 15% a 20%.
Para o professor Roberto Nascimento, do núcleo de estudos do varejo da ESPM, o aumento do consumo reflete não somente os efeitos econômicos, mas também uma nova postura. “A mudança de hábito do consumidor brasileiro fez com que este segmento crescesse. O consumidor está mais consciente e inteligente”, afirma. Em sua avaliação, o segmento deve chegar a 8% do consumo total de cervejas no final de 2012 e atingir 10% no término de 2013.
A análise de Nascimento parte de um cenário de crescimento anual de 40% do segmento premium contra 11% do mercado de cervejas tradicionais no intervalo de cinco anos. O badalado segmento, que apresenta em seu portfólio cervejas nacionais, como Bohemia e Original, e internacionais, como Eisenbahn, Heineken e Stella Artois, vai ganhar reforço no segundo semestre: a Proibida, da Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP), e a norte-americana Budweiser, pela Ambev.
A Proibida preparou o terreno para a sua chegada ao mercado com uma arrojada estratégia de marketing, ao colocar em cena duas “tchecas”, personagens com os nomes de Dominika e Michaela, para divulgarem, implicitamente, a nova cerveja via blog “we luv Brazil”.
Com o sucesso, as personagens acabaram participando de um reality show no “Pânico na TV”, da RedeTV!, tudo isso sem conhecimento do público e em um programa patrocinado por uma outra marca de cerveja, a Skol. A Proibida entrará no mercado em julho, no Nordeste, e no início de agosto, no Sudeste. O objetivo é estar em todas as regiões em breve.
De acordo com João Noronha, a Proibida será um mix entre o segmento premium e o mainstream, com uma pilsen próxima dos pares mais tradicionais produzidos na República Tcheca. “Não vamos ficar restritos a esse mercado. Queremos fazer algo inédito, com preços mais acessíveis e um público mais amplo”, diz.
A comunicação da cerveja receberá também um tratamento bem diferente do que se vê no mercado premium. “É um desafio. Teremos que dosar a qualidade intrínseca do produto, com identificação com a juventude. Queremos fazer apologia à liberdade”, afirma.
Já a Ambev, líder do segmento no Brasil, lançará a Budweiser como estratégia de ampliar o seu portfólio e fortalecer o posicionamento global da marca, de acordo com Stella Brant, gerente de marketing premium.
“Estamos trabalhando bastante no planejamento para que ela realmente chegue ao mercado cumprindo a expectativa e o potencial que ela tem. Vai chegar de uma forma especial”, garante.
Marketing Premium
Diferentemente das linhas de bebidas convencionais, as estratégias de marketing da categoria premium trafegam por outros caminhos, com ações pontuais e direcionadas aos públicos de interesse das bebidas. A Ambev desenvolve ações diversas com suas marcas. No caso da Original, por exemplo, a comunicação é centrada em apenas uma plataforma. “A gente trabalha principalmente com PDV mostrando que ali é especial porque tem Original. A raridade é uma característica que a gente trabalha com a Original”, explica Brant.
Enquanto para Bohemia, líder do mercado, a comunicação é mais ampla, envolvendo várias mídias e ferramentas de ativação, e um conceito de tradição, além de prover experimentações com os diferentes membros que compõem a família da marca.
Como exemplo, a antiga Cervejaria Bohemia, em Petrópolis (RJ), voltará a produzir e abrigará um centro cervejeiro contando a história da cerveja no mundo e no País, e oferecendo entretenimento e lazer, de acordo com a gerente.
A cervejaria Schincariol, com um portfólio que engloba Devassa, Baden Baden e Eisenbahn, mantém uma postura similar. “O pensamento é muito mais one to one. Então, você fala com o consumidor certo, na hora certa. Você tem uma troca com ele em que tem que aproveitar muito esse input com ele”, afirma Guilherme Moraes, diretor de cervejas da Schincariol. Como exemplo, cita uma campanha a ser divulgada para Baden Baden, em Campos do Jordão, com a ideia de prover experimentação de novos tipos de pratos com diferentes bebidas.
De acordo com Nascimento, da ESPM, o sucesso no segmento premium passa por três pontos: inovação periódica, qualidade diária e originalidade com ousadia light. E acrescenta: “há espaço para cervejarias pequenas desde que façam o trabalho de formiguinha, construindo a fidelização do consumidor, sem pressa. Foi assim que as marcas pequenas cresceram na Europa”, conclui.
Fonte: Exame, por Marcos Bonfim (propmark) – 15/06/2011
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