Notícias de mercado
2011 - Agosto - Parte II
Relator rejeita projetos que classificam a cerveja como bebida alcoólica para efeito de publicidade
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) examina na manhã desta quarta-feira (17) três projetos de lei do Senado (PLS) que tratam de restrições ao consumo e à publicidade de bebidas alcoólicas. O relator da matéria na CCT, senador Lobão Filho (PMDB-MA), votou pela rejeição dos projetos da ex-senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), PLS 505/07, e do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), PLS 531/07, e a favor da proposta do senador Magno Malta (PR-ES), PLS 151/07.
Na justificação do seu voto, o relator posiciona-se contrário às duas proposições por considerar que a restrição à publicidade de bebidas alcoólicas "contraria o princípio constitucional da liberdade de expressão e informação" e por entender que não cabe à CCT "manifestar-se sobre o conceito de bebida alcoólica". As matérias, que tramitam em conjunto, ainda serão apreciadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE); Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e, em decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. , pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
A ex-senadora Marisa Serrano explica, em seu voto, que "a lei que regula a propaganda das bebidas (Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996) não alcança aquelas de teor alcoólico inferior a 13º Gay-Lussac, ou seja, as mais consumidas pela população. Dessa forma, a propaganda de cervejas, das bebidas ice e dos vinhos mais populares está isenta de controle legal". Tanto ela quanto Crivella propuseram uma alteração na lei que encaixaria essas bebidas no conceito legal de bebida alcoólica. Para Crivella, trata-se de uma "situação esdrúxula que não pode prosseguir no nosso país, a despeito da força econômica e política dos empresários do ramo"
Ubiqüidade
Marisa Serrano acrescentou, na justificação de seu projeto, que "basta assistir às mensagens publicitárias veiculadas na televisão e no rádio em qualquer horário, especialmente em associação com os jogos de futebol, os quais têm grande audiência de crianças e adolescentes. Até mesmo os treinos da Seleção Brasileira de Futebol têm placas publicitárias com anúncios de cervejas. Não podemos continuar tolerando essa ubiqüidade da propaganda do álcool em nossas vidas", afirmou a ex-parlamentar, propondo que as restrições à propaganda das bebidas alcoólicas sejam equiparadas às da publicidade dos derivados do tabaco.
O projeto de Crivella propõe que a publicidade de bebidas alcoólicas no rádio e na televisão seja veiculada somente das 23h às 5h. O projeto de Marisa Serrano propõe que, de zero e 6h, sejam proibidos tanto a comercialização de bebida alcoólica como seu consumo em vias e equipamentos urbanos públicos, estabelecendo uma série de punições para quem descumprir as proibições.
O relator diz estar de acordo com a necessidade de proteger os jovens da propaganda de produtos que possam ser nocivos à saúde e por isso manifesta-se favoravelmente à "aposição obrigatória de advertências em rótulos e materiais publicitários", que já mostrou ser eficaz com sua presença nos maços de cigarros.
Quanto a isto, a senadora Marisa Serrano propôs que "a embalagem, o rótulo e a propaganda das bebidas alcoólicas exibirão advertência sobre os malefícios do seu consumo e sobre a proibição da venda a menores de dezoito anos". Deixa, entretanto, as especificações relativas à forma e ao conteúdo das advertências para posterior definição. O projeto de Crivella não trata desse assunto.
Autor do projeto cuja aprovação se recomenda em detrimento dos demais, o senador Magno Malta (PR-ES) não altera a classificação das bebidas alcoólicas, permitindo a publicidade indiscriminada de cervejas, bebidas ice e vinhos. Assim, ao estender às publicidades dessas bebidas alcoólicas as mesmas restrições aplicadas aos produtos derivados do tabaco - permitindo que ela só possa ser feita "por meio de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de venda" -, restringe essa proibição a bebidas de teor mais alto, como destilados e alguns vinhos.
A matéria também proíbe a associação de publicidade de bebidas alcoólicas a qualquer esporte olímpico ou de competição, como também ao desempenho saudável de qualquer atividade; à condução de veículos; e "a imagens ou idéias de melhor êxito ou sexualidade das pessoas".
A proposta de Magno Malta determina ainda quais serão as mensagens escritas nas embalagens e nos rótulos dos recipientes de bebidas alcoólicas: "O Ministério da Saúde adverte: I - beber em excesso provoca cirrose do fígado; II - a ingestão de álcool está associada à violência familiar; III - três em cada quatro mortes no trânsito estão ligadas a bebidas alcoólicas".
Na justificação de sua proposta, Magno Malta afirma que 11% da população adulta brasileira é dependente de álcool.
A pauta da CCT tem ainda 22 outros itens, todos eles projetos de decreto legislativo tratando de autorizações, permissões e concessões de serviços de radiodifusão.
Fonte: Agência Senado, por José Paulo Tupynambá – 12/08/2011
No Chile, cerveja é o novo vinho
A cifra é modesta e a quantidade, pequena, mas a cerveja artesanal produzida no sul do Chile é boa e vai longe. Nos três últimos anos, o país viu surgir 300 empresas no setor e o consumo anual da bebida cresceu 100%. O boom cervejeiro faz muitos sonharem que o produto possa um dia trilhar o mesmo caminho do vinho e do salmão - duas marcas registradas do Chile que hoje somam quase US$ 4 bilhões anuais em exportações. O Estado percorreu 300 quilômetros no sul do Chile - passando por Temuco, Freire, Villarica, Pucón e Valdivia -, onde estão concentradas oito das cervejarias artesanais mais tradicionais do país. Em meio à paisagem invernal, com montanhas nevadas e bosques de araucárias, escondem-se pequenas jóias cervejeiras, que prezam mais pela receita original que pela conquista de novos pontos de distribuição.
O principal segredo desse súbito sucesso é a água, abundante e pura na região. O outro trunfo é a quantidade de descendentes de imigrantes europeus presentes no sul do Chile, cujas famílias produziam cerveja de qualidade em seus países de origem. Juan Carlos Amand de Mendieta é filho de pai belga e mãe chilena. Em 2006, ele e a mulher - María Elena Schacht Fenner, descendente de mestres cervejeiros alemães - fundaram a Crater, uma pequena cervejaria localizada aos pés do vulcão Villarica, 800 quilômetros ao sul de Santiago. O casal furou um poço artesanal no quintal, montou uma fabriqueta, um pequeno restaurante alemão e quatro cabanas para alugar durante a temporada, de frente para um dos vulcões mais ativos do Chile, com quase 3 mil metros de altura. "Colocamos o carro na frente dos bois, a paixão na frente dos negócios. E deu certo. Não éramos comerciantes, mas amantes de cerveja. E esse é o perfil de quem se dedica a esse ramo", conta Amand de Mendieta. Hoje, a Crater tem capacidade para produzir 12 mil litros de cerveja por mês - há quem classifique como "artesanais" apenas os que produzem menos de 25 mil litros por lote de material fermentado. Mas os fatores determinantes são, na verdade, o tempo de maturação da cerveja - que passa de 30 dias para as artesanais, mas dura apenas 5 para industriais - e a pureza dos ingredientes, já que as artesanais são fiéis ao Edito da Cerveja, criado em 1516 na Alemanha, quando se estabeleceu que cerveja, mesmo, só aquela feita com boa água, lúpulo, cevada e levedura. Nada de conservantes. Prova do sucesso das pequenas cervejarias é que, só no último ano, a Crater cresceu 50%, contratou oito empregados e celebrou o primeiro acordo com uma grande rede de supermercados, distribuindo a cerveja de norte a sul do país. Outras centenas de empresas familiares do setor sonham em trilhar o mesmo caminho.
O potencial dos pequenos fez com que o programa governamental de incentivo à exportação, o ProChile, criasse no ano passado um departamento dedicado exclusivamente à cerveja, com 50 escritórios espalhados pelo país. "Os artesanais estão aparecendo no mercado, com novos sabores e outras propostas, que vão além do oferecido pelos produtores tradicionais. Temos um clima e uma água que favorecem isso", diz Masako Noriwa, responsável pelo departamento de cervejas no ProChile. "A oferta artesanal ainda não é suficiente para satisfazer a demanda internacional, mas prevemos que essa produção dobre dentro de dois anos. Já temos pelo menos 15 produtores artesanais com perfil para bons exportadores." A beleza da paisagem do sul do Chile sugere a criação de uma "rota da cerveja", assim como existe a "rota do vinho", velha conhecida dos brasileiros, que todos os anos viajam para ver de perto as famosas vinícolas chilenas do Valle Central. Termômetro. Um ponto de peregrinação dos amantes da cerveja artesanal é, hoje, a fábrica da Kunstmann, na cidade de Valdivia. Essa empresa de médio porte, fundada há 20 anos por descendentes de colonos alemães, é considerada, junto com a cervejaria Austral, da Patagônia, uma das mais bem sucedidas do ramo, além de um termômetro do boom vivido hoje no país. A Kunstmann acaba de celebrar um acordo com uma distribuidora brasileira de cervejas para estabelecer pontos de venda em São Paulo. A parceria deve começar a funcionar este ano, com o envio de 2 mil caixas com 24 garrafas de 330 mililitros cada uma. "Nós começamos como todas essas outras cervejarias artesanais, mas 20 anos atrás. Hoje, somos um ícone no setor, um modelo a ser seguido", diz a diretora de marketing da empresa, Ana Jaramillo. A cerveja já é vendida no México, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Austrália e Coreia do Sul. Um dos méritos comerciais da Kunstmann foi ter celebrado, há nove anos, um acordo com a CCU (Companhia Cervejarias Unidas), gigante do setor com participação da Heineken e ações negociadas na Bolsa de Nova York. O trato prevê que a Kunstmann use a logística de distribuição da CCU e, ao mesmo tempo, deixa nas mãos da família o poder sobre a fabricação da cerveja. Embora tenha passado a ser fabricada em grande escala, continua fiel à receita original, usando a mesma água de 20 anos atrás, encontrada num poço de 40 metros de profundidade na cidade de Valdivia.
O acordo entre a Kunstmann e a CCU é visto por muitos empresários como um modelo capaz de desatar um dos maiores nós da produção artesanal hoje: a distribuição.
Puristas. Mas a equação entre artesanato legítimo e comércio competitivo já começa a provocar uma certa tensão para os mais puristas. "Não vou alterar a receita ou o processo de fabricação da cerveja em nome de fazer um produto mais durável, mais fácil de ser exportado", diz Amand de Medieta, da Crater. "Também decidi que nunca colocarei mais de 45% das minhas vendas nas mãos de grandes redes de supermercado. Isso é uma armadilha." Para puristas como ele, o contrato entre a Kunstmann e a CCU pode estar no limite do tolerável para uma empresa que se diz artesanal. Muitos apreciadores da bebida e pequenos produtores chilenos vêem esses contratos como uma tentativa dos grandes grupos econômicos de simplesmente engolir os artesanais, reduzindo a concorrência.
Tanto é assim que a pureza ou não da Kunstmann, após seu acordo com a CCU, virou o assunto preferido nas mesas de bar do sul do Chile, uma verdadeira lenda urbana. Para os entendidos, a receita mudou, embora os donos da empresa digam o contrário. Mas o simples fato de a receita da Kunstmann ter virado assunto no Chile, já é, por si só, um sinal de que as coisas mudaram e o vinho já não reina tão absoluto no horizonte gastronômico, cultural e econômico do país.
Fonte: Abras - 15/08/2011
Lei da Copa deve mudar Estatuto do Torcedor para liberar cerveja em estádio
A Lei Geral da Copa, em fase final de redação, deve mudar o Estatuto do Torcedor para permitir a venda de cerveja nos estádios brasileiros durante o Mundial de 2014. As novas diretrizes, que serão instituídas especialmente para o torneio, irão suspender do início ao fim da competição o artigo que proíbe torcedores de portarem bebidas "suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência nas arenas".
O assunto foi discutido em uma reunião realizada na última segunda-feira entre representantes da Casa Civil, do Ministério do Esporte e da Advocacia Geral da União com a presidente Dilma Rousseff. O próximo passo será encaminhar a lei para o Congresso Nacional, fato que deve acontecer dentro de duas semanas, pelas contas de pessoas envolvidas no processo.
A aprovação dos congressistas, porém, ainda não significará que a autorização para o fim da lei seca nos estádios já foi dada. A Fifa, via COL (Comitê Organizador Local), terá também que negociar a liberação da cerveja com cada Estado e cidade, pois a proibição não é federal. A Lei Geral da Copa vai apenas relaxar o Estatuto do Torcedor para que ele não seja conflitante com as decisões municipais e estaduais de liberar a venda da bebida.
A comercialização de cerveja durante os jogos dos Mundiais é vista como um grande negócio pela Fifa, que nas duas últimas edições fechou um contrato milionário com a Budweiser, prestes a começar a ser produzida no Brasil. Todas as cidades que se candidataram à sede sabiam que teriam de aprovar a volta da cerveja.
Além da liberação do consumo de bebidas alcoólicas dentro dos estádios, a Lei Geral da Copa irá mexer em diversos outros temas polêmicos. Um deles, por exemplo, é o veto à comercialização de meia-entrada, outra exigência da Fifa em seus torneios.
Fonte: UOL, por Ricardo Perrone e Thales Calipo – 17/08/2011
Cervejaria rejeita novamente oferta de US$ 10 bi da SABMiller
A Foster's rejeitou nesta quinta-feira a oferta de 10 US$ bilhões feita pela rival SABMiller, pela segunda vez, enquanto acionistas da companhia australiana aguardam uma proposta melhor da cervejaria global. Na quarta-feira, a SABMiller informou que levaria a oferta diretamente aos acionistas da Foster's, buscando obter cerca de metade do mercado de cerveja na Austrália, com uma oferta repetida de 4,90 dólares australianos por ação.
A Foster's afirmou nesta quinta-feira que a proposta subvaloriza significativamente a companhia. "Eles estão fazendo a coisa certa. Eles provavelmente conseguirão um preço melhor em algum momento e essa estratégia provavelmente é a correta", afirmou o analista Craig Young, da Tyndall Investment Management.
"O mercado acredita que um preço maior está próximo. A expectativa é de algo acima de 5 dólares australianos e num cenário melhor acima de 5 dólares australianos. Então estamos falando de 5,10; 5,20 dólares australianos, talvez até 5,30", acrescentou.
A SABMiller, que fabrica as marcas Peroni, Grolsch e Miller Lite, há tempos vem sendo apontada como a favorita para adquirir a Foster's desde que rivais como a Heineken lutam contra endividamento ou falta de financiamento adequado. A transação da SABMiller para se unir às marcas Victoria Beer, Pure Blonde e Cascade marcaria a maior aquisição no setor de cerveja desde a compra da americana Anheuser-Busch pela InBev por US$ 52 bilhões em 2008.
Fonte: Reuters – 18/08/2011
Liberar consumo de cerveja na Copa será um retrocesso
A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) é contra a medida e afirma que isso coloca interesses comerciais acima da saúde da população
Hoje a imprensa está informando que a Lei Geral da Copa pode permitir a venda de cerveja nos estádios durante a Copa de 2014. Como já era esperado, os interesses comerciais que envolvem a competição levaram a Fifa a fazer pressão (mais uma) e, pelo que tudo indica, vai conseguir flexibilizar o Estatuto do Torcedor, até hoje considerado um grande avanço conquistado pela sociedade.
Esta possibilidade preocupa a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). “A sociedade brasileira lutou durante anos para institucionalizar essa regra e, após um longo período de conscientização e adaptação, a população em geral e os freqüentadores dos estádios em particular entenderam que é uma medida benéfica. Ao abrir essa exceção, vamos retroceder décadas em 30 dias. Além disso, vamos abrir um precedente para que a CBF e outras federações nacionais exijam o livre comércio em jogos da sua competência”, afirma o psiquiatra e presidente da Abead, Carlos Salgado. Para ele, abrir negociações nesse sentido é um desrespeito à consciência do legislador e à opinião pública.
O álcool é um grande problema de saúde pública, principalmente em campos de futebol. “Essa droga lícita amplifica rivalidades e facilita a expressão da agressividade. Em jogos de futebol isso pode ser ainda mais evidenciado, já que há grupos de torcedores em oposição” explica Salgado.
Para driblar os interesses comerciais e proteger avanços sociais duramente conquistados, de acordo com o psiquiatra, as autoridades brasileiras terão de contar com o apoio da sociedade e cabe às instituições formadoras de opinião manter o cidadão informado. “É preciso resguardar os interesses da população no que diz respeito à saúde pública e à segurança nos estádios, independentemente dos interesses e intervenções de alguns grupos”, acrescenta Carlos Salgado.
No mesmo sentido é importante desfazer a associação entre o álcool e os esportes, sobretudo o futebol. A utilização da imagem de esportistas famosos em propagandas de bebidas alcoólicas é uma forte influência para o consumo, principalmente entre os jovens. “Todos nós queremos a Copa no Brasil, mas é preciso estabelecer limites. Não é aceitável negociar a saúde da população para receber o evento”, finaliza Salgado.
Fonte: Segs, por Vanessa Costa – 19/08/2011
Decisão sobre venda da schin em setembro
A Câmara de Direito Empresarial de São Paulo vai julgar no próximo mês o caso da venda da Schincariol para a japonesa Kirin, suspensa pela justiça no início deste mês, impedindo que os japoneses podem tomar posse dela.
Este julgamento será o primeiro caso avaliado pela Câmara de Direito Empresarial de São Paulo, criada no mês de julho justamente para avaliar este tipo de processo e acelerar o julgamento.
A informação foi passada ao Portal Giro News por um assessor de comunicação envolvido diretamente na venda da Schincariol.
Fonte: Portal Giro News - 19/8/2011
Heineken divulga lucro menor e previsão fraca para o ano
A cervejaria holandesa Heineken divulgou números desanimadores sobre o primeiro semestre deste ano e alertou que o lucro líquido de 2011 ficará estável em relação ao ano passado em conseqüência da estabilização das vendas em julho e agosto. Às 8h30 (de Brasília), as ações da empresa caíam 12,65% na Bolsa de Amsterdã. O lucro líquido da Heineken caiu 13,6%, para 605 milhões de euros (US$ 875 milhões), de 700 milhões de euros no primeiro semestre do ano passado.
O volume orgânico de vendas aumentou para 104,1 milhões de hectolitros. No entanto, a cervejaria "vem observando uma fraqueza nos volumes na temporada de maior venda, em julho e começo de agosto, refletindo as condições ruins do clima na Europa e a menor confiança do consumidor em alguns mercados importantes". As perspectivas pessimistas da Heineken destacam os crescentes problemas enfrentados pelas cervejarias enquanto os consumidores apertam os cintos e reduzem os gastos com produtos discricionários diante das medidas de austeridade dos governos e dos receios com o aumento do desemprego. Segundo a Heineken, essa tendência vai afetar as vendas e o lucro no segundo semestre deste ano e, por isso, a companhia prevê que o lucro antes de itens excepcionais, amortização e aquisições, ficará em linha com o registrado no ano passado, de 1,45 bilhão de euros. Ajustado, o lucro no primeiro semestre deste ano subiu 5,7%, para 694 milhões de euros.
A Heineken disse que, embora espere se beneficiar de um ambiente econômico positivo na América Latina, África Subsaariana e Ásia-Pacífico, prevê "eventos desafiadores para as vendas em partes da Europa e nos EUA, dada a atual incerteza econômica, o alto desemprego e a fraca confiança do consumidor". As informações são da Dow Jones.
Fonte: Exame - 24/08/2011
Propaganda de cerveja mira cada vez mais as mulheres
Campanhas de cervejarias substituem a figura da mulher-objeto por uma presença feminina mais atuante, que bebe com o parceiro
Por vários anos, a combinação “cerveja gelada e mulher quase pelada” foi intensamente explorada por publicitários como uma espécie de fórmula mágica para vender a bebida. Essa predileção, no entanto, começa a fazer parte do passado. Finalmente, cervejarias e agências de propaganda parecem ter percebido o quanto as mulheres se incomodam em ser tratadas como objeto nos comerciais. Mais que isso, elas passaram a temer a reação destas consumidoras. "Nas propagandas antigas, a mulher era retratada como um prêmio para o homem que escolhia determinada marca. Agora, perceberam que a fórmula está batida", afirma Selma Felerico, professora da Escola Superior de Propaganda e marketing (ESPM).
Quanta diferença!
Grande parte das empresas abandonou a estratégia de vender cerveja abusando de imagens de mulheres sensuais com pouca roupa. A nova leva de propagandas utiliza mais humor e delicadeza para passar suas mensagens. Elas surgem agora menos provocantes, retratando tão somente o que obviamente são: consumidoras.
A mulher tem aparecido cada vez menos nas peças publicitárias na posição simplória e reducionista da “gostosona”. É crescente, por outro lado, a associação de sua imagem ao papel de consumidora e companheira – aquela que bebe cerveja e se diverte ao lado do parceiro e dos amigos. Grandes empresas do setor ouvidas pelo site de VEJA confirmam a preocupação de agradar esse público. Como as mulheres definitivamente conquistaram seu espaço na sociedade, está claro para as companhias que este mercado não pode ser mais desprezado. E algumas marcas já falam diretamente a elas.
A reportagem de VEJA selecionou propagandas de marcas como Stella Artois, Brahma, Nova Schin, entre outras, que retratam a nova onda, não apenas no Brasil, mas também no exterior – sim, a tendência é mundial. A peça mais claramente 'feminina' é a da Stella Artois, veiculadamente atualmente na televisão brasileira. O filme compara os rituais de preparação de uma mulher que vai sair aos de servir a bebida da marca. O grande apelo é a sofisticação, visto que a Stella está posicionada por sua fabricante no segmento 'premium'.
Eles bebem mais – Pelas estatísticas, os homens são ainda os maiores consumidores de cerveja. Eles bebem cinco vezes mais que as mulheres, aponta a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com informações da consultoria Nielsen, foram consumidos no Brasil, no ano passado, cerca de 8,5 bilhões de litros de cerveja entre homens e mulheres, contra 7,7 bilhões de litros no ano anterior. As vendas alcançaram a marca dos 36,9 bilhões de reais.
Ainda que as mulheres não sejam tão vorazes quanto os homens no consumo de cerveja, fabricantes e agências de publicidade sabem muito bem que elas são maioria nos pontos-de-venda – a Associação Global de Marketing de Varejo estima que elas representam 70% dos consumidores nestes locais – e têm enorme influência nas escolhas de parceiros, familiares e amigos. “De maneira geral, se considerarmos que mais da metade da população corresponde às mulheres, seria um grade erro ignorar este mercado”, afirmou Cilene Saorin, a primeira sommelier de cervejas do país. “Não existe uma cerveja especifica para mulheres ou para homens, mas existe, sim, um comportamento diferente em relação ao consumo”, explicou.
Ainda que as propagandas tentem ser mais atrativas e respeitosas com as mulheres, nenhuma empresa arriscou-se a produzir uma cerveja específica para esse público. Nos Estados Unidos, nem a Bud Light – versão de apenas 110 calorias da Budweiser – foi criada para atingir especificamente esse mercado. Suas propagandas apelam para o humor, colocando homens e mulheres em situações estranhas.
“O mercado brasileiro se deu conta de que a maneira como retratava a mulher, como uma recompensa a quem adquire o produto, estava desatualizada. Foi quando as empresas começaram a colocá-la ao lado do homem”, relatou João Livi, da agência de publicidade Talent, diretor de criação que está por trás de campanhas para as marcas Bavária, Bavária Premium e Xingu, da Heineken. O publicitário chama atenção também para a possibilidade de exagero do outro lado, quando a figura feminina atua como vingadora dos homens. “Essa idéia de guerrinha dos sexos também não combina. É artificial”, alfineta.
Uma coisa é certa. Ficou para trás o tempo em que o 'baixinho' da Kaiser, cujos atributos maiores não eram definitivamente o porte físico e o sex appeal, conquistava o coração da bela atriz Karina Bacchi, em série de comerciais que fez sucesso em 2006. A clara jogada de marketing incluía até rumores na imprensa de que os atores teriam um romance na vida real. Até o final do tal "namoro" virou motivo para propaganda. Nas entrelinhas, o recado: basta beber Kaiser para ter ao seu lado uma linda mulher. Poucos anos se passaram e a mensagem, no entanto, soa antiqüíssima.
Assista ao vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xGJtzTQh_0o
Fonte: Veja online, por Carolina Guerra – 26/08/2011
Brasil será o primeiro país a ter a nova lata de Budweiser
A Budweiser, que vai compor o portfólio premium da Ambev, será comercializada ainda neste mês no Brasil. O país será o primeiro mercado a comercializar a cerveja com sua nova identidade visual. A marca será vendida em embalagens lata, long neck, garrafas de alumínio e de 600 mililitros. A produção da Budweiser é feita na fábrica de Jacareí (SP), que recebeu investimentos nas linhas de produção para o desenvolvimento da cerveja. A Anheuser-Busch (AB-Inbev) lança novas latas da cerveja Budweiser.
A primeira atualização da embalagem desde 2001 procura dar à marca “ares mais contemporâneos”. As novas latas, que chegarão ao mercado em breve, têm muito mais vermelho do que as versões anteriores, e pela primeira vez estamparão a gravata borboleta símbolo da marca, que até hoje só aparecia nos rótulos das garrafas, nunca nas latas. Esta é apenas a décima segunda vez que a AB muda o design do produto desde que passou a comercializar as cervejas Bud em latas, em 1936. As novas embalagens são resultado de 18 meses de estudos e testes, de acordo com o vice-presidente de Budweiser, Rob McCarthy.
O design é da britânica JKR. Na verdade, é a segunda vez que a lata da Budweiser estampa a gravata borboleta. A primeira vez foi em maio deste ano, em uma edição limitada comemorativa ao dia da independência (4 de julho), com a bandeira americana ao fundo
Fonte: EmbalagemMarca - Newsletter | 283 - 25/08/2011
Brasileiros querem conhecer mais da milenar cerveja
Aumenta a busca do consumidor por produtos e informação de qualidade no mercado cervejeiro; vendas de cervejas especiais crescem 24% em dois anos
A História comprova que o homem é apreciador da cerveja desde a Antiguidade. Cerca de seis mil anos atrás, a produção já era relativamente variada entre sumérios, egípcios e babilônios. Depois de tantos séculos, a bebida ganhou o mundo, adaptou-se às mais variadas culturas e se sofisticou.
O Brasil tem contato com a cerveja desde o período imperial. Com a abertura dos portos, promovida em 1808 por Dom João VI, os navios britânicos passaram a abastecer o país com o produto. Muitos anos depois, a indústria desenvolveu-se graças às técnicas trazidas por imigrantes europeus. Na última década, contudo, o país parece viver uma nova experiência de abertura, desta vez proporcionada pelo desenvolvimento econômico. Elevadas taxas de crescimento do emprego e da renda, somadas à valorização do real ante o dólar, criaram condições ideais para que marcas se multiplicassem no país, cervejarias artesanais ganhassem espaço e importações subissem.
Com mais opções e dinheiro no bolso, o brasileiro passou a investir na busca por conhecimento e informação sobre cervejas de melhor qualidade. Dados da consultoria Nielsen apontam que foram consumidos no ano passado 105 milhões de litros de cerveja da categoria super premium – que custam cerca de 50% a mais que a média de preço da categoria. O volume representou uma elevação de 24% ante 2008, sendo que o consumo da cerveja comum teve avanço de 16% em igual período. A diferença de ritmo explica-se pelo fenômeno da migração. “Cada vez mais pessoas migram das cervejas mais comuns e buscam as especiais”, disse Cilene Saorin, sommelier de cervejas. “O prazer está em degustar com informação”, emendou.
Paulatinamente aumenta a procura por escolhas mais refinadas, com preços que podem variar de pouco mais de 10 reais a até 700 reais. A cerveja especial vive um momento tão bom no país que outros negócios correlacionados proliferam. O empresário Marcelo Ponci, por exemplo, lançou em 2009 a loja virtual Cerveja Gourmet, dedicada ao produto, e rapidamente prosperou. Hoje, a companhia conta com showroom, fiel clientela e uma agenda cheia de eventos corporativos para atender. “É crescente o número de pedidos para montar degustações e harmonizações com comidas. O mercado está muito dinâmico, longe de estar consolidado”, conta Ponci, que trabalha com mais de 300 rótulos no momento.
Outro fenômeno ligado a este processo de sofisticação do mercado é o recente aparecimento de cursos de especialização em cerveja e no varejo deste tipo de produto. O Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) da unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Vassouras, no estado do Rio de Janeiro, pretende começar em breve o primeiro curso de pós-graduação em mestre cervejeiro. Já em São Paulo, a escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) ministra, desde o ano passado, o curso de Formação de Sommeliers de Cervejas, em parceria com a Doemens Academy – escola de formação de mestres cervejeiros, com sede em Munique, na Alemanha. São 100 horas-aulas para uma turma de, no máximo, 40 pessoas, com custo em torno de 1.600 reais. A próxima turma será aberta na unidade de São José dos Campos, no interior paulista.
Sem rivalidade – Até mesmo a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), antes dedicada exclusivamente aos vinhos, oferece formação de sommelier de cerveja. Cerca de 200 profissionais graduaram-se na seção paulista da entidade desde agosto do ano passado, quando o curso passou a ser oferecido. Apesar de as comparações serem inevitáveis, os especialistas recusam-se a entrar no campo da rivalidade. “Há espaço para todos. A ABS, por exemplo, por mais que continue bastante associada ao vinho, promove degustações muito interessantes de outros produtos, como cerveja, uísque e café”, contou Estacio Rodrigues, coordenador do curso de cervejas da ABS.
“Começamos com as cervejas no início do ano e descobrimos um faturamento extra”, conta Rodrigo Martins, um dos sócios do Vino!, misto de loja e restaurante localizado em São Paulo. Desde sua abertura, em 2007, a casa apresentava somente vinhos – cerca de 750 rótulos. Agora, há uma prateleira repleta de cervejas, com mais de 50 rótulos. “Algumas mesas antes só consumiam uma garrafa de vinho. Agora, vemos que também pedem três, quatro garrafas de cerveja”, comemora. O empresário conta que os vinhos tintos não perderam espaço. A cerveja tomou o lugar que o vinho branco e os espumantes nunca chegaram a ocupar, por uma questão de hábito da população.
No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a compra anual per capita de cerveja subiu 23% no período 2008-2009 em relação ao biênio 2002-2003. De acordo com o órgão, cada cidadão consumiu, em média, 5,6 litros de cerveja por ano, um litro a mais que no período anterior de comparação. Curiosamente, a mesma pesquisa mostrou que o popularíssimo prato de arroz e feijão teve queda na demanda. As quantidades consumidas destes grãos recuaram, respectivamente, 40,5% e 26,4% no mesmo período. A simples comparação pode não revelar muita coisa, mas oferece um sinal: de que o brasileiro gosta mesmo daquilo que é bom e sofisticado.
Fonte: Veja online, por Carolina Guerra e Silvio Nascimento – 26/08/2011
Cervejarias investem na demanda européia de produto sem álcool
Quando o assunto é bebida, a Espanha é conhecida pelos vinhos Rioja e Ribera del Duero.
Mas a Espanha também é uma líder mundial em vendas de cerveja sem álcool e algumas das maiores cervejarias de outros países da Europa estão abrindo o olho. Para enfrentar o marasmo das vendas em seus países, algumas cervejarias estão voltando sua atenção para a Espanha como um modelo de marketing para a cerveja não alcoólica.
A Heineken NV, da Holanda, lançou pelo menos dez marcas e variedades de cerveja sem álcool por lá, bem como na Itália e em outros países desde 2008. A Carlsberg A/S, da Dinamarca, lançou recentemente variedades de sua cerveja não alcoólica na Noruega, Finlândia e em outros países. A Anheuser-Busch InBev NV começou este ano a produzir uma versão não alcoólica de sua marca Hoegaarden no mercado doméstico da empresa, a Bélgica. A empresa também lançou a Jupiler Force, uma bebida fermentada não alcoólica que tem o sabor de uma pilsener.
A necessidade de expansão é clara. A Heineken e a Carlsberg alertaram este mês que a fraca demanda em mercados desenvolvidos vai prejudicar o lucro. E embora as vendas no varejo de cerveja nos países desenvolvidos da Europa tenham caído 7% para 27,3 bilhões de litros nos últimos cinco anos, as vendas de cerveja não alcoólica subiram 37%, para 520,5 milhões de litros, segundo a firma de pesquisa de mercado Euromonitor International. David Bird, um analista sênior da Datamonitor Ltd., projeta que as vendas na Europa Ocidental de cervejas não alcoólicas e com baixo teor de álcool subirão 1% em volume até 2015 em relação ao ano passado, enquanto o mercado geral de cerveja encolherá 7%.
As cervejarias estão com a esperança de capitalizar a preocupação com a saúde e atrair mais consumidores do sexo feminino. As empresas também querem manter os consumidores mais velhos por mais tempo e atender consumidores que possam preferir refrigerante ou suco antes de dirigir, num momento em que autoridades apertam o cerco contra motoristas embriagados. Algumas cervejarias dizem que a margem de lucro pode melhorar, já que as cervejas não alcoólicas sofrem uma tributação menor, tendem a ser vendidas pelo mesmo preço das cervejas tradicionais e recebem menos descontos promocionais.
A cerveja tradicional, que geralmente tem 6% de álcool, ainda é uma fonte importante de crescimento para as cervejarias nas populações cada vez mais afluentes e maiores dos mercados emergentes. E a cerveja sem álcool ainda é um segmento pequeno nos países desenvolvidos, respondendo por menos de 2% de todo o consumo de cerveja na maioria dos mercados.
A Espanha, contudo, é a Meca da cerveja sem álcool. Cerca de 13% da cerveja consumida aqui não tem álcool, de acordo com a Associação dos Cervejeiros da Espanha. O país tem o maior consumo per capita do mundo de cerveja não alcoólica, com vendas de 5,8 litros por pessoa no ano passado, de acordo com a Euromonitor. A Espanha está na frente até de países mulçumanos como Irã e Arábia Saudita, que têm proibição cultural contra o álcool.
A cerveja sem álcool ganhou visibilidade nas prateleiras da Espanha nos anos 80 e decolou cerca de dez anos atrás, quando o governo e as cervejarias lançaram campanhas publicitárias para coibir o álcool na direção, lembrando às pessoas sobre a cerveja sem álcool. Algumas autoridades dizem que esses anúncios ajudaram a reduzir as mortes no trânsito na Espanha em cerca de 50% desde 2000.
Atualmente, é comum os bares daqui terem chope sem álcool, e praticamente todos os restaurantes o oferecem. O segmento freqüentemente ocupa um terço da seção de cerveja nos supermercados e lojas de conveniência.
Eva Lázaro diz que passou recentemente a pedir cerveja sem álcool em vez de refrigerantes quando sai à noite porque é uma bebida natural com um amargo agradável. Os refrigerantes "têm tanto açúcar", diz a técnica de 39 anos, que ajuda a coordenar combates a incêndios florestais. Bebericando uma Schneider Weisse sem álcool num bar de Madri, ela diz que a cerveja não alcoólica "é muito mais saudável".
Fonte: The Wall Street Jounal – 30/08/2011
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