Notícias de mercado
2011 - Outubro - Parte I
Kleine Ecke – A sua loja de cervejas especiais
Como tudo começou
Egon Tschope não sabia, mas já tinha cerveja correndo em seu sangue. Seu pai, avô e bisavô eram Mestres Cervejeiros. Passou a adolescência dentro de cervejaria e maltaria, mas gostava mesmo de eletrônica.
Começou a faculdade de medicina, fez alguns meses de ciências contábeis quando finalmente resolveu, com a ajuda do pai, iniciar um estágio de Mestre Cervejeiro na antiga Antarctica.
Passou cinco anos entre unidades, laboratórios e maltaria. ““ O estágio era extremamente duro, pois tinha que fazer simplesmente tudo manualmente”, ou seja, não havia nada automático como é hoje” lembrou Egon.
Decidiu ir para Alemanha após isso tudo onde se formou como Mestre em Cervejas e Maltes pela Academia Doemens e Câmara da Indústria da Alta Baviera em Munique. Trabalhou durante anos em várias unidades da Antarctica. Em 1994 assumiu a coordenação da Área de Bebidas do Centro de Tecnologia do Senai em Vassouras (RJ) onde ficou por 9 anos.
“Foi um tempo maravilhoso, pois além de poder trabalhar com centenas de indústrias, pude ajudar a formar outras centenas de alunos que hoje estão no mercado cervejeiro e afins”.
“Depois disso, em 2003, pude realizar outro sonho. Ajudei um grupo de empresários a construir uma grande e moderna cervejaria no interior de Minas Gerais. Nestes anos todos aprendi a conhecer as pessoas, tive experiências incríveis e, também, muito tristes. Não me arrependo de nada do que fiz. Se errei foi porque quis aprender. Mas, cansei e resolvi me aposentar. Creio ter feito um bom trabalho, tanto que nos últimos meses recebi inúmeras ofertas de trabalho as quais recusei.”
Egon sempre foi uma pessoa ativa e decidiu fazer algo novo. Algumas idéias já haviam surgido em sua mente. Voltou para São Paulo no ano passado e surgiu uma oportunidade de alugar uma loja no Continental Shopping. Com o espírito empreendedor, resolveu passar para o papel uma de suas idéias e levou adiante. No dia 15/07 inaugurou-se a Kleine Ecke Cervejas Especiais e Cia. Tudo isso em conjunto com a família, principalmente sua esposa Thelma.
A Kleine Ecke
A loja trabalha com todos os estilos, ou pelo menos com a maioria. Começou com 87 rótulos e 12 países. Hoje já são 158 rótulos e 17 países.
“Ainda não consegui definir qual o estilo que vende mais, pois os interessados estão sempre experimentando coisas novas, querem conhecer e aprender”, disse Egon.
Além das cervejas, a loja disponibiliza kits compostos por cervejas, ou cervejas e copos/taças, ou até mesmo taças e copos. O que acaba sendo uma ótima opção de presente.
A Kleine Ecke tem como filosofia compartilhar conhecimentos, ensinar a cultura cervejeira e fazer amigos. “O público em geral gosta de ficar conversando, às vezes durante horas, procurando saber mais sobre a tecnologia e a cultura cervejeira.”
A loja vende apenas para levar para casa ou consumir no local. Nela você encontra 2 bistrôs e 8 lugares. Mas o diferencial da loja, com certeza, é a presença de um Mestre Cervejeiro podendo contar inúmeras histórias e repassar uma boa cultura cervejeira aos curiosos que freqüentam a loja procurando qualidade e variedade.
Da fábrica ao comércio
A família está muito satisfeita com a loja e estão bem longe das dificuldades. “O comércio está sendo um grande desafio e aprendizado para mim e para a minha família” diz Egon.
Negócio de família
O Mestre Cervejeiro sabe que precisou da ajuda da família para tirar do papel seu empreendimento e diz: “Agradeço à minha esposa que junto comigo tem se dedicado totalmente neste empreendimento.
Agradeço aos meus filhos (Rafael, Regiane e Rodrigo) que direta ou indiretamente tem me auxiliado muito. Um agradecimento especial a minha nora (Lara) que trabalha com dedicação na loja. E a minha outra nora (Madali) que tem se dedicado com a arte e design.”
Um mundo novo
Egon como já disse, gosta de levar experiência, histórias e cultura para as pessoas interessadas por essa área tão maravilhosa.
Um exemplo disso é a realização de um evento que aconteceu dia 22/10 chamado “Iniciação a degustação e harmonização de Cervejas”. Com 22 participantes, o evento foi muito bem sucedido.
Esperamos que a loja continue levando cultura às pessoas e que tenha muito sucesso.
Fonte: Entrevista com Egon Tschope, por Cervesia
A ressaca da Heineken acabou?
Após uma década sem crescer no Brasil, a cervejaria holandesa Heineken — agora dona da Kaiser — finalmente volta a ganhar mercado. Até onde irá seu fôlego?
Embora exista há relativamente pouco tempo, o happy hour dos funcionários da cervejaria holandesa Heineken — a quarta maior do Brasil com faturamento de 2,7 bilhões de reais — já é encarado como tradição na companhia.
Todas as sextas-feiras por volta das 17 horas, as 180 pessoas que trabalham na sede da empresa, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, se reúnem em um bar montado no 5º andar do prédio. A confraternização, que acontece desde dezembro do ano passado, quando a cervejaria mudou para o novo escritório, nunca havia servido a grandes comemorações — até o último dia 9 de setembro.
Naquela data, o grupo foi convidado pelo presidente da empresa, o sul-africano Chris Barrow, de 52 anos, a fazer um brinde especial. “Hoje temos um ótimo motivo para celebrar”, disse Barrow, num português carregado de sotaque. “Após um ano de trabalho duro, conseguimos crescer acima da média de mercado.”
Entre janeiro e agosto deste ano, enquanto o mercado de cervejas caía 1,3%, as vendas da Heineken cresceram 5% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Com esse desempenho, a empresa, que desde janeiro de 2010 é proprietária das marcas Kaiser, Bavária e Sol graças à aquisição da mexicana Femsa por 7,6 bilhões de dólares, voltou a ganhar participação de mercado no Brasil, chegando a 8,6% do total segundo dados da consultoria AC Nielsen — um avanço de 0,7% em um ano.
Para a Kaiser, uma companhia que viu sua fatia de mercado cair de 15% para 8% depois de passar pelas mãos de brasileiros, canadenses e mexicanos de 2002 para cá, os números atuais têm um efeito tanto psicológico quanto matemático — cada ponto percentual equivale a 200 milhões de reais em vendas.
“Finalmente temos um grupo com experiência em cerveja tocando a operação”, diz Barrow, no comando da subsidiária brasileira há um ano.
Tão logo chegou ao Brasil, Barrow substituiu os principais executivos da gestão Femsa por profissionais egressos de outras operações da Heineken espalhadas pelo mundo — dos oito vice-presidentes, cinco são estrangeiros, a maior parte vinda de mercados nos quais a Heineken é líder ou vice-líder em participação, como Portugal e Itália.
Uma das etapas mais cruciais do projeto de expansão da Heineken no Brasil ficou a cargo de um desses recém-chegados. O português Nuno Teles, vice-presidente de marketing da subsidiária brasileira, comandou uma equipe de 30 funcionários no mapeamento do mercado nacional de cerveja.
Ao todo, foram entrevistadas 3.700 pessoas em 12 cidades do país ao longo de seis meses. O resultado foi um mosaico de 49 microssegmentos de atuação — a estratégia de distribuição mudaria de acordo, por exemplo, com o hábito dos jovens ao beber cerveja ou o sexo do consumidor.
Esses resultados foram entregues ao departamento de inovação da companhia, criado em janeiro deste ano. “O trabalho foi a base para o relançamento da empresa”, afirma Teles. “A partir dele, identificamos quais frentes atacaríamos, com quais marcas de nosso portfólio e com que intensidade.”
Volta à publicidade
A primeira decisão foi dar força a duas marcas de consumo de massa: Kaiser e Bavária. No primeiro semestre deste ano, a Heineken investiu 129 milhões de reais em publicidade, de acordo com a consultoria Ibope Media — um aumento de 55% em relação ao mesmo período de 2010.
Apenas para a Kaiser, foram veiculadas quatro campanhas na TV aberta — as primeiras novidades publicitárias desde 2009. Como cerveja e futebol continuam indissociáveis, a Heineken contratou o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, como garoto-propaganda da Kaiser e passou a patrocinar a Copa Libertadores da América.
No caso da Bavária, os esforços foram concentrados no interior do país. Cidades como Ribeirão Preto, em São Paulo, receberam o patrocínio da marca para rodeios e concursos de música sertaneja.
“A comunicação dessas duas marcas estava desfocada e inconsistente”, diz Mariana Stanisci, diretora de marcas da Heineken. Segundo dados da empresa, graças a essas mudanças de estratégia, as vendas de Bavária e Kaiser cresceram 15% e 3,3% em volume, respectivamente, no primeiro semestre deste ano.
Da porta para fora, Barrow vem colocando em prática um plano para estreitar as relações da Heineken com seus distribuidores, ligados ao sistema Coca-Cola e responsáveis pela criação da empresa na década de 80. Todos os 16 parceiros foram visitados nos últimos 12 meses.
A consultoria Bain&Company foi contratada para realizar um projeto piloto de treinamento de vendedores, que têm, em média, 7 minutos para apresentar uma dezena de produtos da Coca-Cola aos varejistas, além das marcas pertencentes à Heineken.
Com isso, espera-se criar uma equipe especial de vendas, dedicada exclusivamente às bebidas alcoólicas. “É bem provável que tenhamos até de mudar algumas rotas para atender melhor a cervejaria”, diz um dos distribuidores Coca-Cola.
São avanços iniciais, com resultados ainda modestos. Apesar do crescimento, a Heineken continua a ser a quarta cervejaria do país, posição que a coloca a quilômetros de distância de sua principal concorrente global, a AB Inbev, dona da Ambev. Sua principal marca, a Heineken, faz parte do mercado premium, equivalente a cerca de 5% das vendas totais de cerveja no Brasil.
A participação da marca no mercado total, segundo dados de 2010 da consultoria Euromonitor, é quase irrelevante: 0,2%. Recentemente, a competição para a Heineken ficou mais dura, com o lançamento no país da Budweiser, produto mundial da AB Inbev, posicionado como premium no mercado brasileiro.
A situação da Kaiser, cerveja mais popular e de maior volume da Heineken, não é muito mais confortável. A marca tem apenas 6% de mercado e sofre uma forte rejeição no Rio de Janeiro e em alguns estados do Nordeste.
“Se a companhia depender só da marca Heineken, será muito difícil conquistar um espaço relevante”, diz Danny Claro, professor de gestão de marketing do Insper. Sem contar com nenhuma outra grande cervejaria à venda — os holandeses perderam a disputa da Schincariol para os japoneses da Kirin em agosto deste ano —, o caminho da Heineken no Brasil promete ser longo e árduo.
Fonte: Exame, por Marianna Aragão – 01/10/2011
Minoritários topam negociar com a Kirin, diz jornal
Grupo formado pelos irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol, no entanto, não vai aceitar valor menor ao pago pelo controle da cervejaria - cerca de R$ 4 bi
Os acionistas minoritários da Schincariol, representados pelo grupo Jandagil, toparam negociar a venda de sua participação na cervejaria à japonesa Kirin, segundo informações publicadas no jornal Valor Econômico, desta segunda feira.
De acordo com o jornal, os irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol estão dispostos a conversar com a companhia japonesa, mas não vão aceitar nada menos do que foi pago ao grupo Aleadri, dos irmãos Alexandre e Adriano Schincariol, - ou seja - cerca de 4 bilhões de reais.
Em agosto deste ano, a Kirin comprou o controle, 50,45%, da cervejaria do grupo Aleadri. O caso, no entanto, foi parar na Justiça, uma vez que os acionistas minoritários da companhia alegaram que não foi dado a eles o direito de preferência de compra.
A operação entre Kirin e Aleadri está suspensa e o julgamento para decidir o futuro das negociações está marcado para o próximo dia 11 de outubro.
A conversa com os minoritários, no entanto, deve ocorrer normalmente e independem do resultado da audiência marcada para a próxima semana.
Recentemente, a Kirin já fez uma oferta de 2 bilhões de reais para comprar o restante das ações da cervejaria, mas os minoritários recusaram a proposta.
Fonte: Exame, por Daniela Barbosa – 03/10/2011
A tática de guerrilha das cervejas regionais
No universo das cervejas, há um mundo além de Ambev, Petrópolis, Schincariol e Heineken, que dominam o mercado. São as pequenas cervejarias regionais. Bem diferentes das artesanais, elas não querem ser cervejas de nicho. Querem ser “mainstream” e chegar às maiores cidade do País. A tarefa é árdua. Essas pequenas cervejarias vêm avançando, principalmente no interior, onde a competição é mais determinada por preço que por marca. Algumas falam em alta de vendas de até 30% no ano.
Ao todo, segundo o Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, elas são 20 cervejarias e sua produção em 2010 chegou a um total de e 269,6 milhões de litros – ou 2,1% do volume produzido nacionalmente. A Casa Di Conti, dona da marca Conti Bier, de Cândido Mota, no interior de São Paulo, é uma das maiores. Otimista com a perspectiva de vender mais, com a Copa do Mundo e a Olimpíada, a companhia dobrou sua área de fábrica para 35 mil m² no ano passado, e chegou a uma capacidade de produção de 220 milhões de litros de cerveja por ano. Só em 2010, a companhia vendeu 180 milhões, segundo Abílio Duarte Neto, diretor de marketing. Para tornar a Conti Bier conhecida, a cervejaria tem a seu lado a quinta maior agência de propaganda do País, a WMcCann.
“Uma de nossas estratégias mais fortes é o patrocínio a feiras agropecuárias e rodeios em cidades do interior”, diz o diretor. Só este ano, a Conti Bier – que custa em média 10% menos que a marca líder – foi a cerveja oficial de pelo menos 12 grandes feiras e rodeios. “Em uma feira de dez dias, por exemplo, passam dezenas de milhares de pessoas que experimentam nossa cerveja”, diz Neto. O resultado tem sido positivo: as vendas em unidades cresceram de 5% a 8% em relação ao mesmo intervalo de 2010. Pacc. A Indústria Nacional de Bebidas (Inab), que produz a cerveja Colônia, em Toledo, no Paraná, também investe no aumento da produção. “Estamos colocando em prática o nosso ‘Pacc’, o Programa de Aceleração do Crescimento da Colônia”, diz Luiz Claudio dos Santos, diretor de marketing da marca, que tem preço semelhante aos praticados pela Schincariol.
Fundada em 1994, a Inab tem como sócias as famílias Gatto, tradicional de Toledo, e Brandalise, dos antigos donos da Perdigão. Há menos de 20 dias, a companhia, que produziu 120 milhões de litros em 2010, ganhou um novo sócio, a ContémTecnologia, com atuação nos segmentos de energia e papel e celulose. Em troca de 50% das ações da empresa, a Contém, do empresário Ítalo Barioni, deve construir quatro novas fábricas para a Colônia. “Usaremos recursos próprios”, diz Barioni. As duas primeiras serão inauguradas em Santa Rita do Passa Quatro (SP) e em Colatina (ES) até o fim de 2012.
Em seguida, será construída a de Corumbá (MS). Em 2014, será a vez da quarta unidade, no Ceará,mas sem cidade definida. “Planejamos até uma linha de produção na Bolívia”, diz Santos. Isso porque a Colônia, diz ele, é a segunda marca mais vendida no país depois das cervejas da Ambev. “Mandamos 20% da produção para lá”, afirma. De Toledo até a Bolívia são 1,6 mil quilômetros. A questão é que não compensaria para nenhuma cervejaria vender a mais de 400 km da fábrica, por conta do frete. “Isso é verdade”, diz Barioni. “Mas usamos frete de retorno”, acrescenta. Ele explica que muitos caminhões vêm do país vizinho carregados de grãos. “Para não voltarem vazios, levam cerveja a frete reduzido.” Boa parte da distribuição das cervejarias regionais é terceirizada. Mas, para a Germânia, de Vinhedo (SP), nem a terceirização adiantou. Criada em 1991, a empresa especializada em chope tentou vários meios de distribuição, todos sem sucesso. Também não conseguia colocar seus produtos no mercado.
“Os supermercados cobram uma taxa para vender nossa marca”, diz Luiz Bartz, gerente da cervejaria. Para driblar esses obstáculos, os sócios Wadi Nussalah e Mateus Gaeta resolveram eles mesmos vender a bebida. Criaram pequenas lojas onde o consumidor poderia encomendar seu chope. Hoje, 15 anos depois, a Lig Chopp Germânia é uma rede, com 150 franquias entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. “Dos 5 milhões de litros de chope que produzimos, 65% são entregues em domicílio”, diz Bartz.
Ousadia. Soluções “criativas” têm sido usadas pelas pequenas cervejarias nas áreas do marketing. A Colônia, por exemplo, consegue estar todos os dias na TV, no programa de Carlos Roberto Massa, o Ratinho. Sem grandes verbas para publicidades, a empresa propôs ao apresentador uma participação nos resultados de vendas da cerveja, em troca da divulgação. É em boa parte por conta da repercussão que consegue como Ratinho que a cervejaria espera fechar 2011 com vendas 30% maiores que em 2010.
A Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP) lançou a cerveja Proibida com uma “pegadinha” no programa Pânico, da Rede TV. O programa explorou a imagem das loiras “checas” sem saber que, na verdade, eram garotas-propaganda da marca. A fábrica da CBBP, com capacidade para 150 milhões de litros por ano em Pindoretama (CE), é um investimento de João Carlos Santos Noronha, um dos herdeiros da Cimentos Nassau. Depois de estudar o desempenho da Ambev, a maior cervejaria do País, Noronha concluiu que o mercado era lucrativo para o negócio. “Há espaço para entrantes, porque há brechas, como ser mais flexível com os varejistas que não querem ficar reféns de gigantes que ditam preços”, diz.
Além disso, as grandes cervejarias, na visão de Noronha, estão atrás de maior rentabilidade e, por isso mesmo, investem em marketing para alavancar as suas marcas premium, vendidas a preços até 40% mais altos. Criam assim, um espaço para as mais baratas.
Investimento. Ao ganhar mercado, as regionais começam a atrair investidores. “Já fomos sondados por vários grupos de fora”, diz Santos, da Colônia. Mas João Paulo Valli, analista do mercado de bebidas, acha difícil que cervejarias globais se interessem por elas. “Essas multinacionais querem marcas fortes ou canais de distribuição já estabelecidos, o que as pequenas não têm”, afirma. Mas ele ressalta que difícil não é impossível. Há quase um ano, a argentina Isenbeck foi compra da pela britânica SABMiller. A Isenbeck era pequena e regional: sua capacidade era 60 milhões de litros anuais. Um terço do que tem, por exemplo, a Conti Bier.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 03/10/2011
Cervejas são maiores anunciantes em eventos esportivos
As cervejarias são as que mais investem em propagandas nos intervalos de programas esportivos em grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de TV, revelou pesquisa divulgada pelo Ibope nesta terça-feira no Maxi Mídia 2011. Segundo o estudo, as propagandas que mais aparecem nos intervalos de programas esportivos na TV aberta nesses eventos são de cervejas, seguidas pelas de refrigerantes e de lojas de departamento. Nos canais de TV paga, a cerveja também tem maior espaço nos intervalos, seguida pelas propagandas de veículos e de instituições financeiras.
"Vivemos uma situação de vários potencias para exploração de programas esportivos", afirmou Dora Câmara, diretora comercial do Ibope. Segundo ela, o investimento vem crescendo, principalmente nestes grandes eventos esportivos. "Quando observamos o investimento publicitário, não tenho a menor dúvida de que muitas marcas estão sabendo se aproveitar desses eventos", disse. "As grandes marcas estão entendendo cada vez mais como explorar estes eventos".
O grau de atenção das pessoas em relação aos comerciais exibidos durante a transmissão foi um dos destaques da pesquisa. 73% dos jovens entre 15 e 19 anos prestam mais atenção nas marcas dos uniformes do que em outras propagandas. Para a população com idade entre 10 e 14 anos, o percentual é de 69%. "Com a profissionalização da gestão do esporte no Brasil, o País tem chances de explorar o potencial do mercado esportivo. As empresas têm de levar mais em consideração as informações para explorar o mercado da melhor forma possível", disse. "Ainda existe espaço para ser explorado", afirmou.
Segundo a pesquisa, 72% dos brasileiros preferem acompanhar as informações esportivas pela TV, seguidos por 21% dos que têm preferência pelo rádio e 16% que dão preferência à internet. Entre os que preferem acompanhar pela TV, 41% afirmam que o motivo que mais leva a buscarem informações pela televisão é qualidade das reportagens, seguido pela credibilidade, com 18%, e os debates, com 15%. Já entre os entrevistados que preferem a internet, 32% afirmam que as atualizações constantes são atraentes. Os dados também mostram que 58% dos que assistem TV declaram acompanhar notícias por outros meios, sendo que desses, 30% acompanham as notícias também pela internet.
"Essas pessoas já assistiam TV e viam revistas e jornais para se informar. Com a chegada da internet, elas conseguiram ter essas informações de maneira mais rápida e por isso a incorporaram", afirmou a diretora.
Fonte: Terra, por Felipe Oliveira – 04/10/2011
Investimento da InBev nos EUA foca em produção e sustentabilidade
Os investimentos da Anheuser-Busch InBev nos Estados Unidos, que vão somar US$ 1 bilhão este ano, abrangem melhorias operacionais e de sustentabilidade.
"Melhorias nas cervejarias são apenas uma forma de contribuímos para as comunidades onde vivemos e trabalhamos, e nossas equipes locais merecem o crédito para suas iniciativas com o objetivo de economizar água e energia, aumentar a reciclagem e fazer a diferença através de programas de voluntariado", diz Pete Kraemer, vice-presidente de suprimento da AB InBev.
O montante abrange recursos gastos e comprometidos em 2011 para a execução de projetos lançados a partir de 2010. Compõem o montante US$ 60 milhões para a cervejaria St. Louis, incluindo uma revisão dos equipamentos, para economizar combustível, eletricidade e água; US$ 34 milhões na cervejaria Houston, incluindo um projeto que permite a expansão da produção em 500 mil barris por ano; US$ 34 milhões para introduzir inovações de embalagem e marca em Cartersville, no Estado de Geórgia; US$ 30 milhões em bens de capital na cervejaria de Los Angeles, incluindo mudanças para reduzir a quantidade de fibras de madeira necessárias para a embalagem; e US$ 27 milhões para a modernização das instalações de Baldwinsville, em Nova York, para aumentar a capacidade de fabricação de cerveja, adicionar linhas de embalagens e melhorar o processo de tratamento de esgoto.
Fonte: O Globo | Valor, por Adriana Meyege – 04/10/2011
Itaipava é a quarta cerveja que mais cresce no mundo
Um estudo internacional feito pela Plato Logic’s, consultoria britânica especializada no mercado de cervejas, conclui que a Itaipava, marca mainstream do Grupo Petrópolis junto com a Crystal, é a quarta marca de cerveja que mais cresceu em todo o mundo durante a última década. A brasileira fica atrás apenas da Polar Light, da Venezuela, da Presidente Light, da República Dominicana, e da Suntory Premium Malt’s, do Japão.
O relatório aponta ainda que o mercado mundial de cervejas deve crescer 2,6% em 2011 contra 1,6% de 2010, em comparação ao ano anterior. O crescimento deve ser puxado pelo aumento do consumo principalmente na China. Países da África e do Oriente Médio, apesar da movimentação social e política da Primavera Árabe, também ajudam a levar os índices para cima. Já na Europa o cenário econômico desfavorável reduz as projeções para um crescimento estacionado de 1% em toda a região e, nos Estados Unidos, o mercado continua “decepcionante”, segundo a Platos Logic’s.
Fonte: Inteligemcia | Assessoria de Imprensa Agencia B9B, por Fernanda Medeiros e Rafaela Vazquez – 05/10/2011
SABMiller avança com especulação de aquisição pela AB InBev
Analistas questionam a especulação, dizendo que tal acordo seria contrário às recentes sinalizações da administração da AB InBev
A SABMiller Plc, segunda maior cervejaria do mundo, teve a maior alta em quase três anos na bolsa de Londres depois que o site IG noticiou que a companhia pode ser comprada pela concorrente Anheuser-Busch InBev NV. A ação subia 5,6 por cento às 10:32, depois que o colunista Guilherme Barros, do website localizado em São Paulo, dizer que um acordo poderia ser fechado por cerca de US$ 80 bilhões. Ele não disse como obteve a informação. O papel chegou a avançar 11 por cento, maior alta intradiária desde 24 de novembro de 2008.
Nigel Fairbrass, porta-voz da SABMiller, e Marianne Amssoms, porta-voz da AB InBev, se recusaram a comentar a informação.
Analistas questionam a especulação, dizendo que tal acordo seria contrário às recentes sinalizações da administração da AB InBev. A fabricante da Budweiser está “no tamanho certo” e com foco no crescimento orgânico, disse o presidente Carlos Brito em entrevista ao jornal holandês De Tijd em julho. A AB InBev, formada quando a InBev NV comprou a Anheuser-Busch Co. em 2008 por US$ 52 bilhões, tinha uma dívida líquida de US$ 40,1 bilhões em 30 de junho.
“Levantar US$ 80 bilhões em um momento de mercado tão volátil parece uma tarefa difícil e tal acordo estratégico parece contradizer os comentários da administração da AB InBev”, disse Andy Smith, analista da MF Global, em e-mail hoje.
Pelo valor negociado hoje, a SABMiller tem um valor de mercado de 35,6 bilhões de libras esterlinas (US$ 54,5 bilhões). A AB InBev chegou a cair 2,2 por cento em Bruxelas e estava em queda de 1,2 por cento, a 39,13 euros.
A InBev adquiriu a brasileira AmBev, líder no mercado nacional de cervejas. O Brasil é o segundo mercado mais importante para a companhia e a terra natal da maioria dos membros de seu conselho de administração.
A SABMiller, fabricante das cervejas Grolsch e Peroni, acertou a compra da australiana Foster’s Group Ltd. por cerca de 9,9 bilhões de dólares australianos em 21 de setembro.
Fonte: Bloomberg, por Clementine Fletcher e Telma Marotto – 06/10/2011
Itaipava ganha versão em garrafa de 300 ml
A princípio, novidade estará disponível nos pontos de venda do Rio de Janeiro
O Grupo Petrópolis amplia o portfólio da marca Itaipava com o lançamento da embalagem de 300 ml da cerveja pilsen. A novidade chega primeiro ao mercado do estado do Rio de Janeiro e pretende ser uma opção de acordo com os diferentes perfis e ocasiões de consumo.
Como diferencial, a nova garrafa traz um design mais arredondado, que pretende destacar o produto nos pontos de venda.
A Itaipava Pilsen 300 ml será comercializada individualmente, ao preço sugerido de R$ 1,05, ou em engradados de 24 unidades.
Fonte: Mundo do Marketing – Sylvia de Sá – 06/10/2011
Grupo Petrópolis lança keg da cerveja de mosteiro mais antiga do mundo
Barril de cinco litros da Weltenburger Barock Dunkel está disponível a partir de outubro.
O Grupo Petrópolis, terceiro maior do setor cervejeiro no país e produtor das marcas Crystal, Lokal, Itaipava, Black Princess, Petra, do energético TNT Energy Drink, da vodca Premium Blue Spirit e do Blue Spirit Ice, lança neste mês de outubro o keg de cinco litros da cerveja Weltenburger. A linha escolhida é a tradicional Barock Dunkel, uma cerveja escura, puro malte tipo abadia.
A Weltenburger é a cerveja de mosteiro mais antiga do mundo e, em 2008, foi a vencedora do campeonato mundial de cervejas, realizado em San Diego (EUA). No Brasil, ela é produzida com exclusividade pelo Grupo Petrópolis desde 2010. Tanto a receita quanto a matéria-prima utilizadas são as mesmas do mosteiro da Baviera, na Alemanha.
O keg de cinco litros servirá aproximadamente 20 copos de uma das cervejas mais tradicionais do planeta e estará disponível aos consumidores brasileiros em supermercados e delicatessens das regiões atendidas pelo Grupo Petrópolis. O preço sugerido será de R$ 89,90.
Segundo Douglas Costa, head de marketing e relações com o mercado do Grupo Petrópolis, o objetivo do lançamento é ampliar a linha e oferecer mais uma opção de embalagem. “Os amantes de cerveja poderão tirar do barril sua própria Weltenburger, com colarinho e tudo”, declara.
A Weltenburger Barock Dunkel também já é comercializada no mercado brasileiro em garrafas de 500 ml e latas de 473 ml.
Parceria
A parceria entre o Grupo Petrópolis e a Weltenburger começou em 2010, quando a cervejaria brasileira passou a produzir em sua fábrica de Teresópolis quatro linhas de cervejas da marca alemã. Com a parceria, o Grupo Petrópolis fortaleceu sua participação no mercado de cervejas premium e trouxe para os consumidores brasileiros uma marca com tradição milenar da Alemanha e uma nova linha de produtos de alto padrão. Como ressalta Douglas Costa, “a expectativa de venda no crescente mercado brasileiro é animadora”. Uma pesquisa de mercado encomendada pelos fabricantes mostra que, nos últimos três anos, o segmento de cervejas premium cresceu 20% no Brasil, enquanto o crescimento da indústria de cervejas ficou em 4%.
Na época, as empresas chegaram a considerar a importação, mas a opção pela produção local foi escolhida para garantir o frescor da cerveja devido à facilidade no transporte, além de não elevar o preço final do produto. Além disso, segundo afirma Costa, “ao tomar conhecimento das técnicas de produção e adaptações nas instalações do Grupo Petrópolis, a Weltenburger confiou a receita de suas cervejas aos especialistas brasileiros”. A fábrica de Teresópolis, onde é produzida a cerveja alemã, passa por vistorias constantes e amostras da cerveja são levadas freqüentemente para a Alemanha para que a qualidade do produto seja a mesma do mosteiro da Baviera.
Grupo Petrópolis - Fundado em 1994, o Grupo Petrópolis tem ampliado constantemente a sua participação no mercado brasileiro de bebidas com investimentos na qualidade de seus produtos e em equipamentos com tecnologia de ponta, mão de obra especializada, além da implementação de uma eficiente rede de distribuição.
Fonte: Portal Fator Brasil – 07/10/2011
Recife ganha sua primeira butique de cervejas, com rótulos de até R$ 300
Um dos principais pólos gastronômicos do país acaba de ganhar a sua primeira butique de cervejas. A Emporium Gourmet Beer Store, inaugurada ontem no bairro do Rosarinho, zona norte do Recife, traz mais de 200 rótulos do mundo inteiro, assim como carnes, crustáceos, peixes e especiarias. O projeto é do sommelier Alberto Cavendish, que disponibilizará as garrafas ao público por preços entre R$ 3 e R$ 300.
A adega da loja traz opções que passeiam pelas tradicionais cervejas alemãs e belgas, até as mais raras e inéditas no Recife, como as italianas, francesas e escocesas.
“Vamos reunir as melhores marcas de 20 países e os mais diferentes tipos de cerveja, como as frutadas, pretas e as tradicionais loiras. No espaço, o cliente terá a oportunidade de conhecer a história da bebida, seu processo de produção e como harmonizar com os alimentos que vamos oferecer”, afirma Cavendish.
Um outro segmento será de cervejas brasileiras artesanais, produzidas em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará. Esses tipos se destacam pela produção em pequena escala e acompanhamento minucioso das etapas. A Emporium Gourmet Beer Store ocupa um terreno área de 470 metros quadrados, com área útil dividida em dois setores: adega e espaço gourmet. Para a construção da loja foram investidos R$ 400 mil.
Ao lançar um novo segmento no mercado, a loja estima um faturamento de 35 a 40 mil/mês, tendo em vista um crescimento médio de 25% ao ano.
Fonte: Pernambuco – 07/10/2011
Grupo Petrópolis prevê crescer o dobro do mercado de cervejas
O Grupo Petrópolis, dono das cervejas Itaipava e Crystal, planeja vendas 13% superiores este ano, chegando a R$ 2,97 bilhões em relação a 2010, quando faturou R$ 2,63 bilhões com bebidas.
No ano passado, o crescimento do faturamento foi de 10,4%. Em volume, o aumento deve ficar entre 10% e 12%, o que representa o dobro do que especialistas prevêem este ano para o mercado de cervejas: alta de 6%, para 134 mil hectolitros.
"Estamos aumentando nossa aposta em cervejas especiais, que custam entre quatro e seis vezes o valor da cerveja 'mainstream'", diz Douglas Costa, diretor de marketing e relações com o mercado da Petrópolis, referindo-se aos rótulos convencionais.
Para o consultor Adalberto Viviane, por ter uma base ainda pequena na venda nacional de cervejas, a Petrópolis avança de forma mais expressiva em comparação à média de mercado. "A aposta deles em produtos premium é acertada para conseguir um diferencial", diz o especialista.
Em uma parceria fechada em 2010 com a cervejaria alemã Weltenburger, a Petrópolis passou a produzir no país a cerveja de mesmo nome. Segundo a empresa, tanto a receita quanto a matéria-prima utilizadas são as mesas do mosteiro da Weltenburger na Baviera. No portfólio de bebidas premium, o grupo é dono ainda das marcas Petra e Black Princess.
A Petrópolis também tem uma divisão de compra e beneficiamento de grãos, especialmente de soja. Contando com esse negócio, o faturamento do grupo deve ser de R$ 4,4 bilhões este ano, com aumento de 17% sobre 2010.
Fonte: Valor, por Daniele Madureira – 11/10/2011
Dia decisivo para a venda da Schincariol
Tudo indica que a Câmara de Direito Empresarial de São Paulo vai julgar hoje o caso envolvendo a venda da Schincariol para o grupo japonês Kirin. A decisão foi adiada no final de setembro e está prevista para entrar em pauta hoje.
As informações foram passadas ao Portal Giro News por um assessor ligado diretamente ao assunto. Para quem não lembra, os minoritários reagiram à negociação e o processo de venda da Schin foi suspenso pela justiça no início de agosto, impedindo que os japoneses tomassem posse da Schin, apesar de já terem efetuado o pagamento de R$ 3,95 bilhões.
Fonte: Portal Giro News – 11/10/2011
Ambev fortalece marcas com plataforma de consumo responsável
Empresa realiza programas junto a supermercados, bares e ONGs para inibir a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos
A Ambev vive o desafio de conquistar novos consumidores e barrar o consumo de álcool para os menores de 18 anos. Com o lema de “Consumo responsável”, a empresa busca fortalecer as marcas entre os clientes, apresentando o álcool como um produto de socialização e festa, no entanto, com restrições de idade e moderação. Em parceria com o Governo, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e varejistas, a companhia criou uma grande plataforma de ações de conscientização e em agosto reforçou a iniciativa com outros dois programas.
Desde 2003, o projeto de Consumo Responsável está presente na empresa e, de lá para cá, foram realizadas ações para fortalecê-lo no Brasil. A Ambev ampliou sua plataforma de atuação e este ano lançou o “Supermercado de Responsa” e o “Bar de Responsa”, além do “Movimento + ID”, que sugere maior idade e mais identidade, lembrando que bebida alcoólica não é para adolescentes e crianças.
“Entendemos que um dos nossos papéis como indústria é fazer parte da sociedade, no entanto, o uso indevido do álcool afeta o nosso trabalho. Por isso, formulamos um plano para atuar em diversas frentes contra o consumo impróprio dos produtos da nossa marca.
Em oito anos de ação, por exemplo, já fizemos 80 mil doações de bafômetros para os órgãos públicos”, declara Diana Nascimento, Gerente de Relações Socioambientais da Ambev, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Engajamento Social
No dia 23 de setembro, a Ambev promoveu o Dia de Responsa (Be[er] Responsable Day), uma data escolhida anualmente para simbolizar o projeto no Brasil e no mundo. A iniciativa envolve todos os funcionários e parceiros da empresa, desde o presidente aos operários das fábricas, passando pelos diretores, que saem às ruas visitando os clientes de loja em loja. Um vídeo com as ações realizadas é apresentado para todos os colaboradores no refeitório das cervejarias da marca, mostrando a relevância das práticas de consumo responsável.
O projeto conta ainda com a parceria de 11 ONGs que fazem parte do Jovens de Responsa, um dos programas da Ambev que pretende coibir o consumo inadequado de álcool por jovens em comunidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Os parceiros vão às ruas para conversar com os donos de bares e tentar sensibilizá-los pela necessidade de pedir a carteira de identidades a todos os compradores de bebidas alcoólicas.
A campanha começou em 2010, com apenas quatro ONGs. Agora, o objetivo é trazer mais parceiros e incentivar as pessoas a expandirem a idéia pela sociedade. Em parceria com a ONG UNAS é realizada a Balada Black, uma festa mensal sem álcool na comunidade de Heliopólis, em São Paulo. O evento recebe em média um público de mil pessoas por noite.
“Percebemos nas comunidades de baixa renda que o jovem, por não ter opção de lazer, acaba se envolvendo com o álcool e, às vezes, até com drogas. Quando você monta, no entanto, uma opção de lazer e mostra para ele que é possível se divertir fazendo a coisa certa, o hábito e a compreensão deles mudam. Esta transformação tem impacto na vida dos jovens e no futuro deles”, explica Diana. Para atingir os principais envolvidos na venda direta do álcool, a empresa, em agosto deste ano, lançou duas novas frentes de mobilização.
Supermercado de Responsa
O Grupo Pão de Açúcar também entrou na campanha a favor do consumo responsável, realizando uma das maiores parcerias de ambas as marcas. Juntas, as companhias produziram comunicados de conscientização aos consumidores e uma tecnologia que busca barrar a venda de bebidas alcoólicas para menores. Ao passar no caixa qualquer produto que contenha álcool, a leitora interrompe a compra e mostra uma mensagem ao operador, pedindo os dados de nascimento do consumidor.
Para liberar o sistema, o cliente deve apresentar a identidade e o funcionário digitará a data na máquina aceitando a compra. A ação contou com o treinamento de mais de 15 mil colaboradores da rede. Atualmente, todos os pontos de venda do Grupo em São Paulo e no Paraná estão equipados com o sistema. A expectativa é que, até o fim deste mês, o filtro esteja em todas as lojas da rede.
O sistema, no entanto, não é de exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. A companhia o disponibilizou por meio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para que qualquer outro varejista possa utilizar. A partir de uma passo a passo, as redes de varejo espalhadas pelo Brasil também podem participar da iniciativa. A Ambev está presente em todas as lojas do Grupo com cartazes e comunicados de gôndolas avisando sobre o novo sistema.
“Este projeto revela que o varejo está assumindo um papel importante de cumprimento à lei, com a tecnologia nos ajudando a realizar este procedimento. São encontros de valores dos colaboradores e dos clientes que fazem com que a ação tenha 100% de aceitação nos pontos de venda”, comenta Paulo Pompilho, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Pão de Açúcar, em entrevista ao portal.
Bar de Responsa
Semelhante à ação nos supermercados, também são realizadas iniciativas de engajamento e educação nos bares. Com o mesmo objetivo de incentivar a identificação do consumidor antes da compra, a empresa criou um treinamento online que instrui mais de 150 mil garçons e gerentes de bares. Para cativar os donos dos estabelecimentos de rua, a empresa institui o Bar de Responsa, que é uma insígnia recebida pelos locais que corroboram com a lei e são reconhecidos pela comunidade.
As ONGs parceiras do projeto mapeiam os bares da comunidade e, por meio de uma votação, designam aqueles que estão de acordo com as normas. O Bar de Responsa ganha uma reforma, pintura e mobiliários novos. Em Heliopólis, o Bar do Seu Geraldo já foi reformado após a votação de uma enquete no site da ONG Aprendiz. Já no Rio de Janeiro, a Bola Para Frente começou a fazer uma sensibilização com os comerciantes locais e um comitê selecionará aquele que mais se encaixa no perfil da ação.
Para 2012, está prevista a reforma de 30 bares nas sociedades onde atua o programa. “A comunidade vai escolher qual é o bar que tem uma conduta responsável, que pede identidade e não vende álcool para os clientes que já passaram do limite. É uma forma de estimular este tipo de conduta e fazer com que os outros também sigam o mesmo exemplo”, expõe Diana.
Projetos das marcas
Quando surgiu o programa, a Ambev foi uma das empresas do Brasil a ser convidada pela Organização Mundial da Saúde para participar de uma reunião e discutir com todos os países o que poderia ser feito para solucionar o problema do consumo indevido do álcool pelos jovens. De lá para cá, nos últimos oito anos, a empresa desenvolveu campanhas por meio de suas marcas, como a que exaltava a pessoa que ficava sem beber para levar os amigos em casa, da Skol, estrelada pelo jogador Ronaldo. A iniciativa ficou conhecida como o motorista da rodada.
Entre as outras marcas da companhia, a Antarctica se destacou com a comunicação em que a atriz Juliana Paes incentivava o consumo sem exagero “numa boa”. Mas a principal ação da empresa está relacionada à Brahma, com o jogador Cafu como garoto propaganda e o mote “A Regra é clara. Menor de idade não pode beber”.
Todo o movimento é acompanhado pelos mais de 100 mil funcionários da AB Inbev no mundo, sendo cerca de 30 mil no Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Guatemala e República Dominicana sob a administração da Ambev. Cada um deles também é convidado a se tornar porta-voz de defesa das práticas de consumo responsável.
Consolidação do Movimento
Para envolver toda a sociedade no programa de conscientização, a empresa lançou em agosto uma campanha nos canais de TV aberta que apresenta o tema responsabilidade de uma maneira descontraída, trazendo pela primeira vez o tópico de venda e consumo controlados em um comercial de cerveja.
“O projeto mostra que cerveja é para todo mundo, pois nosso produto foi criado para momentos de celebração e socialização com os amigos e queremos que seja consumido da forma que foi idealizado, por isso agimos para restringir o consumo entre os menores de idade”, esclarece Diana.
Para 2012, a Ambev pretende consolidar os programas lançados este ano e trazer mais redes para participar do Supermercado de Responsa, além de entregar as reformas dos bares. O principal objetivo da companhia é aumentar o engajamento do trade e a comunicação nos pontos de venda com peças que sensibilizem os consumidores a apoiarem a idéia.
Fonte: Mundo do Marketing, por Letícia Alasse – 13/10/2011
Petrópolis assume segundo lugar no mercado de cervejas
A cervejaria Petrópolis alcançou o segundo lugar no mercado brasileiro de cervejas. De acordo com dados mais recentes do instituto de pesquisas Nielsen, em setembro, a participação de mercado da Schincariol, que detinha o segundo lugar, recuou 0,3 ponto porcentual, passando de 10,3% em agosto para 10%. Já a participação do grupo Petrópolis aumentou de 10,1% para 10,3%.
O segundo lugar para a Petrópolis nesse mercado é inédito nos 17 anos da companhia, fundada em 1994, na cidade de mesmo nome no Estado do Rio. Mas desde o começo deste ano ela vem ameaçando a Schin na disputa pela segunda colocação.
Em janeiro, a Schincariol tinha uma fatia de 11,1%, enquanto a Petrópolis estava com uma participação de 10,5%. "Conseguir a vice-liderança é conseqüência de um trabalho de muitos anos, destacando nossa força na área de distribuição e os investimentos que fizemos em marketing", afirmou à Agência Estado o gerente de Marketing e de Relações com o Mercado do grupo, Douglas Costa. Não houve, segundo ele, expansão do grupo em distribuição que motivasse a subida no ranking, mas a empresa centrou esforços no sentido de fortalecer as áreas já atendidas (regiões Centro-Oeste e Sudeste).
Hoje, a Petrópolis conta com 130 distribuidores autorizados e atende entre 55% e 60% do total de cerca de 1 milhão de pontos de venda do País. "O mês de setembro é um período de trabalhar o abastecimento para o verão, e a vice-liderança chega na curva natural de crescimento que a marca vem tendo no País", disse Costa.
Disputa. A mudança de posição no ranking nacional de cervejas ocorre em um momento complicado para a Schincariol. No início de agosto, a japonesa Kirin anunciou a compra do controle da Schincariol, detido pelos irmãos Adriano e Alexandre Schincariol, da Aleadri, por R$ 3,95 bilhões. Os acionistas minoritários, os irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol Junior, da Jadangil, primos dos controladores, são contra a operação e desde então travam uma disputa para impedir a venda.
Nesta semana, a Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo revogou, por unanimidade, a liminar que suspendia a venda do controle da Schincariol para a Kirin.
Executivos da japonesa já estão em Itu, interior de São Paulo, na sede da companhia, para assumir a gestão da cervejaria. Mas ainda há uma ação principal correndo na 1.ª Vara Cível de Itu, além de a operação ainda precisar ser avaliada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Os números ainda estão próximos e temos essa situação atual da Schincariol. Mas sabemos que estamos no caminho certo e que temos condições de manter essa posição", ressaltou Costa. Ainda com base nos dados da Nielsen, a Ambev segue líder, com 69,8% de participação de mercado em setembro, estável em relação ao mês de agosto. A Heineken Brasil se manteve no quarto lugar, com fatia de 8,5%, também sem alterações.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 14/10/2011
| < Anterior | Próximo > |
|---|