Notícias de mercado
2011 - Novembro - Parte I
Japonesa Kirin paga US$1,4 bi por restante da Schincariol
A cervejaria japonesa Kirin anunciou nesta sexta-feira que vai pagar 1,4 bilhão de dólares para comprar ações dos minoritários da brasileira Schincariol, consolidando o controle sobre a companhia na primeira expansão da empresa para o Brasil.
Um mercado doméstico altamente competitivo e em diminuição tem forçado a Kirin e a rival Asahi Group a buscarem crescimento de lucro no exterior, mas só tinham concluído pequenas transações em meio à falta de grandes alvos de aquisição.
O pagamento da Kirin envolve os restantes 49,54 por cento da Schincariol, segunda maior cervejaria e terceira maior produtora de refrigerantes do Brasil. A operação acontece depois da compra de participação de 50,45 por cento da empresa em agosto, por 2,6 bilhões de dólares.
Na véspera, uma fonte informou a Reuters que a Kirin havia acertado a compra da participação restante na Schincariol, com o valor da transação entre 2,2 bilhões e 2,3 bilhões de reais.
A Jadangil Participações, holding que detém os 49,54 por cento da Schincariol, tinha questionado a venda do controle da empresa para a Kirin na Justiça, mas a cervejaria japonesa afirmou que os dois lados resolveram o desentendimento.
A Kirin planeja colocar uma nova estrutura administrativa na Schincariol em janeiro de 2012 e espera consolidar os resultados financeiros da empresa brasileira no primeiro trimestre do próximo ano.
A Schincariol --dona das marcas Nova Schin, Devassa, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn, além de refrigerantes, sucos e água-- teve lucro de 54 milhões de reais em 2010 e receita líquida de quase 2,9 bilhões de reais.
No Brasil, a companhia japonesa passará a fazer concorrência com a AmBev, que integra a maior cervejaria do mundo, o grupo Anheuser Busch InBev. A Schincariol encerrou 2010 com quase 12 por cento de participação no mercado brasileiro de cerveja.
O mercado de cerveja do Japão encolheu mais de 15 por cento em termos de volumes durante a última década, em meio a um envelhecimento da população e opção dos consumidores por bebidas alcoólicas mais baratas.
Fonte: Reuters, por James Topham – 04/11/2011 | Foto: AP
Por mosteiro, monges belgas vendem 'melhor cerveja do mundo’
Milhares de belgas correram nesta semana aos supermercados onde estava sendo vendida, pela primeira vez, uma cerveja famosa, produzida por monges, em troca de recursos para financiar as obras de reforma do mosteiro onde vivem. A Trappiste Westvleteren XII foi designada a "melhor cerveja do mundo" por um site americano especializado, em 2005.
Mas, para adquiri-la, até agora, os apreciadores precisavam dirigir-se à abadia de São Sixto, em Westvleteren, Flandres, Bélgica, perto da fronteira com a França. Enfrentando a falta de dinheiro para as reformas da abadia, os monges decidiram vender, a título excepcional, 93.000 embalagens com seis garrafas de 33 cl cada, nos supermercados Colruyt.
A operação de venda, lançada na quinta-feira, vem sendo motivo até agora de grandes filas na frente de algumas lojas; 85% dos estoques foram comprados no primeiro dia, segundo a agência de notícias Belga. “O lucro, calculado em 2,3 milhões de euros, será totalmente dedicado às obras de renovação", anunciou a abadia.
Os monges lançaram a iniciativa "no espírito de prece e trabalho (Ora et Labora) de São Bento", estipulando que "o trabalho deve prover as necessidades". "Há dez anos, a comunidade foi confrontada com destruições causadas pelo tempo no claustro. Para financiar a reforma, os irmãos trabalharam desde setembro de 2010, na elaboração de cubas suplementares de Westvleteren", explicaram em comunicado.
Para a campanha de promoção, escolheram um slogan em latim: "Ad aedificandam abbatiam adiuvi" ("Contribuí para a construção de uma abadia"). Depois de esgotados os estoques nos supermercados, a Westvleteren estará disponível, exclusivamente, e em quantidades limitadas, na abadia de São Sixto, onde vivem 30 monges. O mosteiro pensa lançar uma iniciativa semelhante no exterior, em 2012.
Fonte: AFP – 04/11/2011
Cervejas que combinam com a estação mais quente do ano chegam a custar R$ 33
Horário de verão, calor e férias são uma combinação excepcional para degustar uma cerveja gelada com os amigos. Loiras, morenas e ruivas, malte de trigo e de cevada, toques amadeirados e frutais: diante de tantas opções disponíveis no universo das cervejas especiais, você sabe qual a melhor pedida para climas quentes, como o do verão brasileiro?
"As cervejas que mais combinam com climas quentes são as cervejas Pilsen", indica o sommelier de cerveja da Cerveja Gourmet, Guilherme Balbin. "Mas, além delas, há também outros estilos que caem muito bem em dias ensolarados e quentes, como Helles e Kölsch".
Ele explica que essas duas cervejas não levam malte torrado e tem pequenas quantidades de lúpulo, assim como a velha conhecida do brasileiro, a Pilsen. "Geralmente são cervejas de coloração dourada, com notas de pão e aromas cítricos e herbais", detalha.
"Há também as cervejas do estilo Weissbier e Witbier, que têm certa acidez e notas cítricas, o que, conseqüentemente, confere refrescância a ambas", completa Balbin. "Sempre é bom lembrar que essas cervejas não devem ser consumidas estupidamente geladas".
Preços acessíveis ao seu bolso
Para a sommelière de cerveja, Kathia Zanatta, as opções que mais combinam com climas quentes são as cervejas menos alcoólicas, de corpo mais leve e sabores suaves, como as Bohemian Pilsener, Witbier, Weizenbier, Kölsch, Vienna Lager, Lambics. "Até Schwarzbier ou Munique são boas opções", completa.
Então, confira abaixo quanto custam alguns exemplares dessas espécies de cerveja citadas pelos entrevistados, que podem refrescar a sua sede no verão brasileiro:
| Tipo de cerveja | Exemplos vendidos no Brasil | Preço |
| Bohemian Pilsener | Pilsner Urquell (República Tcheca) Czechvar (República Tcheca) |
R$ 18 (500 ml) R$ 14 (500 ml) |
| Heller | Bamberg Helles (Brasil) | R$ 14 (600 ml) |
| Kölsch | Eisenbahn Kölsch (Brasil) Früh Kölsch (Alemanha) |
R$ 6,50 (355 ml) R$ 16 (500 ml) |
| Lambics | Gueuze Boon Mariage Parfait (Bélgica) Kriek Boon (Bélgica) |
R$ 33,75 (375 ml) R$ 30 (375 ml) |
| Vienna Lager | Brooklyn Lager (EUA) | R$ 8,90 (355 ml) |
| Schwarzbier / Munique | Eisenbahn Dunkel (Brasil) Bamberg München (Brasil) |
R$ 6,50 (355 ml) R$ 14 (600 ml) |
| Weizenbier | Weihenstephaner Hefe-Weissbier (Alemanha) Eisenbahn Weizenbier (Brasil) Baden Baden Weiss (Brasil) |
R$ 14 (500 ml) R$ 6,50 (355 ml) R$ 16 (600 ml) |
| Witbier | Blanche de Neiges (Bélgica) | R$ 22 (330 ml) |
| Fonte: Empório Alto dos Pinheiros / Cerveja Gourmet |
Conheça as cervejas que melhor harmonizam com pratos do verão!
No universo das cervejas especiais, assim como podemos observar no dos vinhos, também existem as bebidas que harmonizam melhor com determinados pratos. Por isso, pedimos para que Kathia Zanatta, somellière de cerveja formada pela escola alemã Doemens Akademie, indicasse as melhores combinações com pratos típicos do verão: salada, peixes, frutos do mar e até as frutas.
Salada
-Combinações mais leves, como de folhas, caeser ou de rúcula com lascas de parmesão: Bohemian Pilsener, Kölsch ou American Lager;
-Salada de palmito, aspargos e beterraba: Witbier e Weizenbier;
-Guacamole: Vienna Lager e Bohemian Pilsener.
"Molhos mais ácidos sobre a salada também podem redirecionar a harmonização, pedindo Lambics, Fruit Lambics ou uma Red Ale de Flandres (balsâmico)", orienta.
Peixes
-Peixes brancos, como linguado, truta, haddock e tilápia: German Pilsener, Golden Ale, Kölsch e Witbier;
-Ceviche e sashimi: Witbier, Weizenbier e Vienna Lager;
-Salmão grelhado: Weizenbier, Bock, Vienna Lager e Amber Lager;
-Atum grelhado: Saison e English Pale Ale;
-Salmão e haddock defumados: Rauchbier, Weizenbier e Strong Scotch Ale.
Frutos do mar
-Paella e spaguetti com frutos do mar: German Pils, Belgian Strong Golden Ale, Gueuze e Kölsch;
-Ostras: Porter, Golden Ale e Red Ale de Flandres;
-Bobó de camarão: Vienna Lager e Weizenbier.
Frutas
-Damasco seco e pêssego em calda com creme de leite: Belgian Tripel e Bière de Garde;
-Torta de limão: Bière Brut e Witbier;
-Tarte Tartin: Bière Brut e Bière de Garde;
-Crepe de chocolate com frutas vermelhas: Sweet Stout e Robust Porter;
-Frutas secas, como banana passa, tâmaras e uva passa: Belgian Strong Dark Ales, Dubbels e Old Ales.
Fuja da Pílsen tradicional...
Com o sol e o calor vem também aquela garrafa de cerveja estupidamente gelada, que derrama gotas de suor ao degelar sobre a mesa. Apreciada por boa parte da população, as cervejas do tipo Pílsen fabricadas em larga escala são de fato as mais consumidas pelos brasileiros que desejam matar a sede sem gastar muito.
Porém, os especialistas ouvidos pelo InfoMoney afirmam que há outras possibilidades para apreciar o sabor da bebida e sem afetar o bolso. "Existem ótimos exemplares nacionais cujo custo-benefício compensa para quem quer beber cerveja de qualidade na happy hour", salienta Balbin. Ele cita a Bauhaus Premium Lager e a X-Wäls, cujas garrafas de 600 ml custam R$ 8 e R$ 9, respectivamente, no Empório Alto de Pinheiros.
"Primeiramente, as cervejas Pilsens de microcervejarias já são boas opções, por normalmente serem 100% malte e possuírem maior intensidade de sabor e definição de amargor, com um preço também acessível", afirma Kathia. "Outras opções leves e saborosas, com um valor também não tão alto, seriam os estilos refrescantes para o verão, como Witbier, Weizenbier ou Bohemian Pilsner".
Fonte: Info Money, por Fernanda de Moraes Bonadia – 04/11/2011
Entrada da Kirin deve acirrar competição das cervejas especiais
A entrada da japonesa Kirin no mercado brasileiro, através da aquisição da Schincariol, pode aumentar a competição no segmento de cervejas especiais, o que atualmente mais cresce no País, dizem analistas. Com a profissionalização da gestão, a empresa deve recuperar o segundo lugar da Schin no mercado, perdido recentemente para a Petrópolis, mas a primazia da AmBev não será ameaçada, acreditam os consultores. As cervejas especiais representam hoje apenas 5% das vendas totais do mercado, no entanto, impulsionadas pelo aumento de renda do consumidor brasileiro, avançam cerca de 20% ao ano, ante média de crescimento de 4 a 5% das cervejas normais, relata o consultor especializado Matthias Reinold.
"A Kirin tem um portfólio interessante de cervejas premium e pode aproveitar a rede de distribuição da Schincariol para trazer marcas japonesas ao País", afirma. Segundo ele, a disputa deve se dar entre as marcas especiais das grandes indústrias, uma vez que as microcervejarias atendem a mercados locais. Para a analista setorial de bebidas da consultoria Lafis, Ana Carolina Boyadjian, esta é a chance da companhia de aumentar a participação da Schin no sul e sudeste brasileiro.
"Atualmente a Schincariol tem uma distribuição muito ruim nessas regiões. Caso resolva este problema e invista em produtos de maior valor agregado, pode ganhar participação nesses mercados", opina. Já para recuperar a posição da Schin no nordeste, ameaçada por fortes investimentos da AmBev na região, a subsidiária brasileira da Kirin precisará oferecer preços competitivos, diz a analista. De acordo com ela, a cervejaria japonesa poderá usar o Brasil como plataforma de exportação para países da América Latina. Com a entrada da Kirin no País, a AmBev pode perder um pouco do market share, mas não deverá deixar a primeira colocação do mercado, acredita o sócio da Go4! Consultoria de Negócios, Murilo Jovtei.
Para o consultor, a Petrópolis deve conseguir manter seu espaço no curto prazo, mas a japonesa e a Heineken provavelmente serão mais agressivas no futuro. Energéticos A norte-americana Kraft Foods planeja entrar no mercado de bebidas energéticas em dezembro, com uma versão cafeinada de seu "melhorador de água"
Fonte: DCI - 08/11/2011
Lucro da AmBev recua 7% por maiores custos e despesas
A AmBev informou nesta quarta-feira que fechou o terceiro trimestre com lucro líquido 7% menor que o obtido um ano antes, em R$ 1, 687 bilhão, impactado por maiores despesas e custos de produtos vendidos. De julho a setembro, a companhia que integra a maior cervejaria do mundo, a AB InBev, apurou despesas gerais e administrativas de R$ 1,8 bilhão, aumento anual de 2,3%, decorrente da inflação e de maiores custos comerciais e logísticos, "parcialmente compensados por iniciativas de redução de despesas", afirmou a empresa. Já o custo dos produtos vendidos (CPV) foi 3,5% maior no trimestre, representando uma baixa de R$ 2,1 bilhões, decorrente de maiores custos de matérias-primas e de embalagens, "compensados parcialmente por ganhos em hedge de moeda", acrescentou a AmBev no demonstrativo.
O balanço também veio com resultado financeiro líquido negativo em R$ 306,3 milhões, uma piora de R$ 354,4 milhões ano a ano, "devido a perdas não realizadas de variação cambial sobre contas a pagar e empréstimos entre empresas do grupo decorrentes da depreciação do real", segundo a empresa. Nos três meses até setembro, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,995 bilhões, alta de 12,9% sobre um ano antes, enquanto a margem subiu de 44,4% para 47%. "Em relação ao último trimestre do ano, esperamos um crescimento de Ebitda maior do que o alcançado neste trimestre, suportado por uma maior expansão de margem Ebitda e por comparações favoráveis nas despesas e também na linha de CPV por hectolitro, cuja expectativa de crescimento em linha com a inflação para o ano ainda está mantida", afirmou a AmBev.
Apesar da queda na linha do lucro, a companhia viu sua receita líquida crescer 6,6 por cento no trimestre passado, para 6, 374 bilhões de reais, favorecida por aumentos de preço que geraram alta de 5 por cento na receita por hectolitro. A receita foi impulsionada ainda pelo volume de vendas ligeiramente maior no trimestre (1,5%), totalizando 39,9 milhões de hectolitros. O volume de vendas de cerveja ficou praticamente estável, com alta de 0,2%, a 28,6 milhões de hectolitros, enquanto o de bebidas não-alcoólicas avançou 5,4%, para 11,3 milhões de hectolitros.
A AmBev afirmou ainda que mantém o foco dos investimentos nas regiões Norte e Nordeste do país, onde expandiu a capacidade de quatro fábricas e irá inaugurar, nas próximas semanas, uma unidade em Itapissuma (PE). Do plano de investir até R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2011, para expandir em 10% a capacidade total de produção, a companhia informou ter desembolsado cerca de R$ 2,1 bilhões até setembro.
Fonte: Folha de S. Paulo - 09/11/2011
Cerveja mais cara impulsiona resultados da AB InBev
A Anheuser-Busch InBev, a maior cervejeira do mundo, teve lucro no terceiro trimestre bem acima do que o esperado depois de cobrar mais caro pela mesma quantidade da cerveja. A fabricante da Budweiser, Stella Artois e Beck''s convenceu os brasileiros a pagarem preços mais altos e viu os consumidores norte-americanos mudarem para marcas mais caras apesar do esfriamento da economia.
A companhia com sede na Bélgica informou nesta quarta-feira que teve alta de 5,5 por cento no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em relação a um antes, para 3,97 bilhões de dólares, acima da previsão de mercado de 3,88 bilhões de dólares.
O volume total de cerveja e outras bebidas caiu 0,2 por cento em relação ao terceiro trimestre do ano passado, mas a receita subiu 3,6 por cento. A companhia espera um impulso no volume de vendas no quarto trimestre, principalmente por causa dos níveis relativamente baixos no Brasil um ano antes.
O aumento do custo das commodities pode ser compensado por mecanismos de hedge, economias em novos contratos e melhor eficiência, afirmou a AB InBev.
Em contraste, a dinamarquesa Carlsberg, quarta maior fabricante de cerveja do mundo, anunciou resultados nesta quarta-feira abaixo das expectativas e perdeu grande fatia de mercado na Rússia, embora tenha mantido a previsão para o fechado do ano.
Em outubro, a Heineken tinha anunciado um surpreendente aumento no volume de vendas e na receita, ajudada por recuperação na Rússia e pelo fortalecimento de mercados na África.
Fonte: Reuters – 09/11/2011
Microcervejarias defendem equiparação tributária com Santa Catarina
Em audiência pública na manhã desta quarta-feira (9), representantes de microcervejarias gaúchas relataram à Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável, presidida pelo deputado Adilson Troca (PSDB), as dificuldades enfrentadas pelo setor e pediram a equiparação tributária com o estado de Santa Catarina.
Segundo o deputado Gilmar Sossella (PDT), que propôs a audiência, o estado vizinho reduziu de 25% para 13% o ICMS para o setor, e conseguiu, com isso, ampliar sua arrecadação. Os deputados solicitarão uma audiência com o governador Tarso Genro para pedir medidas sobre o tema.
Vantagens do incentivo
No início da audiência, o presidente da Associação Gaúcha das Microcervejarias, Artur Winter, fez um relato da situação do setor e apresentou uma série de razões para o estado manter e incentivar as microcervejarias. Disse tratar-se de um produto diferenciado, artesanal, que diversifica o setor, gera empregos e descentraliza a renda. Disse também que o estado é pioneiro no setor, mas, recentemente, perdeu 25% das suas empresas. Winter relatou também a situação de outros países, como os Estados Unidos, onde, segundo ele, há 1,7 mil microcervejarias, que ocupam nichos de mercado, isto é, não disputam com as grandes empresas.
Falou ainda sobre a ausência das cervejas artesanais em eventos no Estado. Segundo ele, depois de muitos anos de participação na Expointer, por exemplo, elas estão agora excluídas do evento, porque se privilegia apenas um grande patrocinador. Disse que na Oktober Fest de Blumenau as microcervejarias somadas venderam mais do que a grande cervejaria que patrocinou o evento. Em Santa Cruz do Sul, no entanto, o evento é patrocinado por apenas uma grande cervejaria e nem a microcervejaria da cidade pôde participar.
Viabilidade do setor em risco
O diretor da Associação Gaúcha das Microcervejarias, Jorge Gitzler, disse que o Rio Grande do Sul é o estado com a maior alíquota para o setor e que, de cada 10 mil litros produzidos pelas microcervejarias gaúchas, 6 mil são deixados no caixa do governo. “Isso torna a atividade inviável”, declarou.
Segundo o diretor, muitas cervejarias já anunciaram que irão fechar, se mantidas as atuais condições, 11 já foram fechadas e outras tantas deixaram de ser abertas. Uma grande cervejaria faturou, segundo ele, R$ 25 bilhões no ano passado, com custo de R$ 8 bilhões, incluídos os impostos. “Porque eles têm incentivos, como o Fundopem e outros. Temos uma concorrência desleal ao extremo”, disse. Segundo Gitzler, muitas cervejarias têm sido assediadas por outros estados.
Manifestações
O diretor adjunto da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, José Antonio Severo Martins, falou da boa aceitação às cervejas artesanais no Estado, até em lugares como Caxias do Sul, município mais identificado com o vinho. Disse que, a seu ver, o setor não deveria se ater somente à questão fiscal, mas também pensar em projetos que aproveitassem o potencial turístico das microcervejarias.
O diretor adjunto da Secretaria do Desenvolvimento e da Promoção do Investimento, Joni Kaerscher, disse preocupar-se com o porquê de Santa Catarina conseguir reduzir o imposto, ao passo que o Rio Grande do Sul não o faz. Disse freqüentar muitos eventos e, de fato, nunca ter visto uma garrafa de cerveja na mesa.
Ele apoiou a iniciativa e disse que o setor deve continuar se mobilizando. “Quem tem projeto bom pode ficar tranqüilo porque o governo aprova”, disse. Com relação às vantagens fiscais, disse que o assunto foge da alçada da Secretaria.
O deputado Gerson Burmann (PDT) lamentou que o tema ainda não tenha recebido a devida atenção dos governos. Disse que já acompanha a matéria há pelo menos quatro anos e que, infelizmente, ainda não foram tomadas medidas para reverter a situação.
O deputado Cassiá Carpes (PTB) lembrou que o tema dos impostos é específico da Secretaria da Fazenda, que, segundo ele, é um órgão muito fechado, que não abre mão das receitas, mas que deverá recebê-los.
Já o deputado Adilson Troca (PSDB) relatou situação vivida pelo setor pesqueiro em Rio Grande. Disse que em um dado momento, o governo de Santa Catarina reduziu a quase zero o imposto do peixe, mas que, na época, o setor conseguiu mostrar ao governo gaúcho o que o Rio Grande do Sul estava perdendo. Também destacou projeto que previa o parcelamento do IPVA e que acabou reduzindo o índice de inadimplência de 18% para 1%.
O deputado Frederico Antunes (PP) manifestou seu apoio ao pleito e sugeriu que os parlamentares subscrevessem um documento solicitando uma audiência com o governador.
Fonte: Site Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, por Marinella Peruzzo | Agência de Notícias – 09/11/2011
Foto: Marco Couto
Itaipava lidera vendas de cervejas em lata em SP e RJ
Desde o mês de setembro na vice-liderança do mercado brasileiro de cervejas, o Grupo Petrópolis alcançou o posto, não só tirando vendas de sua concorrente direta, a Schincariol, como também vem batendo as principais marcas da gigante Ambev nas duas principais regiões do País. Segundo informações do Jornal Brasil Econômico, a Itaipava está vendendo mais cerveja em lata do que Brahma e Skol nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com a Nielsen, a marca lidera as vendas nesse segmento em São Paulo com 31,7% de participação e uma boa margem à frente das concorrentes Brahma, com 20,2% e Skol, 19,2%. Já no Rio de Janeiro, a líder de mercado na comercialização de latas em redes de autosserviço é a marca Antarctica, da Ambev, com 27,9%.
A Itaipava, que vem na segunda posição, tem uma participação de 21,9% e supera a de Brahma e Skol juntas. Para o consultor Adalberto Viviani, especialista em bebidas e presidente da consultoria Concept, o desempenho de Itaipava deve-se à percepção positiva do mercado sobre o produto, boa distribuição e forte investimento em ações promocionais para os consumidores.
Isso faz toda a diferença em um mercado tão disputado como o de cervejas. Por ter um volume de cerveja bem menor do que as garrafas de vidro, as latas têm uma participação entre 30% e 40% do volume total comercializado no segmento. Mas para o Grupo Petrópolis, esse tipo de embalagem corresponde a 45%.
Ainda para Jamel, a vendas de cerveja em garrafas “é proporcionalmente o dobro” de latas dentro da companhia. Com a visibilidade em alta, o grupo Petrópolis também aumentou seus investimentos em marketing. Segundo o Ibope, a companhia investiu R$ 484,4 milhões no primeiro semestre, quase 55% sobre o investido no mesmo período de 2010. A Petrópolis passou do 11ª posição para ocupar o 6º lugar entre os maiores anunciantes do País.
Fonte: Supermercado Moderno - 10/11/2011
Ambev investe R$ 793 milhões na "China brasileira"
A Ambev está investindo R$ 793 milhões este ano no Nordeste, região apelidada internamente pela fabricante de bebidas como "a China brasileira", devido ao seu forte crescimento econômico. Os recursos fazem parte do pacote de R$ 2,5 bilhões já anunciado pela empresa para este ano e só perde, na divisão regional, para o Sudeste, que recebe R$ 1 bilhão.
"O potencial de crescimento no Nordeste é muito grande. Em 2010, a indústria de cerveja cresceu 18% na região, mais que o dobro da média nacional, que foi de 8%", disse à Folha Nelson Jamel, diretor de Relações com Investidores da Ambev. O baixo consumo per capita comprova a oportunidade. Segundo Jamel, enquanto o brasileiro bebe 62 litros de cerveja por ano, o nordestino consome 45 litros anuais. Desde 2009, a Ambev reforçou os investimentos em capacidade de produção no Nordeste, onde a participação de mercado da empresa é inferior à média brasileira.
Com a construção de uma fábrica em Pernambuco, que entra em operação neste mês, e expansões na Bahia, Maranhão e Paraíba, a companhia aumentou em 70% a sua capacidade de produção na região nos últimos dois anos. A maior disponibilidade de produto resultou em ganho de mercado na região, diz Jamel, que não revela números. O fortalecimento da empresa no Nordeste também acontece no momento em que a marca líder na região, a Schincariol, deve se fortalecer após ser comprada pela japonesa Kirin. "O nosso foco no Nordeste é independente das mudanças no concorrente", garante Jamel.
O destaque entre os aportes deste ano é a fábrica do município de Aquiraz, no Ceará. Estão sendo destinados R$ 245 milhões para a implantação do processo de produção de cerveja e melhorias na linha de refrigerantes. A capacidade de produção vai mais do que dobrar, para 8 milhões de hectolitros. Ontem, a companhia divulgou um lucro de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre, queda de 7% em relação ao mesmo período de 2010.
O resultado foi influenciado por um aumento nas despesas financeiras, causadas pelo câmbio. A desvalorização do real no período provocou perdas para a filial brasileira nas operações com outras empresas do grupo. O volume de vendas de bebidas, porém, se recuperou. As de cerveja aumentaram 1,7% no Brasil e as de bebidas não alcoólicas, 6,4%.
Fonte: Folha de S. Paulo - 10/11/2011
Cervejaria Heineken de Ponta Grossa aumenta a produção
Desde setembro, a cervejaria trabalha com a capacidade plena de produção e para atender a demanda contratou mais 30 trabalhadores para o envase e distribuição
A Unidade da Cervejaria Heineken de Ponta Grossa já opera com capacidade plena, com uma produção de 25 milhões de litros de cerveja por mês. Este é o limite da empresa, que considera o mercado aquecido, apesar da cautela que vem sendo adotada em outros setores. De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, este nível de industrialização é considerada a melhor taxa de ocupação da companhia no Brasil.
Com o aumento na produção a empresa pretende regular os estoques para o verão e para as festas de fim de ano. O principal produto da empresa hoje é a cerveja Kaiser, que representa 63% do que é produzido, para atender a demanda. De acordo com a assessoria, a empresa leva em conta esta necessidade do mercado. “E se for necessário a Heineken pode comprar o produto de outras fábricas para atender a demanda, diz a assessora de comunicação, Nadja Marques.
Fonte: JM News – 12/11/2011
Foto: Clebert Gustavo
Cerveja Sagres quer mercado brasileiro em 2012
Controlada pela holandesa Heineken, a Sagres pretende disputar um lugar nos copos, mesas e prateleiras brasileiras já no próximo ano. Quarta marca em vendas do grupo Heineken na Europa, a cerveja portuguesa Sagres será produzida no Brasil a partir de 2012 pela Sociedade Central de Cervejas e Bebida (SCC).
Presidente da Comissão Executiva da SCC, Alberto da Ponte revelou ao Brasil Econômico que a estratégia da empresa, que desde 2008 tem a Heineken como controladora integral, é desembarcar gradativamente no país, inicialmente pelos mercados do Rio de Janeiro e da região Nordeste.
A intenção, de acordo com o executivo, é aproveitar as oito fábricas da cervejaria holandesa no Brasil e os canais de distribuição da Femsa, também adquirida pela Heineken no ano passado.
O desembarque da Sagres no Brasil é um sonho antigo da SCC, mas só agora começa a se consumar através de estudos estratégicos que deverão ser concluídos nos próximos meses. Por enquanto, revela Pontes, o grupo não tem meta para ampliação do número de estados brasileiros a receber o produto. Com vendas anuais de 4,5 milhões de hectolitros, a marca portuguesa ocupa a quarta colocação no ranking de cervejas da Heineken na Europa.
A Sagres também está presente nos mercados americano e em alguns países da África. O lançamento no Brasil tem sido auxiliado pela Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro. Pontes revela que o objetivo no Brasil é ocupar nichos abertos no mercado brasileiro, hoje francamente dominado pela concorrente belgo-brasileira Inbev. Embora residual, tal participação, se consumada, pode representar mais do que o total de vendas da Sagres em Portugal, segundo o executivo.
Devido a uma teia de participações cruzadas, a sinergia com a Heineken assegura à Sagres, no país, a perspectiva de utilização do sistema de distribuição da Femsa, o mesmo dos refrigerantes da Coca Cola.
Fonte: Jornal Colecionismo Cervejeiro | Edição 24 – 14/11/2011
Cervejaria vê dificuldades nos mercados dos EUA e da Europa
A cervejeira SABMiller reclamou do mercado árduo na Europa e América do Norte e alertou que as condições podem ficar difíceis no curto prazo porque os consumidores sob pressão em mercados maduros estão economizado em bebida. A segunda maior fabricante de cerveja do mundo e produtora de Miller Lite, Peroni e Grolsch ficou perto de atingir as previsões com uma alta de 11% no lucro do primeiro semestre, ajudada pela grande presença em mercados emergentes, em que as crescentes vendas estão compensando o consumo menor em outros lugares.
O presidente-executivo Graham Mackay alertou que as economias titubeantes e a instável confiança do consumidor estão afetando o consumo de cerveja na Europa e nos Estados Unidos, onde os consumidores estão enfrentando alto desemprego e perspectivas pessimistas de crescimento econômico.
Cerca de 80% dos lucros da companhia vêm de mercados com rápido crescimento, mas os ganhos caíram na Europa e nos Estados Unidos, já que o grupo vendeu volumes estáveis na primeira região e menos na segunda. O lucro ajustado por ação da companhia sediada em Londres foi de US$ 1,033 por ação no semestre até setembro, abaixo da previsão de US$ 1,039 de uma pesquisa feita pela SABMiller e de US$ 1,035 em uma da Thomson Reuters I/B/E/S.
A companhia disse que aumentará os dividendos do primeiro semestre em 10%, para US$ 0,215.
Fonte: Reuters – 17/11/2011
Lucro da SABMiller aumenta 23% no primeiro semestre
A fabricante de bebidas SABMiller informou hoje que seu lucro líquido no primeiro semestre cresceu 23%, para US$ 1,38 bilhão, de US$ 1,12 bilhão no mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos e amortização (Ebita, na sigla em inglês) aumentou 10%, para US$ 2,70 bilhões, de US$ 2,47 bilhões. Analistas previam Ebita de US$ 2,72 bilhões.
A receita do grupo, que inclui as de empresas associadas e joint ventures, cresceu 10%, para US$ 15,69 bilhões, de US$ 14,24 bilhões. Segundo a SABMiller, os resultados no período foram impulsionados pela demanda robusta nos mercados emergentes, mas a cervejaria disse que o ambiente de consumo permanece desafiador em países desenvolvidos e alertou que os custos das commodities estão subindo.
Os mercados emergentes respondem por cerca de 80% dos lucros da companhia. "A América Latina e a África ainda estão fortes e nós não vemos nenhum sinal de contágio" com a crise na zona do euro, comentou o executivo-chefe do grupo, Graham Mackay.
O Ebita na Ásia, África e América Latina, em uma base orgânica, com câmbio constante, aumentou 29%, 23% e 16%, respectivamente. Entretanto, na América do Norte e Europa, o Ebita caiu 6%. A SABMiller recomendou um dividendo de US$ 0,215 por ação, 10% acima do US$ 0,195 do mesmo período do ano passado. Separadamente, a companhia anunciou que vai investir US$ 260 milhões na África e US$ 295 milhões no Peru, para elevar a capacidade de suas cervejarias. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Exame - 17/11/2011
Gerente da Ambev fala de Stella Artois, cervejas premium, artesanais e importadas
A maior multinacional de cervejas do mundo, a AB InBev, é brasileira. E está atenta ao mercado nacional e suas mudanças. A Ambev, que é a empresa que atua no Brasil, lançou recentemente alguns investimentos no mercado de cervejas premium, que normalmente é caracterizado por ter produtos com preço 30% maior que o convencional. O reforço da marca Stella Artois e o lançamento da Budweiser são parte disso.
E há motivos. Essa fatia cresceu de 2% para 5% nos últimos 10 anos, contou a gerente de marketing de cervejas premium da Ambev Stella Brant durante o 15º Stella Artois World Draught Masters (WDM), realizado no dia 26 de outubro em Buenos Aires, na Argentina.
Nessa entrevista - realizada juntamente com o repórter do jornal mineiro Hoje em Dia e blogueiro do Prato do Dia, Augusto Franco, e a repórter do portal Terra, Mariana Lanza – Stella Brant fala sobre esses e outros investimentos, como a possível ampliação da família Bohemia, e a relação da Ambev com as cervejarias artesanais.
Stella Brant também falou um pouco antes da entrevista sobre a expectativa de importação de outras cervejas. Há um estudo da empresa para trazer outras marcas do portfólio internacional da empresa. Foram citadas as marcas Belle-Vue (que tem dois rótulos: Kriek e Gueuze) e a família Hoegaarden, que hoje tem no país apenas a Witbier (há também Hoegaarden Verboden Vrucht, Hoegaarden Grand Cru, Hoegaarden Spéciale, Hoegaarden Rosée e Hoegaarden Citron). Pode se notar aí um apreço pelas marcas belgas, cervejas leves e refrescantes. Vamos torcer para que isso se concretize.
Confira a entrevista:
Onde a Stella está e onde quer chegar no Brasil?
A Stella é a marca super premium do Brasil e onde a gente quer conseguir refletir o que a marca é no mundo. Já conseguimos fazer isso, mas para um número ainda pequeno de pessoas que conhece a marca. Então, queremos expandir mais para que ela seja um ícone de sofisticação para muitas pessoas no Brasil.
Foi falado que no Brasil de cada duas pessoas uma conhece a Stella. É isso mesmo? Mas só conhece ou bebeu mesmo?
Fato. A pesquisa existe. Mas a gente não sabe se bebeu ou não porque é declarado. No entanto, as respostas realmente mencionam “Stella Artois”. Isso é uma média do Brasil todo. A gente faz uma pesquisa em muitas cidades que representam o país. Em São Paulo, por exemplo, esse número chega a 80%. E não são só capitais. Há cidades do interior do país, interior de São Paulo e Nordeste. Pessoalmente, não tenho dúvida disso. A gente já vem trabalhando a marca Stella Artois desde 2004. Ela está presente em todos os supermercados, principalmente nas grandes redes, e já levamos para a televisão alguns filmes e comerciais da marca.
Atualmente, quem você diria que é o concorrente da Stella?
É o mercado premium em geral. Agora é a única marca super premium do mercado. É um ícone de sofisticação. Há cerveja para todas as ocasiões, para todos os gostos. Mas Stella é a marca que melhor representa a sofisticação. Então, acho que nesse patamar, as marcas se diferenciam bastante.
Em algumas cidades, existe uma tendência de micro cervejarias. A Stella acha essa concorrência de pequenos produtores boa ou ruim?
Sempre boa. Porque isso melhora o paladar do brasileiro, dá a ele a oportunidade de experimentar novos sabores, ajuda a desenvolver o mercado de cervejas e o de super premium também. Então acho essa concorrência super saudável. Stella Artois é a marca com mais de 600 anos de tradição e história, ingredientes riquíssimos, processo único, um ritual de servir único, então ela tem todas as condições para conseguir se diferenciar e se destacar.
A micro cervejarias desenvolvem ainda mais o mercado de super premium, juntamente com todo esse momento que o Brasil está vivendo, de classes sociais ascendendo e o maior poder aquisitivo. Nos últimos 10 anos, o mercado premium já passou de 2% para 5%. Isso é pequeno no mundo. Então a gente acredita que tem mais espaço para crescer muito mais. Na Argentina, por exemplo, o mercado de premium representa 15%.
De quando para quando?
Nos últimos 10 anos. A gente acredita que essa curva de crescimento vai ser maior, tanto pelo momento do Brasil, quanto pelo maior conhecimento de marcas, pelo paladar se apurando, enfim...
Essa aposta da Ambev nas cervejas premium... Há a possibilidade da Ambev trazer mais cervejas de fora?
O portifólio da AB Inbev é gigante. Há muitas marcas muito interessantes no mundo inteiro. Aos poucos a gente vai trazer isso para o consumidor experimentar, degustar, ter contato com a cultura cervejeira do mundo. Sem dúvida nenhuma, muitas novidades vão vir pela frente.
Um outro foco também seria a revitalização da fábrica da Bohemia. A família Bohemia tende a crescer, então?
Bohemia é a marca que traduz para o consumidor todo o conhecimento cervejeiro do Brasil e do mundo. Hoje a família Bohemia já conta com a Weiss, Escura, Confraria e a Pilsen, e já fizemos versões especiais, como a Swiss (com chocolate) e a Oak (envelhecida em barris de carvalho). Com a cervejaria de Petrópolis, que foi a primeira do Brasil, a gente resgata a produção. Refizemos toda a parte industrial, resgatando tudo o que a cervejaria tinha de original lá, e junto a ela vamos abrir um complexo inteiro de entretenimento, para exatamente passar esse conhecimento cervejeiro para o consumidor de uma forma lúdica, única. Uma experiência que vai passar toda essa tradição de um jeito bem contemporâneo, dividindo um pouco da história da cerveja.
Bohemia pode ir para a Europa?
Bohemia hoje é uma cerveja produzida e comercializada no Brasil e acho que esse é um grande privilégio da marca, de ser cultivada com toda a cultura nacional. Ela tem toda uma história, nascida em Petrópolis, produzida para as grandes festas da família real, e hoje eu acho isso muito rico para o Brasil. A gente quer explorar isso ao máximo.
Há também um investimento do marketing de Stella em cinema. Vocês patrocinaram agora a mostra em São Paulo. Como vai funcionar?
Cinema e arte é uma plataforma que a gente investe no Brasil e estamos presentes nos principais museus das cidades do país. Cinema é sempre muito ativado. Cinema é uma plataforma global. A gente patrocina alguns dos maiores eventos do mundo, como Cannes e Sundence, e estamos agora pela primeira vez na 15ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo. Com grande orgulho e grande prazer, porque é uma das mostras que melhor representa o cinema mundial, de grande expressão no Brasil. Também estamos há três anos no Festival de Cinema de Gramado e pretendemos expandir bastante essa plataforma. Stella Artois quer estar em tudo que é sofisticado, em tudo que transmite esses valores para o consumidor. Além do cinema, tem a plataforma de esportes sofisticados, como Tênis, Pólo, enfim, tudo ligado ao mundo eqüestre.
Fonte: Blog Bar do Celso – 17/11/2011
| < Anterior | Próximo > |
|---|