Notícias de mercado
2011 - Novembro - Parte II
Pão de açúcar aposta em cervejas especiais para o natal
O Pão de Açúcar preparou uma caixa exclusiva em parceria com a Bier & Wein Importadora (Emcomex Ltda.) contendo seis rótulos de alguns dos países cervejeiros mais tradicionais para natal, sendo alguns deles: La Trappe Blond (750 ml), Erdinger Tradicional (500 ml), Kriek Boon (375 ml) e Warsteiner Premium Verum (660 ml).
Neste final de ano, a expectativa da companhia para a categoria é crescer 90% em vendas se comparado ao mesmo período de 2010. A caixa é comercializada nas lojas de São Paulo/SP e também no serviço de delivery da rede pelo preço de R$ 139,90.
Fonte: Postal Giro News – 17/11/2011
O impacto da Sandy devassa
A escolha de Sandy como garota propaganda da Devassa, por si, gerou muita polêmica, já que a figura da cantora nunca esteve publicamente relacionada à ousadia e sensualidade, ao contrário da antecessora Paris Hilton.
O assunto, que já era destaque nas redes sociais, explodiu de vez quando surgiu na imprensa uma entrevista de alguns meses atrás, na qual a cantora declarou não gostar de cerveja. Muitos foram a favor e outros tantos criticaram a campanha, mas é impossível negar que o assunto foi exaustivamente discutido, desde a mesa do bar às principais redes sociais.
Escolha da Personagem
Evidentemente a Sandy não possui características de heavy user do produto, mas talvez essa tenha sido a intenção da Schin para atingir um número maior de perfis. Porém, o que pode ter arranhado a escolha da personagem foi a declaração polêmica da cantora em relação ao gosto da cerveja meses antes. Um garoto propaganda que não conhece o produto é nocivo para a credibilidade da peça e enfraquece o argumento da propaganda. A política do “fale bem, falem mal, mas falem de mim” nem sempre é infalível, entretanto, somente a Schin pode mensurar o real impacto da campanha para as vendas.
A Arte de Polemizar
Essa não é a primeira campanha da Devassa que gera polêmica. A campanha de lançamento que custou R$ 100 milhões e que teve a socialite norte americana Paris Hilton como estrela foi suspendida pelo Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), após denuncias de “eventuais apelos à sensualidade”.
Com a assinatura "Bem Devassa", a campanha contava com dois filmes, de 30 e 60 segundos, nos quais Paris dançava sensualmente. Ao final de 2010, a Schin divulgou um balanço positivo da marca. “Temos quase 35 mil PDVs com o produto no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entramos em pontos onde a Nova Schin não entrava”, disse Adriano Schincariol, na ocasião, presidente da empresa.
Fonte: Portal Giro News, por Renato Rogenski – 18/11/2011
Cervejaria Heineken inaugura fan page e já tem mais de 3 mil links
Empresa que detém marcas como Kaiser, Bavaria Premium e a própria Heineken divulga a página com um aplicativo que dará máquina de chopp a usuários
A Cervejaria Heineken inaugura hoje, dia 18, sua fan page institucional, criada pela agência F.biz.
É a primeira página brasileira do grupo no Facebook, para divulgar as marcas que detém, como Heineken, Kaiser, Gold, Bavaria Premium, Xingu e Edelweiss.
O objetivo é divulgar as novidades e também informações sobre bebidas em geral.
A empresa divulga a inauguração com o lema “Um brinde à Cervejaria Heineken”, apoiado por um aplicativo, lançado simultaneamente à fan page. A ferramenta tem o objetivo de fazer os usuários compartilharem informações sobre a organização de 145 anos de existência, seu universo, as características das cervejas do portfólio e os processos de produção.
Os usuários que postarem o “brinde” à empresa e acumularem mais pontos serão recompensados com presentes, sendo o maior deles a BeerTender, uma máquina de chopp exclusiva da Heineken.
Em 13 horas de existência, a página já conquistou mais de 3,6 mil fãs. A quantidade de acessos fez o aplicativo sair do ar momentaneamente pela manhã.
Fonte: Mundo do Marketing, por Fernanda Salem – 18/11/2011
Kaiser vai ter novo posicionamento no mercado
Após comprar as operações da Femsa, portfólio que inclui as marcas Kaiser, Bavária, Xingu, Sol e Summer Draft, a cervejaria holandesa Heineken vai apresentar novidades da marca Kaiser.
Segundo a empresa, esta é a primeira vez que serão anunciadas mudanças em seus produtos e, como a Kaiser é a cerveja mais consumida da empresa, investiu em mudanças na sua comunicação visual, alterando o rótulo e a embalagem, com o propósito de mudar o seu conceito e posicionamento no mercado.
Fonte: Portal Giro News – 21/11/2011
Cinco coisas que você tem de saber sobre a cerveja Duff
Lançada na quinta-feira (17), cerveja será vendida apenas em bares, custará até 10 reais e não utilizará Duffman ou Troy McClure como garotos-propaganda
Na noite de quinta-feira (17), a cerveja Duff, inspirada na bebida preferida de Homer Simpson, foi lançada oficialmente em São Paulo. Sem qualquer tipo de vínculo com a Fox, detentora dos direitos de Os Simpsons, a cerveja é produzida pela cervejaria catarinense Saint Bier e pertence a 6 sócios paulistanos. Um deles, Conrado Kaczynski, conversou com a ALFA sobre a breja que tem dominado as “conversas” nas redes sociais.
1. Onde eu posso comprar uma Duff?
Em princípio, vamos vender apenas em São Paulo. São 30 bares, principalmente aqueles conhecidos por vender vários rótulos diferentes, como empórios, pubs e bares especializados em cerveja. Fora de São Paulo, apenas a rede de quiosques de shopping Mr. Beer vai vender. A Duff custa, nos bares, entre 8 e 10 reais.
É um preço bem acima das marcas nacionais, abaixo das importadas e da maioria das artesanais brasileiras. Nosso objetivo não é competir com nenhuma marca específica. Não é uma questão de escolher a Duff ou outra. Acho que todo mundo vai querer experimentar. É uma nova alternativa no cardápio.
2. Qual foi a inspiração para o sabor da cerveja?
Em primeiro lugar, quisemos uma cerveja puro malte. Ou seja, sem nenhum aditivo, sem nenhum conservante, simplesmente a mistura de malte e lúpulo. É uma cerveja que segue a lei de pureza alemã. O que já a diferencia de todas as cervejas de marca que existem no Brasil, por ter um sabor bem característico de malte.
Outra coisa, a gente quis uma cerveja fácil de beber. Que todo mundo gosta, que não é muito amarga. A Duff é uma cerveja bem receptiva que agrada todo mundo. Ela tem uma fórmula internacional, e a Saint Bier nos ajudou a adaptar para o paladar do brasileiro.
3. Qual será a produção?
No começo, serão mil caixas com 24 garrafinhas. A nossa previsão é aumentar para 5 mil caixas mensais até o final de 2012.
4. Por que lançar a Duff apenas no formato long neck?
É o conceito da marca. É mais jovem. Para o pessoal tomar na balada, direto da garrafa, sem colocar no copo. Tem um visual mais apelativo. Não está nos nossos planos lançar Duff em lata.
5. Pretende fazer alguma parceria com a Fox para usar os personagens do desenho na divulgação da cerveja?
Não temos relação nenhuma com a Fox. Não queremos associar com o desenho. É uma marca independente. Surgiu no desenho, mas caminha com as próprias pernas, não tem de estar ligada a isso. É uma marca divertida, uma marca engraçada. A gente não quer apelar para o desenho.
Fonte: Exame, por Ricardo Zanirato da Alfa – 21/11/2011
Estreia a primeira campanha de TV da Budweiser no Brasil
A veiculação acontece em São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro e Porto Alegre
A Budweiser faz sua estreia na TV brasileira com o filme “Great Times”, no qual convida as pessoas a celebrar os bons momentos que estão por vir. A veiculação acontece em São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro e Porto Alegre.
O filme traduz o posicionamento global da marca, “Great Times Are Coming”, e propõe uma mensagem de otimismo e celebração para os consumidores.
As imagens mesclam ações do dia a dia e momentos especiais - uma badalada, um a festinha à beira da piscina, um show inesquecível - e toda a preparação que as pessoas fazem para viver esses momentos, sempre acompanhados de Budweiser.
Assista ao vídeo – http://www.youtube.com/watch?v=WbauPuLTP50&feature=player_embedded
Fonte: Exame – 22/11/2011
Abrindo as asas
Os cervejeiros artesanais estão mudando de patamar, deixando de ser aqueles produtores de fundo de quintal e, finalmente, começando a mexer com o mercado. Há vários fenômenos aí.
Pelo lado da indústria, o interessante é que muitos estão deixando os chopes e "migrando" para as cervejas pasteurizadas, o que é uma estratégia clara para ganhar mercado - o chope é muito mais difícil de armazenar e de transportar. Pelo lado do consumidor, o perfil colecionador dos apreciadores de cerveja artesanal - uma característica que antes parecia restrita ao universo do vinho - vem se disseminando e ajudando a impulsionar o mercado nacional.
Em Santa Catarina, Estado que reúne cerca de 20 cervejarias artesanais, os volumes de produção vêm crescendo impulsionados pela necessidade de diversificar o mix.
"Há uma maturidade maior do consumidor. Um parâmetro são as nossas vendas na Oktoberfest. Antes, a pessoa chegava no nosso estande e se contentava em provar o chope pilsen. Agora, eles querem saber quais são as novidades", diz Maurício Zipf, da Schornstein.
As vendas da cervejaria de Pomerode, que instalou em 2009 uma fábrica em Holambra, no interior de São Paulo, foram 20% maiores na festa de outubro deste ano. A empresa trabalha com um volume de 75 mil litros instalados nas duas unidades. Segundo Zipf, há um grande interesse do consumidor em geral pelas cervejas weizen, feitas à base de trigo.
A Saint Bier planeja projeção de 20% de crescimento para 2012. Abrahão Paes Filho, diretor da cervejaria Saint Bier, em Forquilhinha, diz que há um forte interesse nas cervejas especiais no mercado de cervejas pasteurizadas. A pilsen ainda representa 60% das vendas no segmento, mas o cenário está em transição.
"Há uma migração para os produtos especiais", diz. Segundo Abrahão, um cálculo feito pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), mostra que o mercado de artesanais representa 0,1% do consumo nacional. Paulo Bettiol, somellier da Bierland, de Blumenau, compartilha a visão de que o interesse por novos tipos de cerveja no consumidor tradicional vem crescendo.
Se em 2010 a empresa vendeu 10 barris de pilsen para cada 2 de weizen, houve uma mudança da proporção este ano. Bettiol diz que para cada 12 barris de pilsen foram vendidos 15 de trigo na festa de outubro. O investimento na pasteurização do produto é uma das estratégias do setor para aumentar o volume de vendas. A Bierland já investiu nas pasteurizadas, com aumento da capacidade de produção instalada, em 2010, de 60 mil litros para 100 mil litros.
Um dos indicadores do crescimento do interesse pelas cervejas artesanais é o número de associados da Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina (Acerva SC). Em 2008, quando foi fundada, a entidade contava com 17 associados. O número saltou para 104 em 2011.
Segundo estimativa do diretor de marketing da Acerva SC, Douglas Rodrigues, pelo menos 400 pessoas fazem cerveja em casa no Estado hoje. Na segunda edição do Festival Brasileiro da Cerveja, que aconteceu no final de semana em Blumenau, das 62 cervejarias expositoras, havia 28 caseiras e 34 artesanais. O evento reuniu mais de 20 mil pessoas.
Fonte: Valor Econômico, postada por Júlia Pitthan – 23/11/2011
Em busca de volume, cervejaria Heineken reposiciona Kaiser
Nova campanha da marca, criada pela Fischer&Friends, estreia neste domingo (27)
A Kaiser tem um novo sobrenome: é a cervejaria Heineken, dona da marca, quem passa a endossar o produto, que chega ao mercado com identidade visual renovada e nova assinatura: “Cerveja bem cervejada”. “A Kaiser já foi líder no passado, mas os últimos anos não foram tão brilhantes para ela”, reconhece Nuno Teles, vice-presidente da companhia holandesa no Brasil. “A grande ideia é o endosso da Heineken a Kaiser”, afirma.
A receita da cerveja não mudou, mas ao apresentá-la com o sobrenome de uma das maiores cervejarias do mundo, a empresa quer enfatizar o rigoroso processo de feitura atual do produto, que passa por 850 testes durante a fabricação e passou a ter amostras analisadas periodicamente na matriz, em Amsterdam.
O anúncio é a grande novidade da companhia desde que chegou ao país, em 2010, quando adquiriu a mexicana Femsa, dona, entre outras, de Kaiser, Xingu e Sol.
“Esse é um marco na história das duas marcas no país”, avalia Mariana Stanisci, diretora de marcas mainstream da empresa no Brasil. Para o projeto, foi realizado um “estudo de segmentação de mercado robusto”, com 4.500 pessoas em 11 cidades brasileiras, que durou seis meses de trabalho.
O novo foco de Kaiser são as classes B e C, pessoas entre 20 e 40 anos. “Nossa pesquisa revelou uma oportunidade e reposicionamos a marca. O novo público é a classe emergente brasileira, que adquire marcas que traduzam seu novo status de consumidor”, diz.
No próximo domingo (27), estreia a comunicação publicitária, que irá durar todo o ano de 2012. A campanha foi elaborada pela Fischer&Friends, que detém a conta de Heineken e Kaiser no Brasil. “A campanha não é só virada da Kaiser no Brasil”, prevê Mario D'Andrea, sócio e cco da agência. “Ela marca uma mudança na comunicação de cerveja no país, apresenta uma cerveja com sobrenome e utiliza figuras de linguagem pouco utilizadas”, resume.
Nas peças, não há mulheres deslumbrantes em trajes curtos ou “piadas fáceis”, aponta D'Andrea. Para ele, a cenografia, a locução e os efeitos de som é que foram fundamentais. “Tínhamos que quebrar signos do mercado. O próprio produto está fazendo algo diferente, que é trazer um sobrenome para si, um aval”.
A Kaiser hoje é a cerveja mais importante para a Heineken ganhar volume no Brasil. A empresa não revela quanto cada marca de seu portfólio possui de market share, mas afirma que ela é sua aposta para crescer no país. "É a cerveja mais importante em volume para nós, na qual não podíamos deixar de focar para crescer de modo sustentável no mercado", afirma Teles.
Fonte: Exame, por Keila Guimarães da propmark – 24/11/2011
Cerveja puxa alta dos preços das bebidas em São Paulo
Itens considerados essenciais por alguns consumidores para garantir a comemoração das festas de fim de ano já estão mais caros e não devem parar de pressionar a inflação por enquanto na capital paulista. Na terceira quadrissemana de novembro, que compreende os últimos 30 dias terminados no dia 22, os preços das bebidas subiram no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
Uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros, a cerveja encareceu 2,26% na terceira medição da FIPE, ante alta de 1,20% observada na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados em 15 de novembro). O preço do chope quase dobrou, saindo de uma valorização de 0,88% para 1,56% na terceira quadrissemana de novembro. Já o preço do refrigerante saltou de 0,50%, na segunda medição do mês, para 0,78%. 'Pode ser uma antecipação do comércio às compras de fim de ano', minimizou o coordenador-adjunto do IPC, Rafael Costa Lima à Agência Estado. Por sua vez, o grupo Despesas Pessoais, do qual fazem parte bebidas alcoólicas e não alcoólicas, subiu 1,27% em comparação com uma taxa de 1,10% na segunda quadrissemana de novembro.
O coordenador-adjunto do IPC-Fipe também chama a atenção para o aumento no preço do pão francês, que passou de 0,78% para 1,22%. 'Parece que o efeito da desvalorização cambial só atingiu os preços agora. Lembrando que panificados como um todo avançaram de 0,69% para 1,15% na terceira quadrissemana do mês', disse.
Nesta quinta-feira, a FIPE informou que a inflação na cidade de São Paulo apresentou variação positiva de 0,60% na terceira quadrissemana de novembro, exatamente a taxa prevista por Costa Lima na semana passada. O resultado também ficou dentro das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,49% a 0,65%, e foi igual à mediana encontrada na pesquisa, que era 0,60%. O instituto manteve sua estimativa de 0,60% para o IPC no encerramento de novembro.
Fonte: Estadão | MSN – 24/11/2011
Heineken tenta ‘ressuscitar’ a Kaiser
Um dado revelador do mercado de cervejas fez a holandesa Heineken investir na tentativa de "ressurreição" da combalida marca Kaiser: somente 5% dos bebedores de cerveja são fiéis a uma marca nos pontos de venda. Bares, botecos e restaurantes representam mais de 70% do consumo da bebida no Brasil.
É ali, sentados com os amigos, que os clientes pedem a garrafa que estiver mais gelada. Não importa a marca - desde lógico, que esteja no time dos rótulos que tenham boa reputação entre o público.
E, percepção de qualidade se constrói com marketing. Esse dado, divulgado pela própria Heineken, foi somado à constatação de uma pesquisa que mostrou que quatro em dez consumidores citam espontaneamente a Kaiser quando perguntados por rótulos de cerveja. Pronto, estavam dadas as condições para motivar o "relançamento" da Kaiser. A Heineken encomendou amplo estudo para definir o tratamento que daria ao portfólio que comprou, há menos de dois anos, da mexicana Femsa.
Depois que perdeu a Cervejaria Schincariol para a japonesa Kirin, cuja compra era dada como certa, havia muita especulação sobre qual estratégia adotaria para conquistar mercado e sair dos atuais 9,5% de participação total no mercado nacional. A compra da Schin seria o pulo ideal. Mas não deu certo. E, para surpresa de muitos, a holandesa resolveu apostar suas fichas na recuperação de mercado da Kaiser.
Passado glorioso
A marca, que andou à deriva e hoje se limita a ter pouco mais de 4% de participação de mercado, já foi uma das rainhas do consumo e rivalizava com a Brahma.
Aliás, a acirrada briga pelo público entre ambas foi um dos motivos que levou à criação da gigante Ambev, com a Cervejaria Brahma comprando a centenária Antarctica, que já tinha perdido posição para a Kaiser.
Em 1999, a Kaiser ocupava o segundo posto em vendas no Brasil, com 26,2% de participação, atrás apenas da Brahma, que detinha 34,25% das vendas. A Antarctica tinha 19,5%. Criada no começo dos anos 80, como investimento de engarrafadores da Coca-Cola para combater a prática da venda casada, a Kaiser caiu na graça dos consumidores.
Foi a Heineken quem desenvolveu o produto, há 30 anos. Esse passado glorioso teve peso nas avaliações da companhia sobre como crescer no Brasil. Tanto que a marca ganhará mais da metade da verba de marketing da Heineken no próximo ano. O preço, que ficará 10% abaixo da concorrência, deve estimular as vendas, mesmo com o atual consumo em queda - as vendas caíram 1% no último trimestre, mas a Kaiser cresceu 4,5%.
Relançamentos
A tática na recuperação de rótulos não é novidade na companhia. "Nossa experiência pelo mundo tem mostrado que não há sucesso em lançar uma marca nova a partir do zero para conquistar um mercado", diz Nuno Teles, vice-presidente de marketing da Heineken Brasil.
"Pelo contrário, estamos conseguindo bastante resultado com relançamento de cervejas já estabelecidas no mercado". Entre os casos que o executivo citou está a portuguesa Sagres, a italiana Birra Moretti e a australiana Foster’s. Todas fazem parte do portfólio global da companhia, terceira maior fabricante mundial. No jogo global, o Brasil é praça cobiçada pela capacidade de expansão de consumo, o que é inexistente em muitos países maduros.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 24/11/2011
Templo da Cerveja é novidade no Shopping Mueller
A partir de agora, os amantes e apreciadores das cervejas especiais, conhecidas como gourmet, terão o Shopping Mueller como mais uma opção de compras. O tradicional Templo da Cerveja acaba de inaugurar loja na praça de alimentação do shopping.
Comandada pelos empresários William Fleming e Beto Onofre, o novo endereço tem o mesmo layout e os variados rótulos presentes na unidade do Batel. Além de comprar os produtos, o cliente pode degustar as bebidas no local e conhecer mais sobre a cultura cervejeira com os sócios Beer Sommeliers.
O estabelecimento tem ainda kits personalizados como sugestão de presente. Primeira loja especializada em cervejas especiais a abrir em Curitiba, em 2009, o Templo da Cerveja oferece cerca de 250 rótulos e recebe novidades toda semana.
Fonte: Paran@shop – 24/11/2011
Conar volta a barrar propaganda de bebidas alcoólicas
Segundo o portal Meio&Mensagem, esta semana os conselheiros do Conar se reuniram para julgar processos, entre eles, três que envolviam propagandas para bebidas alcoólicas: Dreher, Jack Daniel´s e Devassa. Não é novidade a rigidez do Conar em relação às propagandas do segmento. No ano passado, por exemplo, a instituição proibiu a latinha da Skol que chamava argentinos de “maricon”, além da campanha da Devassa, com a socialite Paris Hilton.
Motivos
Conselho decidiu suspender a promoção do uísque Jack Daniel´s em bares da cidade de São Paulo que promovia o conceito, “na compra de uma dose nos bares parceiros, você ganha outra”. A alegação é de que é proibida a propaganda de promoção especial para bebidas alcoólicas.
Para a Dreher a decisão também foi a suspensão do spot que estava sendo veiculado na rádio Joven Pan, no horário das 8h da manhã. O horário permitido para veiculação de anúncios bebidas de alto teor alcoólico é entre 21h30 e 6h. A Devassa, novamente ela, terá de alterar o seu comercial “Água”. O Conar considera que o comercial apresenta excesso de erotismo.
Fonte: Portal Giro News – 25/11/2011
Budweiser a preço de cerveja popular
A cerveja lançada no Brasil em agosto pela Ambev para disputar no mercado premium de cervejas alcançou apenas 0,1% de participação nesses três meses, o que equivale a metade do volume da Stella Artois, outra cerveja premium da Ambev.
A Heineken, que está no mercado há anos e é sua principal rival, tem 0,4% de participação. O impacto é que, mesmo sendo apresentada como premium, a Bud já custa menos do que a Skol em algumas redes varejistas e é cerca de 15% mais barata que Heineken e Stella Artois.
A redução de preço seria uma estratégia para aumentar as vendas da marca. Já a Ambev nega e afirma que o preço da cerveja é compatível com o segmento que atua.
Fonte: Portal Giro News | Exame – 25/11/2011
Budweiser chega oficialmente ao Brasil
País será o primeiro mercado a comercializar Budweiser com sua nova identidade visual
Após meses de especulação finalmente a Budweiser chega ao Brasil. O produto, que vai compor o portfólio premium da Ambev, será encontrado a partir deste mês em todo o país. O Brasil será o primeiro mercado a comercializar Budweiser com sua nova identidade visual em todo o mix.
A marca será vendida em embalagens lata, long neck, garrafas de alumínio e de 600 ml. A produção de Budweiser acontece na fábrica de Jacareí, interior de São Paulo, que recebeu investimentos nas linhas de produção para o desenvolvimento da cerveja.
Com sua chegada, a Ambev espera incentivar ainda mais o segmento premium nacional, que hoje corresponde a 5% do mercado total de cervejas e tem muito potencial de crescimento.
No Brasil, a marca global vai atuar nas plataformas de música e esportes internacionais, apoiando shows e eventos como FIFA World Cup, UFC (Ultimate Fighting Champioship), que terá sua primeira edição nacional este mês no Rio de Janeiro e mais de 20 shows só este ano.
A marca será ativada em todas as mídias e uma das principais plataformas será a digital, que estréia com um reality show exclusivo com a preparação do grande campeão de MMA Anderson Silva para a grande luta da sua vida no perfil da marca no Facebook.
“Budweiser combina muito com o momento que estamos vivendo no Brasil. O mercado Premium tem grande potencial de crescimento e a chegada da marca deve incentivar ainda mais este segmento.
Além disso, a comunicação da marca fala de otimismo e celebração, e o país vive todo esse clima e com tudo de bom que vem por aí: Jogos Olímpicos, Copa do Mundo e muito mais, explica Stella Brant, gerente de marketing premium da Ambev.
Fonte: Exame – 25/11/2011
Mercado de cerveja caminha para a maior segmentação
Para Nuno Teles, vice-presidente de Marketing da Heineken Brasil, em cinco anos, o mercado de cerveja brasileiro estará tão segmentado quanto o da Europa
No próximo domigo estreará a nova campanha nacional da Kaiser. O que o consumidor verá é resultado do trabalho que começou há mais de um ano para mudar a marca. Ao comprar a Kaiser da Femsa, a cervejaria holandesa Heineken entrou no país com a proposta de primeiro entender o consumidor para depois divulgar as novidades, que são muitas: nova garrafa, nova lata e novo processo de produção.
O português Nuno Teles, vice-presidente de Marketing da Heineken Brasil, completa dois anos de Brasil e acredita que em breve, em um prazo de cinco anos, o país estará no mesmo nível de segmentação da Europa.
Como foi a pesquisa que a Heineken Brasil realizou para chegar à estratégia de lançamento da Kaiser?
Na Heineken, temos uma metodologia que se chama os seis Ws: "who", "what", "why", "where", "when" e "why not", ou seja, quem toma cerveja, qual cerveja, por que toma, onde toma, quando toma e por que não toma. É uma medida proprietária da Heineken mundial. Ao comprar a Femsa, a Heineken decidiu mapear o mercado brasileiro. Nós fizemos 4.500 entrevistas e verificamos que esse novo consumidor, que faz parte da classe média emergente, tinha adquirido poder de compra e queria saber mais sobre as características do produto. Verificamos também que de cada dez brasileiros, quatro mencionavam a marca Kaiser espontaneamente. Ou seja, a marca era conhecida, mas lhe faltava conteúdo, algo que fizesse com que esse consumidor acreditasse na marca Kaiser. E aí veio o segundo aspecto do trabalho: juntamos a marca Kaiser, que na nossa visão poderia ir muito além, com um processo de fabricação diferenciado, levedura desenvolvida especialmente para a Heineken pelo Instituto Doemens e uma produção demorada, com 15 dias de fermentação, sem interrupção.
A campanha vai investir na nova classe média. Mas já não era esse o perfil do consumidor da Kaiser anteriormente, na época em que a cerveja era bem conhecida?
Isso é um aspecto bom porque, no fundo, o consumidor vai perceber que está diante de um produto de qualidade e vai encontrar uma razão para que a Kaiser volte a ser uma marca de referência para ele. Quando comunicamos a questão da cerveja de qualidade, que estamos chamando de “cerveja bem cervejada”, o consumidor vai ver que estamos falando de um produto bom.
Qual é o perfil desse consumidor?
Estamos falando do consumidor classe C, basicamente de 25 a 45 anos, com uma divisão de 60% masculino e 40%, feminino.
A pesquisa mostrou alguma diferença entre o consumidor feminino e masculino?
Curiosamente, no target que nós investigamos as mulheres estão um pouco mais próximas do segmento premium, do que do segmento mainstream. Mas não é nada tão significativo.
E existe algum projeto para aumentar o consumo de cerveja entre o público feminino?
No futuro, isso é possível. Eu acho que toda cervejaria tem esse projeto, algumas até já fizeram iniciativas nesse sentido. Na França e na Holanda, por exemplo, já foram lançados produtos mais doces para atender a esse público feminino, como é o caso da cidra. No caso da cerveja, sempre que tentamos segmentar um produto para o público feminino, soa um pouco falso. Elas entendem que as boas cervejas são aquelas que estão no mercado pensando nos homens. E as mulheres são muito inteligentes, elas entendem quando o marketing é verdadeiro.
Na sua experiência entre Europa e Brasil, existe alguma diferença no perfil do consumidor, considerando que o Brasil se encontra em um outro momento de desenvolvimento?
A maior diferença é o nível de peso do segmento premium. Enquanto na Europa, o premium ocupa 15% do mercado, aqui no Brasil essa fatia ainda é de 5%. O mercado europeu também é mais segmentado, na comparação com o Brasil. A evolução natural no mercado brasileiro é o crescimento do segmento premium, com o lançamento de cervejas nacionais nessa categoria.
O brasileiro é muito tradicional e tem dificuldade em aceitar outras cervejas?
Eu acho que não. O fato de as cervejas internacionais estarem crescendo a uma taxa bem maior do que o mercado em geral prova que o brasileiro tem uma certa facilidade em se adaptar a diferentes paladares. O mercado principal continuará a ter as cervejas mais leves, mais fáceis de beber, mas ao mesmo tempo vamos caminhar para uma segmentação.
Você acredita que essa maior segmentação ainda vai demorar a acontecer ou o fato de a economia brasileira estar crescendo vai adiantar o processo?
Eu acho que esse momento vai chegar mais cedo do que estamos esperando, exatamente porque a economia atravessa um bom período. No Brasil, a Heineken cresce 10%, bem acima da média do mercado. A Kaiser cresce 4%. Antes, não havia a mesma aceitação para cervejas com maior valor agregado, como acontece hoje. Acho que nos próximos cinco, no máximo dez anos, o mercado estará perfeitamente alinhado com o mercado europeu.
Dentro da companhia, qual é o peso do Brasil?
O Brasil é a sexta operação dentro do universo Heineken.
E pode crescer mais?
Estamos crescendo mais do que a média, então é possível que isso aconteça. Mas subir mais posições não é essa a nossa grande preocupação. Nós queremos afirmar a cultura cervejeira no país, transmitir aos consumidores nossa preocupação com a qualidade e o rigor na produção. Por isso nós dizemos que não temos fábricas no Brasil, temos cervejarias. Nós acreditamos que é importante comunicar o diferencial dos nossos produtos, os ingredientes, a levedura, fermentação, o rigor da produção. E, no final, é algo que o consumidor vai entender.
Fonte: Época | Negócios, por Soraia Yoshida – 25/11/2011
Balanço final da 28ª Oktoberfest de Blumenau
Blumenau recebeu um público de 563.925 pessoas nos 18 dias da 28ª Oktoberfest, realizada de 06 a 23 de outubro último. Mesmo ficando abaixo da festa do ano passado - quando 578.870 pessoas visitaram os pavilhões da Vila Germânica em 2010 - este ano o evento obteve um lucro de R$ 416.377,55.
Entretanto, considerando a quantidade de turistas que prestigiaram a festa, calcula-se que foram gerados 90 milhões na economia da cidade.
"Este sim, foi o grande lucro da Oktoberfest", observa o presidente da Vila Germânica, Norberto Mette. Segundo ele, de acordo com a pesquisa feita durante o evento pela Câmara de Turismo da Fecomércio, do total de público este ano, 51,4% eram turistas, vindos de fora da mesorregião do Vale do Itajaí.
Norberto Mette analisa que 290 mil acessos à Oktoberfest este ano foram de visitantes, que gastaram em média na cidade R$ 916,00 cada um. "Considerando o tempo de permanência destes visitantes em Blumenau no período da festa, em média de três dias, calculamos que o dinheiro deixado no município foi superior a R$ 90 milhões", avalia.
Investimento
O lucro de R$ 416.377,55 será investido na realização do projeto Weihnachtsdorf (Vila de Natal), que iniciou ontem na Vila Germânica e segue até o dia 20 de dezembro, e na manutenção do parque - pavilhões e infraestrutura.
Este ano, a Oktoberfest teve uma receita de R$ 7.384.225,63 e registrou R$ 6.967.848,08 de despesas. Norberto Mette lembra que neste último item, não está incluído a remuneração do capital patrimonial da Fundação Promotora de Exposições (Proeb).
Contato: Norberto Mette - presidente do Parque Vila Germânica – (47) 3326-6901 / 9968-9895.
Fonte: Parque Vila Germânica, por Tânia Rodrigues – Assessoria de Imprensa – 25/11/2011
Cevada: colheita da safra 2011 atinge seu auge neste mês
A região de atuação da Agrária vive neste momento o auge da colheita da cevada cervejeira. Nos cerca de 30 mil hectares, 100% das lavouras estão em fase de maturação.
No último dia 17, a Cooperativa estimava que 60% da área já estavam colhidos. O plantio ocorreu entre a primeira quinzena de junho e a primeira quinzena de julho.
Fonte: Agromalte | 33ª edição – 29/11/2011
AmBev aprimora a produção
"Reputação não é algo que se cria da noite para o dia. Reputação se constrói ao longo do tempo e está relacionada a suas atitudes, escolhas e maneira de trabalho", acredita o diretor de Relações Socioambientais da AmBev, Ricardo Rolim.
De acordo com ele, a companhia tem trabalhado para reduzir os impactos ambientais de suas operações e para que seus produtos sejam consumidos de maneira responsável, com um objetivo: "Ser a melhor empresa de bebidas do mundo em um mundo melhor."
- Quarta maior cervejaria do mundo e líder de mercado na América Latina, a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) integra o grupo Anheuser-Busch InBev (AB InBev), resultado de uma série de fusões entre grandes atores.
Em 2010, a AB InBev obteve US$ 4,07 bilhões de lucro, uma queda de 12,7% em relação a 2009, causada pelo desaquecimento do mercado europeu. No entanto, o desempenho brasileiro puxou para cima os resultados globais do grupo.
No ano passado, a AmBev ampliou em 26,3% seu lucro líquido, atingindo R$ 7,5 bilhões. "O ano de 2010 foi muito marcante para a AmBev. Apostamos fortemente no Brasil e investimos R$ 2 bilhões aqui, o que aumentou nossa capacidade produtiva em 15%", conta Rolim.
O ano de 2011 foi de crescimento mais tímido para a indústria de bebidas, devido à comparação com a Copa do Mundo. Ainda assim, a empresa obteve crescimento de 13% de seu lucro líquido nos primeiros nove meses do ano, chegando a R$ 5,6 bilhões.
"Em 2011 nosso investimento chegará a R$ 2,5 bilhões, para aumentar em 10% nossa capacidade de produção", relata o diretor de Relações Socioambientais.
O ano foi marcado por novos produtos: a chegada da Budweiser ao Brasil, a lata de Brahma que vira copo, a garrafa de Guaraná Antarctica de 1 litro retornável e a de 2 litros feita de PET reciclado, o energético Fusion e a Antarctica Citrus.
Para 2012, a empresa aposta em maiores taxas de crescimento: "Esperamos ser beneficiados pelo forte crescimento da renda disponível no Brasil, resultado do já antecipado aumento do salário mínimo no País no início do ano que vem que deverá alavancar a indústria", afirma no relatório de resultados do terceiro trimestre. E o foco na inovação continua segundo Rolim: "Inovação está no nosso DNA. Nosso objetivo é criar produtos para diferentes ocasiões e com diferentes preços. Queremos estar presentes em qualquer que seja o momento de celebração e confraternização e corresponder às expectativas e necessidades dos nossos consumidores."
Fonte: Abras - 29/11/2011
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