Notícias de mercado
2012 - Março - Parte I
AB InBev avança em negociações com cervejaria chinesa
Negócio envolveria R$ 1,13 bilhão com período de avaliação de até oito meses
A produtora de cervejas belga Anheuser-Busch InBev e duas cervejarias da China apresentaram ofertas para comprar operações da chinesa Kingway Brewery Holdings, disseram fontes com conhecimento da situação.
A China Resources Snow Breweries (CR Snow), uma joint venture entre a China Resources Enterprise e a SABMiller, e a Beijing Yanjing Brewery Co., unidade de cerveja da Beijing Enterprises Holdings com ações listadas na Bolsa de Xangai, apresentaram as ofertas pelos ativos da Kingway.
A Kingway, que tem valor de mercado de 5,13 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 660 milhões ou R$ 1,13 bilhão), disse no fim de semana que estava recebendo propostas por ativos como parte de uma revisão estratégica destinada a impulsionar sua lucratividade e criar novos fluxos de renda. A companhia planeja vender a marca Kingway e a maioria de suas unidades de produção de cerveja, mas manterá duas fábricas de cerveja, segundo as fontes.
Analistas disseram que inúmeras cervejarias chinesas pequenas e regionais deverão vender ativos ou marcas neste ano, visto que tentam deixar o mercado em razão dos crescentes custos trabalhistas e das matérias-primas. O consumo de cerveja na China em volume subiu a uma taxa anual de 9% entre 1991 e 2010. O Standard Chartered prevê que o consumo crescerá 6,7% entre 2011 e 2015, segundo relatório do banco datado em 5 de janeiro.
O período de avaliação de ativos durará de seis a oito meses, afirmaram as fontes. As informações são da Dow Jones. A China Resources e a Beijing Yanjing Brewery estão entre as companhias que foram para a próxima fase de negociações, afirmaram as fontes.
AB InBev e China Resources se negaram a comentar o assunto, enquanto representantes da Kingway e Yanjing não estavam imediatamente disponíveis.
Fonte: AE e Reuters – 02/03/2012
EUA: vendas de cerveja nos restaurantes subiram em 2011
O Beer Institute divulgou dados novos que mostram que o valor das vendas de cerveja nos restaurantes subiu mais de 9% em 2011, totalizando cerca de US$ 23,6 bilhões em vendas. Com os restaurantes responsáveis por quase 24% das vendas totais de cerveja em 2011, eles representavam a maior parcela das vendas no estabelecimento do ano passado. As vendas de cerveja a varejo nos restaurantes saltaram de US$ 21,6 bilhões em 2010 para quase US$ 23,6 bilhões em 2011.
"Os restaurantes estão tendo um impacto enorme na introdução de muitas marcas de cerveja para os consumidores", disse Joe McClain, presidente do Beer Institute. "Os proprietários de restaurantes estão tentando novas marcas e estilos sob a forma de chope e trazendo essa nova fidelidade à marca para os canais de vendas no varejo. O aumento nas vendas de cerveja em restaurantes mostra que há uma cerveja para todos os gostos. "
O aumento nas vendas de cerveja em restaurantes coincide com um período de crescimento na indústria do restaurante. A Associação Nacional de Restaurantes (NRA) recentemente lançou seu Restaurant Industry Forecast em que ela projeta as vendas totais de 631,8 bilhões dólares em 2012, um aumento de 3,5% sobre 2011. A NRA espera que 10.000 novos estabelecimentos ligados à gastronomia abram este ano, elevando o total para 970.000 estabelecimentos.
No total, as vendas de cerveja subiram mais de 2% em 2011, superando US$ 98 bilhões em vendas totais no varejo, destacando a força continuada da cerveja dentro do setor de bebidas alcoólicas. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Nielsen, o aumento na receita de vendas pode ser atribuído ao negócio da cerveja na ponta. A venda de cervejas importadas, artesanais e super-premium vendidas fora de estabelecimentos era de quase 3%.
De acordo com o mais recente estudo da Beer Serves America, a indústria da cerveja, direta e indiretamente, suporta aproximadamente 1,8 milhão de empregos, incluindo os que estão em 547.000 estabelecimentos de varejo americanos onde a cerveja é vendida.
Fonte: Schill Malz – 02/03/2012
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Mercado de cerveja cresce na capital pernambucana
Supermercados ampliaram a carta de cervejas e há até lojas especializadas na bebida
Para os apreciadores da “loirinha gelada”, um outro nicho do mercado etílico começa a se fortalecer no Recife. Hoje os supermercados ampliaram a carta de cervejas e há até lojas especializadas na bebida, seja artesanal, nacional ou importada. Com preços acima da média do mercado, essas fermentadas são pensadas para ser apreciadas e acompanham refeições.
Desde fevereiro começou a funcionar no Shopping Recife um quiosque da BeerCode, franquia do Rio Grande do Sul, estado que já tem uma tradição cervejeira graças à colonização alemã.
Com cerca de 70 rótulos, entre cervejas nacionais e importadas, a BeerCode deve chegar a oferecer até 100 marcas. No quiosque, há opções que vão de R$ 9,90 a R$ 250, vindas de Minas Gerais, São Paulo do Rio Grande do Sul e de países como Bélgica, Holanda, Inglaterra, Áustria e até da Jamaica. A cerveja mais cara, por sinal, é a brasileira Vivre pour Vivre, fabricada pela cervejaria mineira Falke Bier. De produção sazonal e limitada, a cerveja só é produzida na safra da jabuticaba, um dos ingredientes de sua composição.
Fonte: Jornal do Commercio, por Lara Holanda | Foto: Ricardo B. Labastier – 03/03/2012
Cervejarias apelam para o chá gelado
As cervejarias norte-americanas estão apostando que alguns sabores exóticos convencerão mais pessoas a comprar cerveja em vez de destilados, já que cada vez mais elas estão preferindo coquetéis e outras bebidas alcoólicas.
A iniciativa mais recente foi da Molson Coors Brewing Co., que disse na terça-feira que vai lançar um cerveja chamada Coors Light Iced T mês que vem no Canadá, antes de fazê-lo nos Estados Unidos. Com sabor cítrico e de chá gelado, a cerveja terá um teor alcoólico de 4% e nenhuma cafeína.
Grandes cervejarias como a Molson Colson, sediada em Denver, e a belgo-brasileira Anheuser-Bush InBev NV estão testando novas combinações por causa da estagnação das vendas no Canadá e três anos seguidos de declínio nos EUA.
As destilarias estão roubando mercado das cervejarias na América do Norte, em parte graças ao marketing agressivo de novos produtos como a vodca Smirnoff Fluffed Marshmallow e o licor Southern Comfort Fiery Pepper.
"Tem alguém roubando nosso almoço no mundo do álcool", disse Peter Swinburn, diretor-presidente da Molson Coor's, numa reunião terça-feira com analistas.
A cerveja ainda detém metade do mercado de bebidas alcoólicas dos EUA. Mas os destilados já ganharam quase um terço dele, depois de, desde 2000, terem aumentado sua participação em receita e volume em 5,4 e 6,4 pontos porcentuais respectivamente, segundo a Distilled Spirits Council. O vinho também vem conquistando mais consumidores.
Ao mesmo tempo, as cervejarias menores tem roubado clientes das marcas maiores, geralmente com novos sabores como a cerveja de trigo com sabor de morango e mel. Na Boston Beer Co., fabricante da marca Samuel Adams, uma fonte importante de expansão das vendas nos últimos trimestres tem sido o Twisted Tea, sua marca de chá gelado alcóolico.
A Anheuser-Bush, que tem quase 50% do mercado americano de cerveja, vai lançar nos EUA em abril sua marca de chá gelado com álcool, a Michelob Ultra 19th Hole Light Tea and Lemonade. Suas duas maiores marcas, a Budweiser e a Bud Light, vêm enfrentando queda no volume de vendas nos últimos anos.
A MillerCoors, joint venture americana entre a Molson Coors e a SABMIller PLC, também está investindo no mercado de cidra, pequeno mas em expansão. A MillerCoors tem cerca de 25% do mercado de cerveja nos EUA, principalmente devido a suas marcas Coors e Miller. Mas também tem perdido mercado, como a AB InBev.
"Um dos motivos porque [os destilados] tiveram desempenho melhor que a cerveja nos últimos anos é a ênfase maior em variedade e inovação", disse Benj Steinman, editor-chefe da revista setorial Beer Marketer's Insights.
Steinman prevê que as grandes cervejarias vão lançar novos produtos nos próximos meses para tentar aumentar a receita.
Mas o histórico das cervejarias é fraco quando se trata de inovar. A Coors causou sensação no mercado no início dos anos 90 com o lançamento da Zima, uma bebida de malte claro. Mas as vendas logo perderam o gás e a bebida não é mais vendida nos EUA, embora continue popular no Japão.
Fonte: The Wall Street Jounal, por Mike Esterl – 07/03/2012
Ouro Fino faz parceria para cervejas especiais
Disposta a explorar cada vez mais segmentos de maior valor agregado, a empresa paranaense de água mineral Ouro Fino entrou no segmento de cervejas especiais, em parceria com a microcervejaria GaudenBier, que há quatro anos produz chope de forma artesanal.
Nos próximos dias, a cerveja da mesma marca passará a ser vendida engarrafada em bares, restaurantes e supermercados.
A Ouro Fino ficará com a distribuição e a GaudenBier com a produção.
Fonte: Valor Econômico, por Marli Lima – 08/03/2012
Venda de cerveja da Ambev fica abaixo do esperado
O volume de cervejas da Ambev vendidas no Brasil no quarto trimestre ficou aquém do esperado pelo mercado. Analistas de seis bancos e corretoras consultados pela Agência Estado (Ágora, Barclays Capital, Deutsche Bank, Fator Corretora, HSBC e Santander Corretora) aguardavam, em média, um crescimento de 4% no período. O reportado pela companhia, entretanto foi de avanço de 0,9%, passando de 24,562 milhões de hectolitros para 24,776 milhões de hectolitros. A Ambev justifica o resultado pela expansão menor da indústria no País no período e uma perda de 0,70 ponto porcentual na participação de mercado, após o reajuste de preços dos produtos. Segundo a empresa, a participação média no mercado nacional de cervejas foi de 69% no ano, a segunda maior média dos últimos 10 anos.
Por conta do aumento de preços e também pelo maior peso da distribuição direta, a receita líquida do negócio Cerveja Brasil avançou 10,7%, para R$ 4,881 bilhões ante R$ 4,410 bilhões do quarto trimestre de 2010. O EBITDA normalizado da unidade foi de R$ 2,832 bilhões, avanço de 20,9%, com margem de 58%, 4,9 pontos porcentuais acima de 53,1% do mesmo período de 2010. A receita líquida (ROL) por hectolitro aumentou 9,7%, para R$ 197. O Custo do Produto Vendido (CPV) recuou 4,5%, para R$ 1,256 bilhão e o CPV por hectolitro diminuiu 5,3%, para R$ 50,70, devido ao menor gasto com importação de latas. Já em refrigerantes e bebidas não alcoólicas, houve queda de 0,7% em volume, passando de 8,736 milhões de hectolitros para 8,676 milhões de hectolitros. A receita líquida subiu 3,2%, para R$ 892,2 milhões e a ROL por hectolitro ficou em R$ 102,80, alta de 3,9%. O CPV ficou estável em R$ 357,8 milhões, com leve alta (+0,7%) no CPV por hectolitro, para R$ 41,20. O EBITDA normalizado totalizou R$ 497,6 milhões, alta de 2,9%, com margem de 55,8%, recuo de 0,2 ponto porcentual. Segundo a empresa, a média de participação de mercado em refrigerantes no Brasil em 2011 foi de 18%, recorde histórico.
No total da operação Brasil, o volume vendido no Brasil subiu 0,5%, para 33,453 milhões de hectolitros, enquanto a receita líquida avançou 9,5%, para R$ 5,773 bilhões. O EBITDA normalizado teve alta de 17,8%, para R$ 3,330 bilhões, com margem de 57,7%, 4,1 p.p. a mais do que a do quarto trimestre de 2010. O ROL por hectolitro ficou em R$ 172,60, alta de 8,9%, enquanto o CPV, recuou 3,5% e o CPV por hectolitro diminuiu 4%. Ano No ano, o volume vendido no Brasil teve leve alta de 0,2%, para 113,960 milhões de hectolitros vendidos, ao mesmo tempo em que a receita líquida aumentou 8,6%, para R$ 18,616 milhões. O EBITDA normalizado subiu 13,7%, para R$ 9,650 bilhões, com margem de 51,8%. "No geral, após dois anos de forte crescimento de volume, em 2011 alcançamos um crescimento de dois dígitos de EBITDA apesar de uma indústria mais fraca. Também obtivemos uma significativa expansão de margem devido à implementação com sucesso de nossa estratégia de preços combinada com uma melhor gestão de custos em nossas operações, resultando em crescimento abaixo da inflação no CPV por hectolitro e no SG&A (despesas gerais e administrativas)", afirmou o presidente da Ambev, em release de resultados.
Ele ressaltou ainda que a Stella Artois avançou 215% no ano, que a Antarctica Sub Zero e Skol 360 apresentaram forte crescimento e a empresa atingiu novo recorde histórico nos indicadores de preferência por marcas de cerveja no Brasil. Em cervejas, houve leve avanço de 0,1% no volume, totalizando 84,597 milhões de hectolitros vendidos e 9,7% em receita, para R$ 15,667 bilhões. O EBITDA normalizado subiu 15,4%, para R$ 8,216 bilhões, com margem de 52,4%, 2,6 p.p. superior ao de 2010. O ROL por hectolitro ficou em R$ 185,20, aumento de 9,6%, enquanto o CPV passou para R$ 4,396 bilhões (+5,5%) e o CPV por hectolitro, R$ 52 (+5,4%). O volume comercializado de refrigerantes e bebidas não alcoólicas no ano passado subiu 0,4%, para 29,362 milhões de hectolitros e a receita subiu 2,9%, para R$ 2,949 bilhões. O EBITDA normalizado avançou 4,7%, para R$ 1,434 bilhão, com margem de 48,6%, 0,8 p.p. superior ao de 2010. O ROL por hectolitro ficou em R$ 100,40, aumento de 2,5%, enquanto o CPV passou para R$ 1,283 bilhão (+2,4%) e o CPV por hectolitro, R$ 43,70 (+2%).
Fonte: Agência Estado – 08/03/2012
Ambev tem lucro 17% maior no 4º tri, vê cenário positivo
A Ambev fechou o quarto trimestre com lucro líquido 17,3 por cento maior, em 3,03 bilhões de reais, apesar de aumentos de preços no Brasil que fizeram a maior cervejaria do país perder participação de mercado.
De outubro a dezembro, a companhia viu o custo de produtos vendidos (CPV) aumentar 3,2 por cento por maiores custos de matérias-primas e embalagens, o que foi compensado parcialmente por ganhos em hedge de moeda e pela comparação anual favorável. No quarto trimestre de 2010, a empresa foi impactada pelo custo de latas importadas.
Diante deste cenário, a Ambev apurou um aumento de 12,4 por cento na receita líquida, alcançando 8,378 bilhões de reais no trimestre, decorrente principalmente de aumentos de preços dos produtos, compensando maiores impostos, segundo a empresa. A receita líquida por hectolitro, por sua vez, aumentou 12,1 por cento.
Em contrapartida, o volume vendido nos últimos três meses de 2011 ficou praticamente inalterado em relação a um ano antes, somando 48,1 milhões de hectolitros, sendo que as vendas de cerveja subiram 0,4 por cento, enquanto as de bebidas não-alcoólicas caíram 0,1 por cento.
No Brasil, o volume de cerveja aumentou 0,9 por cento no trimestre, apoiado no crescimento do setor, apesar da perda de 70 pontos-base de participação de mercado pelos aumentos de preços praticados. Em 2011, a participação de mercado da Ambev foi de 69 por cento, segunda maior média dos últimos dez anos.
Já o volume de refrigerantes e não-alcoólicos caiu 0,7 por cento nos três meses até dezembro em decorrência da "contração da indústria", afirmou a empresa no balanço.
A Ambev também viu a linha de despesas gerais e administrativas consolidadas aumentar 6,3 por cento no trimestre passado, somando 2,05 bilhões de reais, enquanto as despesas excluindo depreciação e amortização foram 9 por cento maiores, "em decorrência da inflação e de maiores custos logísticos", acrescentou.
No ano passado como um todo, o lucro líquido da Ambev somou 8,64 bilhões de reais, expansão de 14,3 por cento ante 2010, e a receita líquida saltou 7,5 por cento, a 27,126 bilhões de reais. Já a geração de caixa operacional, medida pelo EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ficou em 13,16 bilhões em 2011, alta de 13,6 por cento, com margem de 48,5 por cento.
No último ano, a dívida total da companhia diminuiu de 6,77 bilhões para 4,1 bilhões de reais.
Desempenho em 2012
Com o plano de investir até 2,5 bilhões de reais este ano no Brasil, em linha com o valor aportado em 2011, a Ambev projeta um cenário positivo para o setor no Brasil este ano, mas assinalou no balanço que o atual trimestre deve ser impactado por menor crescimento de volume de vendas, de apenas um dígito.
"Enfrentaremos uma comparação difícil com o primeiro trimestre de 2011, em que obtivemos o maior crescimento do ano passado, por isso o aumento da receita líquida por hectolitro no primeiro trimestre deve ser menor do que a média esperada para o ano de 2012", afirmou a empresa, que vê a receita líquida por hectolitro acompanhando a inflação no restante do ano.
A companhia ressaltou ainda que os aumentos de preços das commodities devem ser compensados pela combinação de política de hedge e iniciativas de produtividade, "enquanto as despesas logísticas devem ser beneficiadas pelos investimentos em nossa capacidade fabril e logística em várias regiões do país".
Fonte: Reuters, por Vivian Pereira – 08/03/2012
Sede pelas ações da AB Inbev pode estar perto do limite
Os investidores estão sedentos pelas ações da Anheuser-Busch InBev, mas o público americano não parece estar tanto pela sua cerveja.
Enquanto a ação da gigante das cervejas subiu quase 50% desde o início de agosto, superando as rivais, seu volume de vendas ficou inalterado, em 400 milhões de hectolitros em 2011, com a demanda caindo 3,1% na América do Norte. Isso deve deixar os investidores hesitantes em comprar mais uma rodada de ações.
Sem dúvida os resultados operacionais da AB InBev impressionam; sua margem operacional vem subindo por 13 trimestres consecutivos, sobretudo graças a aumentos de preços e melhores vendas das suas marcas de primeira linha, de margens mais altas. Como resultado, a receita subiu 4,6%, para US$ 39 bilhões, enquanto o lucro operacional aumentou 9,7% em 2011.
Mas boa parte disso já se reflete no preço da ação: ela está sendo negociada a 15,8 vezes o lucro esperado para 2012, ou seja, 5% acima da média da AB InBev nos últimos cinco anos, e atrás apenas da SABMiller entre as concorrentes mundiais, segundo o banco Barclays Capital. Qualquer mudança na avaliação provavelmente dependerá do aumento das vendas na América do Norte e no Brasil, mercados que juntos representam mais de 60% das receitas.
Isso parece bem difícil. A AB InBev diz que a demanda nos Estados Unidos tem sido animadora até agora em 2012. Mas a combinação de desemprego ainda alto e uma mudança de preferência em favor dos vinhos e dos destilados provavelmente continuarão a reduzir a demanda: os volumes devem diminuir a uma média de 0,2% ao ano até 2016, segundo estimativas do Euromonitor. As perspectivas para a América Latina são melhores, mas o volume de vendas da AB InBev no Brasil ficou inalterado em 2011, e sua participação no mercado brasileiro — que a 69% já era alta — diminuiu.
Se o crescimento não voltar em breve, investidores à espera de retornos maiores provavelmente vão se decepcionar. Embora a AB InBev tenha elevado seus dividendos para 2011, o coeficiente de distribuição de dividendos, de 39% , continua inferior à faixa de 40% a 60% pagos por outras empresas de produtos básicos de consumo. Mas a cervejaria continua decidida a proteger sua classificação de crédito ao reduzir sua taxa de endividamento líquido sobre a Lajida de 2,3 vezes, no final de 2011, para 2 vezes. Assim, as recompras de ações este ano devem continuar engavetadas.
Isso deve impedir que a espuma da ação da AB InBev continue subindo.
Fonte: The Wall Street Journal, por Andrew Peaple – 08/03/2012
Cervejas especiais para mulheres únicas
Sabia que já existem cervejas para cada estilo de mulher? Confira as opções da Boxer do Brasil.
Com um paladar mais delicado e refinado, as mulheres fazem questão de cervejas de boa qualidade e sabores que tragam leveza ao toque.
Para comemorar e homenagear no Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março, a Boxer do Brasil, uma das maiores importadoras do país, indica as cervejas premium que agradam em cheio o paladar feminino.
Para mulheres ousadas, despojadas e autênticas a melhor pedida é a London Porter, da Fuller’s. Suave e agradável, a London Porter é classificada como Ale Premium e considerada uma bebida versátil, devido aos seus complexos sabores. É fabricada com uma mescla de maltes marrom, cristal e chocolate, criando assim um sabor cremoso e balanceado com o tradicional lúpulo Fuggles.
As mulheres intuitivas e sonhadoras apreciarão a cerveja Honey Dew. A bebida traz em sua composição mel orgânico fino com maltes e lúpulos ingleses com um toque doce e cor dourada, deixa uma sensação de refrescância no paladar. Classificada como Golden Ale, a cerveja é produzida com lúpulo selvagem e cevada cultivada em fazendas orgânicas.
A Honey Dew dispensa o uso de pesticidas químicos ou fertilizantes. Quando degustada com gelo e pedaços de limão tem seu sabor natural evidenciado, criando uma bebida requintada e ideal ao paladar feminino.
London Porter: Disponível em garrafas de 500 e custa em média R$ 20,00 | Honey Dew: Disponível em garrafas de 500 ml custa em média R$ 22,00 | www.boxernet.net
Fonte: Portal Fator Brasil – 08/03/2012
Divulgação: Boxer do Brasil
Ambev prevê crescimento de até 5% no volume no Brasil
O vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Ambev, Nelson Jamel, disse, em teleconferência com jornalistas, que as vendas em volume no Brasil devem crescer entre 3% e 5% no primeiro trimestre deste ano. "Esse porcentual se aplica tanto em cerveja quanto em refrigerantes e bebidas não alcoólicas", afirmou. Para o ano, entretanto, o executivo não deu projeções.
Em 2011, as operações no Brasil cresceram 0,2% em volume e 8,6% em receita líquida. O executivo comentou que foi um período atípico, pois a indústria como um todo não cresceu no mesmo ritmo dos anos anteriores, cujos porcentuais variaram de 7% a 8%. "No ano passado, a renda cresceu praticamente em linha com a inflação e o clima também atrapalhou um pouco. Foi um ano fora da curva", explicou.
Para recuperar os volumes neste ano, a empresa está otimista com o aumento no salário mínimo feito no começo do ano, o que aumenta o poder de compra da população. O executivo enxerga oportunidades de crescimento em todas as categorias de bebidas no País e irá aproveitá-las com inovações em produtos e embalagens, afirmou.
Fonte: Estadão – 09/03/2012
Ambev vende menos em "ano fora da curva"
A venda da Ambev praticamente andou de lado em 2011. A maior cervejaria das Américas, presente em 14 países do continente, registrou ligeira queda de 0,1% no volume vendido no ano passado. No Brasil, houve aumento de 0,2% no volume, mas no Canadá a queda foi de 10%.
Em 2011 a receita líquida da Ambev foi de R$ 27,1 bilhões, 7,5% acima do ano anterior. O lucro líquido consolidado no continente subiu 14,4%, para R$ 8,72 bilhões. No Brasil, onde está concentrada cerca de 70% da sua receita, o volume de cerveja cresceu 0,1% e, o de refrigerante, 0,4% no ano.
No quarto trimestre, o volume vendido pela Ambev cresceu 0,2% (alta de 0,4% em cervejas e queda de 0,1% em refrigerantes). A receita líquida subiu 12,4%, para R$ 8,37 bilhões. O lucro líquido cresceu 17,3%, para R$ 3,03 bilhões.
A cerveja da Ambev, que respondeu por 84% da receita líquida de R$ 18,6 bilhões no Brasil em 2011, perdeu participação. Ainda assim, alcançou a respeitável fatia de 69% nas vendas nacionais da categoria no ano passado - tinha 70,1% em 2010. Segundo o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), no mercado de cerveja, cada ponto percentual a mais ou a menos durante um ano vale cerca de R$ 200 milhões.
"Reconhecemos que alguns competidores foram melhores, mas achamos que foi um ano bom de resultado e estamos animados a disputar ponto um por ponto um este ano", afirmou Jamel.
"2011 foi um ano fora da curva", disse o vice-presidente financeiro e de relação com investidores da Ambev, Nelson Jamel. "Mas, ainda assim, tivemos o segundo melhor market share da Ambev em cervejas nos últimos dez anos e batemos o recorde na participação de refrigerantes, com 18%, contra 17,7% do ano anterior", diz o executivo.
Para Jamel, as iniciativas macroeconômicas do governo, como a quinta redução consecutiva da taxa Selic e o aumento do salário mínimo, que subiu de R$ 545 para R$ 622 em janeiro, vão contribuir para a retomada das vendas em 2012. "Essas medidas, junto com o nosso investimento em inovação, vão contribuir para que a Ambev volte este ano a um crescimento mais alinhado com o nosso histórico", disse ele.
Em 2012, a empresa deve somar investimentos de R$ 2,5 bilhões em bens de capital (Capex), valor semelhante ao que aplicou no ano passado (R$ 2,6 bilhões). Mas essa quantia ainda depende das próximas decisões do governo a respeito dos impostos cobrados sobre o setor de bebidas. Se houver reajuste para cima, o investimento pode ser menor.
As regiões Norte e Nordeste, onde a empresa tem participações abaixo da sua média nacional e enfrenta concorrência mais acirrada com a Schincariol, será privilegiado. "Vamos olhar com carinho para a região, que apresenta um consumo per capita menor e, portanto, maior potencial de crescimento", disse Jamel. De acordo com o executivo, os investimentos em 2012 vão seguir o mesmo perfil do ano passado. Em 2011, dos R$ 2,6 bilhões investidos pela Ambev em Capex, R$ 800 milhões foram para o Nordeste, com destaque para a nova fábrica em Pernambuco.
A grande aposta da companhia este ano está na Budweiser. A cerveja, que é produzida apenas em Jacareí (SP), deve começar a ser fabricada em uma segunda unidade industrial ainda este ano, segundo informou Jamel ao Valor, sem revelar a localidade. "Trata-se de um produto de maior valor agregado que as nossas marcas mais populares - Skol, Brahma e Antarctica -, mas que custa menos que uma super premium, como Stella Artois, o que gera uma nova opção para o consumidor".
A Ambev também quer reforçar a sua participação em não alcoólicos. A empresa, que produz e revende as marcas da PepsiCo, como Gatorade e Lin Tea, vai lançar a versão uva da H2O2 em abril. "Temos muito espaço para crescer em produtos não carbonatados", afirmou Jamel. Em entrevista ao Valor em outubro, a presidente da PepsiCo na área de bebidas, Andréa Álvares, afirmou que a empresa está estudando a entrada no mercado de sucos.
No mundo, a AB Inbev, que controla a Ambev, registrou vendas de US$ 39,05 bilhões em 2011, com crescimento de 4,6% sobre o ano anterior. O lucro saltou 38% para US$ 7,95 bilhões.
Fonte: Valor – 09/03/2012
Vendas da cerveja Stella Artois crescem 215% no Brasil
As vendas da Stella Artois, que foi lançada em 2005 no Brasil pela AmBev, cresceram 215% no ano passado no mercado brasileiro, confirmando o otimismo das indústrias com o consumo de marcas de cerveja “premium”, que oferecem margens de lucro bem mais atraentes.
Outras fabricantes, como a holandesa Heineken, também estão investindo nesse mercado, que ainda representa apenas 5% das vendas de cerveja no Brasil, percentual bem inferior a de outros países. Na Argentina, as marcas “premium” respondem por 15% do consumo e, no Canadá, por 25%.
Para os consumidores, porém, as marcas premium podem pesar no bolso. No site de Grupo Pão de Açúcar, a garrafa long neck de 275 ml da Stella Artois custa R$ 2,30. E uma garrafa de 343 ml da Budweiser, que foi lançada no segundo semestre pela AmBev no Brasil, sai por R$ 2,13.
Se considerado o volume das embalagens, o preço da Stella é, por exemplo, 86% maior que o cobrado para uma garrafa de 355 ml da Brahma, que sai por R$ 1,59, e 74% superior ao de uma garrafa da Skol, também de 355 ml. Tanto a Brahma como a Skol pertencem à AmBev.
A garrafa de 355 ml da Heineken custa no supermercado R$ 2,45. A marca holandesa está 17% mais barata que a Stella Artois, mas, em compensação, é 11% mais cara que a Budweiser, revelando a concorrência entre as duas fabricantes pelos consumidores de renda mais alta no País.
Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, vice-presidente de finanças e de relações com Investidores da Ambev, Nelson Jamel, afirmou que as marcas Premium continuarão sendo um dos alvos da empresa em 2012. A aceitação da marca Budweiser também superou as expectativas da companhia, segundo ele.
Fonte: Ultimo Segundo – 09/03/2012
Carnes, cerveja e passagens aéreas influenciam desaceleração da inflação
A inflação oficial desacelerou em fevereiro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,45%, abaixo da taxa de 0,56% do mês de janeiro.
No acumulado do ano, o índice ficou em 1,02%, abaixo da taxa de 1,64% relativa ao mesmo período de 2011. Considerando os últimos doze meses, o índice registra 5,84%, abaixo dos 6,22% em comparação com os doze meses anteriores. Em fevereiro de 2011 a taxa havia ficado em 0,80%.
A desaceleração dos preços dos alimentos e das bebidas (de 0,86% em janeiro para 0,19% em fevereiro) e dos transportes (de 0,69% para –0,33%) foram os principais responsáveis pela redução do IPCA.
Carnes, cerveja e passagens aéreas aparecem entre os destaques
As passagens aéreas tiveram o maior impacto negativo do índice, passando de uma alta de 0,61% em janeiro para –8,84% em fevereiro.
O preço das carnes teve queda de 1,99% em fevereiro, item que ficou com o segundo maior impacto dentro do índice. Outros alimentos que tiveram quedas significativas foram: tomate (–16,96%), açúcar refinado (–3,67%) e macarrão (–2,80%). Já a cerveja para consumo doméstico teve baixa de 0,21%.
Inflação menor
Os indicadores de preços vinham mostrando quedas nas últimas semanas e até deflação. Nesta sexta-feira, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo continuou caindo na primeira quadrissemana de março, embora com menor intensidade. O recuo foi de 0,02%, ante uma deflação de 0,07% na quarta quadrissemana de fevereiro, que equivale ao fechamento do mês.
Contudo, nesta sexta-feira, a primeira prévia de março do IGP-M mostrou mais força nos preços. O indicador subiu 0,23%, ante variação negativa de 0,10% em igual período de fevereiro.
O Banco Central tem reiterado que a inflação caminha para o centro da meta, de 4,5% ao ano pelo IPCA, o que favorece a queda da taxa básica de juros.
Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC acelerou o passo e reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano, no quinto corte consecutivo desde agosto. Com isso, analistas ouvidos pela Reuters passaram a prever outra redução de 0,75 ponto na reunião do Copom de 18 de abril.
O esforço do governo tem sido para estimular a economia que, apesar de mostrar alguns sinais recentes de recuperação, ainda patina, sobretudo a indústria. Segundo dados do IBGE, a produção industrial caiu 2,1% em janeiro ante dezembro, a maior redução mensal desde dezembro de 2008 - no auge da crise financeira global.
Fonte: Reuters – 09/03/2012
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