Notícias de mercado
2012 - Março - Parte II
Mundo: relatórios das primeiras vendas de cerveja de 2012 apresentam bons números
O primeiro relatório de 2012 sobre as vendas de cerveja apresentam bons números, segundo os analistas da indústria relataram no início deste mês. A Alemanha vendeu 3,1% mais cerveja em janeiro, graças a um acréscimo de 13,3% nas exportações. Os EUA venderam 13,5 milhões de barris em janeiro, 5,3% a mais que no mesmo mês do ano passado.
Os meses seguintes irão mostrar se o aumento foi de apenas devido às temperaturas amenas no início do ano ou se houve uma mudança de tendência, disseram os analistas.
É prevista um aumento da produção de cerveja em 2,0% a 2,7% em 2012. Os analistas veem o aumento mais forte na China, também bom em outros países em desenvolvimento, porém estagnado ou negativo nos mercados desenvolvidos.
As quatro maiores cervejarias, ABInBev, SABMiller, Carlsberg e Heineken, devem produzir aprox. 50% de toda a cerveja no mundo.
Fonte: E-Malt – 09/03/2012
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Como a Kirin quer pôr ordem na Schin
Numa teleconferência para analistas de mercado na semana passada, João Castro Neves, presidente da Ambev, foi provocado a dizer como enxerga a concorrência entre as cervejas no País este ano. "Agora temos não apenas a Heineken como empresa aberta, listada em Bolsa. Mas também a Kirin, que divulgou recentemente suas diretrizes de crescimento no Brasil, com uma previsão de aumento de 3% em seu volume este ano", disse o executivo.
As metas da Kirin para a Schincariol, comprada pela empresa japonesa no ano passado, não chamaram a atenção apenas do presidente da Ambev. "Parece que agora eles querem arrumar a casa", disse outro concorrente, que preferiu não se identificar. Em um documento publicado em fevereiro, a Kirin enumera os problemas que encontrou ao assumir a companhia, antes controlada pela família Schincariol. "Os resultados de 2011 ficaram abaixo do previsto", disse Senji Miyake, presidente da Kirin Holdings, no documento. A companhia, segundo Miyake, ficou quase estagnada. "Embora o mercado de cerveja tenha crescido em volume 3,4% e o de bebidas não alcoólicas 7,9%, houve uma evolução de apenas 2% nas vendas da empresa", diz o documento da Kirin, comentado por Miyake.
O crescimento abaixo da média do mercado está relacionado, aponta o documento, com o fato de a intenção da família de vender o negócio ter se tornado pública em fevereiro do ano passado. Por quase seis meses, até o início de agosto, quando foi fechado o negócio com a Kirin, a Schincariol ficou em compasso de espera. "Até mesmo material de venda, como cadeira e guarda-sol, eles pararam de fornecer. No Nordeste, houve distribuidor querendo até mudar de bandeira e passar para outra cervejaria", disse um concorrente. Depois de anunciada a compra de parte da companhia, estendeu-se uma batalha jurídica que só terminou em novembro, quando a multinacional comprou o restante do controle acionário, assumindo 100% da cervejaria. Ou seja, antes de oficializado o negócio, a Schin ficou parada por mais três meses. Nem mesmo o reajuste de preços, conforme a Kirin, foi suficiente para melhorar o desempenho da empresa. "Os reajustes refletiram a inflação e a alta de impostos, mas não cobriram os custos com matérias-primas", diz o documento.
Além dos prejuízos da estagnação do resultado, a Schin, na visão de sua nova dona, também tem problemas relacionados à marca. A Nova Schin, que é forte no Nordeste, não consegue ganhar mercado no restante do País. Para resolver essa discrepância, a Kirin pretende mudar o foco dos investimentos em ações promocionais e de propaganda, hoje considerados altos e de pouco efeito. "Eles realmente não esperavam tantos problemas de governança", afirma um executivo do setor. A empresa não entra em detalhes, mas conforme o documento, será espartana em relação ao marketing. "Vamos otimizar os gastos e ficar em linha com a realidade do mercado." Nova Schin e Devassa serão as apostas em termos de marca.
A japonesa também quer diminuir o número de produtos fabricados, apostar em itens de maior valor agregado e corrigir a política de preços. Estão previstos investimentos no parque fabril, em equipamentos e - principalmente - na racionalização de compra de insumos. Sob o comando do novo presidente, Gino Di Domenico (ex-diretor de operações, na presidência da cervejaria desde fevereiro), a Kirin formou uma equipe de gestão de casos de risco, "altamente preparada para lidar com questões relativas a impostos, problemas legais e ambientais". Os planos, segundo Miyake, são fazer a Schin entrar nos trilhos o quanto antes para gerar, ainda este ano, alta nos volumes de cerveja de 3% (prevê-se evolução do mercado de 2,8%). As vendas líquidas, segundo ele, deverão chegar a R$ 3,3 bilhões - 12% a mais em relação ao resultado de 2011, de R$ 2,9 bilhões.
É um plano ambicioso, segundo analistas. Mas é um desafio para o qual a empresa japonesa parece estar preparada - a Kirin, desde 2007, já investiu US$ 12,9 bilhões em aquisições fora do Japão. Após a compra da Schin, por US$ 3,95 bilhões, a dívida da empresa ultrapassou US$ 12 bilhões. Com as vendas no mercado japonês em queda, a aposta no exterior, que já responde por um quinto do faturamento, é a única alternativa da Kirin. Na visão do comando de Tóquio, a Schin não tem outra saída senão entrar na linha.
Fonte: Estadão – 12/03/2012
Schincariol repensa estratégia de investimentos em marketing
Vendo os resultados da Schincariol abaixo do esperado, a Kirin anunciou que pretende mudar o foco dos investimentos em marketing, hoje considerados altos e de pouco efeito. A Nova Schin, por exemplo, é forte no Nordeste, mas não consegue ganhar mercado no restante do País, apesar do amplo esforço publicitário.
Mesmo assim, sua principal marca de cerveja e a Devassa seguem sendo as apostas. A japonesa também quer diminuir o número de produtos fabricados e apostar em itens de maior valor agregado. O principal objetivo, segundo Senji Miyake, presidente da Kirin Holdings, é fazer as vendas líquidas chegar a R$ 3,3 bilhões, 12% a mais que em 2011.
Fonte: Estado – 13/03/2012
Ambev atinge R$ 200 bi e supera a Vale
Durante dois dias, o valor de mercado da Ambev superou o da Vale neste mês. Essa é a segunda vez que a cervejaria passa na frente da mineradora. A primeira foi em 2001.
A Ambev tem disputado com a Vale, nos últimos dias, a posição de segunda maior empresa brasileira de capital aberto, segundo cálculos de Einar Rivero, da Economática.
Durante dois dias, o valor de mercado da Ambev superou o da Vale neste mês. Essa é a segunda vez que a Ambev passa na frente da Vale. A primeira foi em 2001.
O valor de mercado da Ambev, dona das marcas de cerveja Brahma, Skol e Antarctica, superou o da Vale, uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, no dia 12 passado. A Ambev valia R$ 211,4 bilhões, e a Vale, R$ 204,8 bilhões. Ontem, a Vale se recuperou um pouco e passou a valer R$ 215,5 bilhões, e a Ambev, R$ 214,3 bilhões.
Para muitos investidores, a Ambev, num momento de crise, se torna um porto seguro, enquanto a Vale já depende bastante no cenário global. O Brasil vive um bom momento, a Ambev, que é presidida por João Castro Neves, é uma empresa eficiente, lucrativa e famosa por pagar bons dividendos.
Fonte: Isto É | Dinheiro – 14/03/2012
Lei da Copa não vai permitir venda de bebidas nos estádios
A liberação da venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol durante a Copa do Mundo e a Copa das Confederações não serão mais permitidos. A decisão foi tomada hoje na reunião dos líderes da base governista com o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e com o relator da Lei da Copa, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Agora, caberá ao relator retirar do texto da Lei Geral da Copa, em análise na Câmara dos Deputados, o artigo que libera a venda e consumo de bebidas nos estádios durante os eventos esportivos. Cândido disse que diante da decisão vai retirar o artigo do seu substitutivo a ser votado no plenário da Câmara, na próxima semana.
Estamos entendendo que o governo não tem compromisso com esse artigo, não tem compromisso com a [Federação Internacional de Futebol] Fifa em relação à venda de bebidas nos estádios. Cabe a nós retirar do texto o dispositivo. Eu acho que fui induzido ao erro nesse item. Nesse caso, como é posição do governo e já havia várias rejeições, a base está achando melhor não encaminhar isso a voto”, disse Vicente Cândido.
O relator declarou ainda que na sua avaliação houve mudança de posição do governo, pois a orientação que vinha recebendo durante a elaboração do seu parecer era no sentido de liberar a venda de bebidas alcoólicas durante os dois eventos esportivos. “Estamos entendendo que houve mudança de posição do governo, a orientação anterior foi com a concordância do governo”.
Ao explicar a mudança de posição em relação à venda de bebidas nos estádios, o líder Arlindo Chinaglia disse que as lideranças entendiam que havia um acordo entre o Brasil e a Fifa para a liberação da venda de bebidas. “Havia dúvidas por parte de muitos líderes se o Brasil havia assumido um compromisso, ao trazer a Copa para o nosso país, que automaticamente haveria a autorização de venda de bebidas alcoólicas nos estádios, até porque tem uma lei que proíbe. Hoje, ficou claro que o governo não assumiu esse compromisso”.
Chinaglia declarou ainda que a partir da constatação de que não havia o compromisso de liberação da venda de bebidas, fez um levantamento entre os líderes da base governista, e que praticamente, por unanimidade, eles se posicionaram contra a liberação da venda de bebidas. “A partir desta situação, no mérito todos os partidos se posicionaram contra a liberação da venda e consumo de bebidas alcoólicas”.
Fonte: Jornal do Brasil – 14/03/2012
Carnaval ajuda cervejaria Schincariol a retomar a vice-liderança
A cervejaria Schincariol voltou a ocupar a vice-liderança no consumo nacional da bebida. De acordo com a última leitura Nielsen, referente ao mês de fevereiro, a Schincariol – dona da Nova Schin, Devassa, Cintra, Primus e Nobel – atingiu participação de 10,4% em volume. Desde setembro, quem ocupava o segundo lugar no ranking era a Petrópolis, que detém as marcas Itaipava, Crystal, Lokal, Petra, Black Princess e Weltenburger Kloster. No mês passado, a Petrópolis somou 10,3% de participação.
A disputa continua apertada e, segundo apurou o Valor, foi o mercado carioca que respondeu pela guinada da Schincariol. Em fevereiro, a cervejaria promoveu uma campanha na mídia com Hugh Hefner, fundador da revista masculina Playboy, para escolher a nova garota propaganda da marca. O empresário foi convidado para participar do camarote da Devassa no Sambódromo do Rio, mas acabou mandando seu filho, Cooper Hefner em seu lugar.
A Ambev, dona de Skol, Brahma, Antarctica e Budweiser, concentra 69,5% do consumo. No camarote da Brahma, a estrela internacional convidada foi Jennifer Lopez.
Fonte: Valor – 15/03/2012
Cerveja Guitt’s ganha nova fórmula e novos rótulos
A Cerveja Guitt’s ganha nova fórmula e rótulo com novas cores. A cerveja, produzida pela Cervejaria Guitt’s, foi adaptada para ficar mais leve e suave. As embalagens agora têm as cores vermelha, amarela e branca.
Como na versão anterior, o rótulo traz a imagem da águia do brasão da família Guitti, fundadora da cervejaria. A ave segura em suas garras as principais matérias-primas da bebida (malte e lúpulo).
O novo rótulo foi desenvolvido internamente.
A cerveja está disponível em garrafas de 600 mililitros, produzidas pela Verallia, e em latas de 350 mililitros fornecidas pela Latapack-Ball.
Fonte: Embalagem Marca – 16/03/2012
Mundo: Mercado de cerveja deverá crescer cerca de 2,5% em 2012 e 2013
O crescimento do mercado mundial de cerveja chegou aos 2,7% em 2011 e está previsto para atingir 2,5% este ano, segundo o grupo de pesquisa da indústria Plato Logic.
A empresa de pesquisas atualizou as suas estimativas de crescimento de setembro/2011 de 2,5%, à medida que a recuperação do mercado mundial de cerveja ganhou ritmo.
"No geral, os números para 2011 (provisórios) indicam uma recuperação ainda mais firme, e representa uma melhoria sobre o crescimento de 1,6% registrado em 2010 e 0,4% registrado em 2009", disse o diretor da Plato, Ian Pressnell, em um comunicado.
Em 2012, a perspectiva para os mercados maduros é mais imprevisível, disse a Plato. No balanço os analistas da Plato esperam ver um melhor desempenho do mercado dos EUA, mas muitos mercados da zona do euro provavelmente permanecerão sob pressão e a empresa atualmente prevê uma queda ainda maior para o mercado de cerveja da Europa Ocidental.
A Europa Oriental continua a ser um pouco imprevisível, devido à gravidade da recessão vista em 2009 e a recuperação irregular em 2010-2011.
Embora a Plato continue a prever que o crescimento em muitos outros mercados emergentes vai continuar, o seu "cenário de controle” para a Ásia / Pacífico e regiões da África e Oriente Médio é de cerca de 4% de crescimento em 2012, como alguns recentes avanços são consolidados, por exemplo, na China.
No total, as projeções da Plato preveem tanto para 2012 e 2013 um crescimento do mercado mundial de cerveja em torno de 2,5%.
Para 2011, não houve alteração no ranking mundial dos quatro maiores fabricantes de cerveja com a Anheuser-Busch InBev mantendo o primeiro lugar, seguida pela SABMiller, Heineken e Carlsberg, com estes quatro grandes mantendo uma quota combinada do mercado global de cerca de 50%.
O resto dos dez maiores fabricantes de cerveja em ordem inclui Tsingtao, Beijing Yanjing, Modelo do México, Molson Coors, Kirin do Japão e a turca Anadolu Efes.
Fonte: BelgianShop | 1463 – 17/03/2012
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Contra crise, SABMiller busca consumidor da África
Andrews Bortey escolhe, junto com a esposa, uma mesa no Tsui Anaa - um pub cuja tradução é algo como "A Paciência Compensa" - em Accra, a capital de Ghana, depois de um dia de trabalho como pescador. Ele pede uma Chibuku e dá uma chacoalhada vigorosa na cerveja antes sorver a bebida densa e de aparência leitosa. A Chibuku, vendida em embalagens de papelão azul e branco, é chamada de "Shake-Shake" pelos aficionados porque os ingredientes tendem a se separar, deixando uma pasta parecida com iogurte no fundo. Esse resíduo pode incomodar alguns apreciadores de cerveja ocidentais.
Mesmo assim, a SABMiller, conhecida por cervejas límpidas como a Peroni, a Grolsch e a Miller Lite, além da Castle Lager da África do Sul, está contando com a bebida favorita de Bortey para entrar no mercado de cerveja do continente africano, que vem crescendo em ritmo acelerado.
Com a desaceleração do consumo de cerveja na Europa ocidental e nos Estados Unidos, fabricantes globais de cerveja como SABMiller, Diageo e Heineken esperam ganhar participação de mercado entre a crescente classe média na África. A receita obtida pela SABMiller no primeiro semestre do ano passado com os países africanos, excluindo a África do Sul, cresceu 22% para US$ 1,8 bilhão. (Uma encarnação anterior da companhia vem vendendo cerveja na África do Sul desde 1895.)
Com a Chibuku, a SABMiller está tentando conquistar os africanos de baixa renda, mais acostumados com as cervejas "informais", de produção caseira. "Isso está atraindo consumidores de um novo nível de renda para a categoria", afirma Michael Steib, analista do Morgan Stanley. "Com o aumento da renda, há espaço para melhorar o padrão dos consumidores."
A SABMiller, a segunda maior fabricante de cerveja do mundo, perdendo apenas para a Anheuser-Busch InBev, está investindo US$ 260 milhões na África este ano, em parte para ampliar a produção da Chibuku, vista como uma alternativa comercial a uma bebida à base de milho e sorgo chamada Brukutu, tradicionalmente produzida e consumida em casa. "Ela tem o sabor da Brukutu", diz Bortey. Sua esposa, Patricia Kaa, acrescenta que a bebida da SABMiller não só é mais fácil de ser encontrada, como também é melhor produzida. "Ao contrário da Brukutu, sabemos que a Shake-Shake é preparada sob condições ideais de higiene", diz ela.
A Chibuku chega a custar 40% menos que as cervejas tradicionais, segundo Wes Tiedt, diretor-gerente da National Breweries, uma unidade da SABMiller. Bares de Gana vendem a embalagem de papelão de 1 litro por 1 cedi (58 centavos de dólar) a 1,3 cedi. A bebida tem uma vida útil de cinco dias, uma vez que continua fermentando dentro da embalagem de papelão, tornando-se mais alcoólica - a graduação é de 3%, podendo chegar a 5% - e mais amarga. O estilo de cerveja densa foi formalizado na Zâmbia na década de 1950, quando o mestre-cervejeiro Max Heinrich escreveu a fórmula e os habitantes locais a batizaram de chibuku, que significa "de acordo com o livro". Hoje, ela está bem estabelecida em Malawi, Botsuana e Zâmbia. A SABMiller pretende vender a bebida em 12 países africanos dentro de três anos.
A SABMiller não é a única fabricante de cerveja que almeja crescer na África. A Diageo, mais conhecida por sua vodca Smirnoff e pelo uísque Johnnie Walker, comprou uma cervejaria na Etiópia por US$ 225 milhões em janeiro. E a holandesa Heineken adquiriu cinco cervejarias na Nigéria e duas na Etiópia no ano passado. Mas elas estão basicamente se atendo às cervejas ao estilo ocidental.
O potencial de vendas das cervejas africanas mais densas não é pequeno. A SABMiller previu em 2009 que o mercado africano de cervejas de produção caseira pode estar avaliado em US$ 3 bilhões ao ano. Tiedt estima que o mercado de cervejas informais é cerca de quatro vezes maior que o das cervejas claras na África. A National Breweries tem cerca de 60% do mercado das cervejas opacas na África e uma capacidade anual de produção de 1,8 milhão de hectolitros. "Somos os únicos a fazer isso comercialmente", diz Tiedt. "Trata-se de uma oportunidade enorme."
A maneira como os aficionados consomem a Chibuku varia de país para país. Em Malawi, a parte de cima da embalagem de papelão é cortada e a cerveja é passada entre amigos. Em Zâmbia, a cerveja é bebida em copos. O sabor também varia de mercado para mercado, uma vez que a SABMiller atende as preferências locais e usa ingredientes como milho e sorgo maltado produzidos perto das fábricas, diz Tiedt.
Distribuir uma cerveja com prazo de validade de apenas cinco dias é difícil, especialmente nas áreas rurais, que não possuem vias pavimentadas, o que limita o mercado da SABMiller. Mary Abotse começou a vender a Chibuku em seu pub Tsui Anaa, em Accra, em julho. Ela diz que embora os clientes estejam entusiasmados com a bebida, ela não forma estoque devido ao seu prazo de validade curto. "Compro um engradado com 15 unidades", diz ela. "Meu estoque acaba em quatro dias."
A SABMiller acredita ter a solução para este problema: a Chibuku Super. O produto, que está passando por um teste de mercado em Zâmbia, é vendido em embalagens plásticas à prova de vazamentos e tem validade de 21 dias. "Acho que isso vai mudar o jogo para nós. Não se trata mais necessariamente de uma bebida de consumo presencial", diz Tiedt.
Fonte: Valor – 19/03/2012
Schincariol mira na classe C com novo “latão”
Atenta aos novos hábitos do consumidor da classe média, grupo lança versão econômica da marca Glacial em embalagem de 473 ml
A região sul está bebendo mais cerveja. Com o aumento do poder aquisitivo da classe C, os consumidores começam a adquirir produtos antes considerados supérfluos – entre eles, uma boa “gelada”. Com isso, marcas que anteriormente tinham pouca expressão passam a entrar nos copos da classe média. Prova disso é a Glacial, marca de cerveja do grupo Schincariol, que está lançando no Rio Grande do Sul um latão de 473 ml – uma opção econômica para quem aprecia a cerveja.
A nova embalagem vem para aproveitar a boa onda do mercado do sul. Entre fevereiro de 2011 e de 2012, a marca registrou um aumento de 15% em seu market-share na região. No mesmo período, o consumo do “latão” crescer 26,4% no sul – acima da média nacional, que foi de 20,7%. “O latão oferece um preço por litro mais acessível do que a lata comum. Ao mesmo tempo que passa a ter mais recursos, o consumidor se torna mais exigente, e nós temos que adaptar nossas estratégias de canais e de embalagens”, explica Bruno Piccirello, gerente da marca Glacial.
A cerveja está no mercado brasileiro desde 2002. Em 2004, começou a ser produzida em Igrejinha (RS).
No sul, marca Glacial detém forte presença no interior do Paraná e do Rio Grande do Sul. Piccinello acredita que o lançamento do latão Glacial nas prateleiras gaúchas não vai prejudicar as demais marcas do Grupo Schincariol – que também administra a Nova Schin e Devassa. “Temos perfis de consumidores bastante variados que permitem três cervejas diferentes”, diz.
Fonte: Amanhã – 19/03/2012
Ministério Público considera culpado o litrão da Ambev
O Ministério Público Federal pediu a condenação da Ambev em um processo que investiga o lançamento do litrão e caracteriza conduta anticoncorrencial.
O parecer do Ministério foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômico, o Cadê, e a companhia pode ser multada em até 30% de sua receita se for condenada pelo órgão antitruste.
A polêmica começou em 2008, quando concorrentes acusaram a Ambev de marcar o vidro do litrão com seu nome, sendo que o setor utiliza embalagens com cascos uniformes, que podem ser trocadas entre as empresas.
Fonte: Portal Giro News – 20/03/2012
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