Notícias de mercado
2012 - Abril
Petrópolis planeja investir R$ 255 milhões
O objetivo é expandir a produção de cerveja em 13% e atingir a marca de 1,75 milhão de litros
Serão investidos R$ 162 milhões em marketing e R$ 93 milhões na produção (compra de equipamentos e eventual contratação de pessoal no fim do ano). Em 2011, os gastos com marketing somaram R$ 112 milhões. A produção recebeu R$ 121 milhões. "Hoje, o grupo já tem capacidade produtiva para suportar o crescimento que estimamos", disse o diretor de marketing, Douglas Costa. Segundo ele, o mercado nacional de cerveja deve crescer entre 4% e 5% neste ano.
A Petrópolis deve definir, nos próximos dois a três anos, o local de instalação de uma nova fábrica. O objetivo é ter três ou quatro novas fábricas até 2020, para alcançar cobertura nacional. O foco principal é entrar no Sul e no Nordeste. Atualmente, a Petrópolis tem quatro fábricas: três no eixo Rio- São Paulo e uma na região Centro-Oeste. Sua distribuição cobre cerca de 35% do mercado nacional.
Em 2011, a produção de cervejas da Petrópolis foi de 1,73 milhão de litros. A empresa cresceu 13,6% no ano, enquanto o mercado brasileiro ficou estagnado. Em setembro, a cervejaria chegou ao segundo lugar no varejo, posição que perdeu para a Schincariol em fevereiro. "Isso já era esperado", diz Costa. A queda ocorreu devido "ao esforço de marketing e ações de preços muito fortes dos concorrentes durante o Carnaval".
A cervejaria não tem presença no Nordeste nem no Sul do País, mas tem forte penetração no Centro-Oeste, região não auditada pela Nielsen. "A marca Crystal chega a ter mais de 50% em algumas áreas da região", afirmou o diretor.
Fonte: Valor Econômico – 02/04/2012
Brahma produz lata especial para a ExpoLondrina
Pelo terceiro ano consecutivo, a Brahma é parceira da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, sendo patrocinadora master do evento.
Seguindo a tradição, a cervejaria produziu uma lata especial para a feira. "A lata está muito bonita, sem dúvida, a mais bonita de todas as edições que fizemos. É uma forma de retribuir o público, com uma lata bonita e uma cerveja de qualidade comprovada", explica Heitor Guimarães, gerente comercial da Brahma.
Fonte: Redação Bonde com assessoria de imprensa – 02/04/2012
Ambev investe R$ 8,9 milhões no Rio Grande do Sul
A Ambev anunciou nesta terça-feira (3/4) que planeja investir cerca de R$ 2,5 bilhões em sua operação no Brasil neste ano. Para atender esse plano de expansão, a indústria de bebidas anuncia um novo Centro de Distribuição Direta (CDD) em Santa Cruz do Sul, no interior do Rio Grande do Sul.
O investimento total para inicio das operações foi de R$ 8,9 milhões, cuja inauguração aconteceu na manhã desta terça-feira. O objetivo do CDD é atender a bares, restaurantes e pequenos mercados de Santa Cruz do Sul e de mais 31 municípios próximos. Com a instalação do centro, inicialmente serão criados 60 postos de trabalho diretos e 115 indiretos.
Além disso, a Ambev firmou um acordo com a prefeitura para garantir benfeitorias no local para melhorar o acesso na região. Para atender a crescente demanda em suas operações, a Ambev está construindo mais uma maltaria no Rio Grande do Sul. A unidade ficará na cidade de Passo Fundo e a previsão é de que comece a operar no segundo semestre deste ano.
Durante as obras, a nova maltaria empregará mais de 500 pessoas (entre trabalhadores diretos e indiretos), além de beneficiar a atividade agrícola da região
Fonte: Brasil Econômico - 04/04/2012
Governo aumentará IPI para bebidas
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira que o governo aumentará o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no segmento de bebidas frias, como cervejas e refrigerantes. "Haverá reajuste do IPI e outras medidas complementares. Os detalhes serão divulgados na quarta-feira pela Receita Federal, quando serão publicadas todas as medidas", limitou-se a dizer.
Segundo o secretário, trata-se de uma correção da tabela de preços de bebidas, que é feita todos os anos. Mesmo assim, ele admitiu que as desonerações anunciadas dentro do Plano Brasil Maior devem ser compensadas para que não haja comprometimento do cumprimento pelo governo do superávit primário. Essa compensação será feita, de acordo com Barbosa, com o aumento da arrecadação e a elevação de tributos.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia afirmado que haveria elevação dos impostos de bebidas e fumo. No caso de cigarros, o secretário explicou que a medida já foi anunciada no final do ano passado e que as correções entram em vigor neste mês.
Fonte: Estadão – 04/04/2012
Consumo de marcas estrangeiras de cerveja na China aumentou 20% em 2011
O consumo de marcas de cerveja estrangeiras na China aumentou 20 por cento em 2011, detendo já dez por cento de um mercado que valerá cerca de 55 bilhões de euros em 2014, disse hoje um jornal oficial.
O país mais populoso do mundo, com cerca de 1.340 milhões de habitantes, é o maior produtor e consumidor mundial de cerveja, estimando-se que cada chinês beba em média 32 litros por ano.
Em 2011, a produção de cerveja na China aumentou 9,3 por cento, pelo sétimo ano consecutivo, para 48,99 bilhões de litros, indicou o jornal China Daily.
Peritos ocidentais citados por aquele jornal preveem que o mercado chinês da cerveja atingirá os 459,9 bilhões de yuan (55,04 bilhões de euros) em 2014, mais 152,6 bilhões de yuan (18,34 bilhões de euros) do que em 2009.
"China consome anualmente 43,8 bilhões de litros de cerveja, o que corresponde a cerca de um quarto do consumo mundial", disse um executivo da Carlsberg, multinacional do setor que já tem mais de 30 fábricas na China.
Budweiser, Skol, Heineken e Stella Artois são as outras marcas estrangeiras citadas pelo China Daily. No conjunto, as marcas estrangeiras só representam dez por cento do consumo total de cerveja na China, mas como são geralmente mais caras que as marcas nacionais, asseguram quase metade dos lucros, refere o jornal.
Fonte: RTP Notícia – 04/04/2012
Receita: imposto sobre água, cerveja e refrigerante pode não subir
O imposto sobre as bebidas frias (água, cerveja e refrigerante) pode não subir em alguns casos, disse hoje (4) o subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita Federal, Sandro Serpa. Ele explicou que o governo está apenas atualizando a tabela de preços que serve de base para o cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
“O sistema de tributação atual existe desde dezembro de 2008 e a própria lei, que foi elaborada em conjunto com o setor de bebidas, determina que os preços cobrados no varejo sejam revisados periodicamente”, disse Serpa. “Dificilmente, os preços do ano passado continuarão os mesmos este ano, mas se a bebida não tiver ficado mais cara, o imposto não subirá”, completou.
Apesar de a legislação estabelecer a atualização periódica da tabela, Serpa admitiu que a decisão de quando os preços são revisados é política. “A lei prevê que, de tempos em tempos, os preços precisam ser atualizados, mas não informa a frequência. A decisão [sobre a revisão da tabela] cabe ao governo”, declarou.
Ontem (3), o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o aumento da tributação das bebidas frias serviria para compensar parcialmente a desoneração de R$ 3,1 bilhões prevista no pacote de incentivo à indústria. Serpa, no entanto, declarou que o aumento da arrecadação não é o objetivo principal da medida. “Não estamos mudando o modelo de tributação nem aumentando as alíquotas percentuais. A Receita está apenas fazendo uma atualização”, acrescentou.
Há pouco mais de três anos em vigor, o sistema de tributação das bebidas frias só foi atualizado uma vez, em março do ano passado. Pelo modelo misto de tributação, com base nos preços de varejo, pesquisados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a Receita aplica uma alíquota percentual de IPI e PIS/Cofins sobre a bebida, que varia conforme o tipo de embalagem e a participação de mercado da marca. O valor final será o tributo cobrado por unidade produzida.
Prevista para sair hoje, a publicação da nova tabela de preços não foi publicada no Diário Oficial da União. Serpa não comentou o motivo do adiamento nem informou quando a atualização deve ser oficializada.
Fonte: Agencia Brasil, por Wellton Máximo – 04/04/2012
Starbev é vendida por 2,65 bilhões de euros
A Molson Coors, fabricante de cervejas dos Estados Unidos cujas marcas incluem a Coors Light e a Carling, informou que vai comprar a StarBev por 2,65 bilhões de euros.
A aquisição, do grupo de private equity CVC, ajudará a cervejaria americana a ampliar seus negócios no momento em que tenta levar suas vendas para além dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Os principais mercados da StarBev estão na Europa central e do leste. "Esse é um negócio cujo objetivo é o crescimento", diz Peter Swinburn, presidente-executivo da Molson Coors.
"Nossos mercados estão estagnados e declinantes. Esses outros estão em crescimento.", completa.
Fonte: Valor – 05/04/2012
Consolidação de cervejarias segue ritmo forte em 2012
Ao concluir a compra da cervejaria europeia StarBev, a Molson Coors passa a integrar um seleto grupo que tem gigantes como SABMiller, Heineken e Kirin, que têm varrido o mundo à procura de fabricantes de médio porte e, dessa forma, ficarem cada vez maiores. O movimento de consolidação do setor deve continuar intenso, na visão dos analistas. Nesta semana, a americana Molson desembolsou 2,65 bilhões de euros para comprar a StarBev, uma das líderes de mercado na República Checa, Hungria, Romênia e Bulgária.
De acordo com Trevor Stirling, analista da Sanford C. Bernstein, em Londres, as cervejarias internacionais apostam no crescimento por meio de aquisições em países com ritmo acelerado de crescimento para compensar o declínio das vendas nos EUA e na Europa. Um exemplo desta estratégia é a japonesa Kirin, que após desembolsar mais de US$ 3,6 bilhões pelo controle da brasileira Schincariol, ainda tem sede por mais aquisições. Os alvos agora são as cervejarias asiáticas.
Já a SABMiller comprou recentemente a fabricante turca Anadolu Efes, numa disputa acirrada com outra gigante, a australiana Foster. No fim de 2010, a holandesa Heineken comprou a unidade de produção de cervejas da Fomento Economico Mexicano numa transação de US$ 7,3 bilhões.
O presidente-executivo da Molson Coors, Peter Swinburn, afirmou em teleconferência a analistas que pretente acelerar a expansão da companhia nos mercados emergentes para sustentar “a saúde a longo prazo dos negócios”.
Fonte: Brasil Econômico - 05/04/2012
Heineken prepara “operação de guerra” para o Lollapalooza
Tendo os grandes festivais de música em sua estratégia de negócios, a cervejaria holandesa Heineken se prepara para servir 160 mil litros durante os dois dias do Lollapalooza, evento que chega pela primeira vez ao país neste final de semana e que deve reunir um total de 140 mil pessoas. Por conta dos desafios logísticos de servir chope gelado ao público, a companhia denomina sua atuação como uma “operação de guerra” que envolverá 113 choperias, 90 vendedores ambulantes e 1 quilômetro de tubulação para a bebida ser distribuída por todo o Jockey Club, em São Paulo, onde ocorrerá o festival.
“Será uma operação desafiadora para nós por não utilizar embalagens como latas e garrafas E esse foi um pedido do próprio público para o evento”, afirma Daniela Cachich, diretora de Marcas Premium da Heineken Brasil. Além desse desafio, a cervejaria montará no evento um bar que sobe a 40 metros de altura tendo como tiradores de chope especialistas vindos diretamente da Holanda para a iniciativa.
Denominado “Heineken in the Sky”, a estrutura comporta até 22 pessoas tendo uma duração de 30 minutos de duração cada subida. A expectativa é que o bar receba cerca de 400 visitantes por dia. “É a primeira vez que realizamos essa experiência”, aponta Daniela, lembrando que durante o Rock in Rio, no ano passado, a novidade da empresa foi uma tirolesa que ficava na frente do palco principal e que passava por cima do público.
No Lollapalooza, a empresa ativará a marca com um bar lounge e uma choperia gigante que estarão instaladas no espaço do evento. Em todo o mundo, a Heineken patrocina mais de 100 festivais de música.
Fonte: Brasil Econômico - 05/04/2012
Cerveja Budweiser chega ainda este mês a Manaus
Cerveja premium da Ambev será lançada com uma grande festa no bar Porão do Alemão, em Manaus.
A partir de abril, a cerveja Budweiser, marca internacional, presente em mais de 80 países, estará à disposição dos consumidores de Manaus. O produto, que compõe o portfólio premium da Ambev, poderá ser encontrado em vários bares e restaurantes de Manaus.
Para comemorar o lançamento na capital, a marca preparou uma grande festa no bar Porão do Alemão, localizado na estrada da Ponta Negra. O Evento, que acontece no dia 11 de abril, quarta-feira, ás 22h00, terá a presença de personalidades e contará com a apresentação dos principais DJs da região.
“Por se tratar de uma marca internacional, cool e antenada com o mundo, estamos otimistas com a chegada e a recepção de Budweiser na região. Além disso, o mercado de Manaus é muito promissor, com amplo potencial de crescimento. Um dos principais fatores para isso é a mudança de comportamento dos consumidores, que cada vez mais demonstram interesse por produtos premium” destaca o gerente regional marketing da ambev, Leonardo Santos Bevilacqua.
A cerveja poderá ser adquirida nos principais pontos de venda da capital e região em embalagens de 350 ml (lata) e 355 ml (long neck). Mais informações sobre a marca podem ser obtidas pela Fan Page de Budweiser no Facebook (www.facebook.com/BudweiserBrasil).
Sobre a Bud
Budweiser, marca de cerveja mais valiosa do mundo e uma das mais vendidas, é uma cerveja do tipo lager, com 5% de teor alcoólico e processo de produção diferenciado. Em sua elaboração são utilizados chips de Beechwood (madeira de faia) nos tranques de fermentação, o que garante um líquido de sabor único e com equilíbrio perfeito: marcante no início e suave no final.
Seu processo de produção é considerado um dos mais caros do mundo. A produção da marca ocorre na fábrica de Jacareí, interior de São Paulo. A marca global atua no Brasil nas plataformas de música e esportes internacionais, apoiando shows e eventos como FIFA World Cup e UFC (Ultimate Fighting Champioship).
Fonte: D24am – 05/04/2012
Após pressão, governo adia aumento de IPI para bebidas
“Ideia em estudo prevê modelo de tributação baseado no cumprimento de metas de produção e investimento e na criação de empregos”
O governo recuou e decidiu negociar um acordo com a indústria de bebidas que vai suspender, pelo menos até junho, o aumento de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor anunciado nesta semana.
A ideia em estudo é definir um modelo de tributação do setor com base em metas de produção e de investimento. Também se discute incluir metas de emprego.
Segundo a Folha apurou, o modelo em análise estabelece um aumento do IPI de acordo com o cumprimento das exigências estabelecidas.
Na última terça-feira, o Ministério da Fazenda chegou a anunciar que elevaria o IPI de bebidas frias -cerveja e refrigerantes- dentro do esforço para compensar as desonerações tributárias concedidas no pacote para incentivar a indústria brasileira.
Ao tomar conhecimento, o setor procurou o governo reclamando de não ter sido chamado para negociar a medida. A Fazenda e a Casa Civil chegaram a propor, em vez da elevação de alíquotas do imposto, a ampliação da base cálculo do tributo, que também resultaria em elevação da carga tributária.
Representares da indústria alegaram, então, que a alteração poderia impactar nos planos de investimentos do setor, previstos em R$ 7,6 bilhões nos próximos três anos.
Um técnico envolvido na discussão explicou que, se as empresas se comprometerem a aumentar sua produção e as vendas num determinado percentual, por exemplo, e atingirem essas metas, a arrecadação do governo subirá, o que pode permitir um aumento menor de IPI.
Para empresários que participam do debate, a intenção de criar um regime tributário com metas seria uma resposta inteligente do governo para um segmento da indústria que vem apresentando um “ciclo virtuoso” de crescimento nos últimos anos.
Recentemente, o governo adotou um modelo tributário semelhante com o setor automotivo. Para ter direito a desconto na elevação de 30 pontos percentuais no IPI, as montadoras precisarão cumprir metas como compra de peças e insumos no Brasil, Mercosul ou México.
Fonte: Folha de S. Paulo, por Valdo Cruz e Julianna Sofia de Brasília – 06/04/2012
Dívidas da Schincariol aumentam em 2011
A cervejaria pertencente ao grupo Kirin, soma mais de R$ 2,4 bilhões em dívidas, valor referente a ações tributárias, trabalhistas e cíveis, para o qual a Schin não tem provisões ou reservas para um possível pagamento - uma vez que, segundo seus contadores, as chances de ter que honrar esses débitos são inferiores a 50%.
Essas dívidas não provisionadas foram as que mais cresceram em 2011, em 14,7% no ano anterior. Já as de curto prazo e as de longo prazo subiram 7,71%. "As dívidas não provisionadas não têm efeito financeiro, não contam para o cálculo da alavancagem da Schincariol", diz Chris Thornsberry, analista da Raymond James. "Mas são problemas que, não se sabe, podem crescer e atrapalhar a empresa no futuro", afirma.
Fonte: Estado – 09/04/2012
Bélgica: o consumo de cerveja aumentou 1,4% em 2011 após 25 anos de declínio
A Bélgica está redescobrindo a sua bebida nacional: o consumo de cerveja na Bélgica está novamente em ascensão, relataram os fabricantes de cerveja belgas no início deste mês. Segundo dados preliminares, o consumo total de cerveja na Bélgica aumentou 1,4% em 2011, como o consumo per capita de cerveja aumentou de 78 litros em 2010 para 79,5 litros.
As cervejas especiais têm visto um aumento significativo na demanda durante os últimos dois anos. Depois de 25 anos de declínio, o aumento do consumo no último ano foi um sinal muito significativo para a indústria. A tendência negativa na verdade diminuiu em 2009 e 2010, e hoje as cervejarias belgas relatam um aumento na produção e o interesse da nação na cerveja está se intensificando, disse a associação comercial.
Fonte: E-Malt – 11/04/2012
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
EUA: aumento de 86% na exportação de cervejas artesanais em 2011
Com base nos resultados de uma pesquisa da indústria recém-concluída, a Brewers Association (BA) relata exportações recordes de cerveja artesanal americana em 2011, e pelo nono ano consecutivo (representando todos os anos para os quais os dados foram coletados).
As cervejarias artesanais americanas exportaram mais de 110.000 barris de cerveja em 2011, no valor de cerca de US$ 23,4 milhões - um aumento dramático de 86% em volume e 97% em dólares sobre as exportações efetuadas ao longo de 2010. O Canadá permaneceu o maior mercado de exportação desta indústria, com as exportações aumentando 127% em volume (27.976 barris) em 2011, em grande parte como resultado do aumento da demanda na Colúmbia Britânica, Alberta, e Ontário.
Além disso, o Reino Unido e a Suécia mantiveram-se como os dois maiores mercados. As exportações para os dois países totalizou cerca de 13.065 barris. Regionalmente, a Europa Ocidental é o maior destino das exportações de cervejas artesanais americanas. Os embarques para a região aumentaram 52% em 2011 e ultrapassaram 51.613 barris.
"O crescimento das vendas internacionais é notável, tendo em conta a recessão econômica global prolongada. Apesar de diminuir o poder de compra, a demanda do consumidor por cervejas artesanais americanas manteve-se forte e importadores continuaram a expandir seus portfólios de marcas artesanais americanas de cerveja, mesmo em mercados emergentes, como Brasil e Índia", disse Bob Pease, diretor de operações da Brewers Association.
"Esses números de exportação falam por si. Eles são um testemunho da inovação dos pequenos e independentes cervejeiros artesanais americanos e seu foco na criação de produtos de valor para o consumidor".
As exportações totais de cervejas artesanais americanas aumentaram cerca de 500% desde que o Programa de Desenvolvimento das Exportações da Brewers Association foi iniciado em 2004, com fundos provenientes do Programa de Acesso ao Mercado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA MAP).
Nos EUA, as cervejarias pequenas e independentes empregam cerca de 100.000 empregados em tempo integral e parcial, geram mais de US$ 3 bilhões em salários e benefícios, e pagam mais de US$ 2,3 bilhões em impostos empresariais, pessoais e de consumo. Esses cervejeiros operam pequenas empresas vitais nas comunidades em todo o país.
A Brewers Association (BA) é a associação comercial sem fins lucrativos, dedicada a pequenas e independentes cervejarias americanas, às suas cervejas artesanais e à comunidade de entusiastas de cerveja. A BA representa mais de 70% da indústria cervejeira, e os seus membros produzem mais de 99% da cerveja produzida nos EUA.
Fonte: E-Malt – 11/04/2012
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
Mundo: a previsão de comércio de cevada para 2011/12 é aumentada para 17,54 milhões de toneladas
A previsão do comércio mundial de cevada para 2011/12 foi aumentada pelo USDA (United States Department of Agriculture) no relatório deste mês, pela previsão marroquina de importação de cevada ter dobrado para 500.000 toneladas, em leilões recentes decorrentes das condições desfavoráveis das novas culturas.
O comércio mundial de cevada deverá ascender a 17,54 milhões de toneladas este ano, sendo os maiores exportadores a Austrália (4 milhões de toneladas contra 4,1 milhões de toneladas em 2010/11), Ucrânia (3,4 milhões de ton. vs 2,45 milhões de ton.), Argentina (2,9 milhões contra 1,53 milhões), a UE (2,8 milhões de toneladas vs 4,59 milhõs de ton.), Rússia (2,3 milhões de ton. vs 1 milhão) e Canadá (1 milhão vs 1,1 milhão de toneladas no ano passado).
A Arábia Saudita, o maior importador mundial de cevada, deve comprar no exterior 7,5 milhões de toneladas em 2011/12, em comparação com as 6,2 milhões de toneladas em 2010/11.
As importações de cevada pela China estão previstas em 2 milhões de toneladas este ano, acima dos 1,66 milhão de toneladas em 2010/11. O Japão deverá importar 1,3 milhão de toneladas este ano, uma ligeira queda com relação a 1,36 milhão de toneladas em 2010/11.
O USDA reduziu ligeiramente a previsão de produção mundial de cevada para 133,93 milhões de toneladas este mês, a partir de 134,04 milhões de toneladas previstas no relatório de março (122,4 milhões de toneladas em 2010/11). As previsões para as principais nações produtoras de cevada (UE-27, Rússia, Ucrânia, Austrália, Canadá, Turquia, Argentina) permaneceu inalterada.
O consumo total de cevada está previsto para um montante de 135,12 milhões de toneladas em 2011/12, em comparação com a previsão de 136,19 milhões de toneladas em março.
O total final de estoque de cevada será de 22,67 milhões de toneladas este ano, segundo as previsões do USDA, ante 23,85 milhões de toneladas em 2010/11 e 37,46 milhões de toneladas em 2009/10.
Fonte: E-Malt – 11/04/2012
Traduzido e adaptado por Matthias R. Reinold
InBev pode comprar cervejaria dominicana
A Anheuser-Bush InBev NV surgiu como principal candidata a comprar a Cervecería Nacional Dominicana SA, conhecida como CND, num negócio que poderia dar à cervejaria belgo-brasileira controle sobre a fabricante da cerveja Presidente, segundo pessoas a par do assunto.
O acordo que está sendo discutido é complexo, e na prática criaria uma sociedade da Anheuser com o Grupo León Jimenes, que detém 84% da CND. Detalhes do possível acordo não estavam claros, inclusive que papel a divisão brasileira da Anheuser, a AmBev, teria. Mas uma das pessoas disse que a Anheuser pode acabar adquirindo o controle da cervejaria dominicana. O negócio pode ser fechado ainda esta semana, disse a pessoa.
Outra pessoa disse que a transação daria à CND um valor em torno de US$ 2,5 bilhões. Um porta-voz da AB InBev não quis comentar. Um porta-voz da CND não pode ser contatado imediatamente.
Se a Anheuser, a maior cervejaria do mundo, fechar um acordo pelo controle, ela ficaria com uma marca de cerveja que é exportada para os Estados Unidos, Europa e vários países caribenhos.
O negócio também aconteceria logo depois da venda, anunciada semana passada, da cervejaria europeia StarBev para a americana Molson Coors Brewing Co., por US$ 3,5 bilhões. Juntos, esses negócios revelam o que tem sido um ponto positivo num mercado de fusões e aquisições fraco de maneira geral: empresas cervejeiras de mercados emergentes que as gigantes mundiais do setor estão interessadas em comprar para melhorar suas perspectivas de crescimento e ganhar mais produtos para promover por seus vastos canais de distribuição.
A CND também distribui as marcas Miller e Corona na República Dominicana.
Fonte: Valor – 12/04/2012
Rede com 250 cervejas especiais abre loja em Moema
Com quiosques em diversos shoppings de São Paulo, a rede Mr. Beer inaugura sua terceira loja de rua em Moema (zona sul de São Paulo) e, ainda neste mês, está prevista a abertura de outra unidade no Itaim Bibi (zona oeste). As novidades se juntam aos espaços gourmet do Brooklin (zona sul) e do Pacaembu (zona oeste).
A rede - que surgiu em 2009 - comercializa cerca de 250 rótulos de cerveja especiais, além de acessórios como baldes, aventais, abridores personalizados e kits para presentes.
Fonte: Folha – 12/04/2012
Barril fabricado na Holanda chega de navio ao Brasil
Na fábrica da Heineken em Den Bosch, Holanda, a 80 quilômetros da capital Amsterdã, repousa placidamente a imagem de Saint Arnauld, o padroeiro dos catadores de lúpulo e dos mestres cervejeiros.
As mais recentes orações dirigidas ao santo, que na Idade Média incentivava os fiéis a consumir cerveja no lugar de água, por conta do processo de fervura que tornava a bebida mais "limpa", agora estão relacionadas ao Brasil. É na unidade industrial de Den Bosch, uma das mais modernas entre as 140 que a Heineken tem no mundo, que está sendo fabricada a Kaiser Barril, de quatro litros, nova versão da bebida que integra a estratégia de relançamento da marca, iniciada em novembro pela Heineken.
O produto chega ao varejo esta semana e, dentro de um mês, receberá campanha nacional de marketing, assinada pela Fischer & Friends e pela F Biz. A produção da Kaiser Barril utiliza o sistema "DraughtKeg", criado há um ano pela Heineken e até hoje disponível apenas para a fabricação da marca holandesa. Trata-se de um sistema em que a cerveja é tirada sob pressão por meio de um cartucho interno com gás carbônico, que deixa a bebida mais cremosa, com consistência semelhante a de um chope.
"É o principal lançamento da marca Kaiser no ano", afirma Mariana Stanisci, diretora de marcas "mainstream" da Heineken, sem revelar valores ou expectativa de ganho de "market share". É a primeira vez que uma fábrica da Heineken na Europa produz algo com a marca Kaiser. O envase da bebida no barril, feito de PET, começou em Den Bosch em dezembro. "Estamos trabalhando nesse projeto há um ano", diz Lígia Patrocínio, gerente de inovação da Heineken.
A unidade de Den Bosch é a única no mundo equipada com o sistema "DraughtKeg". A linha está operando 24 horas por dia, cinco dias por semana, para produzir 1,2 mil unidades por hora.
A Kaiser Barril segue de navio para o Brasil, percurso que demora dois meses. No país, será comercializada com preço promocional de R$ 29,90 no primeiro momento, mas o preço regular sugerido será de R$ 34,77. "Teremos várias ações de degustação nos supermercados para ensinar o consumidor a tirar a bebida como chope", conta Mariana. O produto é voltado para o consumo doméstico, como churrasco entre amigos ou o almoço de família. Por isso será encontrado não refrigerado na maioria dos pontos de venda.
"Recomendamos que a bebida seja colocada para gelar por no mínimo dez horas antes do consumo", diz Lígia. A Kaiser Barril conta com um termômetro externo, que indica ao consumidor o quão gelada está a bebida. Como se trata de um produto pasteurizado, pode ser guardado em geladeira depois de aberto, mantendo as mesmas propriedades por até 30 dias. Fechado, o prazo de validade da Kaiser Barril é de oito meses.
Por meio de pesquisas com consumidores, a Heineken identificou que nas praças mais importantes para a marca, como Curitiba e Manaus, mais de 50% das pessoas já sabem que a Kaiser é feita pela companhia. "Esse era o nosso objetivo quando relançamos a marca no ano passado, fazer com que o consumidor soubesse que a marca passou a estar comprometida com um padrão de qualidade internacional", diz Mariana, lembrando que a Heineken promove mensalmente testes com amostras da marca brasileira para assegurar a excelência do produto.
A partir de agora, segundo a executiva, a Kaiser quer se alinhar a uma "atitude mais ousada". "Vamos patrocinar o CQC, na Band, um programa que está em linha com o que queremos para a marca nesse novo momento". Que Saint Arnauld diga "amém".
Fonte: Datamark
Ambev tenta alcançar a máxima do ano
As ações preferenciais da Ambev (AMBV4) entraram no radar da análise gráfica após romperem a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) nos R$ 77,80. A recomendação de Leandro Klem, analista gráfico da Trader Brasil, é de compra dos papéis, que fecharam o pregão de quinta-feira (12/4) cotadas a R$ 78,15, com alta de 1,10%.
"Agora a ação vai tentar a máxima do ano, perto dos R$ 80 até R$ 81", indica Klem. Segundo ele, o papel está formando um W no gráfico diário, figura também chamada de fundo duplo."É quando o papel, depois de uma queda, testa uma resistência para tentar uma projeção de compra", explica o analista.
Klem afirma que a próxima resistência do papel é nos R$ 80. No caso de uma queda, o suporte (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) mais próximo é em R$ 75,50. "Mas o suporte forte mesmo é nos R$ 73,20", afirma.
Com o objetivo do investimento entre R$ 80 e R$ 81, o analista da Trader Brasil indica colocar um stop loss (ponto que, se alcançado, aponta a venda do papel) em R$ 77.
As ações da Ambev já vêm em um movimento forte de alta, com valorização de 71,53% no ano e de 3,44% em abril. "Com o Ibovespa caindo (2,25% neste mês), a ação AMBV4 é uma opção defensiva e paga bons dividendos, o que é sempre bom ter na carteira", conclui Leandro Klem.
Fonte: Brasil Econômico - 16/04/2012
SABMiller prevê vender até 8% mais na América Latina
A SABMiller, fabricante das cervejas Grolsch e Peroni, informou que sua unidade latino-americana vai vender mais que o planejado nos próximos três a cinco anos, pois está se concentrando em cervejas mais acessíveis. A companhia prevê um crescimento do volume de vendas na região de 5% a 8%, ante previsão anterior de 4% a 6%, segundo o presidente da SABMiller para a América Latina, Karl Lippert. A receita por hectolitro deverá aumentar até 4%, ante previsão anterior de até 5,5%.
A SABMiller está se concentrando em uma "estratégia de acessibilidade", uma vez que 56% dos latino-americanos têm rende igual ou menor que o salário mínimo, disse Lipper. "Os preços da cerveja nesses países são muito altos", quando comparados historicamente com os preços praticados no resto do mundo, afirmou Lipper. "Estamos buscando oportunidades para a democratização da cerveja."
A unidade latino-americana foi a que mais contribuiu para as vendas e o lucro de 2010 da companhia, sediada em Londres. A cervejaria, com marcas como a Cusquena e a Aquila na região, divulgou um crescimento de 11% no lucro antes dos juros, impostos e amortização, superando a Europa, ficando um pouco atrás da média de 12% do grupo. Os volumes das cervejas lager ficaram no mesmo nível do ano anterior.
A SABMiller vem se concentrando no plano de acessibilidade na Colômbia, Honduras e El Salvador, vendendo cerveja em garrafas maiores e preços ligeiramente mais baixos, para atrair consumidores em bares, ou vendendo pacotes de latas para serem consumidas em casa, estratégia que até agora tem sido bem sucedida. A companhia manteve sua meta de crescimento da margem de lucro de 60 pontos-base para 100.
O volume de bebidas vendido na Colômbia em 2010, depois que o governo do país aumentou o imposto sobre valor agregado da cerveja de 3% para 10%, em fevereiro, levando a SABMiller a aumentar seus preços. Enchentes no país também afetaram as vendas. A companhia disse que a Colômbia responde por mais de metade de suas vendas na região. Com a melhoria do tempo, houve um crescimento de "dois dígitos" nas vendas no país, segundo Lippert.
A companhia prevê que o PIB da América Latina vai crescer 4,8% entre 2010 e 2015, numa taxa anual composta, em linha com seus mercados africanos e mais que o crescimento esperado para suas unidades na América do Norte, África do Sul e centro e leste da Europa.
Os países latino-americanos onde a SABMiller opera têm consumo médio anual de bebidas alcoólicas de 38 litros por pessoa, ante 77 litros na América do Norte.
Em novembro, a SABMiller comprou a Cerveceria Argentina Isenbeck, a terceira maior fabricante da Argentina, entrando num mercado dominado pela Anheuser-Busch InBev, a maior fabricante do mundo. A integração foi "difícil no começo", mas "se normalizou com a boa equipe local", disse ontem Rob Priday, presidente da unidade peruana da companhia.
A aquisição desencadeou especulações de que a companhia poderá entrar no Brasil, terceiro maior mercado mundial, com a compra da Schincariol, segunda maior cervejaria do Brasil. A Diageo, fabricante da Guinness, desistiu de fazer uma proposta pela companhia, segundo duas pessoas a par da situação. "É claro que há algumas coisas na mesa" no Brasil, disse Lippert. "É de se esperar que viéssemos dar uma olhada", disse ele referindo-se à Schincariol.
Fonte: Valor - 17/04/2012
Heineken lucra € 175 milhões no 1º trimestre
A cervejaria holandesa Heineken divulgou hoje que teve lucro de 175 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, acima do lucro de 151 milhões de euros no mesmo período de 2011. Mas esse resultado inclui um ganho de 20 milhões de euros com a reavaliação da sua participação em uma cervejaria haitiana. Sem esse ganho, o lucro ficou praticamente estável na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, devido a um aumento nos custos fixos e de produção.
A receita da Heineken, que é a terceira maior cervejaria do mundo, subiu fortemente na Ásia, África e América Latina, o que compensa a fraca expansão em regiões mais maduras. No total, a receita subiu para 3,83 bilhões de euros no primeiro trimestre, de 3,6 bilhões de euros no mesmo período do ano passado. Analistas esperavam receita de 3,75 bilhões de euros. O volume de vendas de cervejas do grupo aumento 4,7%, em bases orgânicas. Por volta das 9h30 (de Brasília), as ações da Heineken subiam 4,89% na Bolsa de Amsterdã. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão - 18/04/2012
América Latina puxa avanço da SABMiller
A receita da SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, cresceu 7% em 2011, chegando a US$ 28,3 bilhões. O aumento foi conduzido pela América Latina, responsável por 31% do crescimento, seguida por África do Sul (23%) e pelo restante da África (13%), de acordo com o balanço da companhia de Graham Mackay.
O mercado brasileiro integra as estratégias do médio prazo, ao lado de outras economias em desenvolvimento. “Até 2015, é provável que o crescimento continue a ser liderado pelos mercados emergentes”, afirma o anúncio oficial.
Segundo o documento, os 25 países que avançam mais rapidamente devem contribuir mais com a taxa de crescimento anual em volumes de cerveja.
“A China deve responder por quase 40% desse crescimento, com Vietnã, Brasil, Ucrânia, Nigéria, Índia e Peru contribuindo de forma significativa.” No ano, o crescimento orgânico (que abrange só produção e vendas, excluindo variações cambiais e aquisições) foi de 3%. A média ficou abaixo do índice de 4% esperado por nove analistas ouvidos pela agência Bloomberg.
O resultado pífio se deveu ao volume de cerveja comercializado na área do Ásia-Pacífico, que subiu apenas 1% no último trimestre, contra os 8% esperados pelo mercado. As chuvas prejudicaram as vendas nessa parte do mundo, a ponto de a financeira UBS AG calcular que, embora os chineses respondam por cerca de 20% do volume anual da SABMiller, correspondem a só 2%do lucro.
A empresa britânica, que começou vendendo cerveja para garimpeiros na África do Sul em 1895, produziu 218 bilhões de litros de bebida nos últimos 12 meses, 2% a mais que o registrado no ano de 2010. A concorrente Heineken afirmara na véspera que as vendas durante o mesmo período caíram1,3% na Europa Ocidental, devido a reduções em Portugal, Irlanda e Grécia. Já as vendas de cerveja da Heineken em regiões como África e América Latina aumentaram
Fonte: Brasil Econômico - 20/04/2012
Brasileiro deve gastar R$ 5,57 bilhões com bebidas fermentadas em 2012
Os gastos dos brasileiros com bebidas fermentadas (cerveja, vinho e champanhe) devem atingir R$ 5,57 bilhões este ano, de acordo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (23) pelo Ibope Inteligência.
A classe B, responsável por 24,45% dos domicílios urbanos do país, é a que apresenta maior potencial de consumo no segmento, de 45,51% ou R$ 2,54 bilhões, diz o estudo. Na sequência vem a classe C, com 52,38% dos domicílios e potencial de 37,48% ou R$ 2,09 bilhões. Em seguida vêm as classes A (2,60% dos domicílios em áreas urbanas e 12,11% do potencial, com R$ 670 milhões), e a DE (20,58% dos domicílios, 4,91% do potencial, com R$ 270 milhões).
Entre as regiões brasileiras, a Sudeste é a que apresenta maior potencial para consumo de bebidas fermentadas, com 50,27%. Na região, o consumo per capita, de acordo com o estudo, é de R$ 37,13, diz a divulgação.
O cruzamento de dados por região e classe social mostra que a classe B do Sudeste tem maior potencial, com R$ 1,42 bilhão, e a classe DE do Centro-Oeste o menor, com R$ 10 milhões.
A pesquisa foi feita com a ferramenta de dimensionamento de mercado Pyxis Consumo, uma base de dados que apresenta o potencial de consumo (demanda) por grupo de produtos de todos os municípios brasileiros.
Fonte: G1 - 23/04/2012
Para ONU, projeto da Ambev serve como exemplo
Lançado em 2010 pela Ambev, Movimento CYAN — Quem vê água enxerga seu valor vai ser apresentado durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro. Segundo o diretor de relações socioambientais e comunicação da empresa, Ricardo Rolim, a Ambev participará do evento depois de convite da Organização das Nações Unidas (ONU). “Fomos convidados à participar pela ONU. O objetivo é apresentar nossa ideia para outras empresas.
Estamos ainda estudando a participação em outros eventos relacionados à Rio+20”, disse. O objetivo do projeto é mostrar à sociedade o que pode ser feito para reduzir o consumo de água. De acordo com Rolim, o CYAN é dividido em três pilares: alerta — que chama atenção para o valor da água; preservação e recuperação; e educação. Dentro do segundo está, por exemplo, a recuperação de bacias hidrográficas. “Em parceria com a WWF, ‘adotamos’ a Bacia do Corumbá-Paranoá, em Brasília”. Desenvolvemos estudos sobre o melhor aproveitamento da água. A ideia não é só cuidar da bacia, mas sim conscientizar a população ribeirinha para que ela possa tratá-la melhor”, explicou.
Banco CYAN
O principal programa do projeto é o Banco CYAN, que premia o não consumo. Por meio do Banco, os clientes das concessionárias de água do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais têm acesso à média de consumo de água de seu imóvel e, à medida que o consumo é diminuído ou mantido, eles ganham pontos que podem ser utilizados como desconto em compras nos sites Americanas.com, Submarino, ShopTime e Ingresso.com e ainda para assinaturas de revistas da Editora Abril. “Nosso objetivo é a educação ambiental através da comunicação com o consumidor. Damos dicas de economia de água e ‘milhas’ para quem economiza.
Em São Paulo e Minas, já foram economizados quase 80 milhões de litros de água, o suficiente para abastecer 15 mil pessoas por mês. Com a entrada do Rio de Janeiro — o estado passou a participar do projeto em março deste ano, pretendemos aumentar esse número”, ressaltou Rolim.
Reúso da água
Ainda em relação à água, a Ambev também incentiva as práticas de redução do consumo em suas fábricas e escritórios. “Nos últimos oito anos, reduzimos em mais de 30% o consumo de água. O reúso é a principal forma”, explicou o diretor.
Entre 2010 e 2011, o volume de água economizado nas unidades da empresa seria suficiente para abastecer por um mês cerca de 580 mil pessoas, um número maior do que a população de Florianópolis, Santa Catarina.
Outras práticas
Segundo Rolim, 98,3% dos subprodutos das fábricas são reaproveitados. “Um subproduto pode ser matéria-prima em outra cadeia produtiva. Nossa meta é chegar, em 2012, a 99%. Tudo indica que isso será possível, pois essa porcentagem já foi alcançada em alguma de nossas fábricas”, disse. Ainda há práticas relacionadas à redução da emissão de gases. “Nos últimos cinco anos, já reduzimos em 35% a emissão. Priorizamos o uso de biomassa e biogás”, diz.
De acordo com Rolim, uma fábrica de vidro localizada no Rio de Janeiro, além de reciclar o vidro do mercado, utiliza em seus fornos o biogás proveniente de uma fábrica de cerveja. “Temos ainda o programa ‘Logística Verde’, uma parceria com outras empresas da região, em que nossos caminhões ao invés de voltarem vazios, após uma entrega, retornam com produtos destas empresas. Também temos um piloto no Rio de Janeiro, em que nossa frota usa como combustível o óleo de cozinha dos bares que atendemos”, afirma o diretor da empresa.
Fonte: Brasil Econômico - 24/04/2012
Yanjing supera AB-Inbev para comprar concorrente
Beijing Yanjing Brewery, a quarta maior cervejaria nacional da China, está perto de firmar um acordo para comprar os ativos da Kingway Brewery Holdings por 4,5 bilhões de yuans (US$ 714 milhões), disseram pessoas familiarizadas com o negócio. A Yanjing é a favorita, após ter vencido uma oferta da Anheuser-Busch InBev, disseram duas pessoas que pediram anonimato.
A China Resources Snow Brewery (joint-venture entre a SABMiller e a China Resources Enterprise) se retirou do processo de apresentação de propostas no mês passado, informaram as fontes.
A Yanjing está se expandindo na China para aumentar sua participação de mercado, num momento em que as cervejarias provinciais competem no fragmentado mercado cervejeiro do país e impedem mutuamente que seus produtos sejam vendidos localmente.
A Yanjing tinha cerca de 12% do mercado de cervejas chinês no ano passado (em volume), segundo dados da Euromonitor International. Apenas quatro das 27 cervejarias chinesas dominam fatia superior a 5% do mercado.
A Kingway pôs os ativos à venda em janeiro, na medida em que perdeu participação de mercado em sua província de origem em favor de concorrentes como a Tsingtao Brewery e a Yanjing. A empresa informou no mês passado que seus lucros de 2011 caíram 4,1% devido ao aumento da competição e dos custos de produção.
Fonte: Valor - 25/04/2012
InBev busca compras na China
A Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, vai concentrar seu crescimento na China este ano, buscando ganhar mercado com suas marcas locais, bem como a avaliação de potenciais alvos de aquisição, de acordo com o presidente da companhia, Carlos Brito.
O executivo se recusou a comentar se a cervejaria mantém negociações para comprar a chinesa Kingway Brewery Holding.
A InBev com sede na Bélgica, deve divulgar os resultados do primeiro trimestre no dia 30. Brito informou que o desempenho nos primeiros meses foi positivo, por conta do inverno com temperaturas amenas no Hemisfério Norte.
Fonte: Brasil Econômico - 26/04/2012
AB Inbev atribui alta vendas maiores nos EUA à temperatura
O presidente da Anheuser-Busch Inbev, Carlos Brito, atribuiu às temperaturas mais amenas a elevação dos volumes de cerveja vendidos nos Estados Unidos nos primeiros dois meses do ano, e afirmou que o lançamento da Bud Light Platinum foi melhor que o esperado.
"Todos nós sabemos que foi principalmente por causa do clima, mas também acreditamos que foi por causa de alguns dados econômicos e melhor sentimento entre os consumidores", afirmou Brito em uma coletiva de imprensa após o encontro anual de acionistas.
"O inverno foi uma piada. Não houve inverno e isso é ótimo para as cervejas", disse ele. O executivo também afirmou que a empresa, que divulga seus resultados do primeiro trimestre na próxima segunda-feira, estava confiante em sua linha de lançamentos e marketing neste ano.
A fabricante da Beck's, Budweiser e Stella Artois responde por quase metade do mercado dos Estados Unidos, seu maior mercado em termos de receita e lucro. Brito disse que a Bud Light Platinum, lançada no fim de janeiro, foi um sucesso.
Fonte: Exame - 25/04/2012
Para aproximar clientes, Grupo Petrópolis abre tour em fábrica
O barulho das caldeiras fervendo é o som de boas-vindas à fábrica do Grupo Petrópolis localizada em Pedro do Rio, distrito de Petrópolis, na região serrana do Rio. A empresa abriu no ano passado um tour por dentro da fábrica que produz a cerveja Itaipava Pilsen para qualquer turista interessado. Basta telefonar com antecedência e agendar um horário, sem pagar nenhuma taxa. Com o Beer Tour, a empresa pretende construir um relacionamento com o seu consumidor. “É um cartão de visitas da companhia”, afirma Douglas Costa, diretor de Marketing, Comercial e Relações com o Mercado do grupo.
A visita, segundo ele, permite ao turista conhecer os processos de fabricação do produto. Há cerca de dois anos, parceiros e clientes já podem fazer visitas a todas as unidades do grupo, mas somente no ano passado o programa foi ampliado para permitir que qualquer pessoa interessada possa entrar pelas portas da fábrica.
Atualmente o grupo ocupa a terceira posição no mercado de venda de cervejas, de acordo com a consultoria Nielsen, atrás da Ambev e do grupo Schincariol, mas está mirando a segunda colocação. O posto já foi do Grupo Petrópolis, mas foi perdido durante o carnaval, influenciado pelo fato de a Itaipava não estar presente na região Nordeste, onde as vendas se aquecem nesse período do ano, de acordo com Costa. A empresa vai investir neste ano cerca de R$ 250 milhões, principalmente em marketing, e espera crescer cerca de 13% na venda de cervejas. Criar empatia por meio das visitas é uma forma de fidelizar os consumidores e potencializar as vendas, na visão de Douglas Costa.
Na visita à fábrica de Petrópolis, a mais antiga do grupo, os turistas acompanham desde a chegada dos ingredientes, como o malte, até a saída da cerveja, já engarrafada ou enlatada, nas embalagens que serão enviadas a supermercados ou bares e restaurantes. Um monitor acompanha todo o percurso, que dura cerca de uma hora e meia, e começa com a apresentação de um vídeo sobre a fábrica e a entrega de óculos de segurança e um aparelho sonoro que funciona como protetor e também para que os visitantes possam ouvir as explicações do guia.
A primeira etapa do passeio mostra o armazenamento das matérias-primas e de onde vem um ingrediente sensível para a produção da cerveja: a água. “A água vem de uma fonte da fazenda Retiro das Pedras, que pertence ao grupo”, informa o monitor Daniel Barcellos Reis. A segunda etapa é nas caldeiras, onde são misturados a água, o malte, o lúpulo e a maltose, dando origem ao mosto cervejeiro – ou o líquido que vai se transformar em cerveja.
Depois da mistura ser devidamente fervida e filtrada, ela fica armazenada em tanques fermentadores e maturadores. Durante o processo de fermentação, são produzidos o álcool e o gás da cerveja. A bebida passa 12 dias nesses tanques para que todo o processo seja completado. A etapa seguinte é a chamada blendagem, na qual são regulados a suavidade da bebida e o teor alcoólico.
Em seguida começa a dança do envase das cervejas. A linha é totalmente mecanizada e consegue envasar 62 mil garrafas por hora. Já na área das latas, saem 120 mil por hora – embora sejam envasadas as embalagens de 269 ml e 350 ml na mesma linha, a capacidade é medida por unidade e não por volume de cerveja. As máquinas embalam um tipo de lata por vez. No caso das garrafas, depois de preenchidas elas recebem o rótulo. Já a lata passa por uma luz ultravioleta que higieniza a tampa e depois recebe um selo de proteção. Ambas as embalagens passam por um processo de pasteurização, com um choque térmico, que tem por objetivo matar qualquer microorganismo que permaneça na bebida. Esse processo garante uma validade de seis meses para a bebida.
Depois de envasada a cerveja é embalada em engradados ou caixas, e em seguida passa para a paletizadora, que produz as grandes embalagens que serão encaminhadas para o comércio. Braços robóticos ajeitam as embalagens para organizar os palets.
O caminho da cerveja dentro da fábrica termina nessa etapa, mas o turista ainda tem duas paradas: a loja de lembranças da Itaipava e o bar. Neste último, os visitantes podem deixar de ver a dança das cervejas e prová-la, bem fresquinha. Um especialista aguarda o fim do tour no comando de duas chopeiras, uma para chope claro e outra para escuro.
Enquanto atende os clientes, o monitor Michael Alves explica que o chope deve ser servido com colarinho, ao menos três dedos de espuma, e apresenta toda a linha de cervejas premium da marca com brilho nos olhos. Muitos dos produtos ainda não são identificados pelo público como parte do portfólio do Grupo Petrópolis, como é o caso da cerveja premium Black Princess, da vodka Blue Spirit e do energético TNT, e acabam sendo apresentados ao consumidor na visita.
A empresa tem ainda outras três plantas, em Rondonópolis (MT), Boituva (SP) e Teresópolis, também na região serrana do Rio. Por enquanto o tour está aberto apenas na unidade de Petrópolis, mas há planos para expandir. “Provavelmente o tour será levado para Teresópolis”, afirma Douglas Costa.
Fonte: Ultimo Segundo - 27/04/2012
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