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2008 - Janeiro
Mais uma mineira de cidadania belga
Minas Gerais está se tornando o Estado mais "belga" do Brasil quando o assunto é produção cervejeira. Além da Falke Monasterium, uma excelente tripel fabricada em Ribeirão das Neves desde 2006, outra variedade inspirada na escola do país europeu começa a ser vendida este mês: a Wäls Dubbel, criada em Belo Horizonte. Além das mineiras, o mercado microcervejeiro brasileiro ainda tem outras duas cervejas de estilo belga: a dubbel Weihnachts Ale, da Eisenbahn (SC), e a Belgian Ale, da Dado Bier (RS).
Os irmãos Tiago e José Felipe Carneiro, da Wäls, contam que a elaboração da Dubbel começou em meados de 2006. A idéia, porém, é mais antiga. "A escolha do estilo ocorreu após a Brasil Brau (feira cervejeira realizada em junho de 2007 em São Paulo).
Queríamos uma variedade ainda não produzida no mercado nacional", disse José Felipe. Tiago e o engenheiro Tácilo Coutinho, estudioso de cervejas, que pesquisou e elaborou a fórmula da Wäls, provaram uma dubbel no evento e confirmaram a decisão.
A Wäls Dubbel foi envasada em garrafas de espumante de 750 ml, fechadas com rolha. Ela passa por duas fermentações, uma na própria garrafa. A primeira leva da cerveja foi de 2 mil litros. A próxima será feita de acordo com a demanda.
Trata-se de uma cerveja bastante interessante, que vale a degustação. Tem cor castanho-escura, quase opaca, espuma bege e intensa. O aroma é de frutas secas, malte torrado, com notas de especiarias e lúpulo. No gosto, alcoólico pronunciado, malte torrado, leve adocicado e frutado. Ela tem amargor intenso e final bastante seco. O teor alcoólico é de 7,5%.
Para 2008, a cervejaria - que até a dubbel produzia apenas um chope pilsen - tem planos de ampliar a carta de variedades belgas à venda, com uma tripel e uma quadruppel (classificações usadas de acordo com a quantidade de malte usada na cerveja). Na prancheta, ainda há uma barley wine (ou "vinho de cevada", cerveja de alto teor alcoólico).
A distribuição da Wäls Dubbel será feita pela Casa Flora ((11) 3327-5199), que tradicionalmente trabalha com vinhos. Cada garrafa deve custar em torno de R$ 35.
Mais informações no site www.walsdubbel.com.br
Minas Gerais também deve ser este ano, sede de concurso nacional de cervejas caseiras organizado por associações da categoria. O evento deve ocorrer em agosto ou setembro.
Fonte: O Estado de São Paulo - Suplementos & Paladar, por Roberto Fonseca – 03/01/2008
Colorado aposta em produtos especiais para diversificar-se
Dez anos depois que a Antarctica deixou de produzir cerveja e chope em Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, a cidade conhecida como a capital nacional do chope volta a ter uma cerveja engarrafada localmente. A Cervejaria Colorado, que há onze anos produz chope na cidade, colocou em prática em dezembro último os planos de fabricar cerveja. Investiu nos processos de pasteurização e engarrafamento de sua linha de produção e lança no mercado três cervejas especiais: Cauim (Pilsen com pequena porção de farinha de mandioca), Appia (Weissbier, que leva trigo e mel) e Índica (India Pale Ale, com leve porção de rapadura).
"A idéia é produzirmos cervejas Premium, de sabores exóticos e com algum ingrediente regional, como acontece com as três cervejas já lançadas pela Colorado", afirma o proprietário da cervejaria, o empresário Marcelo Carneiro, que já havia investido R$ 1,5 milhão na empresa, gastou mais R$ 500 mil em novos equipamentos.
Segundo o empresário, os "ingredientes regionais" são mais caros do que a própria cevada.
"São cervejas especiais, produzidas artesanalmente, com matérias-primas de primeira qualidade e que levam de 21 a 26 dias de maturação, em comparação com 12 dias das cervejas feitas em grande escala", disse o cervejeiro da Colorado, Rodrigo Silveira. "Isso faz com que a cerveja seja mais encorpada, tenha um sabor mais apurado e evite a ressaca", acrescentou.
Como a Colorado já tinha distribuidores para seu chope em São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás, as cervejas, da companhia já podem ser encontradas no interior paulista e nas capitais desses estados. Segundo o gerente financeiro da Colorado, Rodrigo Nikima, o preço de cada garrafa de 600 mililitros (não-retornável) pode variar entre R$ 7 e R$ 13,50. O preço do chope, em Ribeirão Preto, pode chegar a R$ 5,90 o litro.
Para apresentar ao consumidor um produto diferenciado, a Colorado utiliza sistemas inéditos de envasamento e fechamento das embalagens.
O equipamento de envase é canadense, fabricado pela Applied Bottling, a primeira desse fabricante a chegar ao Brasil, segundo a empresa. A máquina tem capacidade para 30 garrafas por minuto. A Colorado conta ainda com duas máquinas manuais do mesmo fabricante, que serão utilizadas para futuros lançamentos de cervejas sazonais ou de edição limitada.
Diferenciais
A tecnologia de fechamento das garrafas é da finlandesa Finn Korki, de Helsinque, bastante utilizada em toda a Europa, mas inédita no Brasil. Esse sistema se caracteriza por proporcionar um fechamento mais hermético da garrafa e por dispensar o uso do abridor, já que a garrafa é aberta por meio de um anel, como o de uma lata de cerveja.
A Colorado opera próximo da capacidade máxima, que é de 45 mil litros por mês, sendo 12 mil litros para a produção de 20 mil garrafas mensais. Segundo o gerente financeiro Nikima, com mais investimento, é possível triplicar a capacidade.
Fonte: Gazeta Mercantil - Empresas & Negócios - Página C1 – 07/01/2008
Um ano dentro da cave. E eis a Lust Vintage
Quando o primeiro lote da Lust nasceu, em outubro de 2006, a família Mendes, da Eisenbahn, decidiu deixar algumas garrafas da cerveja, uma das únicas no mundo feitas com parte do processo de champanhe, guardadas na cave. Agora, essa série reservada chega ao mercado como Lust Prestige.
O tempo deixou a Lust mais equilibrada, diz Juliano Mendes, diretor da cervejaria de Blumenau. ''Ela ficou mais seca, com frutado mais equilibrado. Está mais elegante. '' A idéia é repetir a série envelhecida a cada produção da Lust”.
A garrafa deve custar em torno de R$ 70. A Lust normal também ganha versão de 375 ml, que sairá por R$ 29.
Informações: www.eisenbahn.com.br ou (47) 3488-7371.
Fonte: O Estado de São Paulo - Suplementos & Paladar, por Roberto Fonseca – 10/01/2008
“Criatividade é pré-requisito para sucesso da cultura cervejeira”.
Leia entrevista na íntegra com mestre-cervejeiro Garrett Oliver, especialista em harmonizar cerveja e comida.
De férias em Bombinhas (SC), o mestre-cervejeiro Garrett Oliver, da microcervejaria nova-iorquina Brooklyn, esteve na última quinta-feira em Blumenau, na abertura da Sommerfest, que reuniu produtores artesanais catarinenses como a Eisenbahn - que, aliás, o recepcionou no Brasil. Oliver, especialista em harmonizar cerveja e comida - é autor do livro The Brewmaster’s Table -, deu entrevista a Paladar, por e-mail.
Quais cervejas brasileiras você já provou? Qual sua impressão sobre elas?
É difícil para mim lembrar dos nomes, mas já tomei algumas. Estive em Blumenau em 2005 e fui a uma festa de cerveja. Algumas produções são bastante boas e fiéis aos estilos originais. No caso das microcervejarias, não consigo ver a razão de produzirem cervejas sem sabor como às feitas por produtores maiores.
Qual você considerou a melhor?
As cervejas da Eisenbahn são as melhores que eu provei especialmente as weissbiers e a dunkel. A dunkel, para falar a verdade, é melhor do que muitas do estilo produzidas na Alemanha.
Qual a imagem da cerveja brasileira nos Estados Unidos? Ainda somos conhecidos como o país da "lager fraquinha e amarelada"? Ou produções locais já são conhecidas por meio de sites de avaliação e exportadores?
Muitos americanos nunca provaram nenhuma cerveja brasileira, logo eles não têm uma imagem do que seja a cerveja brasileira. A Brahma começou a tentar (se tornar conhecida nos EUA), mas tiveram pouco impacto até agora. A Corona, do México, já ocupa a categoria de "lager tropical fraquinha", por isso será um páreo duro para eles.
Qual foi a chave para as microcervejarias se multiplicarem nos Estados Unidos, mesmo competindo com fabricantes maiores e marcas importadas? Vocês têm de lidar com competição de preços de cervejas vindas de outros países? Ou trata-se de uma faixa diferente do mercado?
Nós realmente fizemos parte de uma revolução culinária, junto com o queijo, o vinho e muitos outros tipos de comida. Quando os americanos começaram a comer melhor, eles também quiseram beber melhor. Além disso, as microcervejarias americanas são muito criativas. Isso quer dizer que nós tivemos uma oportunidade de apresentar novos sabores e realmente fazer com que as pessoas se interessassem por cerveja. No entanto, nós competimos sim com cervejas estrangeiras baratas, como a Stella Artois, para a qual conseguiram criar uma imagem "chique" na América. Os belgas acham isso muito divertido.
Como a "educação cervejeira" do consumidor se desenvolveu nos Estados Unidos?
Os livros de escritores como Michael Jackson (jornalista britânico, falecido em 2007) foram muito influentes. Além disso, o movimento de cervejeiros caseiros funcionou como uma espécie de incubadora para a cena cervejeira americana. Grandes chefs cozinham em casa primeiro. Nos Estados Unidos, é o mesmo com cervejeiros.
No Brasil, produtores de cervejas artesanais ainda têm de lidar com "preconceitos cervejeiros", como "a cerveja deve ser servida estupidamente gelada" ou "cervejas escuras devem ser doces e agradam mulheres". O mesmo ocorre com vocês?
Sim, o mesmo ocorre nos EUA com a questão da cerveja gelada. Agora, sobre a cerveja escura, é verdade? Eu nunca tinha ouvido essa! As mulheres não gostam de experimentar cervejas escuras lá. Temos de convencê-las a provar.
Qual o impacto de mostrar às pessoas como harmonizar boas cervejas com boa comida? Isso ajudou a disseminar conhecimento sobre cervejas de qualidade?
Parece ter tido um grande impacto. Muitos produtores agora usam a harmonização como uma grande ferramenta para promover suas cervejas. Também funciona como "elo" entre a cerveja e a vida das pessoas, mostrando a elas quão maravilhosa pode ser a bebida em um jantar em casa. Isso faz a cerveja passar de um divertimento para um item de luxo que não é caro. A maioria das pessoas pode comprá-las todo dia. Atualmente, muitas pessoas conhecem cerveja de qualidade e buscam por elas.
No vídeo Cheese Wars (www.youtube.com/watch?v=6Zwi__PCal0), você "duela" com uma enóloga durante uma degustação de cervejas, vinhos e queijos. Como você analisa a reação das pessoas quando elas descobrem aromas e sabores da cerveja?
Elas ficam bastante chocadas. Geralmente o público é composto de fãs de vinho, logo eles não esperam optar pela cerveja. Mas ela é tão claramente superior que eles têm de ser honestos e deixam a degustação como fãs de cerveja, que é meu principal objetivo. Eu adoro vinho também, mas a cerveja é bem mais versátil com comida, em especial com queijos.
Quão importante é para uma microcervejaria produzir uma grande variedade de estilos?
A criatividade é o maior pré-requisito para o sucesso da cultura cervejeira. Não importa onde você procure no mundo, a cerveja sempre é mais bem-sucedida onde há uma boa mistura de estilos tradicionais e novos. Eu adoraria ver produtores brasileiros começarem a fazer cervejas especificamente produzidas para combinar com comida brasileira, talvez com ingredientes nacionais únicos. O mestre-cervejeiro hoje é como um chef, ele pode buscar influências em todo lugar.
A tradição é muito boa - nós fazemos muitas cervejas tradicionais -, mas se você quer realmente chegar à imaginação das pessoas, você precisa ser criativo. E é bem mais divertido dessa maneira!
Qual o segredo do sucesso para uma microcervejaria como a Brooklyn? Se você estivesse para abrir uma microcervejaria no Brasil, qual seria seu plano?
Creio que, obviamente, as cervejas teriam de ser sensacionais, mas o mestre cervejeiro precisa estar à frente do negócio ajudando a difundir a cultura, exatamente como os chefs fazem. Eles precisam trabalhar com chefs top de linha e harmonizar a cerveja com boa comida brasileira, e também com pratos de influência européia. A Brahma e outras cervejas industriais já se apossaram da "imagem de praia", e uma pequena cervejaria não vai quebrar essa associação. O microcervejeiro precisa se nivelar por cima. De lá, você pode tornar a cerveja mais acessível para todos.
O aumento nos preços do malte pode brecar o crescimento do movimento de microcervejarias no mundo?
Certamente será um desafio, especialmente em países com menos reservas. Torcemos para que as pessoas não se afetem tanto com o preço, porque certamente teremos de elevar nossos valores.
Há alguma coisa a mais que você gostaria de dizer?
Gostaria que as pessoas percebessem que nós (os norte-americanos) somos os povos que menos teria tendência a desenvolver uma grande cultura cervejeira. As pessoas pensavam que a cerveja deveria ter gosto de água com gás. Em 20 anos, passamos de 40 microcervejarias a mais de 1.500. O mercado de cerveja artesanal nos EUA cresceu 11% no ano passado, e tem crescido todo ano desde a década passada. Cerveja de verdade, como comida de verdade, é tanto o passado quanto o futuro. As pessoas estão abrindo os olhos para coisas melhores e uma vez que as provam, não querem mais aceitar produtos industriais.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Roberto Fonseca – 16/01/2008
Microcervejarias podem conter queda do consumo de cerveja
A cerveja pode ser a bebida nacional da Alemanha, mas cada vez mais alemães parecem estar perdendo o gosto por ela. De acordo com a Associação Alemã de Cervejarias, o consumo da bebida caiu cerca de 18% entre 1992 e 2006.
No entanto, a tendência parece não afetar Oliver Lemke, proprietário de uma das poucas cervejarias independentes da capital. Em seus quatro estabelecimentos, o primeiro dos quais foi inaugurado em 1999, as vendas continuam de vento em popa e, segundo ele, a queda do consumo só reflete a destruição das pequenas cervejarias locais por grandes corporações.
"Antigamente, havia cerca de 100 cervejarias só neste bairro", conta Lemke. "Todas elas fecharam as portas na década de 70, com a chegada das monocervejarias [cervejaria onde só é oferecida uma marca de cerveja]. Grandes marcas, como Warsteiner ou Licher, decidiram fazer apenas um tipo de cerveja para todo o mercado nacional. Isso leva inevitavelmente a um beco sem saída, pois, em algum momento, até o maior idiota percebe que não há diferença entre uma Warsteiner e uma Licher."
Novos sabores, pouca inspiração
A Alemanha possui aproximadamente 1.300 cervejarias, mas a grande maioria – inclusive a Beck's, a marca mais famosa – pertence a grandes conglomerados internacionais que restringem sua produção às variedades pilsen e weizenbier (cerveja de trigo). Sua principal estratégia para conquistar o público jovem é misturar cerveja com outros sabores como limão e Coca-Cola.
Enquanto isso, a Alemanha parece ficar de fora da tendência às microcervejarias, observada em países como os Estados Unidos e o Reino Unido. Afinal, um yuppie de Manhattan que se preze dificilmente seria visto com uma Bud Light na mão.
"Trata-se de uma mistura mundial de marketing equivocado, das pessoas erradas como proprietários de bares, e de estruturas erradas de venda", argumentam Lemke, que procura resgatar variedades de cerveja regionais, sazonais e outras quase esquecidas, atingindo um volume de vendas de 2,5 mil hectolitros ao ano.
Concorrência injusta
No entanto, é difícil para um fabricante independente se impor no mercado dominado por conglomerados que controlam as redes de distribuição e incentivam bares a vender exclusivamente seus próprios produtos através da oferta de créditos e descontos, e do fornecimento gratuito de refrigeradores, equipamentos como bomba, serpentina e torneira, copos e até cinzeiros.
O primeiro problema é tornar-se conhecido entre potenciais consumidores, "em parte devido às habilidades de marketing das grandes companhias", explica Marc-Oliver Huhnholz, assessor de imprensa da associação que reúne os fabricantes de cerveja do país. "Além disso, os americanos nunca beberam tanta cerveja quanto os alemães, então pequenas cervejarias têm mais impacto."
A isso se soma o fato de que, para atender à demanda de uma nova geração de potenciais consumidores, devem levar em conta mudanças no espectro demográfico e as alterações nos gostos e preferências que estas implicam.
"A média etária está subindo na Alemanha e o público mais velho tende a consumir menos", avalia Huhnholz. "Já entre os mais jovens cresce a preferência por bebidas mais suaves, especialmente as mulheres preferem bebidas mais doces. Elas não querem nada muito amargo."
Apesar disso, Huhnholz acredita que pequenas cervejarias podem desempenhar um papel importante quando se trata de despertar o interesse pela cerveja. "Elas têm que oferecer um produto atraente e investir muito em marketing", admite. "Mas muitos podem ser bem-sucedidos."
Gosto amargo da burocracia
Mas ainda há outro grande obstáculo: sem o apoio de grandes marcas, a burocracia alemã pode dificultar ainda mais a proliferação de pequenas cervejarias. "Existe um estereótipo da burocracia alemã, mas agora eu sei que não é um estereótipo", lamenta Philipp Brokamp, que teve de adiar a inauguração de seu estabelecimento em Berlim.
"Tive de obter permissões de pelo menos oito repartições públicas, responsáveis por setores que vão desde engenharia civil até meio ambiente e proteção a deficientes. Cada uma delas se considera especialmente importante, mas nenhuma conseguiu chegar a um acordo sobre o que diz o regulamento", critica. Tudo isso para um bar capaz de receber até 100 clientes, onde a cerveja é fabricada no porão.
Mas Brokamp continua apostando na qualidade superior da cerveja não filtrada, de aparência turva. "O que os fabricantes em massa filtram não são impurezas, mas algo nutritivo, que torna a cerveja mais saborosa", explica. "Este é exatamente o nicho certo do mercado. O consumo está caindo, as pessoas estão mais conscientes daquilo que bebem e, portanto, mais seletivas".
Fonte: Deutsche Welle - Economia, por Jefferson Chase – 25/01/2008
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