Notícias
2008 - Agosto
Dado Bier ganha reconhecimento internacional de revista inglesa
A Beers of the World, respeitada publicação inglesa especializada em cerveja, andou de olho nas especiais brasileiras. Duas das cervejas artesanais desenvolvidas pela Dado Bier foram avaliadas pelo editor da revista e crítico Jeff Evans. A Belgian Ale, de alto teor alcoólico, foi selecionada como a Editor´s Choice do mês e levou nota 8 de Jeff. Enquanto isso, a Dado Bier Ilex, produzida com erva-mate, garantiu a nota 7,75 do editor.
Conhecida pelo alto rigor na hora de pontuar as melhores cervejas, a publicação também avaliou algumas das mais famosas cervejas do mundo, que ficaram ombro a ombro com as produções da marca brasileira. Confira: Fuller´s Vintage Ale 2005: 8,25 (Editor's Choice) – Inglaterra; Trappist Achel Blonde: 8,25 – Bélgica; Hoegaarden: 7,75 (Editor's Choice) – Bélgica; La Trappe Dubbel: 8 (Editor's Choice) – Holanda; Pilsener Urquell: 8,25 – República Checa; Chimay Grande Réserve: 8 – Bélgica.
Fonte: Neiva Mello - 06/08/2008
Grupo Schincariol anuncia nova cerveja da marca Baden Baden
Foi inaugurada ontem a “Sociedade Baden Baden”, que funcionará como uma associação de apreciadores da cerveja. Para celebrar, houve um jantar no restaurante D.O.M., sob comando do chef Alex Atala e show de música.
Fazem parte da sociedade empresários e formadores de opinião, fãs da cerveja Baden Baden. Durante o evento, os participantes conferiram um pocket show de Nando Reis. Além das atrações e da boa comida, durante o evento foram apresentadas as cervejas Baden Baden Tripel - edição limitada de 2.500 garrafas numeradas - e Baden Baden Weiss, cerveja com fortes características germânicas.
Desde a compra da Baden Baden pelo Grupo Schincariol, estes foram os primeiros lançamentos da marca. A agência Pepper, do grupo Newcomm assina todo o projeto.
Fonte: Mundo do Marketing - 08/08/2008
Cervejaria Colorado lança cerveja escura
A Cervejaria Colorado apresenta seu lançamento Demoiselle ao mercado na próxima semana, uma cerveja escura que leva café em sua formulação. Essa cerveja do estilo Porter, a primeira escura no portfólio de rótulos da cervejaria de Ribeirão Preto, é feita com maltes importados da mais alta qualidade e café selecionado da região da Alta Mogiana.
Um criterioso processo foi adotado para que a cervejaria pudesse adicionar o grão à formulação da nova cerveja, seguindo um verdadeiro ritual no processo de fabricação, onde o café é comprado direto do produtor, moído, torrado dentro da própria cervejaria e macerado em água fria, para só então ser adicionado ao mosto cervejeiro.
A Demoiselle passou por oito meses de aprimoramento para chegar onde está hoje, envasada, com 6% de teor alcoólico. A produção teve início em pequena escala para permitir os ajustes com ingredientes. Depois disso, foram necessárias três produções industriais inteiras, para adequar o amargor, o álcool, o aroma e o corpo desejado.
Todos esses cuidados podem ser melhor compreendidos se entendermos as características de uma cerveja Porter, um estilo londrino da família Ale que teve sua primeira fabricação em 1730, por Ralph Harwood, e seu nome relacionado ao fato de ter sido durante longo período a preferida entre marinheiros e estivadores dos portos ingleses. De natureza encorpada, pelo uso de maltes escuros tostados e adição de café, apresenta teor alcoólico alto, variando entre 5% e 7,5%.
O que há de diferente entre a Demoiselle e as outras Porters do mercado é que a substituição do processo habitual de brassagem pela maceração com água fria dos grãos de café, preservando, desta forma, toda a complexidade do sabor e também do aroma do café no produto final.
O nome Demoiselle é uma singela homenagem da Colorado ao grande brasileiro Alberto Santos Dumont, cuja família era proprietária de fazendas de café na região de Ribeirão Preto. O aeroplano Demoiselle criado por Santos Dumont em 1907 é até hoje um ícone de estilo e simplicidade. “A Demoiselle é da mesma forma uma cerveja elegante e simples, para ser degustada com pratos defumados ou mesmo uma sobremesa de chocolate”, comenta Marcelo Carneiro da Rocha, presidente da Cervejaria Colorado.
A receita desta Porter foi desenvolvida com a colaboração do premiadíssimo cervejeiro caseiro Ricardo Rosa, que seguiu insights do historiador cervejeiro americano Randy Mosher, sobre o uso do café na fabricação de cerveja. A idéia veio de encontro ao estilo da cervejaria, conhecida nacionalmente por produzir rótulos de qualidade com certos toques de brasilidade, assim como fez com sua Appia Colorado, que mistura trigo com mel, a Cauim Colorado, uma Pilsen com mandioca e a Indica Colorado, uma Indian Pale Ale com rapadura.
Os primeiros exemplares de Demoiselle devem chegar às gôndolas a partir de agosto, com preço estimado entre R$ 10,00 e 13,00. Em breve, o produto será disponibilizado também em forma de chopp. Para saber mais sobre a Cervejaria Colorado, seus Pontos de Vendas e Distribuidores, acesse o site da cervejaria no link: www.cervejariacolorado.com.br
Fonte: Divulgação - Lead Co Press & Marketing, por Lisandra e Cristina Bielecki – 13/08/2008
Especialista defende distinção entre cerveja e farra
Alexandre Bazzo, um dos sócios da Bamberg - Microcervejaria instalada em Votorantim (105 km da capital paulista) é categórico ao se mostrar contra a imagem passada pela publicidade das grandes marcas de cerveja do país.
Para ele, deve haver distinção entre o consumo de cerveja e a farra divulgada. Sua opinião tem relação íntima com o nicho de mercado em que sua empresa atua. "Nossos clientes geralmente são pessoas que conheceram a marca por conta da nossa cerveja pilsen e depois quiseram provar os outros produtos", explica.
A declaração foi dada dois dias depois da visita do mestre cervejeiro e bier sommelier alemão Stefan Grauvogl à cervejaria.
Grauvogl foi convidado para ensinar a típica receita desenvolvida na cidade alemã de Bamberg, berço desse tipo de cerveja. Segundo Bazzo, a grande contribuição de Grauvogl foi passar a "alma" da receita, produzida em uma tradicional cervejaria alemã.
"Esse tipo de visita é importante para termos contato com a cultura da bebida", explica. As cervejas defumadas de Bamberg possuem forte ligação com o passado da bebida, na época em que o malte era seco em fornos abastecidos com madeira. Segundo Grauvogl, a madeira usada até hoje no malte de Bamberg é de uma árvore típica da cidade.
Para Alexandre, a nova cerveja da marca - preparada sob a orientação de Grauvogl - será uma bebida complexa. "A coloração será marrom escuro, quase preta, e seu sabor terá notas de café torrado", explica.
Usualmente, a cerveja estilo "Rauchbier" é harmonizada com charutos, mas, segundo Alexandre, também pode ser consumido com pratos substanciosos do cotidiano, como feijoada e churrasco. "Eu considero uma boa escolha harmonizar a bebida com charutos, mas acho ainda mais importante não elitizar esse tipo de cerveja", afirma. A nova bebida deve chegar ao mercado no início de setembro.
Cerveja em extinção
Além da nova bebida, a "menina dos olhos" da Microcervejaria de Bazzo é a versão Alt, que é produzida apenas de abril até agosto. O estilo de cerveja, característico da cidade alemã de Düsseldorf, é considerado "em extinção" por especialistas da bebida.
Para Bazzo, isso ocorre pelo fato de ela ser a antítese do que prega atualmente o mercado, dominado pelas grandes cervejarias que investem em bebidas leves e com muito gás. "Quem gosta de cerveja sabe que é isso o que as pessoas querem. E as características da cerveja Alt são contra tudo o que é incentivado hoje. É uma cerveja vermelha, amarga e com alto teor de lúpulo."
Fonte: Folha Online, por Rafa Santos – 14/08/2008
Muita badalação na mais nova microcervejaria da Zona Leste de São Paulo
Foi inaugurada no dia 15 de agosto a mais nova microcervejaria da Zona Leste – SP: a PLANET BEER.
A PLANET BEER é uma microcervejaria moderna que produz cervejas de baixa e alta fermentação, com teor alcoólico de 4,0% a 5,5%, são elaboradas usando somente malte de cevada, lúpulo, água e fermento, seguindo a Lei de Pureza Alemã (Reinheitsgebot) de 1516, e formuladas pelo mestre cervejeiro Matthias Rembert Reinold.
A PLANET BEER produz três cervejas:
Planet Pilsen - é uma cerveja de corpo leve, cremosa, de cor dourada brilhante, espuma intensa apresentando médio paladar de malte e aroma de lúpulo;
Planet Red - é um chope premium elaborado com uma variedades de maltes especiais e lúpulos importados, possui cor avermelhada, aroma frutado e paladar acentuado, de baixa fermentação e com médio amargor;
Planet Black - é elaborada com maltes escuros especiais e lúpulos importados – extraída com nitrogênio que deixa sua espuma muito mais cremosa e persistente.
Você encontrará o chope PLANET BEER no bar da fábrica e no Planet Beer do Shopping Aricanduva.
A partir de Dezembro você poderá tomar seu chope em casa (delivery), estaremos atendendo festas e eventos empresariais em barris de 30 e 50 litros.
Musica ao vivo, rock, samba, sertanejo e chope de qualidade produzido especialmente para você.
PLANET BEER
Avenida Itinguçu nº 314 – Vila Granada – São Paulo/SP
Prox. ao Metrô Patriarca
Telefone: (11) 2682-5926 / 7150-2997
Site: www.planetbeer.net
Fonte: Microcervejaria Planet Beer e CERVESIA por Rafaella Fim Chagas e Graziella FC Reinold – 15/08/2008
ÜBERBRÄU - a primeira microcervejaria de Uberlândia
A ÜBERBRÄU é uma das mais modernas microcervejarias do Brasil, construída para produzir produtos de altíssima qualidade. As cervejas foram formuladas pelo mestre cervejeiro Matthias Rembert Reinold e são produzidas artesanalmente seguindo a Lei de Pureza da Bavaria (Reinheitsgebot) instituída em 1516.
Da seleção de ingredientes naturais e de qualidade à elaboração de uma fórmula única que une água, 100% puro malte e lúpulo importado, nasce uma cerveja pura e sofisticada.
A ÜBERBRÄU produz três tipos de cerveja:
ÜBER GOLD - cerveja Pilsen de baixa fermentação, com médio teor alcoólico (4,5% a 4,8% vol.), de corpo leve, cristalina, possui aroma fresco e lúpulo definido;
ÜBER BROWN ALE - elaborada com maltes específicos que proporciona uma cor marrom avermelhado e aroma único, de paladar ligeiramente frutado e caramelizado, é produzido através do processo de alta fermentação, o que lhe concede características da tradicional Ale, e possui graduação alcoólica de 5,0% vol.;
ÜBER BLACK – cerveja de baixa fermentação, de intensa cor escura, encorpada e elaborada com maltes especiais, tem aroma e paladar de malte torrado, possui teor alcoólico entre 4,8% a 5,0% vol.
A ÜBERBRÄU atende bares, restaurantes e apreciadores de um bom chope, levando o chope até você através do sistema de delivery, colocando a sua disposição barris de 10, 15, 20, 30 ou 50 litros com chopeira e cilindro de CO2.
ÜBERBRÄU Microcervejaria Ltda
Avenida Espanha nº. 391 - Uberlândia – MG
Telefone: (34) 3232-2672
Site: www.uberbrau.com.br
Fonte: ÜBERBRÄU e CERVESIA por Rafaella Fim Chagas e Graziella Fim C. Reinold – 15/08/2008
Chopp do Fritz Cervejaria
Fundada em 1993, em Sumaré, a Cervejaria Chopp do Fritz começou como um hobby do mestre-cervejeiro Jörg Franz Schwabe. Ele começou a produzir artesanalmente, cervejas para ele mesmo consumir. Aos poucos, a qualidade do produto aumentava e os amigos passaram a conhecer a cerveja, e queriam se reunir cada vez mais para saborear a maravilha projetada por Jörg. Hoje, com qualidade e sabor inigualáveis, a cervejaria oferece quatro tipos de cervejas, que são:
KLAR: chope claro tipo "Pilsen" elaborado com matéria-prima selecionada importada, que obedece a um rigoroso processo de fabricação e baixa fermentação, têm teor alcoólico de 4%;
NATUR: é um "Pilsen" produzido e elaborado da mesma forma há mais de cem anos sem filtros, de baixa fermentação, de maturação prolongada, possui teor alcoólico de 4,8%;
KÖLSCH: elaborada em algumas épocas do ano, é uma cerveja típica de alta fermentação e maturação muito mais estendida (no mínimo 45 dias), o que garante um teor alcoólico mais alto (6%), o lúpulo dá uma nota de sabor e aroma mais apurados;
DUNKEL: é compartilhado dos mesmos processos de fabricação do chopp claro, porém com adição de extrato, malte puro torrado, escuro as baixas fermentação e maturação obedecem ao tempo tradicional com teor alcoólico de 4%.
Mais informações:
Avenida Anhangüera, km 112 Sumaré - São Paulo/SP
Telefone: (19) 3864-1372
Site: www.choppdofritz.com.br
Fonte: Cervejaria Fritz e CERVESIA por Rafaella Fim Chagas – 15/08/2008
Inovação e qualidade são marcas registradas da Cervejaria Bamberg
Com pouco mais de 2 anos de existência a Cervejaria Bamberg inova a cada dia, com um portfólio de 8 cervejas, que vão de cervejas claras a escuras, de corpo leve a encorpadas; todas elaboradas seguindo a Lei da Pureza Alemã e formuladas pelo mestre cervejeiro Matthias Rembert Reinold.
A mais nova cerveja a ser produzida é a Bamberg Rauchbier (cerveja defumada) formulada pelo mestre cervejeiro Stefan Grauvogl, que chegará ao mercado na primeira semana de setembro.
Conheça o portfólio de cervejas:
Bamberg Pilsen – de cor dourada, espuma consistente, aroma e corpo característicos de cerveja puro malte.
Bamberg Natural – é uma Pilsen não-filtrada, de cor amarelo claro, espuma consistente, de aparência opaca, aroma de malte e leve toque frutado proveniente da levedura.
Bamberg München – de cor marrom avermelhada, espuma consistente e aroma marcante de malte combinado com o frescor do lúpulo.
Bamberg Bock – de cor avermelhada com leve toque herbáceo proveniente do lúpulo, espuma consistente e com teor alcoólico mais elevado, ideal para ser degustada no inverno.
Bamberg Alt - de cor marrom avermelhada, de alta fermentação, lupulagem acentuada, espuma consistente e com sabor complexo, ideal para ser degustada no outono e inverno.
Bamberg tipo Kölsch - de cor dourada e aroma frutado combinado com lúpulo e com espuma consistente, ideal para ser degustada na primavera.
Bamberg Weizen - de cor alaranjada e gosto cítrico misturado a um sabor de cravo e banana, de corpo leve, espuma consistente, uma cerveja tipicamente de trigo.
Bamberg Schwarzbier - de cor preta, com aroma e sabor de café e chocolate provenientes do malte, relativamente leve e fácil de beber, podendo ser consumida em qualquer época do ano.
Bamberg tipo Rauchbier – cerveja preparada à base de malte defumado, com sabor e aroma marcantes provenientes do malte e com notas de torrefação, fumaça e café.
Cervejaria Bamberg
Site: www.cervejariabamberg.com.br
Fonte: Cervejaria Bamberg e CERVESIA, por Graziella Fim Chagas Reinold – 20/08/2008
Enólogos e mestres cervejeiros já ganham como executivos
Se um salário de cinco dígitos remetia imediatamente a altos cargos de diretoria, o setor de bebidas alcoólicas está quebrando esse padrão. A competitividade do setor está fazendo com que os profissionais gabaritados para controlar a produção e a qualidade dos produtos tenham remuneração semelhante à do alto escalão - e responsabilidades tão altas quanto.
"O mestre cervejeiro monitora o processo de produção do início ao fim", diz a mestre Ana Paula de Almeida, responsável pela produção de cervejas da AmBev na fábrica de Guarulhos. Todos os dias, ela faz análises físico-químicas da produção, além dos testes sensoriais: prova a água, o chá de malte e até o ar comprimido que será usado na cerveja. Além disso, participa das decisões de inovação em produto e matérias-primas da empresa. Formada em engenharia de alimentos, com formação em cervejaria na Alemanha, Ana Paula é uma das 8 mulheres entre os 100 mestres cervejeiros da AmBev. "As pessoas se surpreendem com minha função, porque esperam sempre um vovozinho alemão", brinca.
A demora para se formar um profissional e a demanda do mercado (em geral, dois especialistas por fábrica) fizeram com que os salários subissem bastante. "Podemos falar, na região Sudeste, de uma remuneração comparável à de executivos: de R$ 12 mil a R$ 18 mil", diz Matthias Reinold, consultor da M. Reinold, especializado em cervejas. "E essa remuneração, como a dos executivos, está cada vez mais ligada à performance que os produtos desses profissionais alcançam. Nas grandes cervejarias, já se adotou a remuneração variável, ligada a resultados."
A formação para esses cargos também é longa. "Um cargo como o de mestre cervejeiro ou enólogo profissional começa por uma boa graduação em ciências químicas ou biológicas e passa, depois, por cursos de especialização, além da experiência na fábrica", diz Reinold. "Ou seja, falamos de pelo menos três a quatro anos pós-faculdade." No caso dos enólogos, já há cursos de graduação e pós-graduação no País. Para mestres cervejeiros, porém, é preciso ir ao exterior. "Há formação na Alemanha, nos EUA, na Bélgica e na Espanha", diz. Segundo ele, com o aumento da renda dos brasileiros, a tendência é de que o consumo de bebidas aumente. Mesmo com a inflação, o potencial é grande. "As empresas estão expandindo a produção e, regionalmente, surgem fabricantes de pequeno e médio porte. Ou seja, há uma demanda e poucas pessoas para atendê-la."
A enóloga Joice Seidenfus, responsável pela produção dos vinhos Salton, no Rio Grande do Sul, reconhece que o mercado está em expansão. "Além da região Sul, onde a produção de vinhos é tradicional e cresce muito, há novas fábricas no Recife e em Minas Gerais. Apesar de não ter costume de beber vinho, o brasileiro está conhecendo mais o produto e as empresas querem pessoas capazes de assegurar qualidade", diz a enóloga, com formação em engenharia de alimentos e enologia e com passagem pela Embrapa.
Para o analista da Fator Corretora, Renato Prado, é muito provável que as empresas invistam mais nos profissionais, especialmente das linhas premium. "Por serem linhas menos sensíveis à variação de preço, por atingirem um público mais alto, o que vai diferenciá-las é a qualidade. Com a concorrência que vemos atualmente, é bem possível que quem trabalhe nessa área veja boas oportunidades de remuneração."
Fonte: Estadão de Hoje, por Ana Paula Lacerda – 28/08/2008
De hobby, cervejas artesanais passam a disputar mercado
As cervejas artesanais são um pouco mais caras, mas vêm ganhando espaço no mercado por causa do padrão mais sofisticado do que o das grandes marcas. E muitas das receitas são formuladas por cervejeiros, que não são mais que bons apreciadores da bebida. O consultor de informática Sérgio Fraga, por exemplo, já matou a sede de muitos amigos com sua receita caseira, até que resolveu levar a idéia a sério e, em parceria com mais dois sócios, criou a Cervejaria Fraga, que deve começar a produzir em março do ano que vem.
Ele não é o único, como denunciam os cardápios de diversos bares e restaurantes do Rio, cada vez mais recheados de cervejas artesanais brasileiras. Por causa do pouco tempo de mercado e do alto preço - uma long neck custa, em média, R$ 10, elas jamais competirão com as marcas populares, mas nem é esse o objetivo da nova geração de Microcervejeiros.
Uma autêntica Microcervejaria preza pela qualidade e, por isso, mantém a produção pequena. Ela não ganha com a escala, mas com o valor agregado. Eu só quero crescer até o limite de continuar fazendo cervejas mais aprimoradas - explica Sérgio, de 39 anos. Como todo cervejeiro artesanal que se preza, Sérgio tem várias restrições às cervejas comerciais, que considera muito iguais. Só abre uma exceção para a Heineken - e olhe lá.
O mineiro Marco Falcone, de 45 anos, é ainda mais radical. Faz uns três anos que ele não molha nem o bico com uma marca popular. Foi pouco depois de largar a carreira de empresário do setor de engenharia elétrica e abrir a Falke Bier, que produz atualmente seis mil litros por mês. É uma das grandes do mercado de microcervejas, mas também não quer crescer muito mais.
Tem mosteiro na Bélgica que produz tão pouco que as pessoas fazem fila na porta para comprar. Cada um só pode levar uma caixa - conta.
Fonte: O Globo Online - Economia - 30/08/2008
| < Anterior | Próximo > |
|---|