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2010 - Janeiro
Pequenas cervejarias se profissionalizam
Com 1% do mercado, produtores artesanais fazem alianças para enfrentar os líderes
Se em uma situação normal já é difícil para uma pequena empresa sobreviver, o que dizer quando essa empresa está em um setor em que quatro concorrentes detêm 99% do mercado? Esse é o cenário em que atuam as pequenas produtoras de cerveja. No Brasil, a AmBev, segundo a Nielsen, tem 70% do mercado; Schincariol, 11,6%; Petrópolis, 9,6%; e a Femsa recentemente comprada pela Heineken, 7,2%. A estimativa é de que, agora, a Heineken passe a ocupar 8% do mercado.
Contudo, mesmo diante desse quadro, as microcervejarias não desistem e vêm se profissionalizando. Hoje a estimativa é de que exista cerca de 100 pequenos produtores da bebida, a maioria deles no Sul; mas também em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Uma das fábricas a integrar este 1% do mercado de cervejas "artesanais" é a Colorado, de Ribeirão Preto (SP). Funcionando há 15 anos, fabrica, por mês, em torno de 50 mil litros, e é vendida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A produção é irrisória perto dos 583 litros milhões mensais da AmBev, mas tem seu público fiel.
"Meus concorrentes não são as grandes companhias. Competimos com a ignorância de muitas pessoas sobre a cerveja. De um modo geral, bebem de uma maneira automática. Não sou contra esse tipo de consumo, mas nem sempre a melhor cerveja é a mais gelada do bar", diz Marcelo Carneiro da Rocha, dono da Colorado.
O faturamento da cervejaria chega a pouco mais de R$ 2 milhões por ano; em 2009, cresceu 25%. Assim como as marcas de outras pequenas produtoras, o preço de uma garrafa começa em R$ 10 e pode chegar a R$ 80, como é o caso da Monasterium, produzida pela mineira Falke Bier. O número de empregados, em geral, é inferior a 40.
Marco Falcone, um dos donos da Falke Bier, conta que o movimento das pequenas produtoras é recente também na Alemanha, onde ressurgiu no fim da década de 70. Segundo ele, nos Estados Unidos, elas já têm hoje 5% do mercado. No Brasil, ganharam força a partir de 2000. Falcone saiu do trabalho e, junto com dois irmãos, passou a se dedicar à fabricação artesanal de cerveja, no sítio da família.
"Nosso segmento é diferente do das grandes marcas, que fazem cervejas padronizadas. Algumas dessas empresas usam itens como arroz ou milho, produtos que vão além do malte, lúpulo, água e fermento, na hora de fabricar a bebida", diz.
Falcone reconhece que o alcance do seu produto é limitado pelo próprio modelo de fabricação, que exige mais trabalhadores por litro e maior tempo de fermentação. Atualmente, ele vende 20 mil litros por mês. A "reação desproporcional" da concorrência e o excesso de burocracia são apontados como as principais dificuldades. "Quando nossas vendas começam a crescer, as grandes cervejarias logo agem para tentar tirar a marca do bar", reclama Falcone. Marcelo também diz que não consegue vender seu produto em bares que tenham uma grande marca nacional.
Como esse mercado é feroz, aos pequenos concorrentes resta a ajuda mútua. As cervejas produzidas pela Falke Bier já estão em cidades como Porto Alegre, Curitiba, Rio e Brasília. Mas, no Estado de São Paulo, quem faz a distribuição é a Colorado. "Diferente das grandes marcas, nós, os pequenos, nos entendemos muito bem", brinca Marcelo Carneiro da Rocha.
A Bamberg, de Votorantim (SP), é outra microcervejaria que cresce no interior do Estado. Ela produz entre 20 mil e 50 mil litros por mês de 11 tipos de cerveja, seguindo o estilo alemão. Para crescer, tem contado com o boca a boca: "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer em uma cidade como São Paulo, mas vem funcionando muito bem", conta o dono da cervejaria, Alexandre Bamberg.
Por ora, nenhum desses três empresários diz que pretende se desfazer do negócio. Mas é um caminho seguido por muitos. Há dois anos, a Schincariol, comprou a Nobel, de Pernambuco, a Baden Baden, de Campos do Jordão (SP), e a Devassa, do Rio de Janeiro.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Débora Thomé - 19/01/2010
Cervejarias artesanais comemoram consumo e visibilidade das marcas durante a Festa Pomerana
Com o anúncio da Secretaria de Turismo de Pomerode de que a venda de chope chega à media de um litro por pessoa durante a 27ª Festa Pomerana, o filão de festas de verão é cada vez mais valorizado pelas cervejarias, em especial as artesanais. A Das Bier, de Gaspar, e a Schornstein, de Pomerode, comemoram o sucesso desta edição do evento pomerodense.
Com a ajuda do calor do final de semana e também de pratos típicos que pedem chope gelado como companhia, os empresários Mauricio Zipf (Schornstein) e Emerson Bernardes (Das Bier) comemoram a adesão à festa. Zipf, que está na festa há quatro anos, comenta que o grande diferencial tem sido a apreciação dos produtos especiais como os chopes Pale Ale, Weiss, Bock e até mesmo o Imperial Stout. “Este é o único chope da festa com ticket e preço diferenciados: R$ 10”, comenta o administrador da Schornstein.
Já Bernardes destaca a importância do evento para a divulgação da marca. “Muitos turistas passam por Pomerode nesta época e poder estar inserido neste contexto é uma forma de agregar valor à imagem da Das Bier, cuja sede fica tão próximo do município mais alemão do Brasil”, ressalta.
Fonte: Oficina das Palavras – 22/01/2010
Dama Bier - a mais nova cervejaria em Piracicaba
Foi inaugurada em 26/01/2010 a Dama Bier, a mais nova cervejaria da região, que tem produção própria de cerveja artesanal, com capacidade de 50.000 litros de cerveja por mês, nas versões: Pilsen, München e Weiss.
Foram convidadas 450 pessoas para o coquetel de inauguração; formadores de opinião, parceiros profissionais, amigos dos proprietários, e a imprensa da cidade e região, o Deputado Roberto Morais também prestigiou o evento.
Além de apresentar o chopp para os convidados, o objetivo foi mostrar que a cidade agora tem uma opção diferenciada de bar e choperia, com ambiente refinado e casual ao mesmo tempo, chopp de excelente qualidade e cardápio com itens selecionados.
Na festa foram servidos os 3 tipos de chopp, acompanhados de queijos, frios selecionados, patês, antepastos e pães especiais.
Para os primeiros meses de funcionamento da casa, o chef, elaborou cardápio com receitas especiais, todas produzidas na casa para harmonizar com as cervejas oferecidas. Dentre as opções, há petiscos tradicionais, como “bolinho de bacalhau” e a deliciosa costelinha de porco, a inesperada mandioca envolta em bacon, ou pratos com um toque da culinária alemã, como o queijo coalho na massa de cerveja Dama, servido com mel.
Durante todo o evento, seis lindas modelos abordavam os convidados, explicando as características de cada cerveja: duas loiras representando o chopp tipo Pilsen, duas ruivas representando o chopp Weiss e duas negras representando o chopp Munchen.
Numa alusão ao nome da cervejaria, DAMA, que surpreende por não ser nem um nome alemão e nem um nome com características masculinas, a DJ convidada só poderia ser uma mulher. A DJ Cella Toledo, nascida aqui em Piracicaba e hoje vivendo em São Paulo animou a noite de dentro de suas pick-ups.
Microcervejaria Dama Bier
Endereço: Avenida Rio das Pedras nº 104 – Piracicamirim - Piracicaba
Telefone: (19) 3411-7006
Horário de funcionamento: de quarta a sábado, das 18h até as 24h
Site: http://www.damabier.com.br/cervejaria
Fonte: Cervejaria Dama Bier - Marketing
Primeira fábrica de cerveja artesanal será inaugurada
Para atender uma fatia de consumidores que apreciam cervejas especiais na Grande João Pessoa, a Norden, primeira fábrica de cerveja artesanal da Paraíba, será inaugurada hoje, 28.01, às 20h, na sede da indústria, no km-10, estrada de Cabedelo (sentido Cabedelo-João Pessoa). Planejada há três anos pelo empresário paraibano Morise Gusmão, a pequena fábrica terá capacidade para produzir até 100 mil litros/mês, mas a oferta inicial será de 20 mil litros/mês.
“Vamos deixar o mercado tomar gosto, pois não terá mais como voltar atrás. Muitos acham que todas as cervejas são iguais. Depois de experimentar Norden, o consumidor conhecerá um novo sabor e terá certeza que se trata de uma cerveja especial. Além de ser uma cerveja artesanal de puro malte, o produto casa a tradição alemã no produto com o jeitinho brasileiro. Para aqueles que buscam prazer numa cerveja com o mesmo teor alcoólico das convencionais, o sabor da artesanal é incomparável às oferecidas no mercado paraibano”, promete o empresário, depois de trabalhar por quase seis anos no mercado financeiro dos EUA.
“Ao voltar para João Pessoa, vi que a maioria das cervejas comercializadas no Nordeste estão voltadas para atender grandes massas. A Norden é uma cerveja para ser degustada, atrai paladares mais requintados. Esse consumidor não era atendido, constatei isso com pesquisas de mercado, inclusive”, explica Morise, que se diz “um apaixonado pelas cervejas especiais”.
Sem falar em números do investimento, Morise Gusmão informa apenas que o maquinário da fábrica artesanal é o mesmo das grandes cervejarias, mas com uma diferença: a qualidade do produto.
“Enquanto as grandes cervejarias primam pela quantidade, a Norden vai focar na qualidade na origem da matéria-prima utilizada. Para se ter uma idéia, uma microcervejaria produz até 50 mil litros de cerveja por mês enquanto uma grande cervejaria produz 50 milhões de litros no mesmo período.
É impossível para essa grande cervejaria que produza qualidade. Já o nosso mercado será direcionado para consumidores especiais que apreciam uma boa degustação com prazer do puro malte, proveniente da Alemanha e da região Sul do Brasil. Os insumos são selecionados e refinados. As etapas para a produção da cerveja artesanal não são encurtadas, o que permite uma boa maturação. Para ficar no ponto, a artesanal demora de 15 e 20 dias, enquanto a industrializada chega no máximo a 13 dias”.
Outra diferença é na composição. Além do malte, a artesanal conta ainda com insumos selecionados de lúpulo, água e levedura. “A idéia é não produzir muito para não perder a característica de cerveja artesanal” revela.
Além de bares e restaurantes já credenciados na Grande João Pessoa, a Norden vai trabalhar no varejo, com serviço de ‘Chopp Delivery’. “Pelo telefone, a partir desta sexta-feira, as pessoas podem fazer pedido de um barril para tomar com amigos em casa.
Fonte: Jornal da Paraíba, por Jean Gregório – 28/01/2010
Hit de Verão
Neste resto de veraneio na praia de Camboinha e adjacências a novidade é a Norden, fábrica de cerveja artesanal localizada na Estrada de Cabedelo, que teve sua inauguração bastante prestigiada na última semana. Todo encontro festivo nas residências e até em Areia Vermelha o must é ter um barril de chopp da Norden, que já experimentei e é uma delícia! A iniciativa é do jovem empresário Morise Gusmão Neto.
Elza Beatriz e Morise Gusmão Neto com o vice-governador Luciano Cartaxo na badalada inauguração da cervejaria Norden (Foto: Goretti Zenaide/ON/D.A Press).
Fonte: Jornal o Norte, por Goretti Zenaide – 28/01/2010
Cervejaria Das Bier lança clube de fidelização e premia clientes
Os apreciadores antigos da Cervejaria Das Bier irão ganhar. Os novos admiradores da bebida artesanal também. Será lançado nesta semana (03/02) o Clube Das Bier. “A iniciativa pretende criar e intensificar o relacionamento da cervejaria com os clientes”, comenta o diretor comercial e de logística da marca, Emerson Bernardes.
Os participantes do clube que consumirem os produtos Das Bier na sede, em Gaspar, terão 20% do valor trocados por trinks, nome dado à moeda que poderá ser acumulada e trocada por outros artigos da marca Das Bier. Os clientes poderão escolher o que levarão para casa. Em uma vitrine, os sócios do clube terão a disposição produtos como camisetas, copos, canecos e garrafas de dois litros. Todas as informações sobre o clube estarão à disposição dos interessados no site www.dasbier.com.br.
Fonte: Oficina das Palavras – 29/01/2010
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