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2011 - Abril - Parte I
Stout – a nova cerveja da Dama Bier
A cervejaria Dama Bier lança um novo tipo de chope e cerveja: a Dama Bier Stout, produzida com três diferentes maltes e dois tipos de lúpulo cuidadosamente selecionados para proporcionar uma sensação complexa e agradável na boca.
A cerveja é encorpada, de cor escura, com 5,5% de teor alcoólico, o amargor do lúpulo e a torrefação do malte deixam o produto com sabor suave de uma mistura de café, chocolate e caramelo.
A Dama Bier Stout combina perfeitamente com sobremesas, principalmente aquelas com chocolate, e defumados, além de ser uma ótima sugestão de presente.
Conheça os estilos de cervejas e chopes da Dama Bier:
- Dama Bier Stout – de cor escura opaca, aroma marcante de chocolate, café e malte torrado, com teor alcoólico de 5,5%, harmoniza com pratos defumados, sobremesas com toque de chocolate e frutas e queijos duros como Parmesão e Cheddar.
- Dama Bier Weiss – de cor dourada, amargor suave, aroma típico de banana e cravo, corpo denso e com teor alcoólico de 5%, esta Dama harmoniza com frutos do mar ao vapor, carne branca grelhada, comidas: tailandesa, chinesa, mexicana, indiana e alemã, carne de porco assada e queijos tipo ricota, cream cheese, mozzarella de búfala entre outros.
- Dama Bier München – de cor marrom avermelhada, aroma marcante de caramelo e dos maltes, teor alcoólico de 4,8%, esta Dama harmoniza com carne bovina ou suína e pratos apimentados.
- Dama Bier Pilsen – de cor dourada clara, aroma suave, leve e teor alcoólico de 4,8%, esta Dama harmoniza com peixes delicados, mariscos, saladas, comida japonesa, queijos de casca natural e semi-duros, como o mozzarella de búfala entre outros.
- Dama Bier India Pale Ale (IPA) – é uma Dama inglesa, de cor mais escura, amargor diferenciado, com teor alcoólico de 6,5%. A harmonização pode ser feita com salsichas em geral, chucrute, carnes vermelhas, frango assado, pratos com condimentação média, e queijos tipo gorgonzola e roquefort.
Veja aqui onde as cervejas Dama poderão ser encontradas.
No bar da Fábrica
Av. Rio das Pedras, 104 – Piracicamirim – Piracicaba – SP – Telefone: (19) 3411-7006 – www.damabier.com.br
Dentro da Cervejaria, o bar merece um destaque todo especial. Projetado para ser um dos principais pontos turísticos de Piracicaba, oferece um ambiente descontraído e repleto de gente bonita, pratos e petiscos de qualidade, enquanto você saboreia a sua Dama.
E o melhor, ainda admira todo o processo de fabricação artesanal, a partir de uma visão privilegiada de toda a linha de produção.
Você também encontrará kits de cerveja para presentear ou levar para casa.
Realize a sua festa, evento, happy hour e confraternização no bar da fábrica ou se preferir utilize o sistema de delivery de chope em barris de 10 l, 20 l, 30 l, ou 50 litros, chopeira e seus acessórios.
Fonte: Redação Cervesia, por Graziella Fim Chagas Reinold – 01/04/2011
Bier Hoff vai entrar no mercado de cervejas especiais
A cervejaria Bier Hoff nasceu dentro de um shopping em Curitiba e sempre se propôs a produzir para consumo dos clientes dentro do próprio restaurante. Portanto, o foco eram estilos mais comuns e fáceis de ser aceitos pelo público. Agora, quase 10 anos depois da criação e com sete estabelecimentos no Paraná e em Santa Catarina, ela entra em nova fase. Vai investir em cervejas especiais.
Já aprovados no Ministério da Agricultura, cinco novos rótulos esperam para ser lançados em 2011 e 2012: India Pale Ale, Rauchbier, Red Ale, Porter e Stout. Os atuais (American Lager, American Lager não filtrado, Weizenbier e Dunkel), já disponíveis nos restaurantes em forma de chope, passarão a ser envasados e distribuídos em mercados, bares, restaurantes e estabelecimentos de cervejas especiais.
“Estamos percebendo que existe um movimento no mercado de conscientização do público em relação às cervejas especiais. Mais ou menos o que aconteceu com o vinho há cerca de 15 anos atrás. É hora de investir. Estamos produzindo há quase uma década e nunca entramos nesse mercado de cervejas gourmet de forma mais focada”, explica o sócio proprietário Mario Neto que, ao lado de Valdecir Scopel, investe na idéia.
A história da Bier Hoff teve início mesmo em 2001, quando os sócios, ambos dentistas por formação, decidem lançar um negócio diferente: um fábrica de cerveja dentro de um shopping. Entre em funcionamento em 2002 e cinco anos depois, tiveram que tirar a cervejaria de dentro do restaurante, por exigência do centro comercial. Montaram, assim, a própria fábrica, que até hoje abastecia basicamente os restaurantes da marca. Hoje, o Bier Hoff tem três estabelecimentos em Curitiba: Shoppings Estação, Palladium e Total. Também há em Londrina, em Joinville, em Maringá e mais um deve ser inaugurado em Ponta Grossa, no Shopping Palladium, até agosto ou setembro. Todos são dentro de shoppings. “Tivemos um bar de rua, perto da Avenida Batel, em Curitiba, mas não deu certo. Somos do dia mesmo”, conta Valdecir Scopel.
Ao longo do período, assim como o negócio, a cerveja foi evoluindo. Hoje, tanto as receitas já existentes quanto a cervejaria, passam pela consultoria do mestre cervejeiro graduado em Berlin, na Alemanha, Matthias Rembert Reinold. “As receitas que nós temos mantêm a mesma essência, mas foram aperfeiçoadas. Diria até que por tentativa e erro. As quatro mudaram muito em relação às originais. Agora, estamos com o foco em cervejas um pouco mais elaboradas, e vamos manter assim daqui por diante”, diz Mario Neto. Ainda não aprovada, mas nos planos, está uma Bohemiam Pilsener, provavelmente de influência alemã.
Cervejas
Conheço o Bier Hoff desde a inauguração, por que estudava perto do shopping onde nasceu. Nessa quinta-feira (31) pude atestar a evolução dos produtos. Visitei a fábrica, localizada no Boqueirão, e degustei as cervejas já comercializadas. Experimentei diretamente dos fermentadores e também das garrafas - já pasteurizadas, rotuladas e prontas para distribuição. São cervejas dentro dos estilos e cumprem bem o que se propõem. E não detectei nenhum dos defeitos que lembrava de ter achado nas bebidas há muito tempo.
As American Lagers são as mais próximas das cervejas comuns que encontramos por aí, no entanto com um toque mais cuidadoso. A não filtrada (batizada de Original) tem um aspecto mais turvo, pela presença do fermento. A cor é um amarelo claro e a espuma tem boa formação e persistência. Os aromas são ligados ao malte, com notas de panificação mais acentuadas e um pouco de aroma do próprio fermento, mas nada que chegue a desagradar. Pelo contrario. Agrega corpo à cerveja. A carbonatação é de médio para baixa. Já a filtrada (Premium) é mais esterificada, ou seja, tem aromas frutados. É bem transparente e de cor dourada. Ambas são de amargor baixo e o sabor some relativamente rápido da boca.
A Weizenbier (Weizen) é bem típica do estilo. De cor amarelo palha e com bela formação e persistência de espuma, tem aroma típico de banana e cravo – mais cravo em minha opinião. O corpo é médio, assim como a carbonatação, e o sabor é adocicado e mais persistente. Já a Dunkel (Negra), é de cor preta, opaca. Também tem boa formação e persistência de espuma e aroma intenso de café. O gosto é mais seco, corpo médio e o amargor é suave, vindo do malte torrado.
Todas tem um bom drinkability, ou seja, dá para tomar vários copos sem enjoar.
Fonte: Gazeta do Povo, blog Bar do Celso, por Luis Celso Jr - 01/04/2011
Cerveja sazonal Bamberg Alt 2011 já está disponível e promete surpreender consumidores e especialistas
Na cidade de Düsseldorf, no centro da Alemanha, são produzidas cervejas do estilo Alt, e mesmo com a diminuição da produção desta cerveja no mundo, essas cidades ainda mantêm a tradição.
A Alt é uma cerveja marrom avermelhada cristalina com corpo leve e baixa carbonatação. Com aroma floral, com notas de frutas e caramelo e sabor frutado sutil, toffee e caramelo além de um amargor marcante do lúpulo e final seco, sendo fácil de ser bebida, mas também muito complexa ao paladar.
Existem pouquíssimas cervejarias no mundo que ainda produzem o estilo Alt. Com o aumento do consumo das Lagers claras, a produção dessa cerveja caiu, inclusive na Alemanha. No Brasil a Cervejaria Bamberg foi a primeira a apostar nesta cerveja e todo ano produz lotes especiais desse estilo.
Alexandre Bazzo, proprietário da cervejaria, tentou reproduzir fielmente a Altbier produzida em Düsseldorf. Para tal, trouxe uma cepa especial de fermento originário da cidade, malte da cidade de Bamberg e três lúpulos da Bavária.
Para aproveitar ainda mais o sabor desta cerveja, o ideal é que seja consumida de 5ºC a 8ºC. Harmoniza perfeitamente com pratos apimentados como culinária mexicana e indiana, pratos gordurosos, carnes vermelhas e de caça.
Veja abaixo a analise sensorial por Alexandre Bazzo:
Visual: Cerveja vermelha, cristalina e com espuma consistente;
Aroma: O lúpulo aparece floral, cítrico e herbal, mas também percebemos o malte, com biscoito, caramelo, cereal e o fermento de forma sutil com o frutado, frutas vermelhas e pitanga;
Sabor: O primeiro gosto que vem é o amargo do lúpulo, quando o “doce” do malte e o frutado do fermento tentam equilibrar, aparece novamente o amargor do lúpulo finalizando seco;
Sensação na boca: Final seco, carbonatação média-baixa, leve adstringência, bem refrescante.
A Bamberg Altbier 2011 foi produzida em três versões:
Garrafa (355ml): R$ 7,00
Garrafa (600ml): R$ 16,00
Chope (300ml): R$ 5,00
Sobre a Bamberg
A microcervejaria Bamberg nasceu no ano de 2006 em Votorantim. Sua produção varia de 15 a 40 mil litros mensais. Os irmãos Alexandre, Thiago e Lucas Bazzo visitaram várias cervejarias ao redor do mundo, e através de muita pesquisa e análise criaram e deram nome de Bamberg à cervejaria, em homenagem á cidade alemã como o mesmo nome, referência em produção de cervejas na Alemanha.
Prêmios:
2009 – Medalha de Prata para a Rauchbier Bamberg no European Beer Star
2009 – Produto do Ano pelo prêmio Paladar do Estadão
2010 – Rauchbier Bamberg entre as 1001 melhores cervejas do mundo pelo livro “1001 Beers you must taste before you die”
2010 – Segunda melhor cerveja disponível a venda pelo Top 50 pela revista Prazeres da Mesa.
2010 – Prata e Bronze no Australian International Beer Awards
2010 – Rauchbier ganhou dois prêmios no World Beer Awards na Inglaterra
2010 – 2 medalhas de ouro no Mondial de La Biére na França (Rauchbier e Schwarzbier)
2011 – Eleita a cervejaria do ano de 2010 pela revista Prazeres da Mesa
2011 – Top 50 Prazeres da mesa – 6 cervejas na lista, entre elas a St. Michael que ficou com o terceiro lugar entre nacionais e importadas
Mais informações através do site www.cervejariabamberg.com.br
Fonte: Inteligemcia – 01/04/2011
Cervejaria Colônia completa 15 anos
Atualmente, a INAB conta com um mix de produtos e, em breve, pretende lançar uma nova embalagem
A INAB - Indústria Nacional de Bebidas - Cerveja Colônia está completando hoje (1º) 15 anos. Com sua matriz situada em Toledo, na região Oeste do Paraná, cada vez mais, está ocupando uma posição de destaque no mercado nacional e internacional.
Tudo começou de um grande sonho de Jaime Nelson Gatto, que após muitos anos de trabalho ao lado do pai e de um tio em uma distribuidora de bebidas, resolveu em 1994 viajar e adquirir equipamentos usados de unidades desativadas das grandes cervejarias do país. Em apenas dois anos, exatamente no dia 1º de abril de 1996, ele conseguiu montar a própria fábrica de cervejas.
Primeiro surgiu a famosa cerveja Xingú que, inicialmente, tinha como foco o mercado americano e conquistou sucesso internacional. Na seqüência, foi lançada a Astro, que se tornou a primeira Pilsen Premium, do tipo extra. Porém, o sabor forte da cerveja não agradou a maioria dos consumidores e logo foi substituída pela Kilmer, uma Pilsen tradicional. Devido à semelhança com a cerveja argentina Quilmes, a INAB foi obrigada a mudar novamente o nome do seu produto.
Em 1998, já com Saul Brandalise Júnior incorporado à empresa e com todas as experiências, adquiriu-se domínio da tecnologia cervejeira e o produto ficou tão bom e qualificado que merecia uma nova marca, sendo então intitulada de Cerveja Colônia, em alusão à cidade de Colônia, localizada na Alemanha.
PRODUTOS - Aos poucos, a INAB foi conquistando o mercado e inovou o seu mix de produtos. O consumidor pode encontrar atualmente cervejas Pilsen, Malzebier, Extra Langer, Low Carb (de baixa caloria), Donna’s Beer, Sem álcool e Negra, lançada em 2010 pela empresa, com uma nova embalagem – Lata 473 ml. Além disso, a Inab também fabrica chopp claro e escuro e refrigerantes nos sabores cola, cola-limão, guaraná, limão e RC Cola.
No mês de maio a INAB pretende lançar uma nova embalagem com um tamanho diferenciado, de 269 ml. Além disso, a indústria voltou a fazer merchandising em um programa do SBT, divulgando os produtos da empresa.
Atuação – A INAB, primando pela qualidade, com investimentos de pessoal e tecnologia, cresce firmando parcerias em todo o país. De acordo com Mauro Bernhard, do setor de Administração de Vendas, atualmente a INAB atua em diversos estados do Brasil, como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Tocantins. “Estamos prospectando também para o Rio de Janeiro e há uma procura grande das regiões Norte e Nordeste, porém, para isso estamos buscando parcerias para terceirizar a produção”, destacou.
A INAB também atua no mercado externo, exportando a cerveja Colônia, Sambadoro e Stell para o Paraguai, Bolívia, Angola e Guiana Francesa. “Estamos em uma fase de expansão e, em breve, conseguiremos que todos os nossos produtos sejam conhecidos a nível de Brasil e também de forma mais expressiva no mercado internacional”, frisou.
A INAB também já ganhou vários prêmios internacionais pela International Quality Institute Brussels desde 2007, com as cervejas Low Carb, Pilsen e Extra e pela Australian International Beer Awards, com a cerveja Low Carb.
Fonte: Jornal do Oeste – 02/04/2011
Cervejas artesanais do sul
Há quem goste de fechar os olhos e imaginar viagens pelo mundo nos copos de bebida. Afinal, os líquidos são resultado do encontro entre o homem, a cultura e o meio, e carregam algo muito particular e simbólico de suas origens. Beba rosés e pense no sul da França. Beba saquê e imagine seu quimono e flores de cerejeira. Mande goela abaixo um single malt e respire o ar puro das highlands. A imaginação não tem preço e não precisa de limites. Mas experimentar in loco é uma experiência insubstituível. Fiquemos, por ora, aqui pelo Brasil.
Cada região tem suas peculiaridades, é claro. Mas a cachaça e a cerveja reinam por quase todo o território. São Paulo, um centro mais cosmopolita e sem tradição produtora, por exemplo, é uma babel internacionalizada de marcas e produtores. Grosso modo, na mente do bebedor médio, cachaça lembra Minas, chope é tradição carioca, café, coisa de paulista, aquelas batidas exóticas são coisa de carnaval no nordeste e vai por aí. Rótulos, estereótipos, sabemos.
O sul do Brasil, mais especificamente o Rio Grande Sul, tem um perfil etílico diferente do resto do país. Um território de versatilidade. É, sem dúvida, cultural e economicamente, nosso centro vitivinícola. Diferentemente do resto do país, ali a oferta de vinhos finos nacionais é maior do que a de importados. Os bares e restaurantes se orgulham de apresentar opções locais. Mas não só de vinhos. A oferta de cachaças, quase sempre artesanais e temperadas com ervas ou frutas, também é grande. O mesmo acontece com schnapps e steinhäger. Lembrando que o álcool, porém, não é onipresente. O chimarrão talvez seja a bebida dominante no dia-a-dia gaúcho.
Porém, provavelmente devido à mescla ítalo-germânica em torno de Porto Alegre e região das serras, o que chama a nossa atenção hoje é uma curiosa oferta local de cervejas artesanais. Nem sempre dentro da tradição alemã, o que seria mais óbvio. As ale são dominantes, mas não exclusivas.
Provei uma de trigo muito boa: Whitehead. Uma unanimidade na roda do bar. Seu sabor delicado, não tão amargo, faz sucesso com mulheres e jovens. E, com razão, supera muitas das de trigo industrializadas ou importadas, talvez por ser mais fresca.
A Schmitt Big Ale, que já conhecia na versão long neck, se mostrou muito agradável, leve, com aroma de especiarias, frutas brancas e ligeiro floral. Por não ser filtrada, o líquido do final da garrafa vem mais turvo, o que não chega a ser um problema, pois o sabor vem ainda melhor.
Não posso dizer o mesmo da Coruja Extra Viva, uma lager de cor mais escura, com forte acento de caramelo. Apesar do ataque agradável se mostra muito doce e um pouco enjoativa no final de boca. Inegável o cuidado com a produção, inclusive com uma garrafa muito bonita e que se destaca. Poderia ter um pouco mais de amargor residual.
Infelizmente, a Vitrola Ale, outra artesanal que insisti em beber, apesar das advertências das garçonetes, e até do dono do bar, de não ser uma tiragem boa, estava muito ácida e carbônica, com um desagradável final forte de levedura. Enfim, segundo o pessoal da casa, o simpático Bar Parangolé, reduto de músicos de choro da cidade, as tiragens são semanais e eu definitivamente dei azar. O rótulo é moderno, limpo, fugindo do padrão europeizante e tradicionalista que é regra. Espero dar mais sorte da próxima vez.
A estrela da noite foi, porém, a Irmãos Ferraro Golden Ale. Uma dourada e complexa ale com os toques de cravo e ervas, pêssego, abacaxi e algo de cítrico. No palato, amargor ótimo e acidez equilibrada. Fresca e persistente, sem ser enjoativa. Uma ale de grande elegância. A nota curiosa que reforça a peculiaridade deste mercado do sul é o texto do contra-rótulo que apresenta a cerveja como "naturalmente de Porto Alegre". Precisa dizer mais?
Fonte: Terra, por Mauricio Tagliari – 02/04/2011
Parece champanhe, mas é cerveja-brut
Foi de uma aposta entre irmãos que nasceu a Wäls Brut, cerveja produzida em Belo Horizonte inspirada nas belgas biére de brut, cuja representante mais conhecida é a Deus. O estilo, porém, tem outras produções disponíveis no Brasil, como a também belga Malheur e a catarinense Eisenbahn Lust. E foi justamente quando José Felipe e Tiago Carneiro degustavam uma delas, há cerca de um ano e meio, que surgiu o desafio.
"Depois de um tempo provando a cerveja, meu irmão disse: ‘Realmente uma delícia, pena que você não seja capaz de produzi-la", conta José Felipe. "Respondi que eu, sozinho, não faria uma igual, mas nós todos na Wäls, sim. Mas quase desisti ao imaginar que teria de mandar nossa cerveja a uma vinícola para a fase de champenoise. O produtor mais próximo fica no sul de Minas e não usa o método."
Os irmãos decidiram, então, fazer na cervejaria todo o processo emprestado da Champagne, a rémuage (ato de girar a garrafa quando ela está inclinada com o pescoço para baixo) por 45 dias e o dégorgement (retirada do fermento) manual. A receita tem como base outra cerveja da marca, a Wäls Tripel, também de inspiração belga e com notas cítricas destacadas. Ela recebeu levedura de champanhe e um terceiro processo de fermentação, que elevou o teor alcoólico a 11%.
Dourado-escura e translúcida, tem espuma, branca, com média formação - poderia ser mais abundante para ficar próxima do padrão do estilo. Deve ser servida em taças do tipo flûte.
No aroma, sente-se a ação da levedura de champanhe, além de notas de malte adocicadas e de delicada lupulagem. Os mesmos elementos se repetem na boca, com final seco moderado e residual adocicado. É justamente neste último ponto que a Wäls Brut poderia ter um ajuste fino, tornando-se mais seca e evidenciando mais seus outros elementos. Mas é uma boa versão de um estilo complexo de cerveja. É vendida em garrafas de 750 ml arrolhadas a R$ 120, em média.
Fonte: Estadão, por Roberto Fonseca – 06/04/2011
Site da Eisenbahn cria ferramenta que reúne os amantes de cerveja
A Eisenbahn aposta em plataformas digitais para aproximar os seus consumidores. A marca reformula o site (www.eisenbahn.com.br) e apresenta novidades que promovem a interação com o público cervejeiro. O destaque fica para a plataforma Stammtisch, termo utilizado pelos alemães para designar grupos de pessoas que se reúnem para beber cerveja, comer e conversar. Por meio do Stammtisch, os usuários poderão cadastrar perfis, criar grupos, divulgar atividades, marcar encontros com amigos e publicar fotos e vídeos de seus eventos.
Juliano Mendes, especialista em cervejas e consultor da Schincariol, será o responsável por postar vídeos sobre os rótulos da marca. A cada 15 dias, a página disponibilizará um novo filme com sugestões, dicas, características e a história das bebidas. As cervejas Eisenbahn Lust e Eisenbahn Weizenbock já estão disponíveis para visualização.
O público também pode saber um pouco mais sobre o processo de fabricação da cerveja, tipos e famílias, exemplificados pelos rótulos, e com dicas para utilização do copo adequado. O dia a dia da Eisenbahn também pode ser conferido nas páginas do Facebook (www.facebook.com/cervejaeisenbahn) e do Twitter (www.twitter.com/eisenbahn). As redes sociais fazem parte do plano da marca no ambiente digital. No Twitter, a Eisenbahn já realizou duas edições da ação #provetuite, harmonização online e ao vivo.
O projeto foi desenvolvido pela Wow Comunicação.
Fonte: A4 Comunicação, por Vanessa Caccianiga e Luana Abdulklech – 12/04/2011
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