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2011 - Maio - Parte I
O sabor do puro malte
Saint Bier traz ao sul do país toda a qualidade e tradição da cerveja e chope artesanais
Produzir cerveja em pequena escala é uma tradição em diversos países, com destaque para Estados Unidos, onde existem mais de 1.400 pequenos produtores de cervejas.
No Brasil o movimento “The Craft Beer Renaissance” também tem atraído entusiastas pela cerveja artesanal e que perceberam neste mercado em expansão uma oportunidade de negócio.
Em Santa Catarina o mais notável exemplo vem das microcervejarias. Exemplo disso é a Saint Bier, localizada em Forquilhinha, que iniciou sua produção em 2008 e atualmente produz 25 mil litros de cerveja e chope artesanais por mês.
Instalada em um amplo prédio em estilo germânico, com 1.050 metros quadrados, com direito a pub para degustação e paredes envidraçadas que permitem acompanhar a produção da moderníssima fábrica, a Saint Bier é fruto da visão inovadora do empresário Abrahão Paes Filho.
A Saint Bier nasceu a partir da busca pela diversificação de negócios do empresário, que atuava há mais de duas décadas no ramo de confecção de couro. “Após problemas climáticos e, principalmente com a queda do dólar que afetou em muito o ramo coureiro de confecções, em família, resolvemos diversificar o ramo de atividades”, recorda o empresário.
Para auxiliar na implantação da cervejaria, o proprietário contratou um mestre cervejeiro alemão, Matthias Rembert Reinold, responsável pelo projeto de engenharia, equipamentos e fórmulas.
Com a instalação em Forquilhinha conseguiu atender também um item muito importante no futuro marketing do negócio, estar instalado em uma cidade de colonização alemã, que tem na Saint Bier também um belo cartão postal receptivo.
Hoje a unidade está sendo ampliada em 250 metros quadrados. O investimento já chega aos R$ 1,5 milhão, mas deve atingir R$ 3 milhões com a capacidade máxima de produção de 70 mil litros.
Seus produtos são chamados Puro Malte e sem conservantes, como o Chope Pilsen, Cerveja Pilsen, Cerveja In Natura, Cerveja Belgian e Cerveja Stout, distribuídos nas cidades do litoral catarinense e no Rio Grande do Sul.
Os consumidores de cervejas de chopes artesanais são pessoas exigentes, sedentas por produtos com sabor, cor, aroma e de alta qualidade. Essas pessoas não buscam produtos bem gelados e sim com ingredientes que lhes convençam de que estão tomando cervejas com o verdadeiro sabor de cervejas, tipo as européias, afirma Filho.
Para chegar a esse padrão, a empresa trabalha como diferencial a utilização de apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e fermento, seguindo a Lei de Pureza Alemã de 1516.
O milagre acontece no manuseio desses quatro produtos, gerando naturalmente os sabores, o álcool e o gás. Veja bem que o álcool e o gás nasceram do encontro das quatro matérias-primas, explica. Diferente do processo convencional, onde a cerveja está pronta em média em quinze dias, uma artesanal leva no mínimo 30 dias. Algumas até 60 dias de maturação.
A Saint Bier tem um porte de microcervejaria, conforme classificação do Governo do Estado de Santa Catarina de acordo com seu volume de produção, com média de 25 mil litros por mês de chopes e cervejas artesanais. No entanto a sede já passa por uma ampliação, e o projeto é chegar aos 70 mil litros mês, com investimentos em uma nova engarrafadora.
Visite o site: www.saintbier.com.br
Fonte: Saint Bier, por Karla Paris Miranda – 10/05/2011
Panorama da cerveja artesanal na Itália
É, aqui eles já estão bem na nossa frente. Por diversos fatores, a cerveja artesanal italiana cresce num ritmo animador e consistente, e já começa a ganhar o mundo.
Por ser um país de tradição de vinhos, o movimento cervejeiro artesanal italiano começou do zero, como no Brasil.
As primeiras corajosas iniciativas surgiram nos anos 80, duas ou três cervejarias esparsas pelo país, mas que plantaram a semente. A segunda onda veio no meio dos anos 90, quando já pode se falar de um movimento que começava a nascer.
A maioria no norte, como a cervejaria Baladin, no Piemonte, que se destacou e foi quem liderou esse movimento nos últimos anos. Foi a Baladin a primeira a entrar pesado nos restaurantes, encontrando um espaço no cardápio que era restrito aos vinhos. Isso foi possível porque eles foram entre os primeiros a apostarem numa originalidade da cerveja italiana.
Essa originalidade é o que marca a cerveja artesanal aqui: tantas tradições culturais, culinárias e variedade de ingredientes num pequeno território tinham tudo para serem aplicadas na produção de cerveja. Cada região tem orgulho de usar seus próprios ingredientes em seus pratos, e agora via-se a possibilidade de também usá-los nas cervejas.
Com isso começou-se a falar numa escola italiana de cervejas, o que nada mais é do que a adaptação de outros estilos europeus, usando ingredientes típicos de várias partes do país. Em poucos anos foram nascendo fábricas em uma velocidade impressionante. Em 2006, eram em torno de 150 microcervejarias, em 2011, já são cerca de 250, a grande maioria localizada no centro-norte. Do mesmo jeito cresce a oferta de novas cervejas: em plena aceleração (tudo isso em contraposição à crise que trava o país).
O mercado ainda é bem restrito a quem gosta e procura conhecer sobre o assunto, e a quem freqüenta os poucos locais cervejeiros disponíveis. Essa parcela da população não é pequena: geralmente é da classe média, que é bem expressiva, e tem discernimento para diferenciar um produto artesanal de um industrial, se lhe for bem explicado. Basta que a cultura cervejeira seja bem divulgada. De qualquer maneira, também era importante para as fábricas procurar outros mercados, e um grande salto foi quando começaram a ousar com o mercado americano. Mandar para os EUA é certeza de lucro. Sendo novidade, sofisticado, e ainda mais feito na terra madre, é sucesso na certa entre os oriundi. Dessa maneira o produto que fazia sucesso na “América” passava a ser mais valorizado ainda pelo público na Itália.
Tratando-se de disponibilidade de cultura cervejeira, pode-se dizer que quem vive em Roma é bem sortudo. A cidade se destaca não só na península mas em toda Europa pela oferta de beershops, bares e restaurantes cervejeiros, e eventos de cerveja artesanal.
São em torno de 20 beershops, bem distribuídos em diversas áreas da cidade, e sempre bem equipados com artesanais americanas (Flying Dog, Sierra Nevada, Anchor, Brooklyn, Great Divide, Port Brewing/Lost Abbey, Left Hand, Stone, Cigar City, Green Flash, Southern Tier), dinamarquesas (Mikkeller, Fanø, Beer Here, Evil Twin), norueguesas (Nøgne ø), holandesas (De Molen), escocesas (Brewdog, Harviestoun), belgas (todas as trapistas, Cantillon, Chouffe, Boon, 3 Fonteinen, Girardin, De Struise, Glazen Toren, Caracolle, Rulles, De Dolle, De Ranke e por aí vai), japonesas (Hitachino, Baird), italianas (Birra del Borgo, Baladin, Toccalmatto, Grado Plato, Montegioco, Ducato, B94, Opperbacco, San Paolo, Foglie d’Erba, Almond 22, Birrificio Italiano, Bi-Du, Barley, Croce di Malto, Troll, Turan, Karma, etc) e muitas outras.
Bares e restaurantes dedicados à cerveja artesanal, como o Brasserie 4:20, um ambiente incrível que só serve a seleção de cervejas preferida dos proprietários; o Open Baladin, outro lugar que surpreende pela ambientação, tendo um paredão coberto de prateleiras com garrafas, assim como 40 bicos de chopeira servindo somente artesanais italianas; o Ma Che Siete Venuti a Fa’, uma porta-de-garagem-pub que vai crescendo à medida que você vai entrando para dentro do local, e que além de servir ótimas cervejas on-tap, dá também pra assistir partidas do campeonato italiano e de outros campeonatos europeus; entre outros.
Em toda Itália os eventos cervejeiros são freqüentes, a maioria bem organizados. O que mais agrega o setor cervejeiro artesanal é o Selezione Birra, que inserido na feira Sapore Rimini. É uma espécie de Brasil Bräu da Itália, onde um pavilhão é reservado para as artesanais, e ali participam todas as principais italianas, acontecem palestras, e é realizado o concurso das melhores participantes.
Outro evento é o Italia Beer Festival, que acontece todo ano em várias cidades como Roma, Milão, Gênova, e Torino, reunindo várias artesanais, escolhendo as melhores em cada categoria e incluindo também o setor dos homebrewers. A Semana Italiana da Cerveja Artesanal, outro evento importante, começou a ser feito esse ano, e incentiva pontos de venda (beershops, pubs, restaurantes) a promoverem a venda das artesanais e a organizarem palestras, eventos, promoções. Em demais ocasiões no ano acontecem visitas de cervejeiros de toda Europa promovendo palestras, discussões e degustações.
Quem estiver interessado em vir para a Itália conhecer essa nova e promissora escola cervejeira tem diversas opções de trajeto. Um mapa completo de todas as cervejarias e brewpubs pode ser meio… completo demais. Então sugiro algumas, de norte a sul, bem representativas: Birra del Borgo, B94, Baladin, Bi-Du, Birrificio del Ducato, Birrificio Italiano, Grado Plato, Lambrate, Montegioco, Opperbacco, Toccalmatto, Troll.
Quem arranha um pouco de italiano pode acompanhar também os blogs daqui: Cronache di Birra (http://www.cronachedibirra.it) é bem completo e atualizado.
Fonte: Parágrafo 11 – 03/05/2011
Mestre da cerveja revela seu segredo
Para ganhar prêmio na Alemanha, Marcelo Rocha, da Colorado, teve que pesquisar muito
Quando Marcelo mandou a água de Ribeirão para um inglês analisar, o expert achou que ele a havia passado por filtro especial, "de tão boa", melhor até que a água da cidade alemã onde surgiu a "pilsen". Com essa água e ingredientes como a rapadura e a mandioca, o carioca mais ribeirão-pretano do Brasil chegou a fórmulas nada convencionais.
Hélio Pellissari - Como o senhor veio parar em Ribeirão Preto?
Marcelo Rocha - Meu pai casou com uma mulher cuja família tinha terras perto de Barretos. Mas como toda a região gravita em torno de Ribeirão... acaba-se vindo para Ribeirão. Aí apareceu o Cesário Melo Franco, que é um amigo nosso, dono da Xingu, da marca Xingu. Ela não era da Kaiser, a Xingu tinha um escritoriozinho em Ipanema e ele chegava nas fábricas que tinham capacidade ociosa e contratava a produção da cerveja, não para vender no mercado interno. Ele percebeu esse negócio, que estava tendo cervejarias pequenas nos Estados Unidos, e veio conversar com a gente.
Hélio - Quando foi isso?
Marcelo - Foi em 1994. Decidimos entrar. Em 1995, nós fundamos uma empresa nova, na qual o ex-dono da Xingu, o Cesário, tinha 5%. Nós abrimos aqui em 1996.
Hélio - A choperia?
Marcelo - A choperia com a fábrica. A ideia inicial era atender a demanda do bar, e vender um barrilzinho para fora. Não estava bem definido este modelo de negócio no Brasil. Havia muitos poucos barris na casa, cerveja feita na frente das pessoas, era tudo muito novo. No período em que fiquei com a choperia tive momentos de sucesso enorme e momentos de baixa. Era uma montanha russa. Não por conta do negócio, mas sim por conta da economia brasileira. Logo que eu abri era o Fernando Henrique, dólar um por um, era um consumo igual ao que está hoje. A explosão era grande, mas o produto interno entrava com mais facilidade. Depois veio a crise russa, a crise asiática, tudo oscilava, mas a cerveja mantinha um crescimento constante. Aí chegou um momento em que paramos para pensar se valia a pena continuar com a fábrica dentro do bar. Decidimos então partir para a cervejaria mesmo.
Hélio - Por que o senhor não montou choperia no Rio e preferiu montar aqui?
Marcelo - Primeiro foi por conta da história de que eu já tinha negócio na região e gostava daqui. Sempre gostei de Ribeirão Preto, do clima da cidade, das pessoas. E pela água também. Convenci minhas irmãs e investidores de que tinha que ser aqui, porque tinha a Antárctica, já tinha tido outras cervejarias, tinha um consumo de chope acima da média nacional. Aí eu decidi ficar aqui, abandonei o Rio, abandonei a fazenda e vim para cá para cuidar do bar.
Hélio - O senhor veio para cá em uma época em que a Antarctica já estava fechando. Isso ajudou?
Marcelo - Foi um pouco antes, eles ainda tinham muita força, quando eu abri aqui todo mundo falou que eu estava maluco, que eu queria competir na terra da Antárctica. Não, eu não tinha nem condições de competir com ela. Ela dominava todo o mercado.
Hélio - Como surgiu a cerveja?
Marcelo - Quando eu decidi fazer cerveja engarrafada, percebi que todo mundo ia na direção de copiar os importados. Eu falei não, eu vou para outro lado, vou fazer cerveja com coisas aqui do nosso território, o que está ao nosso lado. Aí comecei a criar, a colocar rapadura na cerveja. Os belgas já colocavam açúcar na cerveja há muito tempo.
Hélio - Como surgiram as marcas?
Marcelo - As marcas todas eu dei. E o desenho dos rótulos eu comecei a pesquisar e descobri que tinha uma agência de um cara nos Estados Unidos, que é especializado em cerveja. Eu me identifiquei e convidei ele para fazer os rótulos para mim. Na realidade, teve uma somatória de coisas que fez com que, hoje, a Colorado ficasse uma marca muito forte, a ponto de a gente não dar conta. Inclusive já estamos fazendo planos para uma fábrica maior. Adicionar sócios.
Hélio - Qual a sua produção?
Marcelo - Em um mês bom, eu produzo 80 mil litros de cerveja e chope.
Hélio - O senhor começou distribuindo onde?
Marcelo - Eu comecei distribuindo só em "delicatessen", em um esquema bem menor do que de supermercado. O supermercado tem compra em grande quantidade. Ele não quer três caixinhas, ele quer um caminhão. E um supermercado muito importante para a gente foi o Pão de Açúcar, porque ele é muito seletivo, ele levou dois anos para aceitar a gente. Eles toparam abrir 10 lojas para nós. As de Ribeirão, e o resto em São Paulo. Aí o público começou a pedir, e eles falaram: agora nós vamos colocar em 50 lojas. E foi aumentando, agora nós nem pagamos mais para entrar E garante: será voluntariamente sempre um fabricante pequeno, independente, que descarta bebida que não seja de excelência. "Não quero ser escravo de um produto sem gosto", afirma.
Nas lojas eles estão vendo que tem um produto bom para o público deles. Veja bem, vamos dizer que a minha cerveja, que eles ganhem R$ 1 ou R$ 2 na minha cerveja. Em uma lata de Skol, eles ganham R$ 0,15, R$ 0,20. Eles têm que comprar 10 latas para ter o lucro que eles têm em uma garrafa. E para este tipo de negócio, o cliente que eu levo lá, ele já paga caro na cerveja, ele vai pagar um queijo caro para acompanhar a cerveja, ele vai querer outros produtos finos.
Hélio - Mas hoje o senhor está também em supermercados mais populares?
Marcelo - Eles vendem também. Sabe por quê? A cerveja, por mais cara que ela seja, ainda é um luxo barato. Se você tomar a minha cerveja, que está entre as mais caras, você vai gastar, em um supermercado caro, mas muito caro, R$ 15,00. Se você for levar isso para o mundo dos vinhos, você não toma nada. Quando eu abri o bar na Avenida Independência, eu tinha uma idéia errada do consumidor de cerveja. Vou chamar os usineiros e eles vão vir todos aqui no meu bar. Esquece, quem tem dinheiro faz festa na casa dele, não gosta de sair. O cara que compra a minha cerveja é o dentista, é o funcionário público, que quer se permitir um pequeno luxo. É a classe média ascendente, é o cara que tem prazer em descobrir que o mundo da cerveja não é apenas o mundo da loira gelada.
Hélio - Como é fazer uma cerveja?
Marcelo - Você tem que ter equipamento, técnica e tem uma outra coisa que só vem com o passar dos anos, que é a experiência. Fazer cerveja é relativamente fácil, até a hora que dá alguma coisa errada. Aí ou você conserta ou joga fora. Nas grandes fábricas nada é jogado fora. Eu aqui, quando eu tenho algum problema, graças a Deus eu tenho pouquíssimos problemas, jogo o tanque fora. Este ano joguei três tanques.
Hélio - Isso é quanto?
Marcelo - É 15 mil litros de cerveja. É um final de campeonato com cerveja de graça para todo mundo. Nem se o Comercial ganhasse o título brasileiro sairiam 15 mil litros de cerveja. Mas a gente não abre mão da qualidade.
Fonte: Jornal A Cidade, por Hélio Pellissari – 07/05/2011
Emigrator Doppelbock 2011
A cervejaria RSW Abadessa obedece a Reinheitsgebot (Lei Alemã da Pureza de 1516) e produz através de métodos artesanais, sem utilização de aditivos ou conservantes, cervejas naturais, não filtradas ou pasteurizadas.
Emigrator Doppelbock
- Cerveja Lager, tipo Doppelbock
- Produzida para o inverno
- Embalagens 500 ml
- Graduação alcoólica: 7,2% vol.
Fonte: Abadessa – 10/05/2011
Cerveja com estilo robusto é nova integrante da família Bierland
A família Bierland, de Blumenau (SC) cresce mais uma vez neste ano e recebe uma nova integrante. A cervejaria traz ao mercado a recém-criada Imperial Stout, um produto rico, complexo e com sabor acentuado. O estilo é marcado pela presença de malte escuro, que pode variar entre o chocolate e notas de torrefação. “Possui coloração escura, um perfil levemente frutado e, com o álcool quase desapercebido, traz um breve aquecimento ao paladar”, destaca o sócio da Bierland, Eduardo Krueger.
O estilo Imperial Stout harmoniza bem como carnes vermelhas e de aves e acompanha perfeitamente sobremesas à base de chocolate. Recentemente, em abril, a empresa lançou a cerveja Vienna, um produto bastante tradicional e com poucos representantes no mercado. Diferente da Imperial Stout, a Vienna é marcada pela forte personalidade dos lúpulos americanos. Ainda neste ano, a Bierland, que já produz os estilos Pale Ale, Bock, Pilsen, Weizen e Vienna, deve lançar o estilo Strong Golden Ale.
As cervejas em garrafa da Cervejaria Bierland podem ser encontradas no Sul e no Sudeste do Brasil em supermercados, bares, restaurantes e lojas especializadas. Um dos diferenciais das cervejas da Bierland é que elas não contêm componentes químicos como estabilizantes, antioxidantes ou corantes. “Nosso sabor é preservado ao máximo e de forma natural”, observa o sommelier da Bierland, Paulo Bettiol.
Sobre a Bierland Imperial Stout
No século XVII, a Corte Imperial da Rússia tentou transportar barris do estilo de cerveja Stout de Londres, na Inglaterra, para o país, em viagem pelo mar Báltico. Com o longo trajeto, a cerveja não chegava em condições de ser consumida. Para resolver o problema, desenvolveu-se uma stout robusta e alcoólica o suficiente para suportar o percurso, preservando o produto e impedindo que se congelasse. Esse tipo de cerveja foi batizado de Russian Imperial Stout ou simplesmente Imperial Stout.
Fonte: Presse Comunicação Empresarial, por Ana Paulade Sousa – 10/05/2011
Brasil participa de 'Libertadores' das fermentadas
Treze microcervejarias brasileiras participam da South Beer Cup, torneio que termina hoje em Buenos Aires. Em sua primeira edição, pode ser comparado a uma "Taça Libertadores de América" das fermentadas. Elas competem na Argentina com adversárias produzidas no próprio país, Chile, Uruguai e Colômbia, divididas em 22 estilos diferentes. Os vencedores serão anunciados no sábado.
A competição é inspirada em torneios como o European Beer Star, na Alemanha, e, evento mais concorrido de todos, na World Beer Cup norte-americana. Entre as concorrentes brasileiras, estão marcas que já conquistaram medalhas lá fora, como a Bamberg, de Votorantim; a Colorado, de Ribeirão Preto; e a Falke Bier, de Minas Gerais, além de Baden Baden e Eisenbahn, micros controladas pela Schincariol. Também há estreantes, como a Bodebrown, de Curitiba, e Seasons, de Porto Alegre.
Fonte: O Estado de São Paulo - 12/05/2011
Cervejas “do mal” para sexta-feira 13 e afins
Para muitos, sexta-feira 13 é dia para se benzer, tirar os amuletos do armário e fugir do gato preto. Outros, são indiferentes. Mas há quem adore essa data, com um gostinho pelo horror e terror. Para esses, montei em parceria com seguidores do Twitter e da Fan Page do Bar do Celso uma lista com as melhores cervejas “do mal”, capazes de fazer Zé do Caixão se assustar.
O método foi simples, e não é qualquer eleição. Pedi no Twitter e no Facebook sugestões de boas cervejas para “harmonizar” com a data. Depois, montei uma enquete com as sugestões para serem votadas na página do Bar do Celso.
Vou elencar aqui várias sugestões, coletadas até 15h30 desta sexta-feira (13), sem compromisso sério com descrições. É apenas para vocês terem referência do que apreciar hoje e em dias tão sombrios quanto.
Perigosa
A cerveja mais votada foi a paranaense Perigosa, da cervejaria BodeBrown. É uma Imperial IPA, ou Double Ipa, extremamente amarga. Na escala internacional de amargor, supera os 100 pontos. Coisa de arrepiar quem não está acostumado. Seu nome original era Venenosa. É fazer Jason parecer uma menininha no parque de diversões.
Diabólica
A mítica cerveja Curitiba que voltou ao mercado em formato de chope no início desse ano ainda chama a atenção por aí. Uma típica English IPA, que sempre teve ao seu entorno o pessoal “do mal”. Foi lançada em um Psycho Carnival e corre o circuito underground da capital paranaense como grande estrela. Estrela negra, é claro.
Cerveja Sangrenta APA
Cerveja artesanal daqui de Curitiba. Confesso que nunca experimentei, mas ela tem alguns fãs nos sites de redes sociais que colocaram a American Pale Ale entre as mais votadas. Só pelo nome, acho que já vale estar por aqui.
De Bora Extreme IPA
Criação do campeão Edigyl Pupo, de Imbituva, na região dos Campos Gerais do Paraná. Ele foi vencedor do concurso nacional das Acervas – associações de cervejeiros artesanais – em 2008 com a Poderosa IPA. A extreme é a versão mais “hard core” ainda da campeã. Vai na linha das cervejas extremas. Quase licorosa, tem sabor bastante amargo, mas equilibrado.
Belzebuth 13%
Com graduação alcoólica de 13% ABV, a francesa Belzebuth aparece com alguns votos na lista. Trata-se de uma Strong Golden Ale bem alcoólica, de cor âmbar, com notas de malte e caramelo, segundo a descrição comercial. Já coloquei na lista, e pretendo experimentar o quanto antes.
La Bière du Demon
Também um Strong Golden Ale bastante alcoólica (12% ABV), é do tipo que acorda até mesmo Fred Kruger. De corpo médio, pouco carbonatada e quase sem espuma, provoca uma sensação intensa de aquecimento. Coloração âmbar e gosto de caramelo.
Duvel
Famosa cerveja belga, a Duvel também é uma Strong Golden Ale. No entanto, nada de álcool ao extremo - mesmo assim seu teor alcoólico é alto, com 8,5% ABV. Uma das características mais demoníacas dela é o aroma de enxofre. Claro, não é tão forte a ponto de ser desagradável. Mas está lá. E é típico dela. Uma bela espuma e a coloração dourada completam o pacote. A propósito, Duvel, vem do flamenco, e que dizer demônio.
Cerveja Vilã – Malévola
Essa eu também não conheço, mas é mais famosa em Belo Horizonte, onde é fabricada a Cerveja Vilã, do Armando Fontes. A Malévola é uma Strong Dark Ale e, portanto, escura. Julgando por quem votou, deve ser uma baita cerveja. Estou ansioso para ser apresentado à essa malvada.
Outras cervejas que apareceram, mas não pontuaram na enquete.
- Unibroue Maldite – Strong Golden Ale
- Lúcifer – Strong Golden Ale
- Lúcifer Het Anker – Strong Golden Ale
- Sepultura Weiss – Weizenbier
E para você, qual a cerveja que mais combina com sexta-feira 13?
Fonte: Gazeta do Povo – Blog Bar do Celso, por Luís Celso Jr – 13/05/2011
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