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2011 - Setembro
Cervejaria Brüder
A Microcervejaria Brüder está localizada na região do Vale do Aço, mais precisamente na cidade de Ipatinga, Minas Gerais. A cervejaria foi fundada em agosto de 2010 e os irmãos Robson, Rogério e Rildo são os responsáveis pela gestão deste empreendimento, que também tem a participação do cervejeiro Rafael Patrício.
A idéia de construir a fábrica surgiu após os irmãos conhecerem a produção caseira e descobrirem que fazer cerveja de qualidade era algo acessível, mesmo estando no interior de Minas Gerais. Com isto, envolveram toda família e iniciaram o projeto, batizando a Cervejaria de Brüder, que significa irmãos em alemão.
Apesar do curto período de existência, a Brüder já passou por uma intensa reestruturação, que fora coordenada pelo mestre cervejeiro Matthias Reinold. Esta etapa foi essencial para a profissionalização do empreendimento. Dentre as mudanças, destaca-se a reformulação de toda planta da fábrica, sobretudo, no redimensionamento e na alteração dos desenhos dos equipamentos. Também foram adotadas novas práticas de produção e de controle do processo cervejeiro. Coube ainda, ao Mestre, ajustes nas cervejas que já eram produzidas e o desenvolvimento da cerveja Pilsen.
A Brüder trabalha com a produção de três estilos de cervejas, a Weiss, a Blond Ale e a Pilsen, que foram formuladas visando atender os anseios do mercado local. O Vale do Aço possui em torno de 451 mil habitantes, é conhecido por suas grandes empresas e pelo seu clima quente.
Nosso produto, atualmente, é distribuído somente na modalidade de chopp e atende bares e restaurantes da região, além do sistema de delivery.
Contato
Endereço para vendas: Rua Américo Vespúcio, 365 - Bom Retiro, Ipatinga - MG.
Telefones: (31) 3823-2199 | (31) 9121-4727
Fonte: Cervejaria Brüder
Brewpub: porque são tão poucos no Brasil?
Muito é falado sobre a importância de pequenos produtores para o desenvolvimento da cultura cervejeira. Esse é o tema desta semana, e traremos vários textos e vídeos sobre este assunto. E o início desta série é sobre produzir e vender no mesmo lugar. Em recente visita de Bob Pease, representante da Brewers Association, revelou das tão badaladas quase 2.000 microcervejarias americanas, cerca de 1.000 são brewpubs. No Brasil, contamos nos dedos quantos são, e, provavelmente, não chegamos nem na segunda mão.
Brewpubs são os bares que produzem a própria cerveja no local e só as vendem ali mesmo. Pois não é só dos americanos que estamos levando uma surra. Depois de ser divulgado que há mais microcervejarias no Chile do que no Brasil e na Argentina juntos, aparece uma lista com os Brewpubs portenhos. São mais de 50 opções num país com a população (e território) muito menor que a brasileira. Tudo bem que há alguns bares que são de microcervejarias na lista, mas são poucos, como o da Antares. Há até, pasmem, um clone da famosa Stone Brewing, cervejaria americana no Greg Koch, idealizador do épico vídeo “I am a craft brewer“. Confira o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=RsOIvr6DWos&feature=player_embedded.
Apontado com uma solução viável para quem quer começar a produzir cervejas comercialmente, o brewpub é um caminho pouco explorado. Juliano Mendes, fundador da Eisenbahn, é um que defende a viabilidade comercial de um brewpub sempre que pode, acreditando ser esta uma boa forma de entrar no mercado de cervejas artesanais.
Porém, há uma nuvem de incertezas sobre como legalizar um empreendimento como estes no Brasil. Muito é falado que é visto como uma indústria, então tem que ficar localizado em zona industrial, ou seja, longe dos bares e restaurantes mais badalados das cidades. A verdade, porém, é que não há uma legislação específica sobre isto. Portanto, cada prefeitura, ou até mesmo fiscal, verá a situação conforme sua interpretação e interesse. Outro problema é o imposto, que pode ser cobrado da mesma forma que sobre uma grande cervejaria.
Esta incerteza, porém, não afasta o sonho que é de muitos cervejeiros caseiros. A nanocervejaria Dum, de Curitiba, vem ganhando projeção rapidamente por sua requisitada Petroleum. E os amigos e sócios da cervejaria, que começaram a produzir cerveja para suprir a necessidade antes dos jogos do Atlético Paranaense, hoje pensam em ir mais longe. “Com o passar desse um ano muita coisa mudou, e o pensamento hoje é montar um brewpub principalmente pelo menor investimento, mas isso requer um bom planejamento”, afirma Luiz Felipe Araujo.
Para entrar neste ramo, não basta apenas fazer boas cervejas, é preciso saber gerir um bar e/ou restaurante.
As vantagens de se abrir um brewpub são grandes. Primeiro, corta-se custos com intermediários, assim como logística e até mesmo envase. Pode-se servir a cerveja direto dos tanques maturadores. Além disto, ele te permite inovar sempre, e ir testando novas fórmulas e estilos ao longo do tempo, devido à menor escala de produção, se comparada a uma microcervejaria.
Fonte: Homini Lúpulo – 05/09/2011
De pequeno produtor a dono de microcervejaria
O biólogo Harry Reinerth, filho de suábio, é um exemplo de pequeno produtor que buscou outra atividade devido à limitação do tamanho da propriedade rural.
Ele e a família venderam as terras que possuíam e há sete anos fundaram a Donau Bier, uma microcervejaria que atende consumidores do interior do Paraná. Ele foi professor durante 12 anos e o pai, que plantava cevada, deu a ideia de mudar de ramo. A nova profissão foi aprendida por meio de leitura e prática. "Há muita literatura em alemão", diz, sobre o idioma que aprendeu cedo.
Reinerth começou com três tanques e triplicou de tamanho há quatro anos. Hoje tem capacidade para produzir 12 mil litros por mês e, na próxima semana, vai receber outro tanque de mil litros. A empresa faz quatro tipos de chopp e abriu no mesmo imóvel um restaurante alemão. O malte da Agrária usado na bebida facilita a logística e garante a clientela. "Meu pai é o maior fã da cerveja que fazemos", conta. A mãe ajuda na cozinha. A família investiu até agora cerca de R$ 4 milhões e espera começar a ter retorno em 2012.
Embora boa parte dos moradores de Entre Rios tenha ligação com suábios, há casos de pessoas que são de fora e foram beneficiadas por projetos da Agrária. Silvino Claus é um agrônomo gaúcho que planta cevada há 17 anos e é cooperado. Segundo ele, embora tenha custo maior de produção, o grão produz mais que o trigo e paga melhor. "Minha cultura preferida é a cevada", afirma ele, que destinou 70 hectares ao grão. "Tenho preço garantido pela indústria."
Para leigos, é difícil distinguir o trigo da cevada. Claus explica que há diferenças na folha e na espiga. A espiga do trigo tem quatro fileiras de grãos, enquanto a cevada tem dois e é mais comprida. O preço de referência é o trigo, com um bônus garantido pela cooperativa.
Os produtores da Agrária plantaram na última safra 28 mil hectares do grão e colheram 114 mil toneladas. Usam três variedades de sementes da Embrapa. A expansão da cultura é limitada por clima e altitude. Claus ensina que a cevada gosta de temperatura entre 10 e 25 graus, e dá melhor em solos acima de 900 metros do nível do mar. (ML)
Fonte: Valor Econômico – 09/09/2011
Microcervejaria Bier Hoff vai inaugurar loja em Ponta Grossa
Ponta Grossa ganha uma nova proposta de experiência gourmet a partir de amanhã, com a chegada da microcervejaria Bier Hoff, dos sócios Valdecir Scopel e Mário Neto.
Ponta Grossa ganha uma nova proposta de experiência gourmet a partir de amanhã, com a chegada da microcervejaria Bier Hoff, dos sócios Valdecir Scopel e Mário Neto. Os empresários lançam a sétima filial da marca paranaense, uma loja especializada em chopes e cervejas especiais no Shopping Palladium, nos Campos Gerais. Uma moderna estrutura de cerca de 150m², oferecerá aos clientes atendimento personalizado para degustação da bebida.
A Bier Hoff será a única loja a oferecer uma área privativa de atendimento com garçons. “Ponta Grossa é uma cidade carente de cervejas especiais, por isso, a escolhemos para montar o restaurante, e oferecer um novo ‘paladar’ aos moradores da região”, afirma Valdecir Scopel, sócio da Bier Hoff.
Fonte: Jornal da Manhã – 13/09/2011
Cerveja artesanal catarinense chega a Minas Gerais
Mineiros poderão conhecer todo o sabor da Bierland, cervejaria de Blumenau (SC) especialista em produtos premium
Santa Catarina é conhecida nacionalmente pela festa do chope - a Oktoberfest - e suas cervejas artesanais. A boa notícia é que a partir de agora os mineiros poderão conhecer de perto todo o sabor da cervejaria Bierland, de Blumenau (SC). Cervejas que estão sendo premiadas internacionalmente e que trazem toda a intensidade dos sabores que cada um dos estilos deve ter. A Bierland, que preza pela qualidade, não utiliza nenhum tipo de componente químico em suas receitas.
A Bierland chega a todo o Estado de Minas Gerais por meio da distribuidora Planeta Bebidas, que levará os produtos premium da cervejaria para os melhores restaurantes, bares, casas noturnas e supermercados mineiros. Entre eles estão os estilos Pilsen, Weizen, Bock, Pale Ale, além dos três mais recentes lançamentos, Vienna, Imperial Stout e Strong Golden Ale.
Conheça as cervejas da Bierland
Com coloração cobre avermelhada, a Strong Golden Ale tem boa formação de espuma. Possui aroma levemente adocicado proveniente dos maltes, frutado, nuances condimentadas e notas do álcool. No palato traz médio a alto corpo, apresenta boa presença de malte, apresentando agradável dulçor. O lúpulo aparece equilibrando e agregando notas condimentadas ao paladar. Frutas vermelhas se destacam – cereja e amora - acompanhadas de breve aquecimento alcoólico. A harmonização pode ser feita com frutos do mar, risotos e queijos como gorgonzola e roquefort.
Para satisfazer os paladares mais exigentes, a Bierland Imperial Stout é uma cerveja rica, complexa e com sabor acentuado. Tem como característica sabores do malte escuro que pode variar de chocolate até notas de torrefação. Ela tem um perfil levemente frutado, incluindo frutas escuras, como uva passa e ameixa. O álcool traz breve aquecimento ao paladar. A harmonização passa por carnes vermelhas, carnes de aves e acompanha bem sobremesas a base de chocolate.
A Bierland Vienna foi desenvolvida com o intuito de reviver o estilo, pois poucas cervejarias no mundo continuam a reproduzi-lo. Tem coloração avermelhada e teor alcoólico de 5,4%. Possui aroma com presença discreta de malte e marcante de lúpulo. No paladar, inicialmente percebe-se suave adocicado proveniente das três variedades de malte, em seguida a generosa porção de lúpulo traz toques cítricos e pronunciado amargor.
A Bierland Bock é filtrada e possui cor marrom avermelhada, resultado de um blend de cinco diferentes tipos de malte de cevada. Dois tipos de lúpulos são utilizados, seu amargor médio equilibra perfeitamente com a agradável presença de malte no paladar, que remete a nuances de caramelo, chocolate e leve torrefação. O teor alcoólico é 5,8% e diferente de outras cervejas, a Bierland Bock é produzida o ano inteiro. A harmonização com a gastronomia é rica, faz ótima parceria com chocolate, carnes gordurosas grelhadas e até mesmo Feijoada.
A cerveja Bierland Pale Ale possui cor âmbar acobreada, é limpa e brilhante. Seu aroma remete a suave frutado, caramelo e notas cítricas. No paladar a presença de três diferentes tipos de malte lhe confere nuances de caramelo, além de notas de malte. Os dois tipos de lúpulo se destacam ao final, trazendo bom amargor e final seco. Harmoniza bem com carnes vermelhas e queijos que passam por longos períodos de maturação,como por exemplo grana padano ou parmesão.
Produzida com um tipo de malte de cevada que lhe proporciona uma cor dourada, que após o processo de filtração torna-se brilhante, a Bierland Pilsen utiliza dois tipos de lúpulo na sua produção, que lhe conferem um amargor médio e agradável aroma. O teor alcoólico é de 4,8%. É o estilo de cerveja mais consumido no mundo. Harmoniza bem com diversos pratos, como frutos do mar, saladas e comida japonesa.
A Weizen é produzida com malte de cevada e malte de trigo, sua coloração é dourada e naturalmente turva, pelo fato do fermento não ser totalmente retirado. Possui sabor refrescante, devido à alta carbonatação. No aroma percebe-se cravo e notas de banana, típicos do estilo Bávaro. Recebe dois tipos de lúpulo em sua composição, que lhe confere médio a baixo amargor. A graduação alcoólica é de 4,8%. Vai bem com peixes, embutidos e temperos levemente cítricos. Além disso, acompanha bem pratos suavemente apimentados.
Para mais informações acesse www.bierland.com.br.
Fonte: Presse Comunicação Empresarial, por Liana Formento – 16/09/2011
Bamberg apresenta a Cerveja Oktoberfest Die Weisn em homenagem à maior festa da bebida em todo o mundo
Do casamento do príncipe da Bavária Ludwig com a Therese de Saxe-Hildburghausen, em 1810, surgiu uma das maiores festas do mundo: a Oktoberfest de Munich, que ocorre anualmente nas duas últimas semanas de Setembro e na primeira de Outubro.
E claro, que para celebrar esse grande acontecimento, uma cerveja nasceu e foi batizada com o mesmo nome da festa.
Há exatos 201 anos, a cerveja tinha tonalidade marrom, mas com o tempo ela foi clareando e hoje tem a cor dourada a âmbar, acompanhada por uma forte base de malte e o lúpulo detectável, mas não é a estrela da cerveja.
Atualmente, muitas cidades no mundo têm sua festa do chope nesse período do ano, e pensando nisso, a Bamberg traz essa rica tradição da cidade de Munich para Votorantim, ou seja, a Cerveja Oktoberfest Die Weisn. Para quem não sabe, o local onde acontece a festa chama-se Theresienwiese, mas a população de Munique chama carinhosamente este local de Die Wiesn, e foi justamente este o nome escolhido para a cerveja do estilo Oktoberfest da Bamberg.
A Bamberg Die Wiesn é uma cerveja sazonal, que será lançada todos os anos no dia que se inicia a Oktoberfest de Munique.
Veja a análise sensorial desse estilo por Alexandre Bazzo, cervejeiro e proprietário da Bamberg:
Visual: coloração âmbar, cristalina, com boa formação e persistência na espuma.
Aroma: o malte domina com casca de pão, caramelo, frutas secas, biscoito, mas o lúpulo também é notado com o tradicional floral dos Hallertauer.
Sabor: malte vem logo no começo com biscoito, caramelo, mas o lúpulo aparece não só com o amargo suficiente para equilibrar, mas também com agradáveis notas florais e em segundo plano cítricas.
Sensação na boca: corpo médio, carbonatação média.
Impressão geral: apesar de ser uma cerveja com corpo médio, ela é refrescante e fácil de beber. Devido ao longo tempo de maturação, essas características aumentam, principalmente a suavidade dos maltes, que são as grandes estrelas da cerveja.
Temperatura de serviço: 5°C a 8°C.
Harmoniza com comidas indiana e mexicana, presunto, salsicha, pizzas, burgers etc.
Na Oktoberfest ela é servida em canecas de um litro, que são conhecidas como Mass, na Alemanha.
O rótulo é mais uma obra de arte do designer André Clemente e tem como personagem principal uma garçonete da Oktoberfest. É nossa homenagem para essas mulheres que trabalham duro durante três semanas para servir a todos com muito chope. No fundo do rótulo as cores da Bavária, azul e branco.
A Bamberg Die Wiesn estará disponível a partir do dia 17 de setembro em garrafas de 600 ml e chope. Preço médio R$ 15,00.
Fonte: Revista Fator Brasil – 16/09/2011
Juiz de Fora tem 2ª maior produção de MG
Município contabiliza nove cervejarias caseiras e uma microcervejaria; produção passou de mil litros por mês para 25 mil litros mensais em cinco anos
Na década de 40 do século XIX surgiram as primeiras indústrias de cerveja no Brasil, que dominaram o mercado e não pararam de crescer. No ano passado, foram produzidos 12,6 bilhões de litros no país. No atual cenário, contudo, o retorno à forma de produção artesanal, quase rústica, tem atraído novos consumidores, fazendo este mercado crescer em ritmo superior ao das indústrias. A previsão do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas/MG) para este e para os próximos anos é de ampliar em 15% o volume produzido, bem acima do esperado pelas cervejarias industriais no país, que trabalham com expectativa de 5% de crescimento anual.
Juiz de Fora não fica atrás. Há cinco anos, a produção mensal de cervejas artesanais na cidade não chegava a mil litros. Hoje, o mercado local contabiliza uma microcervejaria e oito cervejarias caseiras que, juntas, produzem 25 mil litros mensais. Tal volume, segundo o Sindbebidas/MG, coloca a cidade na segunda colocação entre os municípios mineiros com maior produção, atrás apenas de Belo Horizonte, cuja média gira em torno de 200 mil litros por mês.
Novos mercados
Principal produtor local, com um volume de 15 mil litros/mês, o empresário Célio Oliveira, proprietário da marca Antuérpia, começou a produção de chope artesanal em 2009 e inicialmente comercializava apenas em seus próprios estabelecimentos (Churrasqueira, Salsa Parilla, Vanille). Hoje, ele também está engarrafando no formato long neck e, desde o início do mês, tem vendido a bebida para outros espaços, como restaurantes e supermercados locais. O próximo passo, segundo ele, é ampliar seus compradores. "Estamos em negociação com o grupo Pão de Açúcar, que tem uma unidade direcionada para este setor, e também como o supermercado Verdemar, em Belo Horizonte."
Dono da marca Profana, o produtor Cristiam Rocha, do Boi na Curva, também tem percebido uma mudança no perfil dos consumidores, que fez com que sua produção saltasse de 240 litros para 1.500 mensais. "Podemos dizer que o mercado hoje está em 'franca explosão'. As pessoas querem novidades e estão buscando cervejas que possam saborear e harmonizar com pratos."
No mercado desde 2007, o cervejeiro ficou em primeiro lugar no prêmio nacional de 2009 promovido pela Associação dos Cervejeiros Artesanais do Brasil (Acerva), após ficar em segundo lugar no ano anterior. De olho na expansão do setor, irá abrir um curso para ensinar técnicas de fabricação caseira no próximo mês. Segundo ele, já há cinco turmas fechadas, totalizando 60 aspirantes a cervejeiros na cidade.
Tradição
Apesar de aparentemente recente, a produção de cervejas artesanais na cidade não é nova. No final do século XIX, um grupo de alemães se instalou em Juiz de Fora para trabalhar nas obras de construção da estrada União Indústria, que se estenderam até 1861. Nesse período, a cidade era o principal pólo de Minas Gerais, havendo o registro de oito cervejarias. Uma delas foi fundada por Sebastião Kunz, que transmitiu o gosto por várias gerações até chegar ao tataraneto, Pedro Peters, da cervejaria Barbante.
Daquela época, segundo o cervejeiro, apenas o nome Barbante foi mantido (em alusão à técnica utilizada para prender as rolhas e evitar estouros durante o processo de fermentação). "Como não havia um processo de importação, as cervejas eram produzidas com arroz, milho. Hoje seguimos a lei de pureza da Baviera, que permite o uso apenas de água, malte, lúpulo e leveduras, sem o acréscimo que qualquer aromatizante ou conservante." Antes de começar a comercializar, Peters conta que ficou durante um ano e meio aperfeiçoando a técnica. Hoje, diz que dedica cerca de oito horas diárias para cada processo, que não leva menos de 30 dias para ser finalizado, segundo o cervejeiro.
Sebrae cria grupo especial para fortalecer polo local
A expansão do mercado de cervejas artesanais na cidade e a criação de um pólo do setor levou o Sebrae-MG a criar um grupo especial que reúne cinco produtores locais, das marcas Artez, Arthorius, Alvania, Barbante e Profana. O objetivo do Projeto de Cervejas Especiais de JF e Região, segundo o coordenador e analista técnico do Sebrae-MG, Marcelo Rother, é fortalecer este mercado na cidade, atraindo novos consumidores. O projeto inclui cursos de gestão financeira, marketing, tecnologia de produção e também treinamento para funcionários. "A produção de cerveja artesanal gera emprego e também divisas para o município. Queremos estimular o consumo e dar subsídios para que os empresários ampliem sua produção e faturamento."
Para Rother, o aumento do poder aquisitivo da população é um dos principais fatores que têm estimulado a alta do consumo. "Vemos um crescimento de pessoas que dão mais valor à qualidade. Também pretendemos explorar as possibilidades do turismo em torno da cerveja artesanal."
Para apresentar a bebida e estimular o gosto pela cerveja artesanal, o grupo irá realizar em parceria com a Art Vídeo, o I Encontro Feminino de Degustação de Cervejas Especiais e Harmonização de Juiz de Fora. Um grupo de 200 convidadas irão comparecer ao Cultural, na próxima quarta-feira, dia 21, e degustar os rótulos dos integrantes do grupo de Cervejas Especiais do Sebrae. As bebidas serão apresentadas por um beer sommelier, junto com pratos especialmente criados para harmonizar com cada um dos rótulos. A idéia partiu da produtora de eventos Daniela Souza, que após experimentar a cerveja artesanal resolveu apresentá-la às amigas, que renderam-se à bebida.
Um dos participantes do grupo, o cervejeiro Antero Fernandes, da Artez (Artezannale), conta que veio de uma família de produtores de cachaça de Presidente Bernardes (SP) e resolveu investir em um mercado totalmente novo para incrementar os produtos de sua pizzaria, a partir de 2006. A busca pela especialização levou o empresário a cruzar o Atlântico e para apurar ainda mais o paladar em um curso de experimentação, realizado em Portugal, após aprender o ofício com o cervejeiro paulistano Norberto Herrero, que morou na cidade e estimulou vários cervejeiros locais. De uma produção de 40 litros/mês, saltou para 1.200 e espera ampliar ainda mais.
A possibilidade de margem de lucro superior à das alcançadas com a comercialização de cervejas industriais é outro fator que tem estimulado o setor. Segundo o proprietário e cervejeiro da pizzaria Mr. Tugas, Hugo Lima de Siqueira, enquanto a margem de lucro de uma cerveja comum em restaurantes fica em torno de 130%, a de uma cerveja própria sobe para 250%. Produzindo a bebida há cinco anos, ele desenvolveu 11 tipos diferentes de cerveja e cinco de chope. "A produção só cresce. Passamos de 800 litros por mês para 3.500", comemora.
De tanto acompanhar as produções do marido, Natália Domingues entrou no ramo e se transformou na primeira mulher da cidade a produzir cerveja artesanal para comercialização. Natália produz, há um ano, uma cerveja especial para atender o paladar das mulheres. Mais frutada e com teor alcoólico menor, a Mild Ale tem tido grande saída entre o público feminino, segundo a cervejeira.
Quem está tendo que se desdobrar para atender ao aumento da demanda é o cervejeiro Pedro Scarlatelli de Souza, da Brauhaus. Antes de abrir o bar, ele já produzia há oito anos para consumo próprio. Após se formar em administração, trabalhou em várias empresas mas não desistiu da idéia de transformar o hobby em profissão. Para ele, os jovens são os que mais têm estimulado o consumo das artesanais. "Quando comecei a produzir, havia muita resistência. Hoje a procura é tanta que não consigo reservar um estoque para as vendas delivery."
Setor busca redução tributária
Para cada dez mil litros de cerveja artesanal produzida são necessários seis funcionários. O número é o mesmo para a produção de dez milhões de litros em uma cervejaria industrial, segundo estatísticas do Sindibebidas. Para o diretor do Sindicato e proprietário da Falke Bier, em Belo Horizonte, Marco Antônio Falcone, não há razão para o setor pagar uma carga tributária mais elevada que as grandes cervejarias. A impossibilidade de inclusão no Simples é outro ponto questionado.
Em Santa Catarina, já há iniciativas para estimular a produção artesanal. Todas as cervejarias com produção inferior a 200 mil litros mês (microcervejarias) têm redução da alíquota de ICMS de 25% para 13%. Sancionada em 2009, a lei concede o benefício a todo produtor de cerveja ou chope artesanal cujo extrato primitivo tenha no mínimo 80% de cereais malteados ou extrato de malte.
Em Minas Gerais há uma proposta nesse sentido em tramitação na Assembléia Legislativa (ALMG). O projeto de lei 1.208/2011, de autoria do deputado Gustavo Valadares (DEM) é similar ao do estado catarinense, mas prevê alíquota de ICMS máxima de 8% para as microcervejarias mineiras. Não há previsão para a votação da matéria.
Para o presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (Acerva Mineira), Paulo Patrus, a impossibilidade de inclusão no Simples, mesmo se tratando de micro e pequenas empresas, é o principal entrave. "Seguimos a mesma legislação das indústrias mas pagamos um imposto mais alto, pois nosso produto tem um valor maior. Também temos um alto investimento em rótulos e garrafas, que são diferenciados."
No último dia 31, durante sessão que votava o projeto de lei que reajusta as tabelas de enquadramento das micro e pequenas empresas no Simples Nacional, foi retirado do texto a proposta permitia o enquadramento das indústrias de aguardentes, vinhos, cervejas e licores artesanais ao Simples, para agilizar a votação. A previsão é de que esses itens sejam discutidos no Senado na próxima terça-feira.
Fonte: Tribuna de Minas – 18/09/2011
Rótulos de microcervejarias de todo o Brasil chegam pela primeira vez a São Paulo
Uma revolução toma corpo no mercado de cervejas nacionais. Antes restritos aos seus guetos, rótulos de cantos diversos do país, de Gramado (RS) a Belém (PA), ganharam espaço na capital paulista nos últimos meses (veja abaixo preço médio, onde encontrar e avaliação).
Melhor, essa produção artesanal também não é privilégio exclusivo de bares especializados. Ainda que eles sejam os principais focos de consumo, vários rótulos já são encontrados em lugares antes insuspeitos, como a Rota do Acarajé, mais conhecido pelos seus quitutes ou pela carta de cachaças.
Na casa da Santa Cecília (região central de São Paulo), Luísa Inês Saliba conta que o número de cervejas aumentou de 60 para "umas 150" nas últimas semanas. E as artesanais brasileiras são responsáveis por esse volume.
"Em cada lugar que vou, descubro uma novidade, gosto e incluo na carta", conta. Entre suas visitas, Luísa conheceu a microcervejaria Falke, produtora da Estrada Real, cerveja do estilo "india pale ale", tipicamente inglesa.
"Esse consumidor que hoje se interessa pelas cervejas nacionais é o mesmo que compra as importadas, mas está curioso com a nossa oferta", diz Paulo Almeida, dono do Empório Alto dos Pinheiros, casa com uma das maiores ofertas do país: 400 rótulos, 120 deles brasileiros.
O caminho percorrido por várias produtoras agora já foi trilhado por empresas que, hoje, têm espaço até em supermercados, como a Colorado, a Baden Baden (ambas do interior paulista) ou a Eisenbahn (Blumenau) --as duas últimas, inclusive, foram incorporadas a Schincariol.
CRIATIVIDADE
Entre as características da produção artesanal brasileira, a criatividade sobressai. É possível encontrar fórmulas nacionais que usam desde o bacuri (novidade da paraense Amazon) até raspas de laranja (na mineira Três Lobos, outra "india pale ale").
Apesar de as referências para se fazer cervejas no país serem européias, esse estilo original encontra eco no mercado americano, que conta com mais de 1.500 opções artesanais. Lá como cá, várias cervejas de qualidade nasceram como hobby.
"Qualquer cidade americana tem uma loja com suprimento de 'homebrew' [para fabricação caseira]", afirma Alessandro Oliveira, um dos sócios da Way, marca de Curitiba que já tem o chope no Empório Alto dos Pinheiros e deve lançar sua versão engarrafada no próximo mês.
Ronaldo Rossi, sommelier de cerveja e dono da Cervejoteca, dedica espaço especial para as nacionais, um terço das 350 da casa. Sobre o momento do mercado, ele comenta: "Esse interesse passou pela gastronomia, vinhos importados, cachaças. Agora, chegou a vez da cerveja."
Fonte: Folha online, por Sandro Macedo (São Paulo) – 22/09/2011
Público escolhe Pale Ale como novo chope Das Bier
A nova opção da bebida, escolhida pelos clientes, será lançada em dezembro
A cervejaria Das Bier lança um novo produto ainda em 2011. O novo tipo de chope da artesanal de Gaspar é o Pale Ale. A bebida será apresentada ao público em dezembro e foi escolhida pelos clientes no bar da fábrica e através das redes sociais. O Pale Ale foi eleito com 52% dos votos, seguido pelo Stout com 32% e pelo Bock com 16%. Foram duas etapas de votação para a campanha “Quero meu chope preferido na Das Bier”. Na primeira as pessoas sugeriram a nova opção. Depois os três mais pedidos novamente foram para votação.
Quem votou no chope vencedor concorre a um barril de 30 litros do novo estilo. Já todas as pessoas que participaram da votação podem ganhar uma bolsa térmica com uma garrafa tipo cone de 2 litros e 4 vales chopes para recarregar a garrafa. O sorteio será realizado na semana que vem.
Das Bier: www.dasbier.com.br
Fonte: Oficina das Palavras – 23/09/2011
Cerveja Bier Hoff agora nas prateleiras dos supermercados Angeloni e Festval
Os apreciadores das cervejas especiais já podem comemorar.
A partir desta semana, a premiada microcervejaria Bier Hoff, disponibilizará os rótulos da marca nas lojas dos supermercados Angeloni e Festval - conhecidos por oferecer aos clientes produtos diferenciados.
Com essa parceria, a Bier Hoff torna-se a primeira marca a vender cervejas gourmets tipicamente paranaenses em grandes redes de supermercados.
Anteriormente as cervejas só eram vendidas nos restaurantes da Bier Hoff dos shoppings e na fábrica, e agora, pretendem agradar novos apreciadores.
Fonte: Paran@ Shop – 22/09/2011
Nova Lima incentiva a produção de cerveja artesanal
Projeto encaminhado à Câmara Municipal deve garantir a formalização e atração de novas marcas para o município
Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, pode se transformar na Munique mineira. Um projeto de lei encaminhado pela Prefeitura da cidade à Câmara Municipal incentiva o desenvolvimento dos produtores artesanais de cerveja. Se for aprovado, a previsão é de que haja movimento de formalização e de atração de novas empresas do setor.
Atualmente, 11 marcas são fabricadas em pequena escala no município. O destino da bebida é, prioritariamente, o consumo próprio. Quando há venda, os amigos são os principais compradores. Outras três cervejarias são formalizadas. “A cidade possui potencial para iniciar um roteiro cervejeiro. O projeto vai beneficiar tanto os produtores quanto o município”, afirmou a assessora de Projetos Especiais do Departamento de Turismo da Prefeitura, Tatiana Pessoa.
De acordo com o diretor do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Marco Antônio Falcone, o aumento de renda da população, verificado nos últimos anos, impulsionou a produção de cerveja artesanal no país. De um lado, permitiu que os artesãos investissem mais no negócio, melhorando a qualidade da bebida. De outro, fez com que os consumidores conhecessem as cervejas gourmet, mais elaboradas, com aromas e sabores únicos.
Além de diretor do Sindibebidas-MG, Falcone é dono da Falke Bier, microcervejaria formalizada, localizada em Ribeirão das Neves. Por mês, ele produz 12 mil litros da bebida e vende para diversos estados do país. Com o incentivo da prefeitura de Nova Lima, ele afirma que já pensa em investir no município. O objetivo é fazer parte da rota da cerveja. “Hoje a fábrica tem 240 metros quadrados. Vamos aumentar para 800 metros quadrados”, afirmou.
Com produção menor do que a de Falcone, o mestre cervejeiro Alfredo Figueiredo, proprietário da VM Beer, faz, em casa, cerca de 600 litros de cerveja por mês. Se o projeto enviado à Câmara for aprovado, ele afirma que irá formalizar o negócio e ampliar a produção para 2 mil litros. “Demanda e interesse nós temos. Falta incentivo”, disse.
Para o proprietário da Essebier, Sérgio Lima, a legislação vigente trata o produtor artesanal e as grandes indústrias da mesma maneira, o que é um erro. Para que uma cervejaria receba permissão para funcionar, ela deve estar instalada em área industrial. Como a produção artesanal é realizada, na maioria dos casos, em casa, há um desestímulo à produção.
Fonte: Hoje em Dia, por Tatia Moraes – 26/09/2011
Cervejas especiais ampliam participação no varejo
Apesar da ainda pequena representatividade das cervejas especiais no mercado brasileiro, rótulos produzidos em microcervejarias vem ganhando espaço nos supermercados e status junto ao consumidor.
O mercado ainda é dominado por grandes conglomerados, como Ambev, Schincariol e Petrópolis, que detêm, juntas, 91% de participação, mas o crescimento das pequenas cervejarias vem impressionando. Elas produzem artesanalmente, seguindo receitas tradicionais e utilizando matéria-prima especial. Hoje, representam apenas 0,5% do mercado. Entretanto, as poucas dezenas que atuavam no mercado, saltaram para 175 no ano passado, segundo mapeamento da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas).
Um dos exemplos positivos do segmento aparece na cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, que desde 2006 engarrafa parte de sua produção, distribuindo para todo o território nacional. Desde aquele ano, a companhia registra um crescimento médio de 30% em faturamento. Já a rede de supermercados Pão de Açúcar, identificou em 2010 a forte demanda pelas cervejas especiais.
Realizou pesquisas sobre o consumo, visitou empórios e, desde então, oferece treinamento a seus colaboradores, com o objetivo de contar com profissionais que possam fornecer informações sobre rótulos especiais, falar das diferenças entre cada estilo de cerveja e indicar harmonizações com comida. Hoje, o portfólio da varejista conta com 120 cervejas diferenciadas, o dobro do que possuía em 2010.
Também trabalha com importação própria e, até o próximo ano, tem como meta oferecer a seus clientes 200 rótulos, boa parte de microcervejarias nacionais. Para divulgar os produtos, a companhia começou, em julho, a promover feiras nas lojas, além de oferecer 10% de desconto para clientes do seu programa de fidelidade. As feiras contam com demonstradores e degustação, uma forma de apresentar a bebida, além de palestra de fornecedores.
Fonte: Supermercado Moderno - 27/09/2011
Das Bier é a nova patrocinadora da Choppmotorrad
O chope artesanal Das Bier é o novo combustível da famosa Choppmotorrad, um dos principais veículos de irreverência dos desfiles da Oktoberfest. A parceria foi oficialmente anunciada nesta sexta (30/9), quando Ingo Penz saiu pelas ruas da cidade distribuindo gratuitamente o chope artesanal para a população. “O senhor Ingo, que comanda a Choppmotorrad, tem a mesma filosofia da Das Bier, a valorização do chope artesanal. Por isso estamos muito felizes”, diz o gerente comercial e de logística da artesanal de Gaspar, Emerson Bernardes.
A expectativa é de que sejam distribuídos 1.200 litros de chope de graça durante toda 28ª Oktoberfest. A Choppmotorrad completa 25 anos de participação nos desfiles da Oktoberfest. De acordo com Ingo Penz, figura folclórica da festa mais alemã do Brasil, o veículo é o que atua há mais tempo nos desfiles, sempre com o mesmo nome.
A História da Choppmotorrad
O veículo estreou em 1986, sucedendo a Bierfahrrad - bicicleta da cerveja - que também foi uma das criações de Ingo Penz e Horácio Braun. A moto é uma Java 1951, de 250cc, fabricada na República Tcheca que recebeu um sidecar onde se acomodam os pilotos e um barril de 30 litros de chope. A Choppmotorrad já distribuiu gratuitamente mais de 250 mil copos de chope e andou mais de 50 mil quilômetros nos eventos ligados à Oktoberfest em vários estados do Brasil, entre eles Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Das Bier: www.dasbier.com.br
Fonte: Oficina das Palavras – 30/09/2011
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