PÁGINA PRINCIPAL

CONTATO
Receba nosso Newsletter:
CERVESIA
Quem somos
Equipe
Clientes
Parceiros
Contato
Produtos e serviços Cervesia
Livros
E-books
Palestras, Cursos e treinamentos
Consultoria & Assessoria
Classificados
Máquinas, equipamentos e instalações
Matérias-primas e insumos
Currículos
Vagas
Fórum
Cerveja
O Mestre Cervejeiro
História da cerveja
Tipos de cerveja
Receitas de cerveja
Dicionário cervejeiro
Cerveja & Saúde
Cerveja & Hobby
Cervejeiros Caseiros
Colecionadores
Tecnologia cervejeira
Água
Malte
Adjuntos
Lúpulo
Sala de cozimento
Fermentação e maturação
Filtração
Envasamento
Embarrilamento
Logística
Estabilização da cerveja
Laboratório
Tratamento da água
Tratamento de efluentes
Cervejaria e o meio ambiente
Inovações tecnológicas
Microcervejarias
Equipamentos e instalações
Processo
Notícias
Gastronomia
Combinações com cerveja
Receitas com cerveja
Instalações de chope
Copos adequados
Mercado cervejeiro
Dados estatísticos
Lançamentos e tendências
Legislação
Notícias de mercado
Gestão & Negócios
Qualidade
Gestão empresarial
Feiras e Eventos
Agenda
Cobertura
Pesquisa
Sites
Publicações
Imprensa
Downloads
 

Equipamentos utilizados na filtração do mosto cervejeiro

A separação do mosto (parcela líquida) do bagaço (parcela sólida) é talvez a operação mais complexa na sala de cozimento. O objetivo desta separação (filtração) é a obtenção do máximo em extrato do malte sacarificado.
Sistemas de filtração atualmente utilizados em cervejarias são as tinas de clarificação e os filtros de mosto. Os strainmasters não são utilizados com tanta freqüência por apresentarem uma série de desvantagens.
O rendimento do equipamento utilizado industrialmente pode ser comparado ao rendimento teórico obtido em laboratório e que é padronizado de acordo com as normas EBC.
Para se recuperar o extrato ainda retido no bagaço, efetua-se a lavagem do mesmo com água quente, após o processo de filtração do mosto primário. Um mosto clarificado (brilhante) é uma condição necessária para obter uma cerveja de boa qualidade.

Strainmaster

Trata-se de um sistema de filtração de mosto que economiza muito espaço, onde o mosto flui através de tubos perfurados.

Construção do Strainmaster

É um recipiente em aço inox de base retangular ou quadrada, com um fundo cônico. Uma série de tubos perfurados fixos encontra-se instalada em seis ou sete níveis dentro do corpo do Strainmaster.
Estes tubos possuem perfil triangular e rasgos com 1 mm de largura por 13 mm de comprimento, o que permite uma área livre de passagem de cerca de 10%. A quantidade de matéria-prima perfaz apenas 120 kg/m2.
Todos os tubos de filtração de um mesmo nível desembocam num coletor de onde o mosto é succionado através de uma bomba dotada de controle de vazão (inversor de freqüência) com uma pressão negativa de 0,05 até 0,1 bar.
Incluindo os tubos de filtração instalados no cone, o número de coletores perfaz cinco. No fundo do strainmaster encontra-se, ao longo de todo o comprimento, uma tampa de descarga de bagaço e abaixo, um recipiente suficiente para a coleta da quantidade total de bagaço de um cozimento.
Para efetuar a lavagem do bagaço, o strainmaster possui um sistema de aspersão no teto do equipamento e no cone um tubo coberto com uma chapa metálica triangular.
Também no teto encontram-se o distribuidor de mosto (maische) proveniente da tina de mostura e os aspersores (spray balls) para a limpeza CIP.

Operação do Strainmaster

O strainmaster necessita de uma moagem mais fina do que a da tina de clarificação e um mosto (maische) muito concentrado, que representa uma concentração de mais de 20 °P.
O strainmaster é enchido pela parte superior, e quando após cerca de 6 minutos, os tubos de filtração superiores estão cobertos, começa o bombeamento do mosto turvo.
Ao final da operação de transferência da tina de mostura para o strainmaster, o mosto já flui suficientemente claro.
A filtração do mosto primário dura apenas 10 minutos e é efetuada até atingir um nível de mosto de cerca de 10 cm acima dos tubos de filtração superiores. Por meio disto evita-se a formação de uma resistência muito grande do bagaço.

A água de lavagem do bagaço é introduzida uma vez por cima e por baixo. A alimentação da água de lavagem é proporcional ao fluxo de mosto filtrado e a relação entre a vazão nos aspersores e o volume nos tubos de filtração se baseia no extrato medido nos diferentes coletores. A 2% de extrato no coletor superior encerra-se a alimentação da água de lavagem por cima e a água é injetada por baixo.
Tão logo num coletor o extrato atinja 1%, ele é fechado e a quantidade total é retirada pelas bombas restantes. O tempo de lavagem do bagaço é de 70 - 80 minutos.

A descarga do bagaço é efetuada sem drenar toda a água residual dentro do recipiente de descarga e deve ser processado com a água de lavagem (excesso de água). Através da prensa helicoidal e decanter ou centrífuga, é retirado o extrato residual não aproveitado no strainmaster e o bagaço pode ser vendido devido ao seu maior teor de substância seca.

Filtro de mosto

Com a introdução dos novos filtros de mosto, houve um drástico incremento na qualidade e produtividade do processo de filtração do mosto.



Construção do filtro de mosto

A estrutura do filtro baseia-se numa série de molduras ocas montadas sobre dois suportes longitudinais, dentro de uma estrutura de construção bastante pesada. Entre cada placa é intercalada uma placa para a coleta de mosto, coberta com uma tela ou membrana, geralmente de polipropileno.
Os filtros mais antigos são construídos em aço carbono (estrutura) e ferro fundido (placas). Os filtros mais modernos são totalmente construídos em aço inox (estrutura) e polipropileno (placas).
As placas de polipropileno oferecem excelente isolamento térmico, de modo que a diferença de temperatura do mosto entre a entrada e a saída é de apenas 0,5 °C.
O mosto (maische), assim como a água de lavagem do bagaço, adentra a placa através de canais e o mosto é distribuído dentro da placa (em camadas de 40 a 80 mm). O bagaço fica retido na tela ou membrana e o mosto extraído flui para fora do filtro por meio de orifícios e canais internos, existentes nas placas.

O meio de filtração são as telas ou membranas de polipropileno instaladas nas molduras.
As telas de polipropileno dos filtros convencionais possuem duração de 400-600 cozimentos, após os quais deveriam ser descartadas.
As membranas dos modernos filtros de mosto possuem vida útil muito mais elevada (testes efetuados com três filtros demonstraram vida útil de mais de 45.000 ciclos).
Num outro tipo de filtro de mosto para 12,5 toneladas de matéria-prima, as 141 placas ficam suspensas num único suporte central, e as placas apresentam medidas de: largura = 1.500 mm e altura = 2.000 mm.
O sistema automático de limpeza, que utiliza uma bomba de alta pressão (300 l/min e 100 bar), permite limpar as placas e membranas por meio de aspersores, restaurando a permeabilidade das membranas.

Operação do filtro de mosto

A moagem para os filtros de mosto convencionais é efetuada por meio de moinho de rolos e para os filtros dotados de membranas (mais modernos), a moagem é feita por moinhos de martelos (moagem muito fina).
O enchimento do filtro com o mosto (maische) é efetuado pela parte inferior a baixa pressão.
A filtração ocorre após a formação de uma fina pré-camada sobre a membrana, em seguida é efetuada a compressão das membranas (ar comprimido) sobre o bagaço para extrair o mosto primário sem necessidade de utilizar água de lavagem.
A água de lavagem do bagaço é introduzida por meio da mesma tubulação por onde entrou o mosto, e é uniformemente distribuída sobre toda a superfície do bolo filtrante. A membrana comprime então o bolo de bagaço com uma pressão superior à da de lavagem.
A remoção do bagaço é efetuada como num filtro de mosto convencional, onde as placas são abertas e o bagaço descarregado numa moega dotada de rosca transportadora, sem intervenção manual.

 

PÁGINA PRINCIPAL
principal
© 2003 – 2008 – CERVESIA – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
IR PARA O TOPO
topo