Bebidas alcoólicas e sua saúde

 

Verão e férias. O binômio incentiva o maior consumo de bebidas alcoólicas. No Brasil, dados recentes mostram que 13% da população masculina adulta tem problemas em relação ao álcool e dois terços desse porcentual abusam de seu consumo. Um dos resultados é que cerca de 50.000 brasileiros morrem por ano por causa de acidentes de automóveis ligados ao álcool, o equivalente ao número de soldados americanos mortos na Guerra do Vietnã.


Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Escola Paulista de Medicina, esclarece:


- Quem bebeu um copo de chope ou de vinho deve esperar pelo menos 1 hora para dirigir em segurança.

- Glicose ou café forte não ajudam a eliminar o álcool mais depressa do organismo.


- Se alguém bebeu demais, colocá-lo debaixo do chuveiro serve, no máximo, para despertá-lo. Ele continuará alcoolizado.


- Na intoxicação alcoólica, o melhor é deixar a pessoa dormir o tempo necessário para se livrar do excesso de álcool.


- Se a pessoa quiser beber é sempre melhor que o faça depois de uma refeição, porque não só a absorção do álcool será menor, mas também será menor sua vontade de beber.


- A caipirinha tomada antes do almoço é um perigo: estômago vazio, bebida destilada e com açúcar. Pinga é um destilado e é absorvido mais depressa do que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho. O açúcar acelera ainda mais a absorção. Assim como com a caipirinha, o efeito do champanhe doce é mais rápido do que o do vinho seco.


- O efeito de uma cerveja no corpo de uma mulher equivale ao de duas tomadas por um homem de mesmo peso que ela.


- Beber regularmente três doses de uísque ou de pinga pode causar hipertensão arterial ou doenças gástricas e hepáticas relacionadas.


Fonte: Portal Exame, por Neuza Sanches