Cervejeiros Caseiros

O número de adeptos da elaboração de cerveja em casa vem crescendo a cada dia no mercado brasileiro. Além de ser um lazer apaixonante e divertido, o cervejeiro caseiro cria sua cerveja com características diferentes das grandes marcas.

 

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Professor cervejeiro cria sabores exóticos com produtos típicos do Sul de MG

Marmelo, capim-cidreira, fisális. O que dá na roça vai parar no caldeirão de experiências desenvolvidas em Pouso Alegre.

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Cerveja artesanal produzida em Pouso Alegre, MG, leva produtos típicos da região (Foto: Daniela Ayres/G1)

Em um sítio de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, um professor usa todo o seu conhecimento em biotecnologia e microbiologia para criar cervejas com sabores exóticos. A refrescância do capim-limão, o mistério da fisális, o dulçor discreto do marmelo quando cozido. Tudo o que dá na horta entra no caldeirão desse aprendiz de mestre-cervejeiro.

"No começo, eu seguia as receitas. Depois eu pensei: 'fermentação é a minha área'. A Luciana achou que ia dar errado, mas deu muito certo. Para alguma coisa tinha que ter servido o estudo", brinca Francisco Eduardo de Carvalho Costa, lembrando-se do olhar desconfiado da esposa. "A primeira receita 100% minha é a da cerveja de marmelo. O desafio é sempre adaptar o tipo da cerveja ao paladar do brasileiro, ao tipo de malte que temos aqui", conta.

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Especializado em biotecnologia e microbiologia, Francisco divide seus conhecimentos entre a sala de aula e a cozinha (Foto: Daniela Ayres/G1)

Criando oportunidades

Quando há seis anos teve seu primeiro contato com a "alquimia", que transforma água e fungos em uma bebida altamente apreciada em todo o mundo, Francisco não fazia ideia de que dava os primeiros passos rumo a um futuro de negócios. Ele sequer apreciava cerveja.

"Depois de 10 anos, eu deixei a universidade onde dava aula e fui fazer um pós-doutorado. As pesquisas eram sobre a produção de etanol a partir de resíduos da indústria- sabugo de milho, casca de arroz, casca de café, bagaço de cana. Para o combustível, a gente usa ácido e pressão, mas o professor propôs um teste com leveduras, para saber os níveis de fermentação de cada tipo. Na brincadeira, ele soube que no laboratório de qualidade do mel iriam descartar 35 Kg de mel. A primeira bebida que fiz foi o hidromel, que é à base de mel e água."

A experiência acadêmica levou o professor a ler mais sobre produção de bebidas, o que logo se transformou em um interesse nas técnicas milenares que envolvem as cervejas artesanais. Ainda assim, apenas em 2016 ele decidiu se aventurar no ramo como proposta de mercado.

"Ele começou a dar aula em outra faculdade, a ideia ficou adormecida. Com a crise, o número de aulas dele diminuiu e eu comecei a falar para ele aproveitar o que tinha aprendido. Fomos fazer cerveja", conta a psicóloga Luciana Guimarães que, apesar de ter demonstrado um pequeno receio com a alteração que o marido fez em uma das primeiras receitas, é a grande parceira de Francisco no projeto.

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Luciana Guimarães organiza, degusta, sugere: parceria no empreendimento do casal (Foto: Daniela Ayres/G1)

Parceria

Se a beira do fogão é de Francisco, é Luciana que organiza a rotina do casal. Ela ajuda a degustar, anota tudo, sugere. Há meses, ela tenta convencer o marido a fazer uma cerveja com toque de morango, fruta que tem na região um dos principais produtores do país. "Ele vai estudar como fazer. Essa é a que eu quero. Ele quer fazer mesmo uma de framboesa", revela Luciana.

A principal preocupação do casal é encontrar matéria-prima de qualidade. No sítio que administram no bairro Canta Galo, Francisco e Luciana cultivam parte do que precisam. O capim-limão, também conhecido como capim-cidreira, é colhido no quintal para compor uma das opções de cerveja produzidas ali.

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Hibisco, capim-cidreira e fisális são produzidos no sítio que Francisco e Luciana administram no Sul de Minas (Foto: Daniela Ayres/G1)

"Eu já experimentei com o capim-limão vendido no supermercado, mas não fica o mesmo sabor. Se foi usado um fungicida na planta, a cerveja já não fermenta direito. Levedura é fungo e o fungicida mata. Tem que ter essa atenção. O hibisco, muito usado em chás, ajuda a dar cor avermelhada para a cerveja, mas o vendido em saquinho pode ter fungo, folha estragada, então eu planto e sei com o que estou trabalhando", afirma o professor.

Para a cerveja de marmelo, a fruta foi trazida de uma produção orgânica de Delfim Moreira (MG). Um pedido que exigiu criatividade e flexibilidade do casal. "Veio de uma conversa informal sobre a festa dessa fruta. Vai ficar pronta com 1 mês", diz Luciana.

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Plantação de marmelo: fruta virou ingrediente para professor cervejeiro de Pouso Alegre, MG (Foto: Sandro Queiroz/Globo Rural)

Descobrindo sabores

De 21 a 23 de abril, Delfim Moreira vai festejar o marmelo, que é bastante típico e tradicional na cidade, e a cerveja de Pouso Alegre vai ser um presente para o público. Conhecido pelo doce que leva o mesmo nome, o marmelo tem um gosto bastante ácido se consumido ao natural. Cozido é que ele ganha um sabor agradável ao paladar e se tornar ideal para diversas receitas.

"Ele é um parente da pera. A minha pesquisa para chegar na bebida para a festa começou na Europa, onde há várias receitas de cervejas com pera. Depois encontrei uma receita dos Estados Unidos, que é com marmelo. A partir disso, fui vendo como adaptar para a nossa região", explica Francisco.

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Luciana Guimarães e Francisco Costa, da nanocervejaria artesanal de Pouso Alegre, MG (Foto: Daniela Ayres/G1)

À base de trigo e cevada, a cerveja de marmelo tem um teor alcoólico de 9%. No dia em que foi para fase de maturação, na última quinta-feira (13), o G1 degustou a bebida que se apresentava com uma textura leve, semelhante a um vinho frisante, e que, no final, deixa um sutil adocicado no paladar.

"A ideia é sempre pegar o que é da estação. Tem goiaba, jabuticaba, abóbora. Encontrando fornecedores de confiança, podemos produzir a cerveja. A cerveja com sabor não perde as características da cerveja. Essa mistura só é sentida no final."

Com capacidade para produzir 500 litros de cerveja por mês, Francisco agora busca a regularização junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), processo que ainda por durar um ano. Até lá, experiência é que não falta para ser feita. "Já me cobraram uma IPA [estilo de cerveja] de maracujá."

Fonte: G1 Sul de Minas – 19/04/2017

Produtores de cerveja devem usar corretamente o GLP para evitar acidentes

As cervejas artesanais têm atraído cada vez mais consumidores interessados em degustar os variados rótulos disponíveis no mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), o país conta com cerca de 200 microcervejarias, além de vários amantes da bebida que produzem suas próprias cervejas. Como o gás liquefeito de petróleo (GLP) é um importante aliado nesse processo, a Liquigás Distribuidora – empresa líder no mercado brasileiro de botijões de gás de até 13 Kg – destaca algumas dicas para a produção de cervejas com segurança e qualidade.

Na fabricação das cervejas artesanais, o GLP é utilizado no processo de brassagem, que converte o amido dos grãos em açúcares, por meio do cozimento do malte. Esta é uma etapa de extrema importância para os cervejeiros e requer atenção com a temperatura da água. O alto poder calorífico do GLP e a possibilidade de controle da temperatura garantem a qualidade exigida pelos produtores.

Dependendo do volume de fabricação de cerveja, o fabricante pode optar por utilizar os botijões de 8 ou 13 kg, comercializados pela rede de revendas autorizadas Liquigás, ou uma central de GLP, instalada e dimensionada pela própria distribuidora, de acordo com a necessidade de consumo, tamanho do empreendimento e volume de produção.

Cuidados com a instalação dos botijões

Um item de extrema importância a que os produtores de cervejas, principalmente os caseiros, devem se atentar é o uso de reguladores, necessários em todas as instalações de GLP, visto que o gás contido nos botijões encontra-se sob pressão superior à de trabalho dos fogões. A função do regulador é justamente adequar a pressão para garantir o perfeito funcionamento nos aparelhos de queima.

A escolha do regulador adequado deve levar em conta o tamanho do botijão ou cilindro, o tipo de queimador do fogão e os acessórios instalados. Eles também dispõem de um sistema de segurança que bloqueia a passagem do gás caso ocorram variações indesejadas ou acidentais de pressão. Além de garantir segurança ao processo, o regulador possibilita uma chama constante e uniforme, e um maior rendimento do equipamento de cocção utilizado, seja ele um fogão de grande porte ou um equipamento de uma boca.

Em caso de dúvidas sobre qual regulador utilizar, o consumidor deve buscar informações com os fabricantes dos fogões, nas revendas ou com a equipe técnica da distribuidora.

Dicas de segurança

  • Confira mais algumas dicas para garantir a segurança na fabricação artesanal de cerveja:
  • Coloque o recipiente sempre em locais ventilados, para facilitar a dispersão do gás em caso de vazamento;
  • Nunca armazene o botijão em compartimentos fechados (armários, gabinetes, vãos de escada, porões etc.);
  • Nunca coloque o botijão próximo a tomadas, interruptores e instalações elétricas (mantenha distância mínima de 1,50 m);
  • Nunca instale o botijão próximo a ralos ou grelhas de escoamento de água (mantenha distância mínima de 1,50 m). Por ser mais pesado que o ar, o gás pode se depositar nesses locais em caso de vazamento. Assim, qualquer chama ou faísca poderá provocar um acidente;
  • O botijão não deve ficar confinado. Ele deve ficar, de preferência, do lado de fora da cozinha, em local arejado, coberto e protegido das intempéries.

Troca do botijão

  • Antes de trocar o botijão, certifique-se de que todos os botões dos queimadores do fogão estejam desligados;
  • Nunca efetue a troca do botijão na presença de chamas, brasas, faíscas ou qualquer outra fonte de calor;
  • Nunca role o botijão. Transporte-o sempre na posição vertical;
  • Retire o lacre de segurança do botijão antes de instalar o regulador. Use apenas as mãos;
  • Retire a etiqueta e leia atentamente as instruções para o correto manuseio do produto. Além das dicas de segurança, a etiqueta também contém informações sobre a empresa responsável pelo envase e distribuição do botijão. Guarde-a para consultas futuras;
  • Retire o regulador de pressão do gás do botijão vazio e, em seguida, encaixe e rosqueie sobre a válvula do botijão cheio;
  • Use apenas as mãos. Não utilize ferramentas como martelo ou alicate;
  • Antes de trocar o botijão, examine sempre as condições de conservação da mangueira e do regulador de pressão de gás, verificando constantemente o prazo de validade, que é de cinco anos.

Instalações sem risco

  • Após instalar o botijão, sempre faça o teste de vazamento, passando espuma de sabão ao redor da conexão da válvula de saída de gás e do regulador de pressão de gás;
  • Se surgirem bolhas, repita a operação de instalação. Se o vazamento continuar, desconecte o regulador de pressão de gás e verifique se existe vazamento na válvula;
  • Caso o vazamento continue, leve o botijão para um lugar ventilado, deixando o regulador de pressão de gás desconectado e chame a assistência técnica do seu fornecedor de gás;
  • Não instale o fogão onde há corrente de ar que possa apagar a chama e causar vazamento de gás;
  • Jamais passe a mangueira por trás do fogão. Se for necessário alterar a posição de entrada de gás, chame profissionais credenciados pelo fabricante do fogão.

Fonte: Goronah – 17/04/2017

Casa OLEC Petrópolis promove concurso de cervejeiros caseiros para lançar Helles Bock

CASA OLEC CONCURSO

Evento celebra o primeiro ano do estabelecimento. A cerveja campeã será brassada na nanocervejaria da Bohemia (RJ).

Para marcar a comemoração de um ano da loja de Petrópolis/RJ, a Casa OLEC lança um desafio aos cervejeiros caseiros: um concurso para produzir uma Helles Bock. A ideia é escolher a melhor cerveja do estilo definido produzida por cervejeiros caseiros, brassar 250 litros da receita campeã na nanocervejaria da Bohemia e lançá-la no dia 18 de agosto. Os três primeiros colocados também ganharão vale compras na Casa OLEC Petrópolis, de R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente, além de um kit de Bohemia Reserva e um growler da Casa OLEC.

As inscrições para o concurso já estão abertas e são limitadas a 150 participantes. O prazo para entrega das amostras vai de 6 a 16 de junho, o julgamento das receitas cervejeiras será no dia 20 de junho e a divulgação dos vencedores no dia 23. Já a brassagem da receita campeã será feita no dia 7 de julho. Para se inscrever e obter todas as informações sobre o concurso acesse o site do concurso da Casa OLEC.

Fonte: Revista da Cerveja - 15/04/2017

A experiência de se fabricar uma cerveja artesanal em Iporá

A cerveja é uma das bebidas mais antigas no mundo, a mais antiga das criações do homem, data de 8.000 a.C., egípcios, babilônicos, assírios e sumérios já fabricavam e degustavam sua cerveja há 6.000 anos. Era para tratamento de doenças e para cerimônias religiosas ou festivas. Em Sumério a palavra cerveja significa pão líquido, pois os ingredientes para preparo de ambos são praticamente os mesmos. A cervejaria mais antiga foi descoberta por arqueólogos e data de 5400 a.C., durante a idade média (Gregos e Romanos), a produção em maior escala começou a ser difundida na Europa pelos mosteiros.

O que é a cerveja? É uma bebida composta por água, malte, lúpulo e levedura, obtida a partir da fermentação natural da cevada, na qual o açúcar existente nos próprios ingredientes é transformado em álcool. Acredita-se, tenha sido a primeira bebida alcoólica desenvolvida pelo homem.

Em Iporá, começou a ser fabricada a Bode Véi – Cerveja Artesanal, em 2015 por um grupo de amigos/irmãos (Marcio Rivair, Wilney Euclides, Mareni Fonseca, Cleiton Colodete, Zigomar Martins e Ronaldo Leite) como hobby, após um pouco mais de ano fabricando vários estilos e bebendo com os amigos, selecionou-se e passou-se a vender comercialmente cinco estilos (IPA, Weiss clara, Weiss escura, Pilsen Bohemia e Irish Red Ale, todas PURO MALTE) estando hoje disponível em alguns parceiros (Bebidões: Por do sol, Laurindo, Caverna. Supermercados: Hiperbarão, Brasil, Campinas (Sideia), Lojão Brasil e também no: Terraço, Ágape e D-Tox produtos naturais).

A cultura da cerveja artesanal atual é muito interessante e importante no contexto social, pois quem faz, normalmente é um apaixonado por cerveja e gosta principalmente da parte de sociabilização e da cultura cervejeira, participando de encontros, tanto regionais, estaduais, federais e internacionais, gosta de experimentar e trocar ideias com outros cervejeiros por todo o mundo, seja presencialmente ou online.

A Bode Véi por enquanto está apenas em Iporá, mas tem como objetivo avançar, inclusive participando de concursos cervejeiros no país, além de encontros, procurando sempre fabricar uma cerveja excelente, aprimorando as técnicas e usando produtos de primeira qualidade. Além de fabricar a Bode Véi – Cerveja Artesanal, também oferece cursos presenciais em Iporá ou em outras cidades, ensinando como produzir sua própria cerveja, interessados em revender a cerveja Bode Véi ou em cursos para fabricação própria podem procurar a Bode Véi, através do telefone 64 98402-9282 ou no e-mail marcioguntijo@gmail.com

marcio rivair guntijo09042017 1Márcio Rivair Guntijo

Márcio Rivair Guntijo é fabricante de cerveja artesanal. É formado em Letras pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). É professor na rede estadual de ensino. Atua há mais de vinte anos como técnico de informática. Tem formação acadêmica/titulação em Psicopedagogia - Ênfase em inclusão – Tem formação complementar em diversas áreas, a exemplo de Segurança do Trabalho,  Cromoterapia, Extensão universitária em Vida Acadêmica, Extensão universitária em Inglês Instrumental   e Cooperativismo e Desenvolvimento de Lideranças.

Fonte: Oeste Goiano – 09/04/2017

D’Ourique: a cerveja de estilo belga criada entre voos

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Hugo Elias tem dois ofícios: é comissário de bordo de uma companhia aérea e cervejeiro. Lançou o ano passado a cerveja D’Ourique. De estilo belga, fabricada em Lisboa, venceu já alguns prêmios internacionais.

Foi num quarto de hotel em Moscovo, preparando-se para descansar antes de apanhar o voo seguinte, que Hugo Elias percebeu qual o hobby a que se queria dedicar. Comissário de bordo da TAP há 10 anos, já há muito que tinha «necessidade de fazer algo mais».

Durante um almoço na Rússia, um colega contou que fazia cerveja em casa e isso fascinou-o. «Quando nos despedimos, fui para o quarto pesquisar na Internet e percebi que fazia muito sentido», explica o cervejeiro que o ano passado lançou a sua própria marca de cerveja de estilo belga: a D’ourique, homenagem ao bairro lisboeta.

O seu trabalho como comissário de bordo permite-lhe estar em vários sítios num curto espaço de tempo. Aproveitou essa característica para aprender com quem sabe. Nas folgas, trabalha como ajudante cervejeiro na Bélgica, Estados Unidos e Brasil. Mas a primeira porta a que bateu foi à da LX Brewery, Lisboa, para fazer o curso que tinham disponível.

«O Gonçalo Sant’Ana disse-me que não era altura para ensinar porque estava muito calor e recomendou-me que levasse um kit para fazer em casa». Mas Hugo não queria ficar por aqui e depois da cerveja feita ofereceu-se para trabalhar lá. A partir daí, começou a tratar das cervejas do Gonçalo nas folgas.

Na Bélgica, a Alvinne Brouwerij aceitou a sua proposta de trabalhar por um dia. «Às 8h30 estava lá e comecei a trabalhar no engarrafamento»

Aproveitou as estadas noutros países para aprender mais. Na Bélgica, a Alvinne Brouwerij aceitou a sua proposta de trabalhar por um dia. «Às 8h30 estava lá e comecei a trabalhar no engarrafamento». O carinho com que foi recebido fê-lo sentir-se em família. Seguiu o mesmo caminho no Brasil, na Tupiniquim e na Seasons, duas microcervejeiras no chamado «Vale da Cerveja», em Porto Alegre.

«Estava a chover e eu bati à porta da Seasons. Levaram-me a várias fábricas e embebedaram-me. Disseram que eu era um «português maluco que achava que ia fazer isto». Quando voltou à cidade, bateu novamente à porta da Seasons e já não caiu no erro de se deixar embebedar. «Agora já sou da casa. Levo sempre as minhas botas de trabalho e nem preciso avisar».

Nos EUA, faz o mesmo na Wynwood Brewing Company (Miami) e na Free Will Brewing (Perkasie, Pensilvânia). O que o fascina dos Estados Unidos – onde começou a cultura da craft beer – são os bares de cerveja. «Em Nova Iorque há cartas de cento e tal referências e eles sabem o que fazem. Servem à temperatura certa com um à vontade que me deixa admirado», conta.

«As cervejas belgas são secas, com leveduras muito boas, muito alcoólicas e com alta drinkability», explica.

Optou por produzir cervejas belgas, porque gosta e porque a concorrência em Portugal é pouca. «As cervejas belgas são secas, com leveduras muito boas, muito alcoólicas e com alta drinkability», explica.

«A levedura é a estrela destas cervejas, mas o desafio é que não se note o álcool elevado», diz. Hugo Elias está a gostar desta vida dupla e nem o jet lag o afeta. Estará presente com as suas quatro cervejas nos próximos festivais portugueses e com uma nova, a D’Ourique Estrela.

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Cerveja D’Ourique
Tel: 967244439
Web: www.dourique.com

Fonte: Evasões (Texto de Luísa Marinho. Fotografias de Leonel de Castro/Global Imagens) – 15/04/2017

Empresa desenvolve kit para a produção de cerveja em casa

Basta assinar o Clube de Assinaturas para receber receitas completas, além de todos os insumos necessários para fazer 5, 10 ou 20 litros de cerveja

galeria 23577 0331131238Legenda: David Figueira (de xadrez), Elso Rigon (meio.) e Alessandro Morais, do Lamas Brew Shop

O hobby de produzir cerveja em casa, conhecido como homebrewing, torna-se cada vez mais significativo, pois atua não só na formação de profissionais do mercado, mas também como responsável por despertar novos apaixonados pela bebida, o que contribui automaticamente para a valorização do setor no Brasil.

A Lamas Brew Shop tem cumprido seu papel nesse cenário com muito comprometimento ao longo dos últimos 6 anos, através de serviços, cursos e atuando como um importante difusor da cultura cervejeira no país.

E, nesse contínuo movimento, nasce através da empresa, o primeiro Clube de Assinatura do mundo dedicado para os mestres cervejeiros de fim de semana, aqueles que realmente vivem cercados de panelas e amigos, fazendo de suas casas verdadeiros laboratórios, através de receitas cheias de personalidade que resultam em cervejas com a essência de seus criadores.

Batizado de Lamas Brew Club®, o novo negócio apresenta uma maneira fácil e descomplicada de receber em casa Receitas Completas de Cervejas, com todos os insumos necessários para produzi-las. O consumidor escolhe se quer a receita para fazer 5, 10 ou 20 litros de cerveja.

O envio é bimestral e sempre será de uma cerveja com grau de complexidade de fabricação acima da média de mercado, onde serão exploradas novas técnicas, insumos e estilos. Uma verdadeira aventura a cada receita, que serão inéditas e completas. Além disso, o assinante leva de presente uma análise sensorial da cerveja, que será feita por um time de juízes BJCP (Beer Judge Certification Program), Sommeliers e Cervejeiros. O melhor de tudo? O assinante receberá o feedback da sua cerveja. 
Ao final do ano, o cervejeiro que enviar a cerveja que obtiver a maior pontuação na análise sensorial (segundo o BJCP) ganhará uma Grainfather® (equipamento automático para fabricação de cerveja), sonho de consumo de muitos cervejeiros caseiros.

“Trazer e criar novidades para tornar o momento da produção o mais prazeroso e descomplicado possível é a nossa filosofia. Esse projeto vem justamente pra isso e acreditamos que serviremos de modelo para outras iniciativas similares a essa”, declara Natalia Bichara, Gerente de Novos Negócios da Lamas Brew Shop.

Kits:
5 Litros
10 Litros
20 Litros
Frete Grátis
Envios – a partir de Abril/2017
Site para mais informações e cadastro https://www.lamasbrew.club/

Divulgação: Notícia Expressa

Fonte: Guia GPHR – 03/04/2017

Cerveja e amigos num só caldeirão: fabricação caseira cria grandes confrarias

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A amizade das integrantes da confraria Filhas de Ceres se solidificou em torno da cerveja (Cristiano Machado)

Quem gosta de uma boa cerveja não imagina o trabalho que dá encher cada garrafa, mas conhece bem o prazer de esvaziá-la. Para os que dominam arte e técnica da fabricação caseira a degustação das “loirinhas” é ainda melhor: vem depois de um dia inteiro perto do fogão, sim, mas cercado de bons amigos. 

Na indústria, máquinas modernas e automação dão a tônica do processo de fabricação, envase e distribuição da bebida. Quando a fábrica é instalada no quintal, tudo é artesanal e regado a muita conversa boa. Para dar conta dos detalhes – conferir dosagem de malte, temperatura e densidade, por exemplo –, quanto mais gente, melhor. E aí a chamada vale também para vizinhos e parentes, formando verdadeiras confrarias cervejeiras.

Há cerca de três anos, o gastrônomo Bernardo Domenici viu o anúncio de um curso de fabricação artesanal de cerveja. Decidiu experimentar. Gostou e fez a primeira leva com a própria assinatura com ajuda do pai e o irmão. A bebida caiu no gosto da família e dos amigos, que tiverem que trabalhar para poder degustar a “fornada” seguinte. 

"Um lava as panelas, outros sanitizam, outros se revezam na brassagem (fase que dura ao menos três horas mexendo uma mistura no caldeirão). Fazer sozinho é quase impossível. Tem hora que você tem que carregar panelas quentes ou recipientes com cerca de 50 litros. Sempre precisa de mais alguém”. 

O caminho até uma cerveja artesanal exige ao menos dois dias de trabalho braçal – um para a fabricação em si e outro para colocar a bebida em garrafas. Mesmo quem não está ligado diretamente ao processo dá um jeito de participar.

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Bernardo reúne os amigos para fazer a cerveja, mas para consumir tem que ajudar na fabricação (Lucas Prates)

“Uns chegam com o lanche ou fazem churrasco para quem está no trabalho. Tem a turma da música, que traz violão e fica cantando. Acaba virando um grande encontro. E todo dia tem gente nova”, relata Bernardo Domenici. 

Também cervejeiro, Breno Conde teve a ideia de começar a fazer a própria bebida ao lado de poucas pessoas. Só não previa que, em pouco tempo, o grupo chegasse a 12 integrantes, de 28 a 70 anos, e com as mais variadas experiências de vida. “Você fica um dia inteiro no processo e não fala só de cerveja. Conversa sobre a vida e acaba se aproximando de outras pessoas. É uma troca bem legal”. 

Mulheres de braço
As mulheres também encaram o desafio. O grupo Filhas de Ceres nasceu há quatro anos como confraria para degustação da bebida, mas logo partiu também para a produção caseira. Hoje, o grupo faz pelo menos uma brassagem por mês. “Começamos convidando umas dez pessoas. Algumas nem se conheciam na época. As cinco que ficaram foram desenvolvendo afinidades e a amizade foi se solidificando em torno da cerveja”, afirma a professora Cinara Alves, uma das integrantes. 

O grupo decidiu até abrir um espaço, chamado “Estar”, no bairro Prado, para compartilhar as experiências com cerveja e gastronomia. “Somos pessoas que gostam de fazer as coisas e receber os amigos, sempre dando o toque pessoal, o nosso tempero. Acho que isso se encaixou muito bem no espírito do cervejeiro artesanal”, avalia Cinara.

(Editora de Arte N/A)

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Fonte: Hoje em Dia - 02/04/2017

Weird Barrel promove concurso para cervejeiros caseiros de todo o Brasil

Concurso irá escolher 'Aspirante a Capitão Cervejeiro"; três melhores receitas serão produzidas no bar para que os clientes escolham a melhor

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Daniel Navarro / Divulgação

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U.S. Air Force photo/Senior Airman Aaron J. Jenne 

O brewpub Weird Barrel abre no dia 1º de maio as inscrições para o 1o Concurso "Aspirantes a Capitão Cervejeiro". A competição definirá a melhor cerveja pirata caseira na opinião os clientes do bar-cervejaria. Nesta primeira edição, os cervejeiros de panela terão que produzir uma receita do estilo alemão weizenbock, uma cerveja de trigo forte, com características de maltes caramelizados no aroma e no sabor.

Poderão participar cervejeiros caseiros de todo o Brasil. Para se inscrever, o candidato deve acessar o link: https://www.sympla.com.br/aspirantes-a-capitao-cervejeiro__132676. As inscrições vão até dia 31 de maio ou até o limite máximo de 100 inscrições. Os candidatos terão que enviar para julgamento oito garrafas de 600 ml ou 16 garrafas de 300 ml, sem qualquer identificação de rótulo ou tampas.

A disputa será realizada em duas etapas. Na primeira fase, um corpo técnico de jurados irá avaliar as amostras produzidas pelos próprios cervejeiros caseiros em suas panelas. Nesta fase, o  juri irá escolher, em uma degustação às cegas, as três melhores receitas de acordo com as definições estabelecidas pelo Beer Judge Certification Program (BJCP) para o estilo.

Na segunda etapa, no mês de junho, as três melhores receitas serão produzidas na cervejaria e servidas nas torneiras do brewpub para que os próprios clientes do bar possam escolher a receita vencedora entre as selecionadas pelo júri. As cervejas serão produzidas seguindo as especificações das receitas enviadas pelos cervejeiros caseiros no ato da inscrição.

Premiação – Cada um dos três finalistas receberá um convite com direito a acompanhante para participar da festa de premiação do Concurso, além de diploma de mestre Cervejeiro Pirata e um growler cheio da sua cerveja produzida na Weird Barrel.

O vencedor receberá também uma certificação de vencedor do concurso e um crédito de R$ 500,00 para consumo na Weird Barrel, em Ribeirão Preto. O segundo colocado receberá um crédito de R$ 200,00 e o terceiro, crédito o valor de R$ 100,00.

Serviço
1o Concurso Aspirante a Capitão Cervejeiro
Inscrições e regulamento: https://www.sympla.com.br/aspirantes-a-capitao-cervejeiro__132676

Prazos

1º a 31 de maio: Inscrições
1º a 8 de junho: Recebimento das amostras
8 a 10 de junho: Avaliação das amostras
12 de junho: Divulgação das 3 cervejas selecionadas
A partir de 13/06: Produção das 3 receitas no brewpub
Junho e Julho/2017: Consumo das 3 selecionadas na Weird Barrel e votação
8 de agosto: Divulgação da receita vencedora     

Fonte: OPA Assessoria em Comunicação - 20/04/2017