Ranking revela os países com executivos mais satisfeitos no trabalho

 

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Satisfação com o trabalho não é um item fácil de se conquistar, tanto para o colaborador, quanto para a empresa empregadora. A busca contínua por desafios e desenvolvimento de carreira gera uma sensação de que a população está sempre insatisfeita e à procura de outros empregadores ou posições. Mas não é o que está acontecendo no México: de acordo com a Randstad WorkMonitor, 85% dos profissionais ativos declararam estarem satisfeitos com seus trabalhos no primeiro trimestre de 2017.

Sócrates Melo, gerente regional da Randstad Professionals, explica que países que registram os melhores índices desse quesito se preocupam em ter estruturas mais sólidas. “Quanto mais estratégica for a operação do país ou quanto mais desenvolvido ele for, mais atenção a empresa vai dar aos seus profissionais porque o risco de perder essa peça chave é muito negativo e pode trazer grande impacto nos projetos”, esclarece.

Os Estados Unidos não ficam longe, em segundo lugar, com 84% dos colaboradores afirmando a mesma coisa. A Índia ocupou a terceira posição, alcançando a marca de 82% dos trabalhadores satisfeitos.

De acordo com o especialista, é coerente que o México tenha ocupado a primeira posição, pois é uma área estratégica para as empresas, uma vez que faz o intermédio entre Estados Unidos e América do Sul. “A operação com alto potencial obriga as empresas a terem um quadro sólido de colaboradores, o que nos leva novamente a este olhar mais atento ao profissional, gerando maior satisfação”, diz Sócrates.

Na lista de 33 países, Brasil ficou em 15º, com 74% dos brasileiros ativos felizes com suas posições atuais. Sócrates explica a posição do país: “Diante do cenário econômico e político, as empresas estão focadas em ter resultado e sobreviver, o que gera falha na gestão e desenvolvimento de pessoas”.

Os dois últimos colocados do ranking de satisfação no emprego foram Hong Kong (54%) e Japão (48%). A pesquisa mostra também que Hong Kong é o terceiro país com o maior índice de mudança de emprego e/ou posição, registrando 37% de movimentações. Já o Japão mostra menos força de reação: apesar da insatisfação, 81% dos profissionais ativos permanecem no mesmo emprego e/ou cargo e apenas 25% procuraram ativamente uma nova colocação no mercado.

Confira o ranking dos 10 primeiros colocados

1º México
2º Estados Unidos
3º Índia
4º Noruega
5º Dinamarca
6º Suíça
7º Holanda
8º Portugal
9º Luxemburgo
10º Áustria

Sobre Randstad WorkMonitor

A Randstad WorkMonitor foi lançada na Holanda em 2003, com a Alemanha na sequência e, agora, cobre 33 países ao redor do mundo. O último país a fazer parte da gama de pesquisa foi Portugal, que passou a integrar o grupo em 2004. O estudo engloba Europa, Ásia Pacífica e as Américas. A Randstad WorkMonitor é publicada 4 vezes por ano, gerando tendências globais e locais na análise de mobilidade ao longo do tempo.

O WorkMonitor Mobility Index (Índice de mobilidade WorkMonitor, em tradução livre), que mapeia confiança do colaborador e entende a tendência de um profissional trocar de emprego nos seis meses seguintes, proporciona compreensão dos sentimentos e tendências no mercado de trabalho. Além da mobilidade, a pesquisa endereça satisfação do colaborador e motivação pessoal em torno destas questões.

O estudo foi conduzido por plataforma online com profissionais de 18 a 65 anos, trabalhando um mínimo de 24 horas por semana em um trabalho formal (não empreendedor). A amostra simples é de 400 entrevistas por país.

Fonte: New Trade - 31/05/2017