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Notícias de Mercado Microcervejarias

Notícias de Mercado - Microcervejarias

Esta seção apresenta as principais notícias do mercado das cervejas artesanais, nacionais e internacionais, sendo o conteúdo de responsabilidade exclusiva das fontes citadas.

Lund Holz ganha versão colaborativa com a portuguesa

Lund Holz

Edição sazonal da festejada cerveja de guarda da Lund, produzida no estilo English Barleywine com seis tipos de malte, chips de carvalho e uvas passas na fábrica de Ribeirão Preto, será disponibilizada aos estados de São Paulo,Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e Brasília, em garrafas de 600 ml.

A Cervejaria Lund, de Ribeirão Preto, lança neste mês de junho novo lote da sua sazonal de inverno Lund Holz. Produzida no estilo English Barleywine é fruto de uma parceria com a portuguesa Post Scriptum Brewery, da cidade e Trofa, localizada no distrito de Porto.

O rótulo traz em sua composição seis tipos de malte (Pilsen, Munich II, Melanoidina, Carahell, Carafa III e Carapils),chips de carvalho, uísque e uva passa em brassagem inédita entre os cervejeiros Evandro Zanini, da Cervejaria Lund, e Pedro Sousa, da Post Scriptum, realizada na fábrica de Ribeirão Preto em março deste ano.

A cerveja de guarda foi maturada por três meses e apresenta corpo médio para alto, aroma com nuances de madeira, em cor marrom escuro, espuma bege claro e boa percepção de tosta de malte e álcool em evidência, ideal para ser degustada na estação com um cordeiro assado, faisão, porções condimentadas, massas com molho vermelho e sobremesas à base de chocolate amargo.

Com edição limitada a 1200 litros, a colaborativa será disponibilizada aos estados de São Paulo (Capital, Interior e Vale), Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e Brasília, em versão chope e garrafa de 600 ml, com preço sugerido de R$ 39,90.

As garrafas chegam cheias de charme, com rótulos assinados pelos mestre cervejeiros Evandro Zanini, da Lund, e Pedro Sousa, da Post Scriptum, e detalhe em cera negra no topo, lembrando a essência de uma verdadeira cerveja de guarda.

Vendas on line também poderão ser feitas através do próprio site da cervejaria: www.cervejarialund.com.br

Fonte: Lead CO. Press & Marketing - 26/06/2017

Edição Especial da DEGUSTE na Bauernfest conta com a participação de cervejarias de Teresópolis e Nova Friburgo

Cervejarias artesanais da Serra têm lugar especial na Praça Visconde de Mauá. Além das opções da bebida, feira conta com música e gastronomia.

A cerveja artesanal tem lugar especial na 28ª Bauernfest, que ocorre entre os dias 23 de junho e 2 de julho em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. O Palco Biergarten da Festa do Colono Alemão recebe uma edição especial da Deguste – Feira de Cerveja Artesanal – com participação de 18 cervejarias da cidade e mais três integrantes da Rota Cervjeira RJ: Therezópolis, Ranz Bier e Born2Brew, estas duas últimas de Nova Friburgo.

DEGUSTE BAUERN

“A Deguste é uma das principais parceiras da Rota Cervejeira RJ. Receber as cervejarias de Teresópolis e Nova Friburgo só mostra que estamos trabalhando juntos para o fortalecimento do setor de cervejarias artesanais do estado. O objetivo é promover e divulgar as marcas de cervejas locais e também da serra, ampliar o mercado consumidor, capacitar e profissionalizar a gestão do setor, abrir oportunidades de novos negócios e desenvolver o polo turístico e cultural da região. Estamos juntos com a Rota nesta empreitada”, declarou Rafael Avancini, um dos organizadores do evento.

O Palco Biergarten é uma das grandes novidades desta edição e reúne shows de todos os estilos musicais: do sertanejo à MPB, passando pelo pop e pelo rock.

Participam da Deguste nesta Bauernfest as cervejas Brew Point, Bohemia, Buda Beer, Cazerra, Cidade Imperial, Craft Cave – Brunão, Cerveja Cigana, Da Corte, Dr. Duranz, Duzé, Guapa, Imperatriz Bier, Madame Machado, Odin e Tortuga, Real, Schroder, Silxel Beer, Petra, Vila de Secretário, além das já citadas convidadas da Rota Crevejeira RJ, Born2Brew, Ranz Bier e Therezópolis.

Deguste Petropolis

Foto: Divulgação

Na área de alimentação, o público conta com os foodtrucks da Colosus e Kronemburger, além das barracas, tendas e bikes das empresas Espeteria do Barão, Viellen, Dry Hop, Viva Verd, Everest Food, Gomes Gourmet, Japa Food, Goumetizando Hamburger, Gelato Imperial, Pão, Mel e Amor, Água na Boca, Dom Rodrigo, Moulyn Broun, Marie e Anne Chocolates, Best Churros e Bar do Rei.

A Deguste está funcionando durante toda a Festa do Colono Alemão, exceto nos dias 26 e 27 de junho, na Praça da Águia, que fica bem em frente ao Museu Imperial, no Centro de Petrópolis.

Fonte: Revista da Cerveja – 22/06/2017

Bierland avança com o projeto de ampliação e reforma da cervejaria

bierland cervejaria

Visitas à cervejaria e atendimento do Bar da Fábrica estarão suspensos por tempo indeterminado.

A Cervejaria Bierland, de Blumenau/SC, avança com o projeto de ampliação e reforma, para melhorias da casa. Na primeira quinzena de maio, foi concretizada a compra do terreno ao lado da fábrica e iniciada a limpeza do local, para, posteriormente, seguir para a fase de projetos.

bierland terras

Diante disso, haverá interrupção, por tempo indeterminado, do atendimento no Bar da Fábrica e das visitações à cervejaria. Em breve, estará a nova Bierland promete estar de portas abertas, com mais espaço e cheia de novidades para clientes, fornecedores e amigos.

Localizada em Blumenau/SC, a Cervejaria Bierland surgiu da iniciativa de três sócios. Foi inaugurada em agosto de 2003 e, traduzindo do alemão, o nome significa “Terra da Cerveja”, uma homenagem à cidade onde está situada. Atualmente, a Bierland produz 14 cervejas entre as de linha e sazonais.

Fonte: Revista da Cerveja – 28/05/2017

Estudo vai mapear as microcervejarias do Paraná para descobrir quantas são e o volume de produção

Estudo em parceria com Faculdade Guairacá, de Guarapuava, vai identificar quantas fábricas e marcas existem no estado; resultados devem sair até final de setembro

É inegável que o Paraná se tornou um polo de microcervejarias na última década. A quantidade exata de cervejeiros no estado segue como o X da questão: são 45 cervejarias associadas à Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) e 15 delas com fábrica própria. Segundo dados do Ministério da Agricultura, há 336 registros de empresas produtoras de cerveja no Paraná, sem detalhes sobre sua capacidade produtiva e se são produções industriais ou artesanais.

Para fazer o levantamento desses dados e entender melhor o setor da cerveja artesanal no Paraná, a Procerva firmou parceria com o Sebrae Ponta Grossa e a Faculdade Guairacá, de Guarapuava. O projeto ainda está em fase inicial e a previsão é que a primeira etapa — o número de microcervejarias com plantas próprias no Paraná — seja concluída em agosto. Para o final de setembro, está prevista a divulgação da quantidade de cervejarias “ciganas”, as marcas que produzem seus rótulos nas fábricas de outras cervejarias.

“O mercado de cervejarias tem crescido uma média de 25% no Paraná desde 2015. Não sabemos exatamente quantas existem no estado, mas das que estão associadas à Procerva, 90% estão na Grande Curitiba”, diz Richard Buschmann, sócio-proprietário da Bastards Brewery e presidente da Procerva. “Sabemos que há potencial para a cerveja ser mais representativa que a enogastronomia, porque há muito mais estilos, releituras e possibilidades que no vinho. Mas o consumo de cerveja artesanal ainda é menor que 1% no mercado de cervejas”, diz Buschmann.

cerveja artesanal parana

Cerveja artesanal do Paraná é destaque nacional pela qualidade. Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

“Com estes números, o Sebrae poderá ver como ajudar o setor. Em uma etapa posterior, vamos identificar em que mercado estão distribuindo e aos poucos avançar para entender como se relacionam, quais os elos da cadeia e estilos mais produzidos, por exemplo”, detalha Michele Tesser, consultora do Sebrae. O Sebrae garante a confidencialidade dos dados coletados individualmente, divulgando apenas as informações agrupadas. “É importante que os empresários saibam que as informações não serão usadas para estudo de concorrência”, esclarece Michele.

 “Essas informações serão importantes para tomadas de decisão do setor e para o Sebrae poder contribuir com o crescimento. Eles precisam atuar com indicadores para potencializar o crescimento e a colocação no mercado”, explica Janete Munhoz, coordenadora do curso de administração da Faculdade Guairacá e do projeto de extensão que formula a metodologia do estudo e apuração dos dados. O grupo conta com dez alunos da graduação e duas professoras de apoio.

Fonte: Gazeta do Povo, por Flávia Schiochet  – 01/06/2017

Empresários inauguram cervejaria artesanal com maior capacidade de produção em Mato Grosso

Cuyabana é a nova marca regional e tem potencial de fabricar até 200 mil litros/mês. Crise econômica não impediu que empresários apostassem em um dos nichos de mercado que mais cresce no país

cuyabana

Há 10 mil anos fazendo a alegria dos apreciadores, a cerveja é um dos produtos mais consumidos entre as bebidas alcoólicas no Brasil. A indústria de cerveja tem faturado em média R$ 70 bilhões anualmente no país – patamar que tem variado progressivamente mesmo nos últimos três anos de crise econômica, conforme revelam dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil).

Vislumbrando o potencial econômico mesclado à valorização histórica e cultural regional, três empresários se uniram para lançar uma cervejaria em Cuiabá, uma das Capitais mais quentes do país e grande consumidora de cerveja. A média anual de consumo de cerveja na capital mato-grossense é superior a 70 litros per capita.

Para unir o conceito do projeto empreendedor em consonância com as características da capital os sócios Rodrigo Fernando Sguarezi, Alessandro Brantes e Marcos Antônio Sguarezi lançam neste mês a Cuyabana Pilsen. Trata-se da cervejaria artesanal que concentra o maior potencial de produção no Estado, com capacidade para fabricar 200 mil litros de cerveja até o primeiro semestre de 2018.

Conforme explica o empresário Rodrigo Sguarezi, 37, a ideia de produzir a cerveja surgiu quando pensava em investir em um mercado em expansão. "Produzir cerveja demonstrou ser mais vantajoso e interessante", disse Rodrigo.

A decisão final veio graças ao incentivo do sócio Marcos Antônio Sguarezi, 52, que instigou o primo Rodrigo para que investisse em cervejaria. Marcos é produtor rural, em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá), onde produz cachaça artesanal há oito anos.

"A Cuyabana é resultado dessa iniciativa de fazer um produto rico da cultura regional. Característica que orientou todo o planejamento para a confecção da cerveja artesanal, e influenciou inclusive nos detalhes, tais como as cores do rótulo e no próprio líquido de um dourado intenso, que remete ao calor típico da capital mato-grossense", explica Marcos.

Para garantir que o projeto fosse transformado em realidade, os primos Sguarezi convidaram para a sociedade a empresa carioca DN Industrial Engenharia, que produz equipamentos industriais para diversos segmentos há 25 anos, entre os quais cervejarias. A empresa é representada por um dos sócios, o engenheiro Alessandro Brantes, 45, que também acumula experiência na fabricação de cerveja na região Sudeste do país.

Brantes relata que o investimento na cervejaria Cuyabana foi uma decisão baseada no crescimento significativo que o setor vem obtendo nos últimos anos. "Não houve nenhuma cervejaria inaugurada no país nos últimos três anos, que não tenha apresentado um crescimento exponencial", ressalta.

NICHO ECONÔMICO – De acordo com a CervBrasil, a indústria de cerveja representou 1,6% do PIB do país em 2014, somando quase R$ 30 bilhões, conforme dados mais recentes. Ao todo, são 50 fábricas de grande porte no Brasil que pagam mais de R$ 27 bilhões em salários, R$ 21 bilhões em impostos e mantém uma frota com 38 mil veículos. O setor mantêm 2,2 milhões de empregos diretos, sendo com isso, o 12º maior gerador de empregos do país, conforme apurado pela CervBrasil que representa 96% do setor brasileiro.

No cenário das cervejarias artesanais ou de pequeno porte, o crescimento também é evidente. Nos últimos cinco anos surgiram muitas indústrias atendendo a este nicho, somando cerca de 500 cervejarias artesanais e que vem conquistando cada vez mais o paladar dos brasileiros.

A estimativa da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) é que as indústrias artesanais representavam em 2014, conforme dados mais recentes, cerca de 1% do que geram as grandes indústrias do país. Considerando este percentual sobre o faturamento anual, o valor equivale a R$ 700 milhões anuais faturados pelas cervejarias artesanais.

CUYABANA – Para atender às exigências do paladar regional a cervejaria Cuyabana lança inicialmente a Pilsen com duas opções de venda: garrafas com 300 ml e com 600 ml, mais o chope.

"A intenção é que o consumidor, ao apreciar o produto, tenha a experiência de como é não sentir calor em Cuiabá e, ao mesmo tempo, de como é ser acolhido pela hospitalidade do cuiabano", ressalta o empresário Marcos Sguarezi.

Para Rodrigo Sguarezi as expectativas com o novo empreendimento são as mais positivas possíveis. "Estamos fazendo o lançamento da Cuyabana Pilsen e já temos na programação um novo rótulo, que deve ser lançado na segunda quinzena de julho deste ano", revela.

ONDE ENCONTRAR – A primeira safra da cerveja Cuyabana pode ser apreciada a partir desta sexta-feira (02.06) no bar e restaurante Essência Cuiabana, que fica na Rua Marechal Mascarenhas de Moraes, 278, Duque de Caxias 2, Cuiabá.

Fonte: Redação 24H News – 02/06/2017

Mulher é pioneira na fabricação de cerveja artesanal em Alagoas

Há cerca de 4 anos, Lara Nono instalou a primeira fábrica de cerveja artesanal do estado e montou sua própria marca; Hoje, Alagoas conta com duas fábricas e 4 marcas.

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Em Alagoas o mercado tem crescido com a mudança do padrão de consumo e das escolhas dos degustadores. Lara ainda é a única mulher no ramo. (Fotos: Sandro Lima)

Quem ainda costuma acreditar que cerveja é coisa para homem, nem deve imaginar que foi uma mulher a pioneira na fabricação de cerveja artesanal aqui em Alagoas. Lara Nono, proprietária de uma microcervejaria, montou a primeira fábrica do segmento em Maceió.

“A fabricação de cerveja artesanal vem crescendo cada vez mais aqui no estado. No início houve uma resistência do público, pelo preço da cerveja e pelo sabor mais consistente. Mas com o tempo, as pessoas vão descobrindo que vale a pena pagar por algo de mais qualidade e, com isso, o mercado vem crescendo. Hoje temos duas fábricas no estado e quatro marcas, além de mais de cem pessoas que fabricam em casa”, avaliou Lara Nono.

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A tendência, de acordo com a empresária, é beber menos, porém melhor. Em Alagoas o mercado tem crescido com a mudança do padrão de consumo e das escolhas dos degustadores. Lara ainda é a única mulher no ramo.

Em grandes festas como casamento, confraternização de final de ano, bailes de carnaval, festas coletivas de São João, e até em algumas pequenas festas particulares, podemos encontrar o chope elaborado de forma manual.

Classificada como uma boa fonte de negócio pelos apaixonados pela bebida, embora ainda tímida no Estado, os primeiros passos são promissores na visão de empreendedores do setor.

Rafael Rolim destacou que quando chegou a Maceió já gostava de cerveja e resolveu montar uma loja. Ele frisou que o consumo aumentou bastante, e que sempre teve mercado para a cerveja caseira, só que não era muito falado antes, mas agora virou ‘moda’.

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“Digo que não seja mais tendência, o mercado veio e ficou, o negócio agora é só crescer”, destacou. “Para trabalhar com cervejaria é preciso conhecer bem o mercado e o produto; por se tratar de uma venda técnica, deve-se beber bastante, não em quantidade, mas para conhecer e depois fazer a venda”. “Não é simplesmente montar uma loja porque está vendendo muito e as pessoas estão ganhando dinheiro”, alertou.  

De olho

Mercado engatinha, mas já ocupa bom espaço nas comemorações

O país tem atualmente mais de 200 microcervejarias artesanais; em Alagoas, no entanto, o mercado é mais recente, e a primeira fábrica chegou em 2014, se instalando no Polo Multissetorial Luiz Cavalcante, no Tabuleiro do Martins, na capital.

A empresária Isabel Pinheiro, proprietária de um dos mais conceituados buffets de Alagoas, é enfática ao afirmar que a cerveja artesanal chegou para ficar. Ela mencionou que em metade das contratações de festas pelo Estado, a opção é pela cerveja artesanal. “Super indico, o mercado tem crescido e muito, quem experimenta não deixa de tomar, as pessoas procuram qualidade e encontram. A aceitação está sendo excelente, não sei do custo porque é o cliente que compra, mas o valor é mais alto que a de outras marcas, porém volto a repetir, a qualidade realmente faz toda a diferença no paladar”, considerou.

DURABILIDADE

Rafael Rolim, explicou que, a duração da cerveja artesanal chega a cerca de 30 dias, mas dependo do teor alcoólico pode estender seu prazo de validade.   “Isso é para uma cerveja de pouco álcool, para aquelas com alto teor alcoólico chamadas de cervejas de ‘guarda’ – quanto mais tempo fechada melhor fica, acima de 10% de álcool mais ou menos. O teor depende de quem faz e, do estilo”, lembrou.

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Custando aproximadamente três vezes o valor de uma cerveja ‘convencional’, a artesanal atrai degustadores que ao provar se apaixonam e não a largam mais. Beber menos, mas com qualidade tem feito a cabeça dos consumidores que gostam de cerveja. “Depois que a gente bebe uma cerveja artesanal é muito difícil voltar a tomar cerveja de outras marcas, a gente nota a qualidade, mesmo aqueles que não entendem de cerveja. O valor é cobrado pela qualidade dos produtos, que são de primeira, e frescos”, ressaltou Rolim.

MANUAL

A produção da cerveja artesanal é composta por quatro elementos básicos: malte, levedura, lúpulo e água. O lúpulo, segundo o produtor e comerciante, é que dá o amargor na cerveja e proporciona também o cheiro, o componente não é colhido no Brasil, por conta do clima desfavorável; depois vem o fermento onde é feito a calda doce, o malte - produto que resulta da germinação artificial e posterior dessecação da cevada ou de outros cereais usado para a produção de cerveja e 90% de água.

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Juntado todos os componentes é feito uma fervura com o lúpulo, resfria a cerveja porque quanto mais rápido esfriar melhor, coloca no balde de fermentação, a depender da cerveja passa um período de 21 dias até a conclusão e ingestão. As cervejas artesanais são bem mais encorpadas resultante de um teor alcoólico maior, ou seja, bebe-se menos só que melhor. “Não precisa tomar um ‘caminhão de cerveja’ para ficar bêbado basta tomar duas garrafas da artesanal para ficar tonto, digamos assim”, concluiu.      

PROCESSO BIOTECNOLÓGICO

Lara Nonô explica que em qualquer processo biotecnológico industrial, o elemento principal é o reator, pois nele podemos obter transformações desejadas, devidamente controladas. No caso da cerveja artesanal, para que o resultado desejado seja atingido, outras operações devem ser atentamente consideradas, como os tratamentos iniciais e os tratamentos finais.

“Quando os agentes das transformações que ocorrem no reator são enzimas, ou células mortas ou inativas – que neste caso servem como suporte das enzimas -, o processo se chama enzimático. Quando os agentes são microrganismos vivos, de modo que as reações se desenvolvam no reator são consequências da atividade vital das células microbianas, o processo é denominado ‘processo fermentativo”, detalhou a empresária.

Para os fabricantes de Alagoas, quem procura investir em um mercado inovador - que promete crescer cada vez mais - ou simplesmente produzir sua própria bebida em casa, a cerveja artesanal demonstra ser uma das melhores opções. 

Fonte: Tribuna Hoje – 29/05/2017

Levare: a nova cervejeira do Porto é gigante

Tem 800 metros quadrados, consegue produzir seis mil litros de cerveja todos os meses e pode sentar ao mesmo tempo mais de 200 pessoas.

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As torneiras estão diretamente ligadas aos tanques de cerveja

Há um ano e meio, Edgar Dias, 35 anos, fazia cerveja artesanal para os amigos em pequenos tachos e panelas no Rio de Janeiro, no Brasil. Hoje produz mais de seis mil litros por mês no Levare, a nova cervejeira do Porto. Abriu no final de maio e tem espaço que não acaba. São 800 metros quadrados com zona de produção, bar, esplanada e restaurante onde servem também vários petiscos todos os dias.

“Estávamos no Brasil há 26 anos, mas percebemos que o negócio da cerveja artesanal estava a crescer em Portugal e decidimos apostar neste projeto”, explica à NiT Adriano Dias, 58, pai de Edgar e sócio no novo Levare. No Rio de Janeiro trabalhavam numa empresa gráfica. Sempre que chegavam a casa o filho ia para a cozinha fazer cerveja. “Era apenas por diversão, para consumo próprio, mas também para oferecer a amigos.”

Em casa só conseguiam fazer uma variedade. Agora, com o espaço que há no Levare e a quantidade de tanques de inox que têm, conseguem fazer cinco cervejas diferentes e mais de seis mil litros por mês: a Brown Porter, American IPA, Witbier, Belgian Tripel, e a Lager, a variedade que mais produzem.

No bar do novo espaço as torneiras estão ligadas diretamente aos tanques. Para consumir as cervejas no local, só as pode pedir à pressão. Existem três tamanhos diferentes (0,25 l, 0,35 l e 0,45 l) e custam entre 2,30€ e 5€. As garrafas só são vendidas para beber fora e por enquanto ali é o único sítio onde as pode comprar. 

Ao todo, a nova cervejeira tem capacidade para 230 pessoas, que se dividem entre a esplanada, o bar e a zona de restaurante no piso superior. De cima pode ver parte da zona de produção que é visitável. Basta falar com um dos responsáveis que lhe fazem uma visita guiada.

Pelo meio das cervejas, o melhor é petiscar qualquer coisa. Há snacks para qualquer hora, como os pregos da alcatra e lombo, francesinhas, hambúrgueres e cachorros (a partir de 9€), mas também pratos mais compostos, como bacalhau, bifes da vazia e joelho de porco (desde 14€). Às sextas e sábados as cervejas e os pratos estão disponíveis até às duas da manhã.

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Na Levare produzem cinco variedades de cerveja. Brown Porter, American IPA, Witbier, Belgian Tripel e Lager. As garrafas só podem ser compradas para consumir no exterior. Dentro pode prová-las à pressão. Existem três tamanhos diferentes (0,25 l, 0,35 l e 0,45 l) e custam entre 2,30€ e 5€.

Fonte: Nit – 06/06/2017

Cervejarias artesanais apostam na leveza neste verão nos EUA

Levante uma lata, uma garrafa e uma jarra para a cerveja. Ela é, afinal, a bebida por excelência do clima quente. E segundo a Bevspot, as vendas de cerveja atingiram sua alta anual em julho e agosto de 2016, quando as vendas de vinho estavam em seu ponto mais baixo.

No ano passado, as palavras de ordem no mundo das cervejas eram as "triple IPA" e os milkshakes de cerveja -- tipos de cerveja definidos pelo conteúdo extra de álcool e pelo sabor certamente mais rico e pleno. Em 2017, o mundo da cerveja foi na direção oposta, optando por receitas fáceis de beber com baixo teor alcoólico para evitar que você caia no meio da tarde.

"Neste verão, eu senti que a coisa certa a se fazer era apostar no básico, limpo e refrescante", disse Augie Carton, fundador da Carton Brewing, com sede em Atlantic Heights, Nova Jersey, EUA. Adam Vavrick, diretor de cervejas da Publican Family em Chicago, concorda. Uma das cervejas do verão é a Boulevard Ginger Lemon Radler. "É uma mistura de soda limonada e cerveja com gengibre", disse ele. "Tem pouco álcool e é incrivelmente fácil de beber."

A seguir algumas cervejas que te ajudarão a evitar a exuberância irracional da receita forte com sabor a lúpulo quando as temperaturas começarem a subir.

O refresco com baixas calorias

Seaquench Ale (Dogfish Head Brewery)

Desde sua criação, em 1995, a Dogfish se transformou em uma das cervejarias artesanais definidoras do país e o fundador Sam Calagione recentemente ganhou o Prêmio James Beard de Profissional Destacado em Vinho, Cerveja ou Destilados. O desenvolvimento da Seaquench levou dois anos, o máximo que Calagione já trabalhou em uma cerveja. O teor alcoólico é de 4,9 por cento e ela tem apenas 9 carboidratos e 140 calorias por dose de 354 ml. É pouco mais que o minúsculo teor de 95 calorias da Michelob Ultra, mas vem com um perfil de sabor que satisfaz os amantes de margaritas e os adoradores de pinot gris.

A Hefeweizen com pouco álcool

Andechser Hefeweizen (Klosterbrauerei Andechs)

O restaurante Publican, de Chicago, é famoso por sua dedicação à cerveja, às ostras e à carne de porco, com foco especial em cervejas da Bélgica e de Chicago. O diretor de cervejas da casa, Adam Vavrick, diz que a bebida do verão é a cerveja de mesa, que vem da tradição belga de cervejas com pouco teor alcoólico (1 por cento a 3 por cento de teor alcoólico), feitas para crianças e para beber nas refeições. O prazer deriva de sua sutileza, diz ele. "Este é o ano em que todas as cervejarias estão fabricando cervejas de mesa."

A Ale praiana

Beach Session Ale (Carton Brewing)

Augie Carton, fundador da fabricante de cervejas homônima com sede em Atlantic Heights, Nova Jersey, EUA, trabalha de dia com derivativos de taxas exóticos, o que "é mais difícil de explicar do que o fato de a cream ale não ser cremosa", brincou. Em sua atividade paralela, Carton construiu a reputação de fabricar estilos de cervejas escandalosas, mas deliciosas -- por exemplo, a Shinshu, uma cream ale com toques de missô. A Beach, a mais nova cerveja de Carton, será lançada em meados de junho; é uma cerveja de estação, uma bebida com baixo conteúdo alcoólico que remete ao início do século 20, quando os trabalhadores britânicos tinham um intervalo para beber no trabalho.

Fonte: Jornal Floripa – 05/06/2017