Notícias de mercado

Esta seção apresenta as principais notícias do mercado cervejeiro nacional e internacional, sendo o conteúdo de responsabilidade exclusiva das fontes citadas.

Espanha & Brasil: Cervejaria espanhola Estrella Galicia irá construir sua primeira fábrica de cerveja no Brasil

A cervejaria espanhola Estrella Galicia assinou em 13 de julho um protocolo descrevendo seus planos de investimento no estado brasileiro de Minas Gerais, reportou Hoje em Dia em 14 de julho 

A empresa pretende estabelecer uma cervejaria em Poços de Caldas, e os investimentos podem chegar a R$ 100 milhões na primeira etapa. Inicialmente, a fábrica vai produzir 20 milhões de litros de cerveja por ano, mas esta capacidade poderia ser aumentada, caso as condições do mercado o justifiquem, disse a empresa. 

Líder no segmento premium no mercado de cerveja espanhol, a Estrella Galicia foi fundada em 1906. A empresa entrou no mercado brasileiro em 2008, começando a exportar para lá suas marcas Estrella Galicia, Estrella Galicia 0,0% (não alcoólica), 1906 Reserva Especial, 1906 Red Vintage e 1906 Black Coupage. 

Fonte: E-malt - 14 de julho de 2017

Saiba como é feita a Cerveja Bamboa – uma puro malte produzida aqui!

Bamboa2 4131756787

Inaugurada em maio deste ano, e contando com o know-how da indústria de refrigerantes Refriko, a cerveja Bamboa vem tendo excelente aceitação no mercado campograndense. Por ser produzida aqui mesmo na Capital, a Bamboa conta com a vantagem de ser distribuída de forma ágil, mas de nada adiantaria se o produto não fosse bom. E produto bom só se consegue com matéria prima excelente.

“A água do nosso estado detém todas as substâncias importantes para a produção de cerveja, não tem necessidade de passar por nenhum processo de tratamento, ou seja, sem nenhuma adição de química” explica Junior Avezani, diretor comercial.

A qualidade da água é imprescindível para o processo de produção, e a que é usada na fabricação da Bamboa é extraída do aquífero Guarani, sendo que o lençol freático está a mais de 200 metros de profundidade, e contem sais minerais importantes para o processo de fabricação da cerveja.

Note que para ser considerada uma puro malte, caso da Bamboa, a cerveja deverá conter em sua composição apenas água, malte e lúpulo, sendo estas cervejas consideradas artesanais pelos mestres cervejeiros.

“O lúpulo é uma planta que não existe no Brasil por condições de clima e o que integra a Bamboa é 100% importado. Já o malte é parcialmente importado da Alemanha” conta Junior.malte pilsen 300x200

O mestre cervejeiro Amauri, explica que basicamente existem 3 processos dentro da produção de cerveja. O primeiro é o processo quente chamado de brassagem, onde o malte é moído para expor o amido dos grãos e colocado na “tina de mostura”. Depois é misturado com água e submetido a elevações da temperatura para o processo da transformação de amido em açúcar. Daí vem a separação da parte sólida da parte liquida chamado “mosto de cerveja”.

Na segunda parte do processo, os açucares serão alimento para o fermento, e o mosto é transferido para a tina de filtro, que nada mais é que uma peneira com fundo falso onde existe uma mangueira de sucção. Ainda sobrará o bagaço, que é lavado 4 vezes para que dele seja extraído o máximo.

“Separado o liquido do sólido o produto vai para as caldeiras de fervura, que tem a finalidade de esterilizar o produto, fixar concentração, coagular as proteínas excedentes, aumentar o valor de solução do lúpulo que dá o amargor e o aroma” conta Amauri.

Para o processo de fermentação e maturação, o produto fica entre 9 a 10 horas em resfriamento, e quando atinge temperatura próxima a 10° graus, é adicionado o fermento.

tanques de fervura

“Obviamente o fermento que é utilizado neste processo não poderá ser um fermento qualquer, mas sim um especialmente próprio para este tipo de processo e assim começa a fermentação e a maturação. O açúcar é comido pelo fermento, resultando na liberação de gás carbônico. Ao mesmo tempo em que o fermento processa este açúcar ele se multiplica, sendo que no final de 7 a 8 dias de fermentação você é capaz de dosar em mais 2 tanques” revela Amauri. “Logo depois do final de 7 dias você tem a cerveja fermentada ainda tendo outro tempo de maturação que também leva de 7 a 8 dias para arredondar o sabor e aroma” finaliza.

Agora a Bamboa está apta a receber os ajustes finais, e depois de todo o processo é feita uma filtragem que confere à cerveja um brilho típico, textura e sabor.  Daí ela vai para o tanque de armazenagem e envasamento, e daí diretamente para o consumidor final.

A junção da água brasileira, com ingredientes importados, faz com que a Bamboa tenha um sabor diferenciado. Com DNA de Mato Grosso do Sul.

bamboa1

Fonte: Comer e Beber MS – 14/07/2017

Mercado premium ressalta a força da produção no Estado

Minas desponta em vários setores e leva prêmios também com cerveja e vinho

imagebacker

Sucesso. Mestre cervejeiro e sócio da Backer, Hayan Lebbos comemora os 35 prêmios conquistados por suas cervejas nos dois últimos anos

Durante anos, a imagem de Minas Gerais sempre esteve associada à qualidade de sua culinária e de seus queijos, cafés e cachaças. Porém, nos últimos tempos, esse “carimbo” vem sofrendo mudanças. Não que esses itens tenham perdido espaço. Pelo contrário, continuam em alta. Mas o que se vê é uma diversificação cada vez maior do mercado, com produtos que vêm conquistando o país e sendo constantemente premiados.

Para se ter uma ideia, somente nos últimos dois anos, a Backer, um dos principais expoentes do Estado no setor de cervejas artesanais, conquistou 35 prêmios, com destaque para a medalha de platina do Mondial de la Bière, em 2016.

Até mesmo o vinho, que quase nunca foi produto de destaque em Minas, vem ganhando notoriedade, seja por sua qualidade, como é o caso do Maria Maria Bel Sauvignon Blanc 2015, premiado no principal concurso do ramo, seja pelas técnicas inovadoras da Epamig.

Isso sem contar o já tradicional queijo, que teve 11 produtores laureados no último salão internacional, e o café, que bateu recorde no preço de venda.

Na avaliação do chef Edson Puiati, idealizador da Semana da Gastronomia Mineira, o diferencial no Estado é a busca por evolução, da produção à mesa.

“Vejo com muita alegria os resultados que estamos obtendo. Isso é fruto do esforço e do conhecimento dos nossos produtores, que vêm caminhando com as próprias pernas e obtendo resultados expressivos. Você pode ver: hoje, temos queijos premiados em todo o planeta, o café mais caro do Brasil, a ‘Bélgica brasileira’ no quesito cerveja, e por aí vai... ou seja, não faltam referências”, celebra.

Puiati não esconde seu otimismo. Para ele, a tendência é que Minas mantenha essa toada e vire referência em breve. “Isso mostra que os melhores produtos do mundo estão aqui. Em dez anos, vamos ser um Estado expressivo em produtos de alta gastronomia”, completa.

Para Alfredo Figueiredo, sócio da cervejaria Krug Bier, a diversificação de produtos de qualidade no Estado conseguiu mudar o comportamento do consumidor. “Vejo que os produtos artesanais de Minas conquistaram grande sucesso e espaço no mercado. Seja vinho, café ou queijo, nosso mercado gourmet está fantástico e tende a crescer ainda mais. É bom que esse movimento ocorra, pois reforça junto aos consumidores essa cultura de busca por itens de melhor qualidade”, destaca Figueiredo.

NÚMEROS

35 prêmios foram conquistados pela Backer nos últimos dois anos

4 cervejarias artesanais estão instaladas em Minas Gerais

14% é a previsão de crescimento do setor em 2017 no Estado

MATÉRIA-PRIMA LOCAL TAMBÉM É DESTAQUE

No setor de cervejas artesanais, é comum a incidência de produtos incomuns misturados a água, cevada, lúpulo e levedura, ingredientes básicos da bebida. No caso das cervejarias, há sempre a busca pela valorização dos insumos locais.

Na Backer, na receita da Exterminador, o que se destaca é o capim-limão. “Buscamos sempre matérias-primas de Minas ou do Brasil, como madeira de imburana ou o capim-limão, que é a erva-cidreira. Eles se destacam, dependendo da composição da cerveja produzida”, explica Hayan Lebbos, mestre cervejeiro.

A Krug, por sua vez, foi à região do Norte de Minas para fazer a Submissão. “Buscávamos uma cerveja mais refrescante. E achamos no tamarindo, fruta bem comum no norte mineiro, um ingrediente perfeito para essa combinação”, destaca Alfredo Figueiredo, sócio da cervejaria artesanal.

imageproducao

Experimentação. Cervejaria Backer usa ingredientes como capim-limão na composição dos produtos

QUALIDADE FAZ DE MG A “BÉLGICA BRASILEIRA”

A produtividade e a criatividade na elaboração da cerveja artesanal fez Minas receber o apelido de “Bélgica brasileira”, em referência ao país europeu conhecido pela qualidade de suas cervejas.

Entre as 41 empresas do segmento com fábricas em atividade no Estado, ganha destaque a Backer, não só pela maior produção artesanal do setor (cerca de 240 mil litros/mês), mas, principalmente, devido à qualidade de seus 20 rótulos.

Não à toa, a cervejaria foi laureada 35 vezes somente nos dois últimos anos. Para o sócio e mestre cervejeiro da Backer, Hayan Lebbos, o sucesso da empresa está diretamente relacionado à busca por qualidade, aliada à variedade. “Hoje, temos 20 rótulos e vamos lançar mais cinco somente neste ano. Nossa ideia é proporcionar ao público novas experiências, mostrando a diferença de cada estilo e de cada país, sem deixar de focar a qualidade”, explica.

Diretora de marketing e sócia da Backer, Paula Lebbos reforça a ideia do setor de que a qualidade precisa prevalecer a quantidade. “Queremos, continuamente, ampliar nossa capacidade de ter novas receitas, mostrando a todos que é melhor beber menos, mas com mais qualidade”, completa. 

CRESCIMENTO

Em alta. Segundo o Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas), a previsão é que o setor cresça 14% em Minas neste ano.

Fonte: O Tempo – 16/07/2017

Ambev vai responder perguntas sobre cerveja Brahma nas redes sociais

ambev brahma 28 07

Após registrar queda de 1,3% no volume de vendas de cerveja no Brasil no segundo trimestre, a Ambev lança nesta terça-feira, 22, a campanha “Brahma está aberta. Pode perguntar”. A ideia é aproximar os consumidores de uma das principais marcas da cervejaria tirando dúvidas pela internet.

De acordo com o diretor de marketing de Brahma, Pedro Adamy, a ação durará 15 dias. Durante esse tempo, mestres-cervejeiros estarão online para responder perguntas do público pelas redes sociais da marca, incluindo Facebook, Twitter e Instagram.

“O consumidor brasileiro está cada vez mais interessado em saber sobre a cerveja, então vamos colocar essa equipe para tirar dúvidas sobre ingredientes, produção e líquidos”, afirma o executivo.

Outra aposta, ele conta, serão os vídeos gravados em tempo real para responder algumas das perguntas dos consumidores.

O executivo não revela se pretende estender a ação ou se, no futuro, alguma outra marca da Ambev terá um projeto semelhante. A escolha da Brahma deu-se pelos mais de 130 anos de história e os oito tipos de cerveja disponíveis no mercado, além de ser um dos rótulos mais conhecidos da companhia.

Em julho deste ano, a Ambev também abriu as portas de sua fábrica em Jaguariúna (123 km de São Paulo) para visitação. Todos os sábados, dois grupos de 20 pessoas podem conhecer o local, entender como as cervejas são produzidas e fazer degustações.

Balanço

A Ambev segue penalizada pelo cenário econômico no Brasil. No segundo trimestre, apenas as marcas de cerveja artesanal da fabricante tiveram um desempenho positivo, de acordo com o último balanço da companhia. Com isso, o lucro líquido ajustado da Ambev no segundo trimestre foi de R$ 2,141 bilhões, 2,4% menor do que no mesmo período de 2016.

Fonte: O Estado de S.Paulo - 23/08/2017

Curitiba ganha novo bar de cervejas artesanais com autosserviço de chope

No último mês Curitiba ganhou mais um bar especializado em cervejas artesanais, o Redface Brewpub, localizado na Rua Itupava. Com um visual moderno, no estilo industrial com muita madeira e ferro, o espaço oferece 10 torneiras de chopes artesanais, garrafas nacionais e importadas, cardápio com petiscos e hambúrgueres. A diferença dele para os outros pubs é o sistema de autosserviço, você mesmo tira seu chope e paga por mililitro consumido.

Redface brewpub fachada

Créditos da foto: Lucas Ferreira

A ideia é que as pessoas se sintam à vontade para degustar todos os chopes e escolher seus favoritos. Na entrada você recebe um cartão, como um cartão de crédito, que faz a vez da sua comanda de consumo. Ao encaixá-lo no display, acima da torneira, ele libera a cerveja e cobra pela quantidade que colocou no copo. Nunca tirou um chope na vida ou não sabe qual estilo escolher? A sommelière de cervejas Talita Vilhena está lá para ajudar e tirar todas as suas dúvidas sobre os rótulos da casa.

Redface brewpub autosserviço

Créditos da foto: Lucas Ferreira

No Redface sistema é pós pago, não tem necessidade de carregar o cartão antes. Cada cerveja tem o estilo, teor alcoólico e o valor por 100 ml numa tela acima das torneiras. Para o serviço de comida e garrafas da geladeira os garçons estão sempre prontos para atender. O clima é descontraído e possui mesas grandes para grupos ou pessoas sozinhas que queiram conversar.

CERVEJA REDFACE APA COM WAY BEER

Leonardo Pozzo e Leandro Pozzo, irmãos e proprietários do Redface, são cervejeiros caseiros há alguns anos. Quando resolveram transformar o hobby em negócio, Leonardo procurou o amigo Alessandro Oliveira, da Way Beer, para criarem uma receita exclusiva para o bar. A Redface APA, uma American Pale Ale com dry hopping de Mosaic, é muito aromática e equilibrada. Ela é a primeira cerveja do bar, que pretende fechar outras parcerias e produzir rótulos exclusivos.

Redface brewpub leandro e leonardo pozzo alejandro e alessandro waybeer

O ESPAÇO

Um grande acerto do Redface Brewpub foi a preocupação com acessibilidade e aconchego do espaço. Rampas, banheiro adaptado, portas largas e acesso total ao bar para qualquer pessoa com mobilidade reduzida. O ambiente fechado com vidros torna o local muito agradável nas noites frias curitibanos, que carece de bares para sentar e conversar sem passar frio.

Futuramente o Redface irá promover eventos, cursos e palestras para fomentar a cultura cervejeira.

Serviço

Redface Brewpub
Endereço: Rua Itupava, 1266, Alto Da XV – Curitiba
Horário de atendimento: Terça a quinta das 18h até 01h. Sexta e sábado das 18h até as 03h.
Contato: contato@redfacebeer.com.br

Fonte: Bar do Celso – 03/07/2017

Colheita de cevada deve render lucros aos produtores do Paraná

Principal ingrediente da cerveja teve área de plantio maior neste ano, o que deve gerar colheita até 16% acima do que foi registrado em 2016.

Agricultores plantaram 92% da safra de cevada no Paraná

Agricultores de Guarapuava, na região Central do Paraná, começaram a colheita da cevada. O grão, que é o principal ingrediente para a produção de cervejas, teve a área de plantio aumentada neste ano. A expectativa é que a produção seja até 16% maior do que a registrada em 2016.

Veja mais sobre o assunto no vídeo da reportagem do Caminhos do Campo:

http://g1.globo.com/pr/parana/caminhos-do-campo/noticia/colheita-de-cevada-deve-render-lucros-aos-produtores-do-parana.ghtml

Fonte: G1 GLOBO - 09/07/2017