Notícias de mercado

Esta seção apresenta as principais notícias do mercado cervejeiro nacional e internacional, sendo o conteúdo de responsabilidade exclusiva das fontes citadas.

Após perder vendas e cancelar bônus, Ambev foca em preço e volta a crescer

O ano de 2016 foi um dos piores da história da gigante de bebidas Ambev. A queda de 5,5% nas vendas reduziu os volumes da empresa ao nível mais baixo desde 2009. O resultado foi tão fraco que deixou os funcionários sem bônus. Desde o início do ano passado, os números ruins já se prenunciavam. Por isso, o diretor-geral da Ambev, Bernardo Paiva, colocou o pé na estrada para fazer uma gestão mais próxima de supermercados e bares, a fim de buscar soluções para o negócio. Desde então, ele passa ao menos dois dias por semana fora do escritório central, em São Paulo.

Essa peregrinação foi motivada pela forte queda nas vendas no primeiro trimestre de 2016, quando o volume da companhia caiu 7,5% ante o mesmo período de 2015. Ao longo do ano passado, vários desafios se impuseram à companhia, que sofreu com a alta de impostos de bebidas, os custos de uma operação de hedge (proteção) para a flutuação do dólar e a agressiva estratégia de preços da concorrência.

De certa forma, explica o analista Gabriel Vaz de Lima, do Bradesco BBI, a gigante brasileira das bebidas enfrentou uma “tempestade perfeita”. Em entrevista ao Estado, o diretor-geral da Ambev afirmou que era preciso achar uma forma criativa de superar os reveses. “O mercado de cerveja depende da renda disponível do consumidor. Num cenário de crise, era necessário desenvolver estratégias para deixar nosso portfólio mais forte”, conta Paiva.Nas andanças pelo País, conversando com donos de bares e supermercados, o executivo entendeu que era preciso evitar que o cliente trocasse a Ambev por marcas mais baratas – especialmente num cenário em que a Kirin, dona da Schin, fazia promoções agressivas. Segundo analistas, o “pulo do gato” da Ambev foi achar um jeito de oferecer suas principais marcas, como Brahma e Skol, a preços mais baixos que os das rivais.

Para isso, mirou não no produto, mas na embalagem. Para reduzir custos, a Ambev decidiu convencer o brasileiro a voltar a utilizar os velhos “cascos”. A aposta foi em um vasilhame de 300 ml, vendido exclusivamente em estabelecimentos como atacarejos e supermercados. “Foi uma forma de a Ambev baixar o custo do produto”, diz Lima, do Bradesco. “Com a vantagem de que a garrafa retornável garante à empresa uma margem de lucro bem maior do que as latinhas.”

As minigarrafas vêm sendo introduzidas aos poucos, até porque exigem investimento em máquinas de recolhimento e logística reversa. Em 2015, eram só 4% das vendas da Ambev em supermercados – ao fim de 2016, já somavam 25%. Uma fonte do setor diz que as garrafinhas são uma proteção adicional, pois são patenteadas e não podem ser usadas por outras cervejarias.
Resultados. O resultado da estratégia apareceu nos números. Apesar de o lucro da Ambev ter caído no primeiro trimestre, a empresa cresceu 3,4% em volume, enquanto o mercado recuou 2%. Analistas disseram que a companhia ganhou 2 pontos porcentuais de mercado, para 69% em março.

O analista do Bradesco diz que, ao voltar a crescer, a Ambev mostrou ser uma “ação defensiva”, vista como mais segura em tempos de crise. Vaz lembra que a Ambev deve conseguir reverter problemas de custo em 2017. Além disso, rivais como a Heineken – que comprou a Kirin – terão de passar parte do ano “arrumando a casa”.

Apesar do cenário mais positivo, Paiva diz que não tem intenção de deixar de gastar a sola do sapato pelo País. Vai continuar com as viagens para buscar resultados – e, quem sabe, garantir a volta dos bônus em 2017.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 26/06/2017

Mais novidades da Evil Twin chegam ao país

Aproveitando as oportunidades, importadora Beer Concept trouxe novo contêiner.

Com a missão de trabalhar a marca e trazer sempre novidades para os apaixonados por cervejas, a importadora Beer Concept trouxe para o Brasil um novo contêiner de Evil Twin, cervejaria norte-americana que apareceu na lista das dez melhores do mundo em 2017, segundo o site Rate Beer.

São três novidades: uma Imperial Stout, uma American Wild Ale e uma IPA colaborativa com a cervejaria sueca Omnipollo, que também faz parte do portfolio da importadora. Tanto as novidades como as reposições vieram em cadeia 100% refrigerada e chegam nos pontos de venda de todo país nos próximos dias.

Algumas reposições também chegaram, são elas: Brett Yeast & Helles (Wild Ale – garrafa), Even More Jesus (Imperial Stout – latão), Imperial Biscotti Break (Imperial Stout – latão), Imperial Simcoe Slacker (IPA – latão) e Molotov Lite (Imperial IPA – latão).

Confira os lançamentos:

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  • I LOVE YOU WITH MY STOUT 

Segundo Jeppe, proprietário da cervejaria, essa Imperial Stout (12% ABV) é uma metamorfose para a liberdade! Como curiosidade, a cerveja, que chega em garrafas de 355 mL, nasceu de uma variação da Even More Jesus, outra cerveja do mesmo estilo da cervejaria.

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  • SANGUINEM AURANTIACO

Uma American Wild Ale de 3,5% de graduação alcoólica, com adição do suco da laranja sanguínea. Chega em latas de 355 mL.

 

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  • EVIL TWIN/OMNIPOLLO OLD FASHIONED LEMONADE IPA

Cerveja colaborativa entre Evil Twin e Omnipollo com adição de suco de limão. Apresenta 7% ABV e chega em latas de 355 mL.

Fonte: Revista da Cerveja - 22/06/2017

Chope na lata para viagem! Brasília já tem o primeiro crowler station

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Ninguém duvida do poder do chope. Entre uma garrafa ou lata de 500 ml e um chope de 300 ml da mesma cerveja custando mais caro, o consumidor prefere o chope. É mais fresco, os aromas estão mais latentes, é mais lúdico e, via de regra, sai mais barato.

Agora, imagine levar para casa o seu chope dentro de uma latinha? Envasar a cerveja na hora, no balcão do bar, virou moda em vários países e o Brasil não fica de fora. Ora, sair do bar carregando várias opções de chope fresquinho parece uma boa justificativa para seguir essa tendência.

Quando você escutar o termo crowler por aí, não estranhe. A invenção vem da junção das palavras “can”, lata em inglês, com “growler”, garrafa geralmente de 1 litro usada para guardar chope. Crowler nada mais é que chope em lata. O primeiro lugar de Brasília a oferecer essa opção aos degustadores é o bar Beco das Garrafas (116 Sul).

“Os clientes tomam um chope aqui e podem levar mais para casa. É muito legal porque tem gente que passa e leva latinhas para um churrasco ou festa, por exemplo" Felipe Gentil, proprietário do Beco das Garrafas

Mais simples do que parece

Assim como eu, você deve ter imaginado uma supermáquina programada para fazer toda essa mágica acontecer, mas o mecanismo é muito mais simples do que parece. Felipe explica que, primeiro, a latinha precisa ser higienizada.

Depois, ele aplica um jato de CO2 para expulsar o oxigênio e, em seguida, enche com o chope escolhido para viagem. A parte superior da lata (como se fosse uma tampa) é posicionada e, por fim, lacrada.

Diferentemente do growler, a lata tem vedação perfeita e, por isso, o chope dura mais tempo. No Beco das Garrafas, as cervejas mais potentes, como uma Imperial IPA da cervejaria Invicta, por exemplo, têm validade de até 20 dias. Além disso, a bebida não recebe incidência da luz, o que também ajuda na conservação.

Outras vantagens do crowler: não quebra, é mais leve e é reciclável, apesar de não ser retornável. Como a maior parte dos chopes artesanais brasileiros não é pasteurizada, a latinha precisa ser mantida na geladeira.

Cerveja na lata tem gosto diferente?

Certa vez, o Ohmybeer fez um teste cego: colocou em copos diferentes amostras da mesma cerveja, mas uma havia sido envasada em garrafa de vidro e a outra em lata. Ao pedir para o degustador dizer qual era qual, confirmamos a suspeita de que não existe diferença significativa no sabor.

Aquele discurso de que as bebidas em latinha têm gosto metalizado não faz sentido. Até porque esse tipo de contaminação pode acontecer em qualquer recipiente, depende muito mais de um cuidado na linha de produção.

As vantagens do uso da lata têm levado várias cervejarias a optarem por esse tipo de envase. A Way Beer e a Dogma investiram nessa pegada e, com muito estilo, ganham cada vez mais adeptos. Como não ser hipnotizado por essas latinhas incríveis?

Fonte: Metropoles – 01/06/2017

Brasil: Heineken fecha a cervejaria da Brasil Kirin no Rio Grande do Sul

Heineken anunciou a decisão de fechar a cervejaria em Gravataí, Rio Grande do Sul, informou o Jornal do Comércio no dia 1 de junho.

O gigante cervejeiro holandês fez o anúncio no mesmo dia em que confirmou o processo de aquisição da Brasil Kirin.

"A decisão de fechar a instalação de produção em Gravataí foi feita com base em um estudo aprofundado da viabilidade do ativo e devido à necessidade de levar os negócios da empresa ao nível de excelência seguinte, mantendo sua sustentabilidade econômica", afirmou a empresa.

Com a aquisição da Brasil Kirin, a Heineken agora possui 16 cervejarias no Brasil e é a segunda maior fabricante de cerveja do país com uma participação de mercado de 20%.

Fonte: E-malt – 03/06/2017

Brasil: 148 novas cervejarias registradas em 2016

No ano passado, foram registradas 148 novas cervejarias no Brasil, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que elevou o número total de empresas cervejeiras do país para 522 em dezembro de 2016, informou O Globo em 30 de maio.

O aumento de 39,6% no número de cervejarias no ano passado é atribuído ao crescente interesse na cerveja artesanal no Brasil, bem como ao fato de que a crise econômica que atormenta o país desde 2014, fez com que as pessoas buscassem outras oportunidades de trabalho.

A maioria das instalações cervejeiras do país ainda está concentrada no sul e no sudeste do país (90%), no entanto, todos os outros estados relataram crescimento no número de cervejarias. Embora a cerveja artesanal ainda represente apenas cerca de 1% do mercado total, produzindo cerca de 124 milhões de litros por ano, este setor está apresentando crescimento estável e se estima ter um grande potencial.

O Brasil é o terceiro maior mercado de cerveja do mundo depois da China e dos EUA. Com uma produção anual de cerca de 14 bilhões de litros, o consumo de cerveja per capita do país é estimado em mais de 68 litros, o que está bem à frente de seus outros vizinhos da América Latina.

Fonte: E-malt - 31 de maio de 2017

Brahma renova logotipo e embalagens

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A Brahma renova mais uma vez sua identidade visual. Na garrafa, a marca da Ambev ganha um novo rótulo retangular com detalhes dourados centralizados no corpo da embalagem.

Na latinha, o logotipo agora fica na horizontal. Antes ficava na diagonal (abaixo).

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Fonte: EmbalagemMarca – 31/05/2017