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Fazer cerveja é uma expressão cultural e, justamente por isso, não é de se estranhar que as receitas sejam criadas a partir da disponibilidade de ingredientes locais. Pense bem, se você não for um purista, não é absolutamente tentadora a possibilidade de usar aquele ingrediente que só existe no seu quintal?

Durante os últimos seis anos, quando começamos nossa saga de beer hunters, já nos deparamos com mil e uma experiências que nos deixaram de boca aberta. Desde cerveja preparada com xarope de maple até Pale Ales com infusão de café mineiro coado, passando por adição de cogumelo e bacon, já provamos muitas cervejas muito diferentes.

Para repartir um pouco dessas invenções deliciosas (ou não), separamos receitas experimentais, criativas e até bizarras para mostrar até aonde um cervejeiro é capaz de ir para conseguir criar uma bebida exclusiva. Veja você:

A cervejaria Dogfish Head, de Delaware (EUA) é famosa por recriar receitas que se perderam no tempo e no espaço. Entre suas obras-primas estão a Noble Rot (feita com as variedades de uvas Viognier e Pinot Gris) e a Midas Touch (inspirada em bebidas guardadas na tumba do rei Midas, na Turquia, feita com uva, cevada, açafrão e mel).

Arqueologia do sabor
Já o rótulo Birra Etrusca Bronze (foto ao lado) é feita em colaboração com um arqueólogo e recria a bebida encontrada em tumbas etruscas de 2.800 anos. É preparada com trigo italiano, farinha de avelã, romãs, uva-passa, mel de castanha, raízes de genciana e, ainda, resina de mirra para substituir o lúpulo. De maneira geral, são bebidas muito boas, mas que passam a léguas do que convencionamos chamar de “cerveja”.

Entre os rótulos mais esquisitos que pipocam por aí, estão aqueles nos quais os cervejeiros decidem adicionar temperos e até carnes às receitas. A cervejaria belga Smisje, por exemplo, faz uma Blond Ale escura com açúcar e sementes de mostarda.

Pizza e cerveja… tudo junto
O casal Tom and Athena Seefurth alcançou a proeza de desenvolver a Mamma Mia! Pizza Beer. É difícil acreditar, mas eles preparam uma pizza com tomate, queijo, manjericão, alho e orégano, e depois jogam tudo no mosto da cerveja. Essa nós não provamos, mas não vemos a hora!

Numa San Francisco Beer Week dos anos passados, experimentamos a extraordinária Candy Cap Mushroom Brown, da Cervejaria Mateveza – uma Brown Ale com cogumelos. Acreditem: é uma das melhores cervejas que já tomamos. A contribuição dos pequenos fungos é perceptível muito mais no sabor do que no aroma… Difícil explicar, mas é como se tivesse uma dose extra de sabor terroso.

Defumado e estranho
Até pouco tempo chegava ao Brasil a Voodoo Doughnut Maple Bacon Ale, feita a partir da colaboração da cervejaria Rogue e a loja de donuts Voodoo Doughnut, ambas de Portland (EUA). A receita leva baunilha, xarope de maple e bacon, e o resultado é muito defumado e estranho.

Como se não bastasse tanta esquisitice, a Rogue pegou a mesma receita e criou uma vodca a partir da destilação do mesmo mosto. Amigos, acreditem, a brincadeira virou a melhor vodca que já existiu nesse planeta.

De ostras a meteoritos lunares
Para quem ainda não cansou de novidades, abaixo fizemos uma lista para você levar para suas próximas viagens. Segurem firme e coragem!

Oyster Stout (Porterhouse Brewing Company) — Stout com adição de ostra
Mangalitsa Pig Porter (Right Brain Brewery) — Porter com cabeça e ossos de porco Mangalitsa.
Birra Calabrona (Eataly) — Feita com fermento que vive no estômago de um zangão italiano.
The Beard Ale (Rogue) — Fermentada com a barba do mestre-cervejeiro John Maier, onde havia uma cultura de levedo de cerveja!
Space Barley (Sapporo) — Feita com cevada que viajou na Estação Espacial Internacional.
Celest Jewel Ale (Dogfish Head) — Feita com adição de meteoritos lunares.

Agora, nos diga: qual receita poderia ser produzida com ingredientes aqui do Cerrado?

Fonte: Metrópoles.com – 19/01/2017

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