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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Ministério da Justiça aprovou nesta quarta-feira (22), por unanimidade, a entrada da Heineken na Kaiser. O negócio foi fechado em 31 de agosto deste ano e deu à Heineken 17% da Kaiser e o direito de indicar um membro do Conselho de Administração com poderes sobre a gestão da marca Heineken.

A marca faz parte do portfólio da Femsa Cerveja, que inclui Kaiser, Bavária e Xingu, e possui, hoje, 8,5% do mercado.

O relator do processo, conselheiro Paulo Furquim, afirmou que o negócio merece a aprovação incondicional, pois não representa nenhuma alteração significativa no mercado.

"É um controle (que a Heineken passou a ter) apenas da marca, que é pequena", explicou. "E este mercado conta com a Ambev, o que afasta preocupações de ser a Kaiser a empresa dominante", completou ele, citando que a Ambev tem aproximadamente 70% do mercado de cerveja.

Restrições no passado

Por outro lado, Furquim fez questão de enfatizar que, há 11 anos, quando começou a receber negócios semelhantes envolvendo cervejarias nacionais e estrangeiras, o Cade impôs duras restrições.

Ele lembrou que, em 1996, o CADE impôs condições à Anheuser-Busch (a fabricante da Budweiser) numa associação com a Antarctica. As condições envolviam planos de investimentos na Antarctica, de mais de US$ 476 milhões. E também impôs restrições à joint venture entre a Brahma e a Miller, com obrigações de investir no Brasil.

O resultado é que as associações foram desfeitas pelas empresas, e a Brahma se uniu à Antarctica, em 1999, criando a Ambev.

Furquim disse que, na época, o CADE concluiu que essas uniões reduziriam a competição no mercado local, pois as companhias estrangeiras não seriam competidoras autônomas no Brasil e, ao se aliarem com empresas locais, eliminariam essas empresas como concorrentes.

Atualmente, o CADE vê a questão de forma diferente. Furquim concluiu que, sozinha, a Heineken enfrentaria barreiras no país, como o fato de a sua marca não ser popular no Brasil e a ausência de um sistema de distribuição local, daí a associação com a Kaiser como forma de entrada eficiente no mercado brasileiro.

Fonte: Valor Online - Novembro/2007

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