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A cervejaria Lokal Bier, inaugurada em 2002, acaba de ser negociada com a cervejaria Petrópolis, responsável pela fabricação das marcas Itaipava, Cristal e Petra. De acordo com o Diretor-Superintendente da Cervejaria Teresópolis, Mozart Rodrigues, a negociação já está em fase de transição e o grupo que assume a empresa tem planos de expansão da produção e novos investimentos na fábrica, em Teresópolis. Apesar da confirmação do negócio por parte da Lokal, a sede da Itaipava, no interior de São Paulo, procurada pela reportagem do DIÁRIO, não quis confirmar a compra.

Para Mozart, diversos fatores corroboraram para que a venda se realizasse, dentre eles o super dimensionamento do empreendimento, a dificuldade de distribuição do produto e os altos custos fixos da fábrica. – “Foi um investimento ousado e conseqüentemente arriscado, mas à altura da cidade. Infelizmente precisamos tomar esta decisão antes que os reflexos deste segmento do nosso negócio fossem sentidos em outras marcas da empresa” explica Mozart.

A implantação da fábrica em Teresópolis custou cerca de R$ 20 milhões em investimentos iniciais. São 20 mil m2 de área construída da fábrica, com maquinário de última geração e um projeto arquitetônico arrojado para uma cervejaria, que em geral segue um formato padrão, como um caixote. Com capacidade de produção de 40 mil garrafas de 600 ml e 20 mil latas de 350 ml por hora, a fábrica tem na sala de cozimento sua principal atração, onde foram gastos R$ 10 milhões em equipamentos totalmente automatizados.

Todo este investimento foi conseguido através de financiamentos, que vieram também, seguidos de exigências como metas de investimento e geração de empregos. De acordo com as metas estabelecidas e empresa necessitaria gerar 400 empregos e maximizar a sua produção, mas prejuízos acumulados impediram este avanço. A dificuldade de acompanhar a distribuição de empresas como a AmBev, por exemplo, acabaram prejudicando este alcance maior da Lokal em determinadas regiões do país.

A atual diretoria considera que apesar da situação da empresa no momento, a chegada de uma nova estrutura administrativa e investimentos institucionais futuros, possam fazer da produção da fabrica ainda maior. – “Nós plantamos uma semente em nosso fértil solo, agora cabe aos novos proprietários, com muito trabalho, colherem os frutos” exclama Mozart Rodrigues, que afirma ser um passo a frente para a cidade o negócio.

O valor da negociação, de acordo com a Lokal, foi a transferência das dívidas recorrentes dos financiamentos contraídos pela empresa para a Cervejaria Petrópolis.

A nova gestora da Lokal é conhecida pelas estratégias de mercado ousadas e pela vontade de progresso dentro da área. Ainda segundo Mozart, o novo dono é um empreendedor “nato” e vai fazer da fábrica uma das maiores, pois a estrutura já existente é tudo que o empresário precisava para alcançar o objetivo de vice-liderança de fatia de mercado cervejeiro. O que, também, é muito bom para Teresópolis.

Entre os novos planos da administração das bebidas Comary está o fortalecimento das cervejas Therezópolis Gold e Therezópolis Pilsen, que já apresentam boa aceitação no mercado, sendo distribuídas nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A terceirização do serviço é uma das metas, bem como a de instalar uma micro-cervejaria que dê conta da demanda pelas cervejas. – “É um mercado difícil, pois são produtos de alta qualidade, mas estamos confiantes e esperamos projetar ainda mais o nome da cidade com estes produtos” exclama Mozart.

A Lokal foi fundada em novembro de 2002, com 270 mil m² de área total, a Lokal Bier trouxe além da esperança de muitos empregos para a cidade a chance do município despontar no cenário nacional com um produto de grande circulação. Formulada por Rüdiger Goertz, mestre cervejeiro formado na mais antiga universidade do mundo, a Weihenstephan, fundada em 1040, em Munique, na Alemanha, a cerveja caiu no gosto do mercado consumidor com sabor leve e menos amargo.

A empresa conta hoje com 140 funcionários e tem como principal ponto atrativo, a ligação com a natureza. Além da água pura utilizada em sua fórmula, a preocupação com o meio-ambiente se fez presente desde o projeto inicial da fábrica. Foi construída uma ETDI (Estação de Tratamento de Despejo Industrial), que consta de duas elevatórias que armazenam a água servida do engarrafamento e produção e bombeiam para um tanque onde a água é tratada com reações químicas, aeração, sedimentação e polimento total até ser devolvida para o rio, com 96% de pureza.

A empresa que assume a Lokal a partir da transição é a Cervejaria Petrópolis, do empresário Walter Faria, considerado um investidor ousado, mas ao mesmo tempo discreto e polêmico. Aos 52 anos, ele garante se tornar muito em breve uma dos maiores cervejeiros do país. Entre seus planos está dobrar a capacidade de produção e chegar a 12 milhões de hectolitros por ano até meados de 2008. Walter ainda afirma que falam mal dele porque sua empresa cresce rápido e incomoda os concorrentes e provoca a AmBev, líder com 67,2% de mercado. - "A verdade é que se não existissem os pequenos no mercado, hoje o brasileiro estaria pagando R$ 5 por uma cerveja" afirma o empresário.

De acordo com dados da empresa ACNielsen, em abril deste ano a Cervejaria Petrópolis assumiu a terceira posição no ranking de vendas de cerveja no país com 8,1% deste mercado.

A empresa ultrapassou a mexicana Femsa, que substituiu o tradicional Kaiser pela marca Sol, com um poderoso investimento de marketing. A liderança, entretanto, permanece com a multinacional belga AmBev, detentora das marcas Brahma, Skol e Antarctica, que de março para abril elevou sua participação de 66,8% para 67,2%

Em segundo lugar permanece a Schincariol, embora tenha perdido mercado, passando de 12,4% para 12,3%, entre março e abril.

Fonte: O Diário de Teresópolis, por Anderson Duarte – 09/12/2007

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