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As empresas de bebidas estão correndo contra o tempo para tirar a corda do pescoço que foi colocada pelo governo, que atualizou a tabela de referência de preços, inferindo um aumento de imposto da ordem de 20% no segmento de cerveja.

Com as mudanças, que devem entrar em vigor a partir de 1º. de outubro, o preço pago pelos consumidores pode subir 2,85%. Mas não é só esse detalhe que tem tirado o sono das companhias. É que com as mudanças, além da redução dos investimentos já previstos para este ano, as empresas podem ver, já no curto prazo, uma queda no faturamento. Diante desse cenário, Fernando Labes, analista do Banco Safra, acredita que como consequência empresas como a Ambev devem apresentar uma redução no desempenho financeiro. “Estimamos um impacto de 4 pontos percentuais sobre o faturamento a partir da implantação e um impacto adicional de 1 ponto percentual a cada ano até 2015.”

Já no segmento de refrigerantes, o impacto, de acordo com a equipe do Safra, vai chegar a 8 pontos percentuais em 2012 e um impacto anual extra de 1 ponto percentual a partir do ajuste do multiplicador. “Acreditamos que a Ambev irá repassar o impacto para os preços, levando-nos a projetar uma diminuição de volume de 1% e 5% nos 12 meses após a implantação para cerveja e refrigerantes, respectivamente.”

Reviravolta Em entrevista à equipe do Citibank, o executivo Luis Barz que já ocupou postos gerenciais na AmBev e SABMiller e que atualmente atua como gerente geral da Chopp Germania, afirmou que existem grandes chances que o lobby do setor consiga alterar o projeto de aumento do imposto da cerveja. “Existe uma boa probabilidade de que setor consiga diluir o impacto do aumento, embora o prazo não seja claro. O que pode mudar é o aumento do multiplicador do imposto e o prazo, de 4 anos (atualmente) para 10 anos. Dentro do esquema de aumento atual, uma estratégia de repasse exigiria um aumento de preço de cerca de 5% este ano. Dessa forma, acredito que a AmBev puxaria o aumento e a concorrência viria logo atrás, imediatamente.”

A partir da avaliação da Braz, a equipe do Citibank estima que a empresa deve encerrar 2012 com lucro líquido de R$ 9,4 bilhões, com o valor atingindo R$ 10,4 bilhões no ano seguinte. “Até o momento, não houve aumentos de preço. Uma vez que a Schincariol e a Kaiser já foram compradas pela Kirin e pela Heineken, respectivamente, uma estratégia com o foco no lucro está sendo adotada, promovendo uma concorrência mais racional para a AmBev. A Petropólis, no entanto, parece estar oferecendo descontos táticos”, destacou a equipe do Citi que tem recomendação positiva para o setor. Procurada a Ambev e a CervBrasil, entidade que reúne Ambev, Schincariol, Petrópolis e Heineken, não quiseram se pronunciar.

Fonte: Brasil Econômico - 12/09/2012

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