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Buscando atrair novos consumidores, Barco, BR Brew, Júpiter e Schornstein pensaram em interessantes estratégias para o verão

A chegada do verão ao Hemisfério Sul, a estação mais aguardada pelos brasileiros, também significa às artesanais um importante momento para adotar estratégias que ampliem vendas e presença de mercado. E é o que vem sendo feito por diferentes marcas, com lançamentos de rótulos e ações específicas para atrair um público que ainda dá os primeiros passos no setor de artesanais.

A tendência das microcervejarias foi apostar em cervejas mais leves para o verão, mas sem deixar de lado um leve amargor. Foi exatamente o que fez a Barco ao apresentar a Summer Sour, com a qual espera agradar o público ao apresentar a leveza tradicional das cervejas brasileiras, mas também com alguma acidez.

“O paladar do brasileiro é acostumado a um tipo só de cerveja: muito leve, além de tomar cerveja extremamente gelada. A Summer Sour é uma cerveja muito leve e traz a acidez como característica sensorial principal, algo novo para a maior parte do público. Ainda carrega toques cítricos, vindos do lúpulo. Mas sem soar amarga”, explica Fernando Lapolli, consultor da Cervejaria Santa Catarina, fabricante das Cervejas Barco.

Assim, com seu rótulo de 4% de teor alcoólico, 5 IBUs e notas de frutas ácidas, como o maracujá, a marca espera aproveitar o verão para utilizar a Summer Sour como uma porta de entrada ao consumidor no mercado de cervejas mais amargas.

“Ela é pensada tanto para o público já iniciado nas artesanais, quanto para quem nunca provou uma cerveja ácida. É uma ‘azedinha fácil'”, acrescenta Lapolli.

Catharina e Brut 
A BR Brew, que aposta na Amigo da Onça para o verão, também segue a mesma linha. Com a sua refrescante Catharina Sour com adição de goiaba, cereja e hibisco, com visual rosa intenso e 3,7% de teor alcoólico, a marca acredita que vai alcançar um público que busca novidades por estar cansado das Pilsens, que dominam o mercado cervejeiro no Brasil.

“O público-alvo está aberto a provar novidades e se dispõe a entrar no mundo das Sour, mas não vai se assustar por não ser uma cerveja muito ácida. Tem uma acidez que chama para o próximo gole. Então queremos o público que está entrando no mundo das artesanais. E também o público que não é tão cervejeiro, mas quer tomar algo para provar, saindo da zona de conforto das Pilsens tradicionais”, conta Patrick Bannwart, mestre-cervejeiro e sócio da BR Brew.

E ele assegura que os primeiros resultados da aposta vêm sendo positivos, com a expansão do público consumidor. “A nossa aposta é pegar a faixa de mercado de quem nunca provou uma Sour. Fizemos um primeiro lote que vendemos em menos de dez dias. E foi para consumidores que levam a cerveja para eventos de família e churrascos”, acrescenta.

Já a Júpiter lançou recentemente a Duna, uma Brut IPA com 6% de teor alcoólico, leve, refrescante, frisante e muito lupulada no aroma, mas com amargor bem suave e que contou com a adição de flocos de arroz e milho. A marca diz ter feito a aposta depois dos últimos anos ficarem marcados por cervejas mais encorpadas e pesadas.

Mas, de acordo com David Michelsohn, fundador e mestre-cervejeiro da Júpiter, as novidades não ficarão por aí e novos rótulos devem ser apresentados nas próximas semanas. “Felizmente o verão – e o calor – ainda vai durar mais uns meses e teremos tempo de envasar mais rótulos sazonais em breve”, disse.

Fidelização do consumidor
As estratégias de verão das cervejarias caminham em direção de um importante desafio das artesanais para 2019: democratizar o consumo e conquistar novos segmentos de mercado.

E, para que essa expansão seja consistente e duradoura, é importante pensar também em uma estratégia de preço que possa seduzir consumidores não apenas das classes A e B. Foi o que fez a 
Schornstein ao apostar na Soul, uma Light Lager com 3,5% de teor alcoólico.

“Para buscar escala e popularizá-la, entramos com uma estratégia de preço final ao consumidor bastante agressiva, a fim de dar visibilidade do produto ao consumidor”, comenta Elton Fedalto, gerente comercial da Schornstein.

E a estratégia foi um sucesso. Embora a marca tenha lançado em abril a Schornstein Soul, é no verão que está a expectativa de maior venda. E, para dar conta da demanda, houve até um realinhamento da produção.

“A aposta tem também o objetivo de buscar uma parte do consumo das cervejas mais comerciais, onde tradicionalmente são mais leves, mas com o nosso diferencial de ser puro malte. A aceitação esta sendo fantástica, tanto que estamos revendo toda programação de produção, pois há risco de não conseguirmos atender toda demanda”, detalha Elton.

Ele aponta que até a embalagem da cerveja foi pensada para chamar mais a atenção do público. “Ela tem como característica ser uma Light Lager, leve, refrescante e com toda qualidade 100% puro malte da Schornstein”, acrescenta o gerente comercial, antes de finalizar.

“A aposta nela tem, além das características da cerveja, a própria embalagem em garrafa long neck de vidro transparente, que dá um charme a mais”, afirma.

Fonte: Guia da Cerveja – 04/01/2019

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