Acessar Registrar

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

Criar uma conta

Todos os campos marcados com asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Nome de usuário *
Senha *
Verificar senha *
Email *
Verifar email *
Captcha *

O ambicioso projeto da AmBev de transformar a Brahma em uma marca internacional e traduzir a ginga brasileira para povos tão distintos quanto russos, belgas e chineses começa a dar os primeiros passos. Lançada no exterior em abril de 2005, a marca ganhou uma posição e, no mesmo ano, conseguiu ficar entre as cinco mais vendidas do mundo. Na quinta posição no ranking, passou a holandesa Heineken, distribuída no Brasil pela concorrente mexicana Femsa, mas a disputa é acirrada e as duas estão praticamente empatadas com participações de mercado na casa de 1,6%.

Os dados, referentes a 2005, são do Impact Annual Report 2006, realizado pelo Impact Databank Review and Forecast, instituto de pesquisa americano bastante consultado pelo mercado cervejeiro. Pelos dados da Impact, nos anos de 2001, 2002 e 2003, a Brahma ocupava a nona posição no mundo. Em 2004 saltou para a sexta posição e, no ano passado, para a quinta. Com isso, a fatia da Brahma saiu de 1,4% para 1,6% - com vendas de cerca de 23 milhões de hectolitros no mercado global, incluindo-se o Brasil.

A cerveja mais vendida do mundo é a Bud Light, fabricada pela americana Budweiser, com um volume de cerca de 45 milhões de hectolitros e 3% do mercado mundial. Em seguida vem a Budweiser (2,7%), Skol (2,2%), também da AmBev, e Corona (1,9%), da mexicana Modelo. A Skol aparece na listagem não por conta do volume de vendas mundiais, mas por ser a líder no Brasil, um consumidor de proporções expressivas. Com uma fatia de 32,3% de janeiro a outubro de 2006, tem vendas de cerca de 33 milhões de hectolitros no país.

A marca Brahma foi lançada fora do Brasil e América Latina como cerveja premium, em garrafa long neck transparente, em abril do ano passado. Começou sendo vendida em nove países e agora está em 31. "Estamos aprendendo a cultura cervejeira de cada região e de cada país", afirma Alexandre Macedo, gerente de marketing da Brahma no Brasil. A Rússia já é o segundo maior mercado de Brahma, depois do Brasil, segundo Macedo. Lá a cerveja está na terceira posição entre as marcas premium, atrás da Miller e Tuborg. A escolha da Brahma como marca internacional é estratégica para a AmBev e significa um passo importante para incrementar seu volume de vendas.

A Brahma foi líder de mercado até 1998, quando foi ultrapassada pela Skol. Desde 2003, a fatia da Brahma no território nacional caiu abaixo dos 20% e tem se mantido na casa dos 19%. Com uma marca forte de chope, Brahma tem em São Paulo o seu principal mercado: 31,3% de participação. No Rio, 16%. A empresa, agora, aposta todas as suas fichas na colocação da marca fora do Brasil. Inclusive o marketing feito aqui acaba de mudar para ressaltar o processo de internacionalização também para os brasileiros.

Desde a semana passada, a Brahma - agenciada pela Africa, de Nizan Guanaes - mudou de slogan. De "Olé" para "Brahma Todo Mundo Ama". Estrelada por Zeca Pagodinho, ressalta o desempenho da marca nos 30 países onde é vendida. Em novembro, a África já havia criado um filme para apresentar a Brahma aos consumidores brasileiros como uma marca vendida em vários países. O camarote da marca no Carnaval do Rio em 2007 terá o número de convidados reduzido de 1,5 mil para 800. "Mas, por conta do novo formato, mais VIP, o investimento será mantido", diz Macedo.

Além do impulso na imagem da marca no Brasil, a Brahma internacional também engorda os cofres da InBev. Toda a geração de caixa vai para a InBev, que paga royalties à AmBev. Na América Latina, onde está desde 1994, a Brahma não é premium e está na categoria pilsen, como no Brasil. Nos bastidores já se fala que a AmBev está colocando a Skol para brigar com Sol, da Femsa, e que Brahma - justamente pelo posicionamento internacional - ficou com preço ligeiramente mais alto, principalmente em São Paulo e na embalagem em lata. Segundo dados da AC Nielsen, em novembro de 2006 o preço médio de Brahma por litro em todas as embalagens e canais foi de R$ 3,80, exatamente o mesmo de Skol. Em novembro do ano passado, o preço médio de Brahma era de R$ 3,58 e de Skol, um pouco mais alto: R$ 3,61.

Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - Dezembro/2006

guia fornecedores