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O fundador da microcervejaria Baden Baden, José Vasconcelos, o Vasco, sempre relutou em vender seu negócio. Ele achava que já tinha tudo o que precisava. No caso, uma bicicleta e um veleiro. Nos últimos meses, no entanto, episódios recorrentes de pressão alta fizeram Vasco mudar de idéia e atender Ademir Gouveia, um negociador que representa a Lehman Brothers no Brasil. Ontem, 17 de janeiro, cerca de 30 dias depois dessa primeira conversa, o empresário vendia a marca e a fábrica Baden Baden para a Schincariol, o segundo maior grupo cervejeiro do País. “Nós já havíamos sido procurados por outros investidores, mas eu nunca cogitei vender. O problema é que meus outros três sócios saíram do negócio em 2006 e a cervejaria precisava de capital intensivo para continuar crescendo”, conta Vasco, que começou a fabricar cerveja há sete anos em Campos do Jordão, interior de São Paulo. O valor da operação não foi divulgado, mas a Baden é um negócio pequeno, com produção quase artesanal.

A empresa faturou R$ 5,5 milhões em 2006, segundo Vasco. Na realidade, com a aquisição, a Schincariol está comprando um passaporte para entrar no promissor mercado de cervejas premium no Brasil, que custam pelo menos 15% a mais que a média das cervejas. Mais: a compra acontece num momento em que surgem rumores de que a Schincariol estaria sendo vendida. No mercado, há quem acredite que a companhia possa estar engordando seu portfólio para depois passar o negócio adiante. Esse mercado movimenta R$ 1,4 bilhão por ano e representa 7,6% das vendas (em faturamento) de cerveja no Brasil. Essa é a categoria que mais cresce hoje - de 2001 para cá, a participação nas vendas totais da bebida mais que dobrou, segundo fabricantes. “O grupo vinha aumentando o valor agregado de suas cervejas desde o lançamento da Nova Schin. Agora, com a Baden, o patamar subiu bastante”, diz Adriano Schincariol, presidente da companhia. “A concorrência não tem cervejas do nível da Baden.” O preço da cerveja no mercado varia entre R$ 8 e R$ 16. Essa é a primeira aquisição na história da Schincariol. E, segundo Adriano, será a primeira de uma série. “Estamos preparados para fazer mais. Com a ajuda da McKinsey, que está aqui desde janeiro de 2005, estamos formando uma equipe para trabalhar nisso”, afirma Adriano. “O grupo tem boa saúde financeira.”

A Schincariol vem perdendo participação nas vendas de cerveja desde o ano passado. Há um ano, ela tinha 12,7% do mercado. Em dezembro, esse porcentual havia caído para 11%, segundo dados da ACNielsen.

Para Adriano, apesar da queda na participação, a empresa teve um bom ano. A Schincariol deve fechar 2006 com faturamento de R$ 3,7 bilhões, 18% mais que no ano anterior. “O mercado ficou mais agressivo depois que Femsa comprou a Kaiser, mas nós não estamos olhando apenas o market share coletado pela Nielsen”, diz Adriano. “A gente não está só preocupado com o mercado de cervejas. Nós somos uma empresa de bebidas.” O grupo tem demonstrado ao mercado ter poder de fogo para brigar com a AmBev e a Femsa. Recentemente, anunciou investimentos de R$ 135 milhões na construção de uma nova fábrica de cervejas na cidade de Horizonte, no Ceará, prevista para ser inaugurada este ano. A empresa também planeja construir uma pequena fábrica para produção de Baden Baden em Campos de Jordão. “Eles podem aumentar em até dez vezes a produção sem comprometer a qualidade da cerveja”, diz Vasco. “Se vão fazer mais que isso, só o tempo dirá.”

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia - Janeiro/2007

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