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Se existe um setor do país que não conheceu crise em 2006 nem reclamou de juros ou câmbio desvalorizado esta é a indústria cervejeira. O segmento comemora o melhor resultado em uma década, com crescimento no faturamento em torno de 10% no ano passado. O SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) acredita que o número final ficará na casa dos R$ 21 bilhões em vendas de uma das bebidas mais apreciadas no país. Apenas em produção, houve incremento de 8,5%, chegando aos 9,8 bilhões de litros, o que reforçou o Brasil na quarta posição no ranking dos maiores produtores mundiais. O país só é superado pela China (29 bilhões de litros), Estados Unidos (24 bilhões de litros) e Alemanha (11 bilhões de litros), mas ultrapassou a Rússia, que produz 9,4 bilhões de litros. O brasileiro também aumentou o consumo da bebida em pelo menos três litros por pessoa, em média, no ano. Em 2005, o consumo per capita era de 49 litros anuais e no último ano foi para 52,5 litros.

No entanto, neste quesito o país perde feio até para os vizinhos da América Latina. O consumo per capita de cerveja na Venezuela, por exemplo, é de 70 litros por ano. Quem encabeça a lista dos maiores apreciadores da bebida fermentada são os tchecos, com 170 litros anuais. No país, a cerveja é vista como complemento alimentar até de crianças, o que faz o consumo ser bem maior do que no restante do mundo. Na seqüência, vêm os irlandeses, com 150 litros por pessoa no ano, e os alemães, com 130 litros anuais por cidadão.

Para o SINDICERV, alguns fatores foram importantes para o crescimento do setor em 2006, como a Copa do Mundo e o aumento da renda do trabalhador. “Nosso consumidor está na classe C e D (maiores beneficiados pelo aumento do salário mínimo) – e com freqüência de consumo maior do que a média. O ano em si foi proveitoso, pois tivemos um excelente verão, sem muita chuva, já que o brasileiro toma cerveja fora de casa e em grupo. E o calendário foi muito bom, com feriados prolongados, temperaturas agradáveis, dinheiro no bolso e boa oferta de produtos”, afirma Marcos Mesquita, superintendente da entidade. Na questão dos preços, o consumidor pode ficar contente. Segundo Mesquita, o aumento no valor da cerveja foi de apenas 2,5% em relação ao ano retrasado, abaixo da inflação. A estabilidade do dólar ajudou, uma vez que os preços do malte e da cevada – importados – não tiveram grandes oscilações. A aposta em 2006 foi tanta que houve pelo menos cinco grandes lançamentos da indústria em produtos de linha, além dos sazonais. A Femsa assumiu a Kaiser em 2006 e trouxe ao país a marca mexicana Sol. Já a Ambev lançou a Skol Lemon, Puerto del Sol e o Chopp Brahma Black. A maior parte das indústrias continua investindo pesado na cerveja pilsen, que têm a preferência de 95% dos consumidores. Outra característica do brasileiro é a preferência pela bebida em garrafas de 600 ml, que corresponde a 66% de tudo que é consumido, contra 28% em latas de alumínio e 3% em garrafas long neck. No entanto, as empresas nacionais voltaram os olhos para um outro mercado no segmento: as cervejas premium. Em 2000, as bebidas de maior valor agregado representavam 2,3% do mercado. Já em 2006, passaram para 5,3%. Um exemplo é o Grupo Schincariol, que adquiriu na última semana a Cervejaria Baden Baden, de Campos do Jordão (SP). O objetivo é aumentar a participação no mercado como um todo, mas privilegiar a conquista de um novo produto em seu portfólio e ganhar espaço nas vendas da categoria de bebidas com alto valor agregado, já que a microcervejaria do interior paulista se dedicava inteiramente à produção de cervejas de alta fermentação.

Fonte: Diário do Grande ABC - Economia - Fevereiro/2007

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