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A AmBev, que integra o maior grupo cervejeiro mundial por volume de vendas, o belga InBev, anunciou ontem um acordo para aquisição da cervejaria canadense Lakeport Brewing, da província de Ontário. A compra, se aceita pelos acionistas e confirmada pelos órgãos oficiais, custará US$ 170,8 milhões (cerca de R$ 360 milhões) à Labatt, que é a subsidiária canadense da AmBev. A Lakeport é uma pequena cervejaria de Ontário, maior mercado do Canadá, responsável por 34% das vendas no País. Ela produz nove marcas próprias, entre as quais a Lakeport Honey Lager e a Lakeport Pilsener, que disputam o mercado popular.

Ou seja: o de cervejas de menor preço e de descontos, um segmento no qual a AmBev/Labatt tinha pouca expressão. “A compra vai melhorar a composição do portfólio da empresa, que tinha uma marca nesse segmento”, admite um representante da empresa. A Labatt acertou no contrato uma oferta de 28 dólares canadenses (R$ 50,5) por cota de ações da Lakeport, como informa em comunicado oficial. O valor representa um prêmio de 36% sobre o fechamento das ações da Lakeport na última quarta-feira. Essa é uma aquisição pequena para o porte da AmBev, mas, segundo analistas, tem um sentido estratégico para a companhia. “O segmento de cervejas de desconto cresce mais que a média do mercado canadense atualmente. Há uma tendência de migração dos consumidores para cervejas de baixo preço no País”, afirma a analista de bebidas do Unibanco, Fanny Oreng. “Essa é uma marca de preço, com nome. E, ao contrário do que acontece na Labatt, as vendas da Lakeport estão crescendo.” Na visão de Fanny, essa aquisição abriu um caminho para outras compras no país.

Para manter a atual taxa anual média de crescimento, de 33,2%, a AmBev traça sua expansão através de aquisições, típica de todo o setor cervejeiro mundial. Nascida em 1999, quando a Cervejaria Brahma comprou a centenária Antarctica, a AmBev detém hoje no Brasil cerca de 70% do mercado brasileiro. Em 2002, a companhia adquiriu o grupo Quilmes, com grande participação em mercados latino-americanos, como Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia - países onde já domina cerca de 80% das vendas, além de pequena presença no Chile. Foi em agosto de 2004, então já a maior cervejaria da América Latina, que a AmBev fundiu-se com o grupo belga Interbrew, na ocasião a terceira maior cervejaria do mundo, formando a InBev. Nessa negociação, veio a aquisição da Labatt, dona de mais de 60 marcas e que teve um valor estimado na época da compra em US$ 6 bilhões.

No Canadá, atualmente a empresa disputa ombro a ombro os consumidores de cerveja com o grupo Molson Coors. Cada uma das empresas tem cerca de 40% de participação. Para seguir alimentando seu apetite expansionista, a AmBev começa a desenhar uma política de aquisição de microcervejarias. Há dezenas delas por lá, muito em função da política regulatória que domina o segmento de bebidas no Canadá, onde o governo sugere até um preço máximo da cerveja (em torno de US$ 5) e desenvolve uma política de desestímulo o consumo. “Trata-se de um mercado maduro que há dez anos não cresce”, diz um empresário que acompanha o setor e prefere o anonimato.

“Para continuar a crescer em volume e ratear custos, que é a ambição das megacervejarias, só resta mesmo o caminho da compra de pequenos empreendimentos”.

Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios - Janeiro/2007

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