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A cervejaria Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal, está negociando a compra da Cintra, marca com importante presença no Rio de Janeiro. Com a aquisição, a Petrópolis se consolida entre as quatro maiores do mercado e chega mais perto da Femsa Cerveja, dona da Kaiser. A Petrópolis foi a cervejaria que mais ganhou participação de mercado em 2006.

A empresa fechou o ano com 6,7% e havia terminado 2005 com 5,3%, segundo dados Nielsen. Já a Cintra fez o movimento contrário. Em 2005, tinha 1,5% e encerrou o ano passado com 1,1%. Ainda assim, a soma das duas marcas dá à Petrópolis uma participação nacional do mercado de cervejas de 7,8%. A Femsa Cerveja tem 8,6%. Embora a presença nacional da Cintra seja pequena, sua fatia no Rio de Janeiro é de 5,6%, mais do que Schincariol (2,8%) e Femsa (2,5%) juntas.

A Petrópolis tem 14% do mercado carioca - é a segunda cervejaria depois da AmBev. Com a compra da Cintra, engorda para mais de 20% sua participação no Rio. No Espírito Santo, a Cintra tem 4,6%. Mais do que ganhar mercado, a venda é estratégica por conta do aumento da capacidade produtiva. A Petrópolis não está conseguindo atender a demanda nas suas duas fábricas: Boituva, no interior de São Paulo, e Petrópolis, no Rio. E o principal ativo da Cintra é justamente a área fabril. A planta de Piraí, no Rio de Janeiro, é moderna e bem equipada - com incentivos fiscais importantes, ressalta uma fonte. A segunda fábrica, em Mogi Mirim, também ajudaria a Petrópolis a complementar a sua produção para o Estado de São Paulo. As empresas negam a informação. Mas, ontem, fontes do mercado próximas ao negócio diziam que profissionais da Petrópolis já estariam trabalhando dentro da Cintra. Com ativo avaliado em cerca de US$ 180 milhões, Cintra está à venda há algum tempo.

Empresas como Schincariol e Femsa chegaram a estudar o negócio. Seu proprietário, José de Souza Cintra, tem uma cervejaria em Portugal - aberta em 2002, depois da Cintra brasileira - além de negócios na área imobiliária. No Brasil, além da marca de cerveja Cintra (nas versões pilsen e escura), também fabrica refrigerantes, área em que a Petrópolis não atua. Distribuidores da Cintra, no Rio, seriam um foco de resistência à venda já que a Petrópolis opera com distribuição própria na região. A Petrópolis pertence a Walter Faria, um ex-distribuidor da Schincariol. Em 1998, Faria comprou duas microcervejarias com problemas, a Crystal, de Boituva, interior paulista e a Petrópolis, no Rio. Hoje, as marcas estão em todo o país, principalmente em São Paulo, Rio, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais. Faria soube construir uma marca forte. Sem propaganda no início, o boca-a-boca foi fundamental para crescer.A água de Petrópolis, que seria usada na fabricação, foi a grande "garota-propaganda" do produto - embora a maior parte da produção esteja em Boituva. Com isso, construiu imagem de um produto de prestígio, mas com preço extremamente competitivo. A Crystal é a marca de combate da Petrópolis, mais barata do que a Itaipava. A distribuição, segundo fontes do mercado, é o ponto forte da Petrópolis, que está concentrada, principalmente, nos supermercados. Nesse canal, a margem é menor do que nos bares.

Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - Fevereiro/2007

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