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Estrutura que integra o Tecnovates vai permitir aulas práticas aos alunos e local para empresas testarem novos produtos

 info mercado cervejeiro rs

Mercado cervejeiro exige cada vez mais mão de obra qualificada, explica o coordenador do curso, Mariano Rodrigues. Créditos: Matheus Chaparini

VALE DO TAQUARI

Uma das regiões com maior potencial para o mercado de microcervejarias no estado, o Vale do Taquari ganha uma nova estrutura para o desenvolvimento da produção de cervejas. A universidade inaugura amanhã, 20, um laboratório cervejeiro. O evento ocorre a partir das 19h, no estacionamento do Tecnovates.

A universidade tem o primeiro curso técnico em Cervejaria do estado, com 31 alunos. As aulas tiveram em início em 2019. Com a criação do laboratório, os alunos terão estrutura para desenvolver aulas práticas.

O espaço consiste em uma mini planta produtiva de cerveja. Além de atender às necessidades do curso, as instalações servirão para desenvolvimento e testes de novos produtos para empresas.info mercado cervejeiro rs

“As empresas já estão buscando este espaço diferenciado para o aprimoramento de seus produtos. Antes, muitas precisavam buscar em outros estados a estrutura que agora temos em nossa região”, afirma a Diretora de Inovação e Sustentabilidade do Tecnovates, Simone Stülp.

Processo completo no parque

De acordo com a coordenadora administrativa do Tecnovates, Cíntia Agostini, a nova estrutura permitirá que uma bebida saia pronta do parque.

“Desde a criação, passando pelos testes de qualidade, de sabor e rotulagem podem ser feitos no parque tecnológico. Uma indústria não precisará parar a produção na sua unidade para fazer pesquisas e apresentar novidades ao mercado”, explica.

O projeto piloto dará condições de explorar o desenvolvimento não só de cerveja, mas também de bebidas dest iladas e águas com sabor, conta Cintia.

Mão de obra qualificada

O curso trabalha diversas etapas do processo de uma cervejaria. Os alunos aprendem desde a seleção dos insumos, produção, harmonização, envase, distribuição até o descarte dos resíduos. Há ainda disciplinas de empreendedorismo.

“Temos cada vez mais gente tomando cerveja artesanal. O público fica mais exigente, então você precisa de um produto de melhor qualidade. E para isso precisamos de mão de obra qualificada”, explica o coordenador do curso, Mariano Rodrigues.

O público fica mais exigente, então você precisa de um produto de melhor qualidade.

As tratativas começaram ainda em 2018. Com auxílio de uma consultoria, a universidade definiu o formato do laboratório. Os equipamentos foram fabricados por uma empresa de Lajeado que produzia equipamentos para a cadeia leiteira e se especializou no mercado de cerveja.

Mercado em evolução

Marcelo Nolibos é presidente da confraria Ratz Bier e coordenador técnico-comercial da empresa que fabricou os equipamentos do laboratório. Participou do desenvolvimento e explica que a ideia foi se aproximar o máximo de uma fábrica de cerveja.

“O laboratório foi feito pensando em ter tudo o que tem em uma grande indústria, mas em pequena escala. O que você faz ali, com certeza pode reproduzir em grandes empresas.”

Um projeto que é discutido nos últimos anos é a inclusão do Vale do Taquari na Rota das Cervejas Artesanais. Para Nolibos, o mercado regional ainda precisa amadurecer antes de dar este passo.

“A gente ainda engatinha para participar de uma rota. Já se consegue fazer um certo roteirinho. Não é uma coisa de uma hora para outra. Tivemos evoluções de tecnologia, legislação e novos lugares. Estamos crescendo”, avalia.

 

Fonte: Jornal A Hora – 19/02/2020

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