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A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2006, acréscimo de 81,5% em comparação a 2005. A receita líquida cresceu 10,2% e atingiu R$ 17,613 bilhões. O CEO da AmBev, Luiz Fernando Edmond, destacou como importantes para o desempenho da empresa no ano passado o aumento da participação na argentina Quinsa, os lançamentos de novos produtos e a Copa do Mundo da Alemanha. "A empresa viveu uma espécie de segundo verão durante os meses da Copa do Mundo", ressaltou Edmond. A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), aumentou 18,1% e somou R$ 7,444 bilhões.

O volume de vendas da operação de cerveja no Brasil cresceu 5,1%. O Ebitda dessas operações cresceu 20% e alcançou R$ 4,5 bilhões. A participação de mercado médio no ano da AmBev subiu de 68,3% em 2005 para 68,8% em 2006. A receita por hectolitro aumentou 6% e atingiu R$ 137,80, puxada pela alta de 19,7% e 38,3% no volume de vendas das marcas "premium" Bohemia e Original, respectivamente, cervejas de maior valor agregado, informou Edmond. "Aumentamos a distribuição das marcas, que ganharam a preferência do consumidor." No segmento de refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados (RefrigeNanc), o volume de vendas cresceu 9% em 2006. O Ebitda cresceu 17,4% e alcançou R$ 607,7 milhões.

A participação de mercado da AmBev no segmento ficou estável, em 17%. A receita líquida na América Latina Hispânica, que engloba a operação Hila (República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Venezuela, Nicarágua, Equador) mais os países da operação Quinsa (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai) subiu 32,8% e totalizou R$ 2,762 bilhões. A Quinsa contribuiu com R$ 2 bilhões para a receita consolidada da AmBev, 54,2% mais que no ano anterior. Em agosto do ano passado, a AmBev aumentou sua participação na Quinsa, dona da marca de cerveja Quilmes, de 56,72% para 91,18%. Nos países da Hila, o Ebitda foi negativo em R$ 63,9 milhões, reflexo da competição acirrada na região. "Acreditamos no aumento da rentabilidade para os próximos anos." As operações da Labatt, braço da AmBev na América do Norte, contribuíram com R$ 3,888 bilhões para a receita consolidada da AmBev. A receita líquida na América do Norte, onde a empresa é representada pela Labatt, caiu 2,2%.

O CEO acredita que a concorrência no mercado de cerveja continue parecida a do segundo semestre de 2006, "com a Femsa mais ativa, a Petrópolis com uma performance boa e crescente e a Schincariol mais forte nas regiões Norte e Nordeste. "O mercado vem sendo muito competitivo nos últimos cincos anos, com uma grande quantidade de concorrentes e lançamentos." O executivo observou que nos últimos dois anos diminuiu a volatilidade dos índices de participação de mercado da AmBev. "O share caiu menos quando a empresa aumentou os preços. Esperamos em 2007 menos picos para cima ou para baixo." Sobre o aumento de 3% a 4% no preço das cervejas realizado pela empresa em janeiro deste ano, Edmond justificou dizendo que "há 14 meses a empresa não fazia reajuste". No segmento de refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados houve aumento de 3% 4% em 2006.

Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Março/2007

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