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Em fevereiro o bloqueio havia sido de R$ 5 milhões, valor considerado insuficiente pelas defesas das pessoas intoxicadas pela cerveja com dietilenoglicol.

belohorizontina

Ministério aponta novos lotes de Belorizontina, da Backer, contaminados — Foto: Danilo Girundi/TV Globo

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aumentou o bloqueio de bens da cervejaria Backer para R$ 50 milhões. A decisão foi assinada pelo desembargador Evandro Lopes Teixeira na noite desta quarta-feira (18).

A decisão revê a indisponibilidade de bens da cervejaria nas suas contas bancárias e nos bens móveis e imóveis. Em fevereiro o bloqueio havia sido de R$ 5 milhões, valor considerado insuficiente pelas defesas das pessoas intoxicadas pela cerveja com dietilenoglicol.

Também nesta quarta-feira foi firmado o primeiro acordo entre a Backer e uma das vítimas. Por decisão judicial, a cervejaria vai pagar as despesas já realizadas pelo tratamento, em três parcelas e, a partir deste mês, também vai arcar com todos os cuidados de saúde, do professor universitário Cristiano Assis Gomes, que não estejam cobertos pelo plano de saúde.

A Backer disse que "não foi notificada de qualquer decisão judicial que alterasse o valor da indisponibilidade de seus bens".

"Tão logo seja regularmente intimada, tomará as providências cabíveis para viabilizar a manutenção do suporte aos consumidores", disse a empresa, em nota.

Investigação

A polícia informou que subiu para 42 o número de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. A substância foi encontrada no organismo de pelo menos 11 destes pacientes. Nove pessoas morreram. O inquérito foi aberto em janeiro, depois que vítimas manifestaram sintomas como dores abdominais, náuseas, vômitos, alterações neurológicas e insuficiência renal.

O caso Backer completou dois meses de investigação e ainda não se sabe como o dietilenoglicol foi parar nos tanques de produção e nas garrafas de cerveja. Não há prazo para conclusão do inquérito. Segundo a Polícia Civil, até o momento, foram ouvidas mais de 50 pessoas, entre testemunhas, vítimas e familiares.

 

Fonte: G1 – 19/03/2020

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