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A cervejaria Cintra está à venda há mais de dois anos. Praticamente, todas as empresas do mercado analisaram a companhia nesse período, sem muito interesse. Em poucos meses, porém, saiu da condição de empresa na prateleira para um ativo, até certo ponto, cobiçado. A venda para a Petrópolis, que chegou a ter parte de sua equipe dentro da Cintra, recuou e as duas empresas travam uma disputa jurídica. Nesse meio tempo - e até por conta disso o negócio com a Petrópolis não avançou - outras empresas entraram na disputa. A brasileira Schincariol é forte candidata e, nesse momento, está na mesa de negociações com o proprietário José de Souza Cintra. Outra empresa que também olha a Cintra é a portuguesa Sagres. Segundo uma fonte, a Schincariol voltou a se interessar pela Cintra por dois motivos: avançar no mercado carioca e, de quebra, impedir um avanço mais agressivo da Petrópolis no mercado nacional de cervejas. Inicialmente, a companhia tinha interesse apenas pela marca Cintra. Mas, agora, pretende fechar o negócio completo. A Schincariol, através de sua assessoria de imprensa, nega o interesse. Embora a Schincariol já tenha um parque fabril de porte, ao contrário da Petrópolis, a fábrica da Cintra em Piraí, no Rio de Janeiro, goza de grandes benefícios fiscais.

A Cintra tem também uma unidade fabril em Mogi Mirim. A fábrica da Schincariol em Cachoeiro de Macacu (RJ) é ociosa, mas se o negócio com a Cintra for fechado, a Schincariol transfere equipamentos e abre uma linha em Alagoinhas (BA), que opera acima de sua capacidade. O que está em jogo nesse negócio é o mercado carioca. Segundo dados Nielsen de fevereiro, a Cintra tem uma participação nacional de apenas 1,12%. Em janeiro último tinha 1,08% e em fevereiro de 2005, 1,26%. Mas na Grande Rio sua participação é de 5,9% e na área que abrange Espírito Santo, interior do Rio e Minas Gerais sua fatia é de 2,1%. Já na Grande São Paulo, a Cintra tem 0,14% e no interior paulista, 0,71%. A Schincariol, por sua vez, tem uma presença menor do que a própria Cintra na Grande Rio. Lá, a participação da cervejaria de Itu é de 1,4% e no interior do Rio, Minas e Espírito Santo, de 6,1%. A grande fortaleza da marca está no Nordeste, que fechou fevereiro com uma fatia de 35,4% na região. Em fase de reestruturação, comandada pela McKinsey, e profissionalização da gestão, a Schincariol comprou, no início ano, a microcervejaria Baden Baden para entrar no mercado premium.

Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - Abril/2007

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