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Ampliar a capacidade produtiva é palavra de ordem no mercado de cervejas. Depois que a AmBev anunciou a compra das fábricas da carioca Cintra, a Petrópolis está negociando a compra da fábrica da Lokal Bier, em Teresópolis, e a Indústria Nacional de Bebidas (Inab), fabricante da Colônia, estuda a construção de duas novas unidades industriais - uma em Joinville (SC) e outra em Piripiri (PI). A Petrópolis tentou comprar a Cintra, mas a empresa foi vendida para a AmBev. Dona das marcas Itaipava e Crystal, a cervejaria acaba de assumir a terceira posição do segmento, com 8,1% de participação de mercado - à frente da mexicana Femsa, dona da Kaiser - está com a capacidade das suas fábricas (em Boituva e Petrópolis) esgotada. A Petrópolis não se pronuncia sobre o assunto. A fábrica da Lokal tem capacidade de produção de 10,8 milhões de garrafas de 600 mililitros por mês, mas pode ampliar para 24 milhões. A Lokal atua em bebidas quentes - é dona da marca Catuaba - mas teve dificuldades de se posicionar no competitivo mercado cervejeiro. Já a Inab, com sede em Toledo (PR), e que tem seu principal mercado consumidor na região Sul do país, pretende construir unidades de médio porte, próxima a centros consumidores que têm apresentado forte demanda, como o Nordeste, para reduzir seus custos de logística. Cada unidade deverá receber investimentos estimados entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões. De acordo com o diretor de marketing da Inab, Luiz Cláudio dos Santos, os planos no Piauí estão mais acelerados porque as negociações já estão adiantadas para obtenção de um financiamento do Banco do Nordeste. A expectativa é que a unidade já esteja pronta em 2008.

A idéia é atender, com a fábrica de Piripiri além do próprio estado do Piauí, o Maranhão e o Ceará. Em Joinville, a empresa ainda está em fase de estudos, mas planeja com essa unidade reduzir custos de logística no atendimento de mercados como Curitiba, o litoral catarinense e o interior de São Paulo. Hoje, essas regiões são atendidas pela matriz instalada no oeste paranaense. Antiga Cervejaria Sul Brasileira, a empresa mudou o nome para Inab em 2005.

Criada em 1997 pelos empresários Saul Brandalise Jr, membro da família que era dona do frigorífico Perdigão, e por Jaime Gatto, atualmente ela tem quatro unidades de produção - Santa Maria (RS), Toledo (PR), Recife (PE) e Goiânia (GO). As duas últimas fábricas são mantidas com parceiros: a Frevo em Recife e a Imperial em Goiânia. Segundo Santos, nenhuma das parcerias será desfeita com os novos investimentos. Ele explica que o projeto da empresa é, até 2008, atender todo o país. Hoje, presente em 19 estados, ela está incluída entre as cervejarias de pequeno e médio porte, que respondem por cerca de 7% do mercado nacional, segundo dados da AC Nielsen. As conversas para a instalação da Inab em Santa Catarina iniciaram há cerca de três anos, mas o projeto estava parado até a última semana. Segundo Paulo Medeiros, diretor da secretaria da integração, a empresa está na fase de prospecção de terrenos de cerca de 100 mil metros quadrados. A idéia é construir uma fábrica com capacidade para cerca de 300 mil caixas por mês, praticamente metade da capacidade da matriz, em Toledo. Em Joinville, a empresa busca um pool de empresários interessados em investir na fábrica. A empresa, contudo, defende que é fundamental o incentivo fiscal para decidir pela instalação. Em Joinville, a prefeitura está oferecendo postergação de 80% do recolhimento de ISS e IPTU pelo prazo de cinco anos. Já secretaria da Fazenda catarinense informou que estuda incluí-la no Prodec, um programa pelo qual a cervejaria teria o prazo ampliado de 48 meses para pagamento do ICMS gerado no empreendimento.

Fonte: Valor Econômico – Empresas & Indústria - Junho/2007

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