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Cervejaria pediu à Justiça para retornar funcionamento, mas terá que cumprir exigências

Backer vender cerveja

Backer fez um investimento de R$ 6 milhões de reais em sua fábrica e no bar/restaurante em BH
Foto: Uarlen Valério / O Tempo

A Cervejaria Backer, uma das responsáveis pela contaminação por dietilenoglicol de pelo menos 29 pessoas, vai poder voltar às suas atividades normais somente após comprovar a segurança de quem consome seus produtos. É o que garantiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta terça-feira (9).

Nessa segunda-feira (8), a empresa informou que pediu à Justiça o direito de voltar a vender suas cervejas. O próprio Mapa teria atestado a qualidade de 219 lotes, dos quais 78 são da Belorizontina, e a venda deles custearia os compromissos empresariais da cervejaria, como colaboradores, funcionários e fornecedores, e outra parte seria destinada a pagar o auxílio às vítimas da intoxicação pelo produto.

No fim de abril o Mapa liberou 66 dos 70 tanques de cerveja da fábrica da Backer, pois não encontrou irregularidades em cerca de 472 mil litros do produto. Os tanques liberados apresentaram resultado negativo para a presença das substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol e estarão liberados para voltar a produzir após a certificação.

Até o momento os rótulos de cervejas contaminadas são: Belorizontina, Capitão Senra, Backer Pilsen Export, Corleone, Capixaba, Três Lobos Pilsen, Layback D2 e Bravo. "Apesar da diferença em alguns lotes, o Mapa ressalta que todos os lotes divulgados com presença dos contaminantes estavam desconformes, mesmo não sendo possível a identificação da quantidade específica presente no produto", afirmou a pasta.

Segundo o ministério, durante o processo de coleta de amostras, a Backer foi autuada pelo descumprimento de intimações que solicitavam informações essenciais à apuração do caso e determinavam o recolhimento de produtos suspeitos de contaminação no mercado.

Mesmo assim, com a comprovação de substâncias tóxicas nas cervejas, a Backer ainda poderá voltar a operar a sua fábrica, localizada no bairro Olhos D'Água, região do Barreiro em Belo Horizonte. "O pedido será atendido somente após a cervejaria cumprir as exigências feitas pelo Mapa e ser capaz de garantir a segurança da produção futura", afirmou a pasta.

Investigações

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta semana o inquérito que investiga o caso. Foram 11 pessoas indiciadas por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - lesão corporal e intoxicação de produto alimentício.

Segundo as investigações, o dietilenoglicol, utilizado no processo de externo de resfriamento da produção, vinha sendo lançado diretamente nos tanques que armazenavam a cerveja por rachaduras nos equipamentos.

O que diz a Backer

A cervejaria falou, em nota, sobre as conclusões do inquérito apresentado nesta terça-feira. "A Backer reafirma que irá honrar com todas as suas responsabilidades junto à Justiça, às vítimas e aos consumidores", disse.

"Sobre o inquérito policial, tão logo os advogados analisarem o relatório, a empresa se posicionará publicamente", completa.

 

Fonte: O TEMPO – 09/06/2020

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