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Setor enfrenta dificuldades devido à proibição de festas e eventos

O mercado cervejeiro de Brusque e região, assim como muitos outros setores, tem passado por dificuldades devido à pandemia da Covid-19. O fechamento de bares e restaurantes por um período e a proibição de festas e eventos tem causado uma diminuição no consumo por cervejas artesanais. 

Apesar de o Anuário da Cerveja 2020, do Ministério da Agricultura, apontar um crescimento no número de cervejarias em Santa Catarina, não significa que houve um aumento no consumo. 

“Há neste biênio 2019-2020 projetos que estavam em andamento. O que ocorreu, acho que foi um ajuste ou continuidade dos investimentos”, diz Cícero Klas, vice-coordenador do Núcleo de Cervejeiros Artesanais da Associação de Micro e Pequenas Empresas de Brusque e região (AmpeBr) e diretor-presidente da Cooperativa Cervejeira Sul Brasileira (Cocersul). 

De acordo com Klas, houve um aumento na procura pela bebida no fim do ano com a chegada do verão, em comparação com o que vinha sendo registrado ao longo de 2020, porém não foi suficiente para alcançar os números de 2019. “Ainda tem muita coisa para ser recuperada”. 

O setor tem potencial para crescer, porém o vice-coordenador do núcleo observa que novos investimentos dependem da liberação de eventos e festas e da flexibilização das regras para bares e restaurantes. 

O mestre cervejeiro da Kiezen Ruw, de Guabiruba, Márcio Alexandre Ferreira, diz que como o maior mercado da cervejaria são os bares e delivery, as vendas caíram bastante. 

Na visão dele, a procura por cervejas artesanais tem aumentado. “Quem já tem conhecimento da cerveja artesanal sabe que oferece qualidade melhor”. Os estilos que mais vendem são Pilsen e Ipa. 

Devido à pandemia, não ocorreram investimentos. O foco é manter a qualidade do produto e a busca por novos clientes. 

Fernando José de Oliveira, sócio da Zehn Bier, conta que houve uma queda brusca na produção. “Estamos operando muito abaixo da capacidade”, relata. 

Ele diz que apesar de se ter relatos de que o consumo aumentou, esse acréscimo não repercutiu no setor artesanal.

“Nós, pelo contrário, tivemos uma redução muito grande. Dependíamos muito de eventos, bares e restaurantes, onde o pessoal está acostumado a tomar chope. Como não podia, a nossa queda no volume de produção anual, ano passado, deve ter chegado perto de 70%”. 

Por falta de demanda, a produção de barris não foi substituída por cervejas engarrafadas. Por isso, houve uma diminuição da estrutura, como redução do quadro de funcionários. 

A cervejaria tem pub e também distribui para outros pontos de venda. Porém, com a restrição de horário de atendimento, o consumo é muito menor do que era registrado antes da pandemia. 

A vacinação da população e a diminuição dos casos de coronavírus são as expectativas do setor para que a situação volte ao normal. 

Problema com insumos

A alta do dólar também trouxe problemas para o setor cervejeiro. De acordo com Klas, houve um aumento no preço do malte e do lúpulo. 

Além disso, a alta demanda por embalagens causa uma dificuldade no fornecimento de garrafas, rótulos, tampas e caixas, por exemplo.

“Tinha uma demanda por garrafa equilibrada, com lata e outros tipos de embalagem. Com essa alta do consumo da cerveja diretamente no consumidor, essas cervejarias que só vendiam barril por exemplo, tiveram que comprar esse produto. Isso foi muito rápido para a indústria e ela sofreu o impacto da alta demanda para a baixa a produção”, explica o vice-coordenador do núcleo.

 

Fonte: O Município – 01/06/2021

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