Cervejeiros Caseiros

O número de adeptos da elaboração de cerveja em casa vem crescendo a cada dia no mercado brasileiro. Além de ser um lazer apaixonante e divertido, o cervejeiro caseiro cria sua cerveja com características diferentes das grandes marcas.

 

*O conteúdo é de responsabilidade exclusiva das fontes citadas.

**Caso haja necessidade podem haver adaptações no texto.

***Se você deseja compartilhar alguma matéria nas redes sociais

e os ícones não apareceram, clique no ícone da impressora.

A importância da levedura na cerveja

levedura cerveja

A importância da levedura: Controles Microbiológicos em Cervejarias

A produção da cerveja consiste em processos de conversão de amido em açúcares menores, processo conhecido como mosturação e, após o término da fervura do mosto, dá-se início ao processo de fermentação, por meio da adição da levedura.

Apesar de estas etapas serem muito importantes para o processo de produção da cerveja, temos de lembrar que, a partir da fermentação, a cerveja de verdade será produzida pelo fermento.

O fermento é composto por fungos unicelulares, conhecidos como leveduras.

Estas leveduras irão consumir os açúcares que foram produzidos durante a mostura os convertendo em gás carbônico, álcool e outros compostos de sabor, típicos da cerveja.

Assim podemos concluir a importância que a levedura tem em nosso processo produtivo, sendo ela a verdadeira cervejeira!

Portanto cuidar de sua saúde é algo de grande interesse.

Muitos controles podem ser realizados durante a fermentação. Dentre esses controles podemos listar a contagem de células e a verificação da viabilidade de células.

Esses dois testes em conjunto irão verificar se o fermento está saudável para realizar uma boa fermentação, além de possibilitar conhecer a quantidade de células, pois para a realização de uma boa fermentação precisamos de uma quantidade adequada de células saudáveis.

Porém, mesmo possuindo quantidades suficientes de levedura saudável, podem ocorrer problemas durante a fermentação, ocasionados pela presença de outros seres microscópicos, como as bactérias.

Assim como as leveduras, bactérias estão presentes na atmosfera, e podem eventualmente cair no mosto. Ao tocar o mosto, um alimento muito nutritivo para elas, as bactérias irão se multiplicar, competindo com as leveduras pelo alimento.

Muitos problemas podem surgir desta competição, podendo resultar em sabores indesejáveis para a cerveja.

Mas como saber se temos bactérias contaminando nossas cervejas?

Alguns testes simples, como testes de degustação, podem ser o suficiente para determinarmos a presença de bactérias ou outros microrganismos indesejáveis em nossas cervejas, porém, na maioria das vezes, a sua presença estará oculta, sendo perceptível somente após algum tempo.

Caso esta cerveja seja consumida rapidamente, isso não será problema, porém se ela for para uma prateleira e ficar algum tempo, os sabores serão perceptíveis.

Para evitar que isso aconteça, é possível a realização de testes que verificarão a presença destes microrganismos e a sua quantidade, podendo permitir que verifiquemos a necessidade de consumirmos rapidamente a cerveja ou se ela poderá ficar estocada por mais tempo.

A produção da cerveja demanda bastante dedicação do cervejeiro, além de gerar muita expectativa.

Por esses motivos é que tomar precauções e fazer controles microbiológicos faz-se necessário, evitando eventuais perdas e frustrações.

Fonte: Cerveja e Malte – 12/04/2017

Especiarias na Cerveja

especiarias cerveja

A procura por sabores e aromas inusitados na cerveja leva os cervejeiros a buscarem novos ingredientes que proporcionem uma experiência única na degustação da cerveja. Tais aromas e sabores podem vir das mais variadas especiarias, aumentando a complexidade da bebida.

Hoje encontramos cada vez mais cervejas que recebem especiarias e condimentos em sua receita. Essa nova tendência vem mudando o conceito dos apreciadores da bebida. As opções são várias: Anis estrelado, café, canela, coentro, erva-mate, pimenta, gengibre, etc.

O que são especiarias?

Especiarias são condimentos muito utilizados na gastronomia para temperar e conservar alimentos. A utilização delas, vem crescendo no mundo cervejeiro como forma de acrescentar mais aromas e sabores ou até mesmo realçar um sabor já existente na cerveja, como a Inglesa-stout com aromas de café e cacau ou a Belga-witbier com aroma cítrico de laranja e condimentado do coentro.

Mas como utilizá-las?

Existem vários métodos de adição de especiarias, que vai ser escolhido de acordo com a característica final que se deseja obter. Isso devido aos vários compostos químicos que podemos extrair das especiarias. Dentre elas, podemos destacar açúcares, óleos essenciais, sementes, xaropes, etc.

Podemos adicionar especiarias na cerveja durante a fervura do mosto, agregando aromas e sabores de forma mais suave. Também podem ser adicionadas na cerveja durante a maturação onde as características são extraídas devido a presença do álcool.

Dentre as possibilidades de temperos, diferentes fontes de açúcar também podem ser considerados para o uso. A sua adição na cerveja, pode ter tanto a finalidade de aumentar a quantidade de açúcares fermentáveis no mosto, quanto aumentar a complexidade do seu sabor. Um exemplo deste caso pode ser a adição do açúcar demerara. Este açúcar servirá como fonte de extrato mas, por ser um açúcar menos refinado, passa para a cerveja suas características de melado e mel. Dentre estas opções também podem ser citados o melado da cana, rapadura, caramelos, etc.

Outra boa forma de utilizar especiarias é extraindo os óleos essenciais das mesmas. Os óleos essenciais são compostos aromáticos, extraídos geralmente de plantas, frutas e especiarias. Puros, podem ser utilizados para diversos fins. Um bom exemplo para utilização de óleos essenciais é na cerveja Belga-witbier. Na produção, são adicionados a ela cascas de laranja e sementes de coentro. Poderíamos substituir a adição de cascas de laranja pelo óleo essencial da laranja, chamado limoneno, composto presente em sua casca, responsável pelo aroma cítrico. Podem ainda ser adicionadas em forma de suco, frutas in natura, frutas desidratadas, extratos, sementes e ervas.

Experimente novas combinações

A adição de especiarias é então uma forma de incrementar na cerveja, características novas, aumentando a complexidade através de aromas e sabores diferenciados que o malte, lúpulo e o fermento não proporcionam. O número de combinações a serem criadas é imenso, mas muita atenção na escolha das especiarias a serem utilizadas em cada cerveja e nas suas quantidades. Dosando-as corretamente, o cervejeiro irá alcançar o resultado desejado, possibilitando a obtenção de uma cerveja com características únicas.

Fonte: Cerveja e Malte – 06/06/2017

Técnicas de Lupulagem: um Guia Básico para diferenciar suas receitas

lupulo

Tudo bem, o título pode ter saído mais sensacionalista do que o desejado, mas é fato inegável o quanto o lúpulo tem relevância na criação de suas receitas, diferenciando-as para que se tornem alvo de deliciosas experiências de degustação.

Isso significa que, além da escolha do lúpulo que vai dar características peculiares à sua cerveja — como o seu amargor e aroma —, existem também técnicas de lupulagem que colocam essa etapa produtiva em um aspecto muito mais estratégico.

E, para que você seja destaque dessa transformação, evitando resultados sensoriais indesejados em suas cervejas, vamos nos aprofundar em toda a questão que envolve as técnicas de lupulagem — e como usá-las em seu favor. Acompanhe!

A ação do lúpulo na produção de cerveja

Diferentes técnicas de lupulagem trazem, lógica e consequentemente, resultados distintos. E isso tudo se inicia na compreensão do que o lúpulo pode fazer pelas suas experiências.

Formado por alfa ácidos e óleos essenciais, entre outros elementos, o lúpulo conta com a ação do primeiro para conferir o amargor à bebida, em um processo conhecido como isomerização (durante a fervura). Quanto mais tempo em contato com o mosto fervente, mais amargor pode-se obter do processo.

Com os óleos essenciais, tão presentes quanto os alfa ácidos no lúpulo, a atenção deve estar no momento de adicioná-lo ao mosto da fervura, pois eles evaporam com facilidade. Isso nos diz que, quando adicionado no mosto já frio ou mesmo na etapa final de fervura, obtém-se mais aroma na sua receita.

E é nesse ponto de equilíbrio entre os óleos essenciais e os alfa ácidos que surgem algumas técnicas de lupulagem capazes de gerar resultados diversos em sua bebida. A seguir, vamos ver alguns deles!

First Wort Hopping

Neste processo técnico, a ideia consiste em acrescentar o lúpulo durante a transferência da panela de filtragem — antes da fervura, portanto.

O bacana desse conceito até que recente, na cultura cervejeira, é que o resultado final confere um amargor mais uniforme à bebida. A questão está apenas no uso de um lúpulo com baixa concentração de alfa ácidos e na quantidade utilizada.

Mash Hopping

Uma das técnicas de lupulagem que mais tem caído em desuso é a Mash Hopping, que ocorre no momento da brassagem e permite um equilíbrio geral no aspecto da bebida.

O fato de ela estar sendo deixada de lado se deve à alta quantidade de lúpulo necessária, sendo que o sabor é pouco afetado no processo, já que os óleos vão se perder durante a fervura.

Para promover o amargor em sua cerveja

Já mencionamos, no começo do artigo, mas vale a atenção a essa técnica de lupulagem. Afinal, muito de uma cerveja, que tende a cativar os seus apreciadores, é o característico amargor.

Em média, o lúpulo é adicionado por cerca de 1 hora durante a fervura — podendo variar levemente além ou abaixo desse tempo. Caso exceda essa média parte do aroma irá se perder.
Dessa maneira, é comum trabalhar com a aromatização da bebida durante a sua finalização, e não durante a fervura.

Para promover aromas em sua cerveja

Quando faltar algo em torno de 30 a 15 minutos para finalizar o processo de fervura, a utilização de um lúpulo com menor concentração de alfa ácidos ajuda a criar uma bebida bastante equilibrada, mas com uma leve acentuação para a melhor percepção do olfato. Quando o lúpulo é adicionado por cerca de 15 minutos em contato com o mosto do mosto fervente, obtém-se uma bebida mais aromática, embora menos amarga.

Dry Hopping

Por fim, temos o dry hopping, que conserva os aromas dos óleos essenciais a partir da adição do lúpulo durante a maturação. Muitos cervejeiros que utilizam a técnica fazem uso de um hopbag para isso, pois facilita a remoção do lúpulo posteriormente.

Existem outras técnicas de lupulagem que podem ajudar você a se guiar cada vez com mais qualidade por entre as suas experimentações.

Fonte: Blog Cerveja e Malte – 01/06/2017

Primeiro concurso de receitas caseiras com a categoria Catharina Sour está com inscrições abertas

Promovida pela Vale do Lúpulo Brew Shop, loja de Blumenau (SC) especializada em itens para produção caseira da bebida, competição vai premiar o melhor na categoria incentivada pela Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc)

Os cervejeiros caseiros são agentes fundamentais no mercado das cervejarias artesanais. A pesquisa e a dedicação deles fomentam o segmento no país e, com a sua profissionalização, centenas de microcervejarias surgem todos os anos no Brasil. É por isso que a Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc) convoca os produtores caseiros para a disseminação do estilo Catharina Sour, criado para valorizar os ingredientes locais e fortalecer a relação dos brasileiros com a bebida.

Estão abertas as inscrições para o primeiro concurso de cervejas caseiras, que traz a oportunidade da apresentação do estilo no Brasil. O 1º Concurso de Cerveja Caseira Vale do Lúpulo premiará as três melhores inscritas nos estilos Catharina Sour e American Pale Ale.

As inscrições vão até o dia 4 de junho e o anúncio dos vencedores ocorre no dia 16 de setembro. Todas as informações estão no link http://bit.ly/Regulamento-ValedoLúpulo.

Carlo Lapolli, presidente da Acasc, acredita que a iniciativa é um novo marco para a consolidação do estilo brasileiro. "Um dos termômetros deste mercado é o interesse dos cervejeiros caseiros. E temos certeza que logo outras marcas no Brasil também produzirão Catharina Sours", diz. Hoje, algumas marcas catarinenses já comercializam o estilo.

Fonte: SEGS – 24/05/2017

Cerveja artesanal toma espaço na comunidade de Chapadão, em Orleans

10 1

Tradicionalmente se diz cerveja toda bebida fermentada a partir de cereais. Entretanto por força de lei, no Brasil, entende-se cerveja como uma bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto cervejeiro, oriundo este malte de cevada e água potável, por ação de levedura, com adição de lúpulo.

5 4 248x300

Em Chapadão tudo começou no mês de agosto do ano passado, quando aconteceu um curso para a fabricação de cerveja artesanal, sendo o incentivador deste curso o Senhor Adalberto Selinger.

Foram dois dias de cursos, com um professor natural de Ibirama.

Ao todo participaram dez pessoas, ao qual depois do curso, estes montaram uma sociedade para adquirirem o kit cervejeiro.

Dentre estes, se destaca Cidimar Kestring, que participou do curso e hoje produz a sua própria cerveja artesanal para o consumo próprio e para os amigos.

Em sete meses já fabricou 350 litros de cerveja, sendo que se consegue fabricar 50 litros por vez.

O custo por litro fica em torno de 5 reais.

Para completar todo o processo cervejeiro desde seu inicio até o fim, gasta-se em torno de 6 horas, sendo que todo o processo se divide em 12 etapas.

Após a conclusão deste processo, a cerveja é levada para a geladeira para a fermentação, e assim que a fermentação parar, que varia de 20 a 25 dias é engarrafada e depois de 8 dias é só degustar a cerveja artesanal.

Colaboração: Fábio Kraieski Matuchaki | Fotos: Fábio Kraieski Matuchaki

Fonte: Imprensa New Sul – 04/05/2017

Professor cervejeiro cria sabores exóticos com produtos típicos do Sul de MG

Marmelo, capim-cidreira, fisális. O que dá na roça vai parar no caldeirão de experiências desenvolvidas em Pouso Alegre.

7

Cerveja artesanal produzida em Pouso Alegre, MG, leva produtos típicos da região (Foto: Daniela Ayres/G1)

Em um sítio de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, um professor usa todo o seu conhecimento em biotecnologia e microbiologia para criar cervejas com sabores exóticos. A refrescância do capim-limão, o mistério da fisális, o dulçor discreto do marmelo quando cozido. Tudo o que dá na horta entra no caldeirão desse aprendiz de mestre-cervejeiro.

"No começo, eu seguia as receitas. Depois eu pensei: 'fermentação é a minha área'. A Luciana achou que ia dar errado, mas deu muito certo. Para alguma coisa tinha que ter servido o estudo", brinca Francisco Eduardo de Carvalho Costa, lembrando-se do olhar desconfiado da esposa. "A primeira receita 100% minha é a da cerveja de marmelo. O desafio é sempre adaptar o tipo da cerveja ao paladar do brasileiro, ao tipo de malte que temos aqui", conta.

28

Especializado em biotecnologia e microbiologia, Francisco divide seus conhecimentos entre a sala de aula e a cozinha (Foto: Daniela Ayres/G1)

Criando oportunidades

Quando há seis anos teve seu primeiro contato com a "alquimia", que transforma água e fungos em uma bebida altamente apreciada em todo o mundo, Francisco não fazia ideia de que dava os primeiros passos rumo a um futuro de negócios. Ele sequer apreciava cerveja.

"Depois de 10 anos, eu deixei a universidade onde dava aula e fui fazer um pós-doutorado. As pesquisas eram sobre a produção de etanol a partir de resíduos da indústria- sabugo de milho, casca de arroz, casca de café, bagaço de cana. Para o combustível, a gente usa ácido e pressão, mas o professor propôs um teste com leveduras, para saber os níveis de fermentação de cada tipo. Na brincadeira, ele soube que no laboratório de qualidade do mel iriam descartar 35 Kg de mel. A primeira bebida que fiz foi o hidromel, que é à base de mel e água."

A experiência acadêmica levou o professor a ler mais sobre produção de bebidas, o que logo se transformou em um interesse nas técnicas milenares que envolvem as cervejas artesanais. Ainda assim, apenas em 2016 ele decidiu se aventurar no ramo como proposta de mercado.

"Ele começou a dar aula em outra faculdade, a ideia ficou adormecida. Com a crise, o número de aulas dele diminuiu e eu comecei a falar para ele aproveitar o que tinha aprendido. Fomos fazer cerveja", conta a psicóloga Luciana Guimarães que, apesar de ter demonstrado um pequeno receio com a alteração que o marido fez em uma das primeiras receitas, é a grande parceira de Francisco no projeto.

17

Luciana Guimarães organiza, degusta, sugere: parceria no empreendimento do casal (Foto: Daniela Ayres/G1)

Parceria

Se a beira do fogão é de Francisco, é Luciana que organiza a rotina do casal. Ela ajuda a degustar, anota tudo, sugere. Há meses, ela tenta convencer o marido a fazer uma cerveja com toque de morango, fruta que tem na região um dos principais produtores do país. "Ele vai estudar como fazer. Essa é a que eu quero. Ele quer fazer mesmo uma de framboesa", revela Luciana.

A principal preocupação do casal é encontrar matéria-prima de qualidade. No sítio que administram no bairro Canta Galo, Francisco e Luciana cultivam parte do que precisam. O capim-limão, também conhecido como capim-cidreira, é colhido no quintal para compor uma das opções de cerveja produzidas ali.

1492549936463158

Hibisco, capim-cidreira e fisális são produzidos no sítio que Francisco e Luciana administram no Sul de Minas (Foto: Daniela Ayres/G1)

"Eu já experimentei com o capim-limão vendido no supermercado, mas não fica o mesmo sabor. Se foi usado um fungicida na planta, a cerveja já não fermenta direito. Levedura é fungo e o fungicida mata. Tem que ter essa atenção. O hibisco, muito usado em chás, ajuda a dar cor avermelhada para a cerveja, mas o vendido em saquinho pode ter fungo, folha estragada, então eu planto e sei com o que estou trabalhando", afirma o professor.

Para a cerveja de marmelo, a fruta foi trazida de uma produção orgânica de Delfim Moreira (MG). Um pedido que exigiu criatividade e flexibilidade do casal. "Veio de uma conversa informal sobre a festa dessa fruta. Vai ficar pronta com 1 mês", diz Luciana.

23

Plantação de marmelo: fruta virou ingrediente para professor cervejeiro de Pouso Alegre, MG (Foto: Sandro Queiroz/Globo Rural)

Descobrindo sabores

De 21 a 23 de abril, Delfim Moreira vai festejar o marmelo, que é bastante típico e tradicional na cidade, e a cerveja de Pouso Alegre vai ser um presente para o público. Conhecido pelo doce que leva o mesmo nome, o marmelo tem um gosto bastante ácido se consumido ao natural. Cozido é que ele ganha um sabor agradável ao paladar e se tornar ideal para diversas receitas.

"Ele é um parente da pera. A minha pesquisa para chegar na bebida para a festa começou na Europa, onde há várias receitas de cervejas com pera. Depois encontrei uma receita dos Estados Unidos, que é com marmelo. A partir disso, fui vendo como adaptar para a nossa região", explica Francisco.

3

Luciana Guimarães e Francisco Costa, da nanocervejaria artesanal de Pouso Alegre, MG (Foto: Daniela Ayres/G1)

À base de trigo e cevada, a cerveja de marmelo tem um teor alcoólico de 9%. No dia em que foi para fase de maturação, na última quinta-feira (13), o G1 degustou a bebida que se apresentava com uma textura leve, semelhante a um vinho frisante, e que, no final, deixa um sutil adocicado no paladar.

"A ideia é sempre pegar o que é da estação. Tem goiaba, jabuticaba, abóbora. Encontrando fornecedores de confiança, podemos produzir a cerveja. A cerveja com sabor não perde as características da cerveja. Essa mistura só é sentida no final."

Com capacidade para produzir 500 litros de cerveja por mês, Francisco agora busca a regularização junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), processo que ainda por durar um ano. Até lá, experiência é que não falta para ser feita. "Já me cobraram uma IPA [estilo de cerveja] de maracujá."

Fonte: G1 Sul de Minas – 19/04/2017

Produtores de cerveja devem usar corretamente o GLP para evitar acidentes

As cervejas artesanais têm atraído cada vez mais consumidores interessados em degustar os variados rótulos disponíveis no mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), o país conta com cerca de 200 microcervejarias, além de vários amantes da bebida que produzem suas próprias cervejas. Como o gás liquefeito de petróleo (GLP) é um importante aliado nesse processo, a Liquigás Distribuidora – empresa líder no mercado brasileiro de botijões de gás de até 13 Kg – destaca algumas dicas para a produção de cervejas com segurança e qualidade.

Na fabricação das cervejas artesanais, o GLP é utilizado no processo de brassagem, que converte o amido dos grãos em açúcares, por meio do cozimento do malte. Esta é uma etapa de extrema importância para os cervejeiros e requer atenção com a temperatura da água. O alto poder calorífico do GLP e a possibilidade de controle da temperatura garantem a qualidade exigida pelos produtores.

Dependendo do volume de fabricação de cerveja, o fabricante pode optar por utilizar os botijões de 8 ou 13 kg, comercializados pela rede de revendas autorizadas Liquigás, ou uma central de GLP, instalada e dimensionada pela própria distribuidora, de acordo com a necessidade de consumo, tamanho do empreendimento e volume de produção.

Cuidados com a instalação dos botijões

Um item de extrema importância a que os produtores de cervejas, principalmente os caseiros, devem se atentar é o uso de reguladores, necessários em todas as instalações de GLP, visto que o gás contido nos botijões encontra-se sob pressão superior à de trabalho dos fogões. A função do regulador é justamente adequar a pressão para garantir o perfeito funcionamento nos aparelhos de queima.

A escolha do regulador adequado deve levar em conta o tamanho do botijão ou cilindro, o tipo de queimador do fogão e os acessórios instalados. Eles também dispõem de um sistema de segurança que bloqueia a passagem do gás caso ocorram variações indesejadas ou acidentais de pressão. Além de garantir segurança ao processo, o regulador possibilita uma chama constante e uniforme, e um maior rendimento do equipamento de cocção utilizado, seja ele um fogão de grande porte ou um equipamento de uma boca.

Em caso de dúvidas sobre qual regulador utilizar, o consumidor deve buscar informações com os fabricantes dos fogões, nas revendas ou com a equipe técnica da distribuidora.

Dicas de segurança

  • Confira mais algumas dicas para garantir a segurança na fabricação artesanal de cerveja:
  • Coloque o recipiente sempre em locais ventilados, para facilitar a dispersão do gás em caso de vazamento;
  • Nunca armazene o botijão em compartimentos fechados (armários, gabinetes, vãos de escada, porões etc.);
  • Nunca coloque o botijão próximo a tomadas, interruptores e instalações elétricas (mantenha distância mínima de 1,50 m);
  • Nunca instale o botijão próximo a ralos ou grelhas de escoamento de água (mantenha distância mínima de 1,50 m). Por ser mais pesado que o ar, o gás pode se depositar nesses locais em caso de vazamento. Assim, qualquer chama ou faísca poderá provocar um acidente;
  • O botijão não deve ficar confinado. Ele deve ficar, de preferência, do lado de fora da cozinha, em local arejado, coberto e protegido das intempéries.

Troca do botijão

  • Antes de trocar o botijão, certifique-se de que todos os botões dos queimadores do fogão estejam desligados;
  • Nunca efetue a troca do botijão na presença de chamas, brasas, faíscas ou qualquer outra fonte de calor;
  • Nunca role o botijão. Transporte-o sempre na posição vertical;
  • Retire o lacre de segurança do botijão antes de instalar o regulador. Use apenas as mãos;
  • Retire a etiqueta e leia atentamente as instruções para o correto manuseio do produto. Além das dicas de segurança, a etiqueta também contém informações sobre a empresa responsável pelo envase e distribuição do botijão. Guarde-a para consultas futuras;
  • Retire o regulador de pressão do gás do botijão vazio e, em seguida, encaixe e rosqueie sobre a válvula do botijão cheio;
  • Use apenas as mãos. Não utilize ferramentas como martelo ou alicate;
  • Antes de trocar o botijão, examine sempre as condições de conservação da mangueira e do regulador de pressão de gás, verificando constantemente o prazo de validade, que é de cinco anos.

Instalações sem risco

  • Após instalar o botijão, sempre faça o teste de vazamento, passando espuma de sabão ao redor da conexão da válvula de saída de gás e do regulador de pressão de gás;
  • Se surgirem bolhas, repita a operação de instalação. Se o vazamento continuar, desconecte o regulador de pressão de gás e verifique se existe vazamento na válvula;
  • Caso o vazamento continue, leve o botijão para um lugar ventilado, deixando o regulador de pressão de gás desconectado e chame a assistência técnica do seu fornecedor de gás;
  • Não instale o fogão onde há corrente de ar que possa apagar a chama e causar vazamento de gás;
  • Jamais passe a mangueira por trás do fogão. Se for necessário alterar a posição de entrada de gás, chame profissionais credenciados pelo fabricante do fogão.

Fonte: Goronah – 17/04/2017

Casa OLEC Petrópolis promove concurso de cervejeiros caseiros para lançar Helles Bock

CASA OLEC CONCURSO

Evento celebra o primeiro ano do estabelecimento. A cerveja campeã será brassada na nanocervejaria da Bohemia (RJ).

Para marcar a comemoração de um ano da loja de Petrópolis/RJ, a Casa OLEC lança um desafio aos cervejeiros caseiros: um concurso para produzir uma Helles Bock. A ideia é escolher a melhor cerveja do estilo definido produzida por cervejeiros caseiros, brassar 250 litros da receita campeã na nanocervejaria da Bohemia e lançá-la no dia 18 de agosto. Os três primeiros colocados também ganharão vale compras na Casa OLEC Petrópolis, de R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente, além de um kit de Bohemia Reserva e um growler da Casa OLEC.

As inscrições para o concurso já estão abertas e são limitadas a 150 participantes. O prazo para entrega das amostras vai de 6 a 16 de junho, o julgamento das receitas cervejeiras será no dia 20 de junho e a divulgação dos vencedores no dia 23. Já a brassagem da receita campeã será feita no dia 7 de julho. Para se inscrever e obter todas as informações sobre o concurso acesse o site do concurso da Casa OLEC.

Fonte: Revista da Cerveja - 15/04/2017